sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O que Jesus disse...

Sobre o Amor de Deus

Thomas Miersma
Tradução: Marcelo Herberts

"Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna"
(João 3:16).

Por essas palavras Jesus ensina que o amor de Deus pelo mundo não é um amor por todos os homens sem exceção, mas um amor pelos crentes (veja também os versículos 17 e 18). O mundo que Deus amou e pelo qual deu o Seu Filho é o mundo daqueles identificados pela graça da fé salvadora, "para que todo o que nele crer não pereça." Não deturpe o texto torcendo esse "todo o que" em algo que ele não diz, como se "todo o que" significasse "qualquer um que escolha crer por si só." Uma vez que o texto literalmente se refere a "todos os crédulos," esse "todo o que" deve ser visto como se referindo a certas pessoas segundo a sua natureza espiritual, isto é, os crédulos ou crentes. Eles constituem o mundo que Deus ama, as ovelhas de Jesus Cristo, constituído de judeus e gentios (João 10:16). É por esse mundo, objeto do Seu amor, que Deus deu o Seu Filho.
Por esses crentes somente, Jesus também ora: "Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus … Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles" (João 17:9, 20). Através dessas palavras Jesus ora por Seus onze discípulos crentes e também por aqueles que virão a crer. Ele não ora por toda e qualquer pessoa. Ele ora por Seu povo, por aqueles que Deus amou. Note que eles foram "dados" a Cristo, tanto os discípulos crentes como aqueles ainda por nascer, "que crerão." Eles pertencem a Cristo porque lhe foram dados por Deus em Seu amor. O amor de Deus por Cristo é o fundamento, a fonte da salvação e da crença deles.
A respeito desse amor de Deus, Jesus diz, "… os amaste como igualmente me amaste" (João 17:23). Deus ama o seu povo com o mesmo amor que tem por Cristo. Jesus declara ser objeto de um amor eterno quando diz, "… porque me amaste antes da criação do mundo" (João 17:24). Assim como Deus amou o Seu Filho com um amor eterno, Deus amou o Seu Povo com o mesmo amor eterno. Jesus não diz que Deus vai amá-los somente no futuro, ainda que esteja se referindo àqueles que ainda não nasceram, mas diz, "… os amaste." Deus sempre amou o Seu Povo. Jesus não está se referindo tão-somente aos discípulos, mas no contexto daqueles "que crerão em mim, por meio da mensagem deles" (João 17:20). Aqueles que Deus amou são Seu povo. Antes que tivessem mesmo nascido ou tivessem feito bem ou mal, eles foram objetos do Seu amor. Não há qualquer incerteza na mente de Jesus quanto à vinda deles à fé, pois "crerão em mim." A fé deles então não pode ser a causa desse amor. Antes, o eterno amor de Deus é a verdadeira causa da sua fé.
As pessoas que Deus amou eternamente foram dadas a Cristo, tal como Jesus disse, "Pai, quero que os que me deste estejam comigo onde eu estou" (João 17:24). Como o Pastor das ovelhas pertencentes a Ele, Jesus vai à cruz, redimindo-as por meio do Seu próprio sangue, como disse, "… dou a minha vida pelas ovelhas" (João 10:15). Isso é necessário. Como pecadores, os crentes não são amáveis em si mesmos, mas dignos de condenação. Jesus veio para "salvar o seu povo dos seus pecados" (Mateus 1:21), incluindo o pecado da incredulidade com o qual nasceram. Não podemos encontrar em nós mesmos qualquer causa pela qual Deus nos amou. Seu amor é o fundamento, Aquele que nos deu a Cristo. Assim Jesus pode dizer, "Todo aquele que o Pai me der virá a mim" (João 6:37) e também "E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia" (João 6:39). Como Sua propriedade, Jesus busca as suas ovelhas, não apenas enquanto esteve na terra, mas continua a busca por elas por meio da Sua Palavra e Espírito, através do evangelho. Ele veio "buscar e salvar o que estava perdido" (Lucas 19:10), Sua propriedade. Por elas, de acordo com a vontade de Deus, Ele dá a vida eterna, "… para que conceda a vida eterna a todos os que lhe deste" (João 17:2). Nascidas de novo pela graça de Deus, elas escutam com os ouvidos da fé e crêem.
Em conformidade com esse amor de Deus, Ele conhece o Seu povo por nome, e este, conhecendo e escutando a Sua voz, crê e é salvo. Seu povo jamais perecerá. Jesus disse "As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai" (João 10:27-29). Outros persistem em seu pecado e descrença obstinados porque não são objeto do amor de Deus. Segue-se disto que eles não foram levados a crer, tal como Jesus disse "mas vocês não crêem, porque não são minhas ovelhas" (João 10:26). A linguagem de Jesus é muito penetrante. Ele estava se referindo particularmente aos falsos mestres do Seu povo daqueles dias. Eles não creram "porque" não eram Suas ovelhas. Deus não os fez crer. Eles nasceram em descrença como pecadores caídos e permaneceram na descrença debaixo do julgamento de Deus. Eles pertenciam àquele outro mundo, o mundo que perece, e não ao mundo que Deus amou. Jesus disse a respeito deles, "Por que a minha linguagem não é clara para vocês? Porque são incapazes de ouvir o que eu digo. Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele" (João 8:43,44). A descendência espiritual do diabo, eles não eram "de Deus." Tal como Jesus continua em Sua exposição, "Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz. Vocês não o ouvem porque não pertencem a Deus" (João 8:47). O amor de Deus, pelo poder da Sua graça em Cristo e pelo Seu Espírito Santo, gera filhos espirituais, nascidos de Deus. Deus lhes concede fé salvadora.
Por meio das Suas palavras Jesus ensina que o amor de Deus é um amor eterno soberano por pessoas específicas, um amor particular. Deus entregou essas pessoas específicas a Cristo como Suas ovelhas, e por elas somente Ele morreu. Ele as chama infalivelmente à fé nEle e lhes concede a vida eterna. Jesus disse, "Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei" (João 6:37). O amor de Deus é um amor soberano onipotente que envia o evangelho àqueles que Ele amou na eternidade. Ele os salva através desse amor. Esse amor não pode falhar. É imutável. Faça a si mesmo a seguinte pergunta: Você crê nesse Jesus, o verdadeiro Cristo das Escrituras, Aquele que ensina um amor todo-poderoso por parte de Deus? Tome cuidado com um falso cristo que ensina um amor divino impotente, impotente para enviar o evangelho e impotente para irresistivelmente operar a fé no coração daqueles que ele ama. Esse falso cristo não é o Cristo das Escrituras.

A Descoberta mais Sublime


"Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto." (Isaías, 55.6)

Se há uma sensação terrível de se lidar, é a "rejeição". A rejeição é como uma negação de nossa humanidade. É como se fôssemos excluídos da face da terra... você já sentiu assim? Ahh... é ruim, não?

Damos tanto valor ao que os outros pensam ao nosso respeito, e queremos tanto ser aceitos por quem nos rodeia, que passamos boa parte do nosso tempo fazendo "coisas" que visem alcançar a atenção das pessoas. Desde nossa preocupação com a roupa que usamos até as grandes realizações, tudo está (quase sempre) ligado ao desejo de sermos notados. Ser notado, aceito e amado é muito mais que um simples capricho humano, é uma necessidade básica. Quem não ama adoece, quem não é amado cai enfermo. Há um provérbio que expressa: "Para aqueles que não entendem de amor, a Terra não é redonda nem quadrada. É chata!".

A grande tragédia que colhemos desta frenética busca cotidiana por aceitação revela-se quando todo o investimento feito parece não resolver e corresponder às nossas expectativas. Investimos, mas somos rejeitados! Nos doamos aos outros através do companheirismo, amizade, amor... mas percebemos que nosso sentimento muitas vezes é lançado ao chão e pisado sem respeito, sem carinho, sem afeto algum; até podemos dizer como o poeta irlandês, Yeats: "Espalhei meus sonhos aos seus pés. Caminhe devagar, pois você está pisando neles...". Nos sentimos traídos... abandonados... frustrados... Afinal, para que serviu todo o investimento que fizemos? Resolveu ou preencheu verdadeiramente o vazio que havia (ou há) dentro dos nossos corações?

Quando temos a coragem de nos fazer tal pergunta e encarar tal realidade, verdadeiramente estamos no caminho certo! Estamos lidando com a nossa finitude, com nossas limitações e nos abrindo para a descoberta mais sublime: precisamos de Deus!

Quando buscamos ser aceitos, na verdade estamos inconscientemente buscando a Deus.

Quando buscamos ser amados, na verdade estamos inconscientemente buscando a Deus.

Quando buscamos ser notados, na verdade estamos inconscientemente buscando a Deus.

Quando buscamos o sucesso, a realização pessoal, a felicidade... na verdade estamos inconscientemente buscando a Deus.

Podemos debater com esta verdade... e sofrer as duras agruras da existência, mas enquanto não nos conscientizarmos de que é a Deus Quem procuramos, iremos vaguear no limbo da inconstância humana, tendo que encarar o fracasso de inúmeras realizações que não dão sentido à vida, e que não preenchem o vazio de um coração que geme em busca de amor e de aceitação... que geme em busca de Deus

A ALMA E A BOTIJA

Enviado por Roberto Farias Azevedo
JesusSite


Era uma vez um rei que enviou seu servo numa longa jornada: "Vês esta estrada, meu servo? Seguirás por ela sem te desviares. O reino para onde te envio está no final dela. Na tua jornada levarás esta botija, a qual entregarás ao rei daquele reino."

Assim, conforme foi ordenado, partiu o servo, levando a preciosa botija - obra-prima do oleiro. A estrada se perdia de vista. Atravessava vales e rios. Algumas vezes percorria o alto dos montes, outras vezes o fundo dos vales. Havia trechos ladeados de árvores que proporcionavam refrescante sombra, mas havia outros áridos que eram fustigados pelo sol.

Passados muitos dias, o servo encontrou uma caravana de ciganos. Estes insistiram e acabaram por convencê-lo a seguir com eles. Logo o servo aprendeu a arte de trapacear nos jogos de sorte e de mentir, fingindo ver na palma da mão o destino de crédulos incautos.

Enganado e enganando, o servo não viu o tempo passar. Um dia, como a acordar de um pesadelo, lembrou-se da ordem do rei e foi procurar a botija.

Achou-a jogada, empoeirada e com muitas trincas. Tomou-a e voltou para a estrada. Mas não por muito tempo!

Entre os vadios, o servo adquiriu o desleixo e a indolência. Bastou encontrar a primeira subida no caminho para abandonar outra vez a estrada, procurando desbordar a montanha por um atalho.

Assim fazendo, acabou por se deparar com uma cidade onde um templo idólatra estava sendo construído.

O servo que aprendera também a ganância e o amor ao dinheiro, aceitou ajudá-los em troca de um bom salário.

O templo demorou anos para ser terminado. Durante este tempo, ele passou a seguir os costumes locais e se tornou como um deles. Entregou-se ao pernicioso culto aos ídolos e às práticas e costumes pagãos. Adquiriu novos vícios e prostituiu-se como era tradição daquele povo.

Com o passar do tempo, tornou-se fraco e doente; miserável e abatido. Perdeu tudo que tinha e foi desprezado e expulso da cidade.

Na sua miséria, lembrou-se da botija e da ordem do rei. Sentiu que a única chance, a botija, cuja trincas eram agora rachaduras, estava completamente abandonada. Havia perdido todo brilho e beleza.

Trôpego e cansado, o servo retomou a estrada.

Agora pelo caminho já não havia ciganos que se interessassem por ele, ou alguém que lhe desse um serviço. O servo era feio e velho, doente e fraco.

Com sacrifício, chegou finalmente ao reino. Vendo os majestosos portões, o primeiro sentimento que teve foi de remorso, perdera tanto tempo por nada.

Imediatamente procurou o rei e lhe contou sua história. Entregando-lhe a botija disse, "Majestade, eis a botija! Estou velho e cansado e nada tenho na vida. Rogo-te que me concedas a recompensa para que descanse em paz."

O rei abriu a botija e verificou que ela estava completamente vazia.

"Pobre homem", disse o rei, "nada tens para receber, pois tua recompensa era o fino e valioso ouro em pó que havia dentro da botija e que tu deixaste cair pelas trincas e rachaduras. Essa botija representava teu corpo e o ouro que havia nela, a tua alma. Deixando o caminho que devias percorrer, adquiristes males e vícios, trincando teu corpo com o pecado e a doença, tal qual a botija envelhecida.

As virtudes da tua alma, o amor e a bondade, a fidelidade e a obediência ao teu Senhor, foram sendo levadas da tua alma, assim como o ouro foi derramado da botija, e não podias perceber.

Hoje não tens recompensa. Está vazia a tua botija como vazia está a tua alma."

Igualmente o Senhor nosso Deus deu a cada um de nós uma botija de barro que nos veste a alma preciosa e eterna.

Ao deixarmos o caminho do Senhor para trilhar o caminho do pecado e dos vícios, perdemos as virtudes da alma assim como a botija quebrada deixa cair pelo caminho o ouro em pó que lhe confere o valor.

Sábio é o homem que guarda sua botija, preservando a sua alma. Terá sempre um precioso tesouro do qual virá paz, alegria e a recompensa final: nossa salvação em Jesus!

6 MESES DE VIDA

Rogério Strazzeri 


Eu já não sou o que era: devo ser o que me tornei.
(Coco Chanel)

Imagine-se indo a um hospital pegar o resultado de um exame. Agora se imagine entrando no hospital, lá você se encontra com seu médico, que lhe chama para conversar em um lugar mais reservado, e depois de muitas explicações ele lhe diz: Sinto muito em lhe informar, mas você tem apenas seis meses de vida. O que você faria? Como você viveria esses próximos 6 meses?

Não responda ainda, deixe-me lhe contar a história de Jerry Greenfield.

Jerry era um bem sucedido operador da bolsa de valores de NY, seu sucesso era evidente, ele tinha uma boa casa, um carro do ano, almoçava em bons restaurantes e sempre que podia ia a New Jersey jogar golfe com os amigos.

Dois meses antes de seu aniversário Jerry foi surpreendido pelo seu médico ao ir buscar o resultado de um exame, que havia feito devido a algumas náuseas e dores de cabeça. Jerry soube que tinha câncer no cérebro (medulloblastoma) e que lhe restavam apenas mais seis meses de vida.

Jerry saiu do hospital sem compreender o que acabará de ouvir, foi para casa, ligou para outro médico e marcou mais uma série de exames que confirmaram o diagnóstico recebido anteriormente. Abatido e sem aparente possibilidade de mudar esse quadro, ele começou a pensar em sua vida e concluiu que não era uma pessoa feliz. Pensou em seu emprego na bolsa de valores e se lembrou que seu sonho nunca foi trabalhar como operador da bolsa, desde pequeno Jerry sempre quis ser músico, porém devido à possibilidade de ser bem sucedido na bolsa de NY, Jerry trancou a carreira de músico no baú, junto com seu violão, sua paixão pelo basquete, a namorada do colégio, os finais de semana que poderia ter passado com seus pais, os sorvetes que gostaria de ter tomado, os passeios de bicicleta e os sonhos esquecidos.

Numa atitude energética Jerry largou seu emprego na bolsa, cancelou sua matrícula no clube de golfe, vendeu seu carro importado, e foi a uma loja de instrumentos musicais comprar um violão. Na saída decidiu comprar uma passagem para visitar seus pais no Texas.

Nessa visita, Jerry encontrou seu amigo de infância Billy Newton, que agora havia se tornado pastor da igreja local. Através desse seu amigo, Jerry conheceu Jesus e aceitou Seu amor sem fim. Jerry também conheceu Raquel, que três meses mais tarde viria a ser sua esposa.

Mesmo sem o emprego na Bolsa de NY, Jerry conseguiu viver muito bem com os rendimentos de sua nova carreira de músico, não tinha mais aquele luxuoso carro importado, mas tinha mais que o suficiente para sustentar sua mulher Raquel e suas duas filhas, Hanna e Amanda. Nas tardes de sábado Jerry era técnico da equipe de basquete juvenil de sua igreja, e todos os dias ele era um pai amoroso, um marido atencioso e uma pessoa dedicada a Deus.

Sete anos após o médico ter dito que ele tinha apenas mais seis meses de vida Jerry veio a falecer. Em sua última noite em sua casa no Texas, cercado pela sua família e amigos, sua mulher lhe perguntou se ele queria comer algo especial, Jerry respondeu que não, pois ele já tinha um compromisso marcado para aquela noite, Jerry disse que aquela era a noite mais feliz de sua vida, pois naquela noite ele iria jantar com Jesus Cristo.

Quando entendemos que esta não é nossa casa e que aqui não é nosso lugar, buscamos viver por aquilo que acreditamos, e não somente por aquilo que queremos. Perdoe aqueles que o magoaram e busque o perdão daqueles que você magoou, ame, faça uma diferença positiva nesse mundo e na vida das pessoas que o cercam, busque cada dia mais a Deus e não a você mesmo, viva de acordo com a vontade do Pai, viva como se lhe restassem apenas... seis meses de vida.

" É melhor ter pouco em uma das mãos, com paz de espírito, do que estar sempre com as duas mãos cheias de trabalho tentando pegar o vento. Como entramos nesse mundo, nós também saímos, isto é, sem nada"
Eclesiastes 4:6 e 5:10

Amar, simplesmente amar


O ato de amor de Deus (Jesus) nos indica um novo caminho. Ora, se esse é o comportamento de Deus, amar graciosamente o homem apesar dos pesares humanos, logo não temos nenhum pretexto para negar o amor a alguém, ou até mesmo o perdão a quem nos ofende. João diz que “aquele que não ama não conheceu a Deus, porque Deus é amor...” (1 Jo 4.7s). Em outras palavras ter comunhão com Deus significa também participar da dinâmica do amor de Deus (Jo 14.21).

Pr Eliezer Alves de Assis

Amar é mais do que falar...



O amor capacita e compromete para a realização da verdadeira paz. Mas, sem sinais concretos de renúncia à violência, de resistência contra a injustiça, de perdão e reconciliação, o amor de Cristo não pode ser testemunha através de nós de maneira digna. Portanto, é importante ressoarmos o amor de Cristo para com os que estão próximos de nós, a família, a igreja e para todo o mundo (Jo 15.9).

Pr. Eliezer Alves de Assis


A opção de ser feliz é sempre nossa



A nossa felicidade ou infelicidade está em nossas mãos
É muito comum atribuirmos a alguém a nossa infelicidade, os nossos sentimentos, os nossos insucessos, as nossas ilusões (Gn 3.12). Mas, na verdade somos nós quem resolvemos se vamos ser felizes ou o contrário (Js 24.15). A decisão é exclusivamente nossa. É muito fácil arranjarmos desculpas para nossa conduta errada, e pôr a culpa de nossos atos livres em outras pessoas ou nas circunstâncias. A opção de escolha é sempre nossa. Por incrível que pareça, não são os outros que provocam nossas tristezas, irritações e doenças. Na verdade, nós mesmos que nos deixamos dominar pela irritação, mal-estar, tristeza, ou outros sentimentos negativos que incomodam profundamente.A Bíblia indica o caminho da felicidade, que não pode depender do outro ou das circunstâncias da vida, “Aprendi a contentar-me em toda e qualquer situação” (Fp 4.11b). Isso não quer dizer necessariamente que devo sofrer calado, ou ficar totalmente passivo diante das adversidades. Muito pelo contrário, a minha felicidade não procede das circunstâncias, mas do meu interior. A nossa vida não deve, de modo algum ser regida pela resignação passiva, nem pela tristeza, mas pela alegria. Deus é o doador de toda alegria e de todas as bênçãos (I Rs 8.66). A grande dificuldade é que estamos sempre achando que nossa felicidade e o amor aos outros dependem deles, das circunstâncias de nossa vida, de bênçãos materiais, do sucesso pessoal, e é justamente o contrário (2 Co 6.10).
A alegria tem sua fonte no Senhor, dessa forma, fora de nós mesmos, significando a nossa dependência a Ele. É por isso que Paulo constantemente lembra seus leitores da existência dela, e os exorta a manifestá-la (Fp 3.1; 4.4; Rm 12.12; 2 Co 6.10). Paulo coloca a alegria em contraste direto com thlipsis, “aflição” ou “tribulação”, significando com isso, a angústia causada pelas adversidades externas (2 Co 2.4). Nada, absolutamente nada pode tirar a sua felicidade, nem a sua paz. Ambas as coisas procedem de Deus.


Pr. Eliezer Alves de Assis


quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ressentimento

Nélio da Silva
JesusSite


"Nada nesta vida consome uma pessoa mais rapidamente do que a paixão do ressentimento". por Friedrich Wilhelm

Se porventura nesta manhã você ao abrir os seus olhos pode identificar uma amargura e ressentimento contra uma determinada pessoa, saiba que você está provocando uma grande sabotagem contra si mesmo(a). Esse sentimento pode enfraquecer áreas vitais da sua vida ao corroer o que há de mais precioso na sua existência: o seu coração. Ressentimento é como um anzol que trazemos certas pessoas amarradas na nossa linha. Enquanto não a libertarmos desse anzol às conseqüências maléficas que trazemos sobre nós mesmos serão devastadoras. Ressentimento é a mãe das principais doenças emocionais e é a responsável por um número incontável de pessoas que hoje estão se submetendo a mais variadas formas de terapias ou ocupando leitos de hospitais.

Quem é a pessoa (ou pessoas) que hoje você precisa “soltar” do seu anzol para que uma vez aliviado desse peso você possa criar pela graça de Deus um espaço no seu coração para a paz e felicidade? Nesse momento pense naquela pessoa a qual você tem manifestado um negativo sentimento de condenação ou crítica. Após fazer isso, visualize na sua mente a abertura do seu anzol e mesmo que você não tenha a mínima vontade de fazer isso diga a Deus: “Deus, em obediência à Tua Palavra eu libero essa pessoa dessa culpa contra mim. Da mesma maneira como um dia o Senhor me perdoou, eu também a perdôo.”


Para Meditação: "Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou " (Efésios 4:32).

O QUE MAIS IMPORTA


Dentro de nós um mundo se move. O mundo dos sentimentos e emoções. Fico pensando que tipo de sentimento Jesus teve dentro de si ao parar em frente ao túmulo de Lázaro e chorar. Ou a sensação de pavor de Davi ao receber a notícia de que Absalão fora assassinado.

Há momentos que nossos sentimentos falam mais do que palavras. Talvez você que lê esse artigo possa estar profundamente abafado por tantos sentimentos e emoções de tristeza, dor, frustração, desânimo. Ou então você está numa fase de intensa atividade e é tanto que lhe é exigido que você parece que vai explodir.

Você precisa de cuidados especiais. Esses cuidados inicialmente partem de uma atitude: o desejo de ser ajudado. Somado a isso é preciso entender que Deus não está longe, que Ele possui muito para ajudá-lo. E acima de tudo é preciso fé. Confiança. Acreditar, sem restrições, que algo pode acontecer.

Muitos livros falam de como encontrar um caminho de fuga dessa realidade. Muitas pessoas tentam com conselhos de sua experiência de vida fazer você enxergar mais longe, mas nem sempre isso ajuda.

O momento é mais significativo, quando é o seu momento. Um instante em que tudo faz a diferença. Nada mais é tão especial quando você ajoelha-se diante de Deus e conta para Ele os problemas do seu íntimo. Quando você diz que algo não vai bem, que precisa ser ajudado antes que tudo se acabe. É melhor o reconhecimento de que é ineficaz seus próprios procedimentos em tentar se ajudar, ou seja, se humilhar, do que seguir com tanta carga sobre si. Isso pode ser óbvio, mas sempre agimos assim. Esgotamo-nos tentando sair de nossos confrontos usando tudo o que a vida nos ensinou. E por fim nos vemos derrotados.

Nesses momentos as pessoas de temperamento sangüíneo e colérico gritam, sentem envergonhados, afastam de pessoas que os conhece bem. Viajam para longe, choram.
Querem mudar tudo rapidamente e de uma única vez. Os melancólicos e fleumáticos se sentem acuados, reprimidos, em silêncio, sofrem e não dizem nada. Não se abrem. Não querem se expor. Preferem dormir e acordar com suas dificuldades. Quem sabe um dia aparece uma ajuda; pensam.

Pois a ajuda chegou. Essas palavras vão de encontro a tudo aquilo que você queria. Você pode questionar: como isso tudo pode estar falando tanto ao meu coração? A resposta é: porque você queria que fosse assim. Porque você disse que creria se algo viesse de forma especial, junto ao seu coração. Não perca mais tempo algum. Vá agora mesmo até aos pés de Deus e conte tudo o que se passa com você, na sua alma. Deixe que Ele toque sua necessidade e satisfaça seu desejo de ser melhor. E seja feliz! Porque para Ele isso é o que mais importa.

BOA MEDIDA


"Se guardares o mandamento que hoje te ordeno, que ames ao Senhor teu Deus, andes nos seus caminhos... amando ao Senhor teu Deus, dando ouvidos à sua voz e apegando-te a ele; pois disto depende a tua vida e a tua longevidade." Dt 30:16,20

Um termômetro
Uma fita métrica
Uma régua
Um velocímetro
Um aparelho de medir pressão
Deus

O que estas coisas têm em comum? Todas elas são padrões de medida.

- Espere um pouco – você poder responder. – O que Deus está fazendo nesta lista?

Bem, assim como um termômetro, uma régua ou um medidor de pressão, o próprio Deus é um padrão de medidas. Se você quer medir uma distância, você poder usar uma régua. Se você quer medir a velocidade de um carro poder usar um velocímetro. Se quer medir o quão ou errada é uma atitude ou ação, você as mede com base nos valores de Deus.

Algo é certo ou errado? Compare-o com Deus.

É certo você mentir desde que não prejudique ninguém? Compare com Deus. Ele diz: “Não mentirás” (Levítico 19:11) porque Ele valoriza a verdade. Ele valoriza a verdade porque Ele é a verdade (João 14:6).

É certo você odiar alguém que o tenha magoado? Compare com Deus. Ele diz: “Amai uns aos outros” (João 13:34) porque Ele valoriza o amor. Ele valoriza o amor porque Ele é amor (1 João 4:8,16).

É certo guardar rancor? É certo ficar com algo que não lhe pertence? É certo ser levado por sua paixão ou temperamento? É certo debochar das pessoas? É certo tratar alguém injustamente? Compare com Deus. Ele é o padrão para medir o que é certo e errado.

NÃO DEIXE NADA PARA AMANHÃ...

Era uma vez...

Um garoto que nasceu com uma doença que não tinha cura. Tinha 17 anos e podia morrer a qualquer momento. Sempre viveu na casa de seus pais, sob o cuidado constante de sua mãe.

Um dia, decidiu sair sozinho e, com a permissão da mãe, caminhou pela sua quadra, olhando as vitrines e as pessoas que passavam. Ao passar por uma loja de discos, notou a presença de uma garota, mais ou menos da sua idade,que parecia ser feita de ternura e beleza. Foi amor a primeira vista. Abriu a porta e entrou, sem olhar mais nada senão a sua amada. Aproximando-se timidamente, chegou ao balcão onde ala estava. Quando o viu, ela deu-lhe um sorriso e perguntou se podia ajuda-lo em alguma coisa. Era o sorriso mais lindo que ele já havia visto, e a emoção foi tão forte que ele mal conseguiu dizer que queria comprar um cd. Pegou o primeiro que encontrou sem nem olhar de quem era, e disse "Esse aqui". "Quer que embrulhe para presente?" _ perguntou a garota sorrindo mais ainda!

E ele só mexeu com a cabeça para dizer sim. Ela saiu do balcão e voltou, pouco depois, com o cd muito bem embalado. Ele pegou o pacote e saiu, louco de vontade de ficar por ali admirando aquela figura divina. Daquele dia em diante, todas as tardes voltava à loja e comprava um cd qualquer. Todas às vezes, a garota deixava o balcão e voltava com um embrulho cada vez mais bem feito, que ele guardava no closet, sem nem abrir. Ele estava apaixonado, mas tinha medo da reação dela, e assim, por mais que ela sempre o recebia com um sorriso doce, não tinha coragem para convida-la para sair e conversar, comentou sobre isso com sua mãe e ela o incentivou muito, a chamá-la para sair.

Um dia, ele se encheu de coragem, e foi a loja. Como todos os dias comprou outro cd, como sempre, ela foi embrulha-lo. Quando ela não estava vendo escondeu um papel com seu nome e telefone no balcão e saiu da loja correndo.

No dia seguinte, o telefone tocou e a mãe do jovem atendeu. Era a garota perguntando por ele. A mãe, desconsolada, nem perguntou quem era, começou a chorar e disse: Então vc não sabe? Faleceu esta manhã. Mais tarde, a mãe entrou no quarto do filho para olhar suas roupas e ficou muito surpresa com a quantidade de cd, todos embrulhados, ficou curiosa e decidiu abrir um deles, ao faze-lo, cair um papel onde estava escrito: "Você é muito simpático, não quer me convidar para sair? Eu adoraria." Emocionada, a mãe abriu outro cd e dele caiu um papel que dizia o mesmo, e assim todos os que ela abriu traziam uma mensagem de carinho e a esperança de conhecer o rapaz.

Assim é a vida: não espere demais para dizer a alguém especial aquilo que você sente. Diga-o já, amanhã pode ser muito tarde.

Dançando com o diabo...

As músicas abaixo estão fazendo um enorme sucesso nas pistas de dança do mundo e em São Paulo também.

Talvez a maioria dos jovens que dançam alucinadamente o ritmo desse som não faça nem idéia do que o DJ está dizendo....

E se soubessem? Será que faria diferença???

Vejamos a tradução:

1ª Música: Dance With The Devil

Dança com o Diabo

Where there is light, there is darkness...

Onde há luz há trevas

Where there is smoke, there is fire...

Onde há fumaça há fogo

Where there's a god, there is D-Devils!

Onde há um Deus, há demônios

Ladies and gentlemen!

Senhoras e Senhores

To beat...

Or not to beat...

Dançar (batida da música) ou não

That's the question!

Essa é a questão

So...

Então

Let's kick the bass...

Vamos "botar pra quebrar"

And unchain the most mind-blowing beats from Hell!

E liberar as maiores batidas do inferno para fundir sua mente!

Prepare to dance with the Devil!

Prepare-se para dançar com o Diabo!

And pray that you will survive!

E ore para que você sobreviva!

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2ª Musica: The 6th Gate

O Sexto Portão

Six centuries ago,

Seis séculos atrás

The last visitor from Earth entered my world.

O último visitante da Terra adentrou meu mundo.

Now, it's your turn to feel that pain!

Agora, é sua vez de sentir aquela dor!

The gates are open!

Os portões estão abertos!

Pain, anger, hate, fear, chaos, darkness, evil, Hell!

Dor, raiva, ódio, medo, caos, escuridão, mal, inferno!

The gates are open!

Os portões estão abertos!

Gate 1:

Portão 1:

Darkness, the world of demons.

Escuridão (trevas), o mundo dos demônios.

Look around you,

Olhe à sua volta,

They're everywhere.

Eles estão por todo lugar.

Gate 2:

Portão 2:

My guards are watching you.

Meus guardas estão observando você.

Gate 3:

Portão 3:

Only evil lives here.

Só o Mal habita aqui.

Gate 4:

Portão 4:

There's no way out!

Não há saída!

Gate 5:

Portão 5:

Feel the fire...

Sinta o Fogo...

Gate 6:

Portão 6:

Pick up your weapons and fight!

Escolha suas armas e lute!

Fight... Fight...

Lute... Lute...

And dance with the Devil!!!

E dance com o Diabo!!!

The gates are open!

Os portões estão abertos!

Shttt...

Gate 1, gate 2, gate 3, gate 4, gate 5, gate 6... 6... 6...

[É citado o número 6 três vezes ao final de propósito]

666 = Número da Besta.

Now fight me again!

Agora, lute comigo de novo!

Fight... Fight...

Lute... Lute...

And dance with the Devil!!!

E dance com o Diabo !!!

Se você conhece um jovem ou uma jovem que curte uma pista de dança imprima este e-mail e mostre a ele.

Existe um perigo real em ser amaldiçoado ao "entregar-se" a um som como esse.

Depravação Total

Depravação Total

Rev. Ronald Hanko

Os Cinco Pontos do Calvinismo, tomados juntos, ensinam a soberania de Deus na salvação, em outras palavras, é a salvação toda de Deus e não depende da nossa vontade ou obras.
O primeiro desses Cinco Pontos é a depravação total. Ele mostra o porquê a salvação deve ser toda de Deus e totalmente pela sua graça.

A palavra depravação refere-se à nossa pecaminosidade e impiedade. Usamos a palavra para enfatizar o fato que somos muito ímpios aos olhos de Deus, e estamos em grande necessidade de sua salvação.

Quando descrevemos a depravação como "total," queremos dizer três coisas:

Primeiro, todos os homens, exceto Jesus, são depravados e ímpios (Sl. 14:2-3).

Segundo, todos os homens são depravados em cada parte. Não somente seus atos são ímpios aos olhos de Deus, mas também seus pensamentos (Gn. 6:5), suas vontades (escolhas e desejos) (Ef. 2:3; 4:22), suas emoções, e mesmo seus corações (Jr. 17:9). Que a vontade é depravada é especialmente importante saber por que isso significa que sem a graça, ninguém pode escolher ser salvo. A salvação depende da vontade de Deus, não do homem.

Terceiro, todos os homens são depravados em cada parte completamente. A vontade, o coração, e o restante não estão apenas parcialmente depravados. Cada parte do homem é totalmente depravada, e não há nenhum bem em parte alguma. Isso é frequentemente negado, e a sugestão é feita que embora haja uma grande quantidade de mal no homem, existe sempre um pequeno bem nele também: "algum mal no melhor de nós e algum bem no pior de nós." Essa sugestão é feita especialmente com respeito à salvação do homem. O homem, é dito, não pode se salvar, mas é bom o suficiente para escolher ser salvo.

Não negaríamos que muito do que os homens fazem é julgado como bom pelos outros. Todavia, Deus julga tudo isso como mal. Aos seus olhos, ninguém pode fazer algo bom, e nem mesmo desejar fazê-lo. Deus julga por um padrão maior que o nosso, e ele requer que tudo seja feito em fé e para a sua glória. Caso contrário, não é algo bom (Rm. 14:23; I Co. 10:31).

O julgamento de Deus sobre a raça humana está registrado em Salmo 14, que é o único salmo repetido na Escritura (veja Sl. 53). O Salmo 14 mostra claramente o julgamento de Deus sobre nós: "Do céu olha o SENHOR para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus" (v. 2). E qual é o seu julgamento? "Todos se extraviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer" (v 3).

Efésios 2:1 resume a doutrina da depravação total ao dizer que estamos mortos em delitos e pecados. Nossa condição não poderia ser pior. Estando mortos em pecados, não temos o mínimo movimento de qualquer vida espiritual. Somos totalmente depravados.

Quando pela graça começamos a entender isso, também começamos a ver nossa grande necessidade da cruz de Jesus Cristo, pois nada mais poderia salvar pecadores totalmente depravados.

Fonte (original): Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko, Reformed Free Publishing Association, p. 113-114.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

7 Nomes de Deus no salmo de Número 23 - Pr. Douglas de Freitas


Domingo, 27 de Setembro de 2009
Preletor: Pr. Douglas de Freitas
Referência Bíblica: Salmo 23
Tema:
7 Nomes de Deus no salmo de Número 23
"[Salmo de Davi] O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias."
(Salmo 23)

O Salmo 23 é o texto mais conhecido da Bíblia Sagrada. Milhões de pessoas o conhecem de cor. Este foi o primeiro texto que eu aprendi de cor, ainda criança. Dos 150 salmos da Bíblia, este é o mais lido. É considerado uma pérola das escrituras e tem sido consolo para os tristes e um refúgio para os desesperados. Ele fala da felicidade de termos Deus como nosso pastor. Alguns teólogos crêem que Davi escreveu o salmo 23 em sua velhice, como testemunho de tudo o que Deus fez em sua vida.

A primeira verdade sublime revelada neste salmo é que Deus é a nossa completa provisão. Nossa maior necessidade não são as bênçãos de Deus, mas o Deus das bênçãos, só Ele nos satisfaz.

A Bíblia descreve Deus com vários nomes, os muitos nomes de Deus descrevem as características do Seu caráter. Davi mostra 7 nomes de Deus no Salmo 23:

JEOVAH ROÍ (o Senhor é meu pastor)

Jeovah significa Senhor. Este nome é atribuído a Deus como uma aliança com o homem. Ele se manifesta em favor do homem por causa desta aliança.
Davi, antes de se tornar rei, foi pastor de ovelhas. E é ele quem, pela primeira vez, revela este nome de Deus na Bíblia: Jeovah Roí, o Senhor é o meu pastor. Ele vê em Deus um verdadeiro pastor, que guia, alimenta, cuida e disciplina suas ovelhas. Se o Senhor é o nosso pastor, não estamos desamparados. Ele cuida de nós, nos conduz pelas veredas da justiça e nos dá segurança.

JEOVAH JIREH (o Senhor proverá)

o Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Este nome é atribuído a Deus pela primeira vez na Bíblia por Abraão em Gênesis. Quando Deus lhe pediu seu filho Isaque em sacrifício, Abraão profetizava: Jeovah Jireh, Deus proverá. E Deus providenciou um cordeiro para morrer em favor de Isaque. O Senhor também providenciou um Cordeiro para morrer em nosso lugar. Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, o Filho Unigênito de Deus.

Se algo te falta, saiba que Jeovah Jireh está providenciando a Sua bênção e ela será maior do que você pediu ou pensou. Fique tranqüilo, enquanto você glorifica ao Senhor, Ele está providenciando a tua vitória.
Ele é a tua provisão.

"Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão." (Sl 37.25)

"O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus." (Fl. 4.19)

JEOVAH SHALON (o Senhor é a minha paz)

(versículo 2) "Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas."

Deus é, e nos concede a paz. Gideão foi quem atribuiu este nome a Deus pela primeira vez. Ele foi chamado por Deus para libertar Israel, mas se achava o menor. Então pediu um sinal ao Senhor e edificou um altar que chamou de Jeovah Shalon, o Senhor é a minha paz.

Não apenas o Senhor nos dá paz, mas Ele é a própria paz. O diabo nos tenta com a finalidade principal de roubar a nossa paz. Isso porque ele inveja o crente, pois este, independente das circunstancias, tem paz. Isto é conseqüência da comunhão do crente com Deus. Jeovah Shalon não vai permitir que o inimigo te toque ou te roube. O Senhor é a tua paz.

JEOVAH RAFA (Ele é o Senhor que cura)

(versículo 3) "Refrigera a minha alma..."

A primeira vez que Deus é revelado como Jeovah Rafa é no contexto da saída do Egito. O povo estava com sede, mas as águas eram amargas, mas Deus operou um milagre e as águas ficaram doces. Então Deus disse através de Moisés:

"E disse: Se ouvires atento a voz do SENHOR teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o SENHOR que te sara." (Êxodo 15.26)

Jeovah Rafa tem poder e quer curar todas as tuas enfermidades, físicas ou emocionais. As enfermidades na alma são as que mais têm afligido o mundo em nossos dias, e estas enfermidades acarretam doenças no corpo, como dores e até mesmo câncer pode ser causado por mágoa e rancor. Mas quando Jeovah Rafa sara, há paz e alívio na alma. Deus não quer você prostrado. Ele quer curar a tua alma com seu bálsamo e seu refrigério, então abra o teu coração.

JEOVAH TSIKENU (o Senhor é a nossa justiça)

(versículo 3) "guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome."
Antes de nos guiar pelas veredas da justiça, Deus é a nossa justiça. Através da obra de Cristo, Ele nos torna justos e se revela a nós como Jeovah Tsikenu, o Senhor é a nossa justiça. Ainda que o mundo esteja cercado de injustiça, o nosso Deus é Deus de justiça e equidade. Ele está vivo e vai fazer com que a justiça prevaleça. Perdoe os que te perseguem, pois "minha é a vingança", diz o Senhor. Só Ele é justo e está assentado no trono julgando a tua causa. Nós seremos conhecidos como o povo que serve ao Deus de toda a justiça.

A primeira vez que Jeovah Tsikenu aparece na Bíblia é em: "Nos seus dias Judá será salvo, e Israel habitará seguro; e este será o seu nome, com o qual Deus o chamará: O SENHOR JUSTIÇA NOSSA." (Jr 23.6)

JEOVAH SHAMÁ (o Senhor está presente)

(versículo 4) "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam."

Jeovah Shamá está presente, inclusive no deserto, ou no vale da sombra da morte. Você não está sozinho, o Deus sempre presente está contigo. Deste deserto você sairá ileso porque "Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?" (Rm 8.31) Antes de ser assunto aos céus, Jesus disse aos seus discípulos: "... e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém." (Mt. 28.20)

Não temas, porque neste vale da sombra da morte o Senhor está contigo. "Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti." (Is 43.2) Os teus inimigos ficarão confundidos. "Porque eu, o SENHOR teu Deus, te tomo pela tua mão direita; e te digo: Não temas, eu te ajudo." (Is 41.13)

A primeira vez que Deus é chamado de Jeovah Shamá na Bíblia é em "Dezoito mil canas por medida terá ao redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: o SENHOR ESTA ALI." (Ez. 48.35)

Mesmo quando passamos pelo vale da sombra da morte, Ele está conosco. Não acredite no diabo quando diz que o Senhor te abandonou. Isso não é verdade. O Senhor está presente, te sustentando e te dará a vitória.

JEOVAH NISSI (o Senhor é a nossa bandeira)

(versículo 5) "Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda."

O Senhor é a nossa vitória. Ele nos reveste de poder e autoridade para permanecermos de pé e vencermos o inimigo. Deus vai preparar um banquete e os inimigos saberão que o Deus que nós servimos é a nossa bandeira e a nossa vitória. A primeira vez que o nome Jeovah Nissi aparece na Bíblia é em "E Moisés edificou um altar, ao qual chamou: O SENHOR É MINHA BANDEIRA." (Êx 17.15)

Enquanto Josué guerreava contra os amalequitas, ele prevalecia quando as mãos de Moisés intercediam por ele. Quando há oração e cobertura espiritual, vamos à frente da batalha e o Senhor, que é a nossa bandeira, é glorificado.

Davi termina este salmo de forma magistral: "Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do SENHOR por longos dias."

Nos momentos difíceis da caminhada nós contamos com dois amigos inseparáveis: a bondade e a misericórdia de Deus, que sempre estão presentes. E quando a nossa jornada terminar aqui nesta vida, eu e você habitaremos na presença do Senhor por longos dias. Aleluia!




Olhares sobre a mobilidade religiosa e o pluralismo religioso no Brasil



Seminário apresenta a pesquisa Mobilidade Religiosa no Brasil reunindo teólogos, padres e estudiosos da religião que expõem seus olhares sobre a mobilidade e o pluralismo religioso apontando desafios à Igreja
Cai o número de católicos no Brasil. Aumenta a quantidade de evangélicos pentecostais, ao passo que cresce o número de pessoas sem-religião. Estes são os dados revelados pela pesquisa Mobilidade Religiosa no Brasil, realizada pelo CERIS a pedido da CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em 2004. Para compreender e discutir estas mudanças, leigos e estudiosos do fenômeno religioso reuniram-se em seminário na PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, no dia 6 de setembro.
Mobilidade Religiosa no Brasil é a primeira pesquisa em nível nacional a mapear os motivos pelos quais as pessoas mudam de religião no Brasil. Segundo a socióloga e pesquisadora do CERIS, Silvia Fernandes, a pesquisa busca entender o fenômeno da circularidade. “Por quê as pessoas mudam de religião? De onde saem e para onde vão?”, questiona. Desde o Censo IBGE/2000 já havia sido constatado um declínio de católicos (de 83,3% para 73,9%), um aumento de evangélicos pentecostais e neopentecostais (de 9% para 15,6%), e ainda, um aumento de pessoas que se declaram sem-religião (de 4,7% para 7,4%). O seminário vem assim buscar entender como tem funcionado o fluxo religioso.

Apresentação da pesquisa
O seminário teve início com a apresentação da pesquisa pelo estatístico do CERIS, Marcelo Pitta. A pesquisa foi realizada através de questionários coletados em domicílios, respondidos somente por pessoas maiores de 18 anos. Na apresentação, os participantes puderam analisar os dados coletados em 22 capitais, o Distrito Federal e 27 municípios. A pesquisa mostrou que 52,2% das pessoas que já mudaram de religião são divorciadas e 35,5%, separadas judicialmente. Quanto ao nível de escolaridade, quem tem curso superior completo também muda mais de religião, 37,4%.
Outro dado apontado pela pesquisa é a tendência do Evangelismo Pentecostal em receber novos fiéis. De acordo com o levantamento, esta religião é a que mais atrai novos seguidores. Dos antigos católicos, 58,9% deles estão hoje na Igreja Evangélica Pentecostal. Esta religião também recebeu 50,7% dos oriundos da Igreja Protestante histórica e 74,2% das pessoas que pertenceram a uma religião indeterminada mudaram para o Evangelismo Pentecostal. Também as pessoas sem-religião migram majoritariamente para o pentecostalismo, (33,2%) das pessoas que eram sem-religião hoje freqüentam a Igreja Evangélica Pentecostal.


Por quê as pessoas mudam de religião?
Dentre os motivos apontados por pessoas que trocaram de religião estão: a discordância com os princípios e doutrinas da igreja; convite de parentes e amigos a mudar de religião e a falta de apoio da igreja em momentos difíceis. No grupo dos ex-católicos, 35% deles saíram da religião por discordarem dos princípios e doutrinas do catolicismo. 33,3% de pessoas vindas do grupo “outras religiões” – Hindu, Kardecismo, Budismo, Umbanda, Espiritismo, Testemunha de Jeová, Vale do Amanhecer e Mormon também estavam insatisfeitos pelo mesmo motivo.

O que dizem padres e teólogos

Olhares Católicos

Para o teólogo e professor de teologia da PUC, Paulo Fernando Carneiro, a pesquisa traz dados importantes para a compreensão do campo religioso no Brasil hoje e sua dinâmica. Para ele, as mudanças de religião em pessoas divorciadas tende a apresentar maior percentual porque implicam em uma disposição pessoal de dissolver ritos tradicionais assumindo rupturas para construir um outro rumo para sua vida.
Avaliando o percentual de que 4% dos católicos declararam já terem mudado de religião, o teólogo considera uma quantidade expressiva. Segundo ele, em termos absolutos é um alto número devido ao fato do catolicismo ser a religião predominante no Brasil.
Para o teólogo, os dados apresentam desafios ao catolicismo. O primeiro é a necessidade de uma profunda mudança no relacionamento entre a Igreja Católica e seus fiéis; o segundo é a necessidade da Igreja ser conhecida como um espaço aberto a experiências. Uma Igreja plural, que apóia e dialoga, na qual todos se sintam responsáveis e participantes e não simples “consumidores religiosos”.
Agora, a grande questão da Igreja Católica é “se esta vai conseguir enfrentar as demandas ou se reagirá a esses desafios fechando-se em uma afirmação identitária rígida que pode ser atrativa para a manutenção de um grupo restrito de fiéis, mas que impede a satisfação de grande parte das demandas religiosas que surgem nesse novo contexto", avalia Carneiro.
De acordo com uma perspectiva da pastoral, o Padre Joel Portella Amado, coordenador da Pastoral da Arquidiocese do Rio de Janeiro, considera que a pesquisa do CERIS dá uma referência para se pensar numa pastoral mais concretizada na realidade. Padre Joel diz que o Brasil sempre conviveu com a “visita ao demônio” – conhecer outra religião e retornar a anterior. Porém, ele avalia que este não é um processo sazonal, e sim estrutural. “Essa necessidade de mudança, apresentada na pesquisa, é indispensável dentro de um contexto de pluralismo cultural e religioso”, afirma.
Padre Joel apontou quatro pontos que lhe chamaram a atenção nos dados: a manutenção das tendências apresentadas nas pesquisas; a generalização do fenômeno da mobilidade; a “pentecostalização” das experiências religiosas; e a ascensão numérica dos que se declararam sem-religião. Para Padre Joel, estes dados indicam uma necessidade de repaginar a teologia em diversas áreas, como na antropologia. “É necessário recolocar a questão da pertença/pertencimento do ser humano; repensar a questão comunitariedade X liberdade; e, recuperar a fé como uma questão de opção e não apenas de inserção sócio-cultural”, avalia.
Outro teólogo e professor de teologia da PUC, Padre Mario de França Miranda, lembra que o pluralismo religioso não é algo novo. “O ocidente está habituado a uma religião, mas no resto do mundo não é assim”, diz. Segundo Padre França, vivemos hoje num mundo que respeita a liberdade. “Isso é democracia”, diz. “E isso traz a diversidade”, completa. Padre França considera que hoje todas as instituições estão em crise, e que o Homem se sente só. “As instituições eclesiais têm que resolver esse problema”. E pergunta: em quê isso implica para as igrejas (católicas)? “O desafio da Igreja Católica é voltar a tratar a fé como uma coisa séria”, afirma.

Olhares Evangélicos

O Pastor Edson Fernando de Almeida, teólogo e pertencente à Igreja Cristã de Ipanema, considera a pluralidade religiosa um “mistério a ser penetrado”. A pluralidade passa a ser um elemento estruturante positivo e propositivo da relação do homem com Deus. “Por isso, jamais poderá ser um problema a ser superado, mas um mistério a ser penetrado em toda a sua profundidade”, afirma o pastor. Para ele, nessa perspectiva do mistério, do encontro, do reencontro, da conversão e da reconversão, a identidade cristã será sempre crítica, além de radicalmente “crística”.
Para o evangélico pentecostal, o pastor e teólogo Eliezer Alves de Assis, a diversidade tem um traço de riqueza e valor. “A diferença não deve suscitar em nós o temor e o medo, mas a alegria. Ela nos leva a caminhos e horizontes inusitados”, diz. De acordo com o Pastor Eliezer essa chamada “pentecostalização” traz os seguintes pressupostos: um cristianismo mais evangélico e participativo, mais enigmático e militante. Para ele, é necessário vivermos dentro desta diversidade, mas sempre buscando o cristianismo dialogal.


Fonte: www.ceris.org.br

           Blog do Pastor Eliezer de Assis
 



Acordo aprovado no Senado, que estabelece obrigatoriedade do ensino religioso na rede pública, fere a Constituição Federal

Foi aprovado pelo Senado brasileiro na última quarta-feira, 7 de outubro, o acordo firmado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva e a Santa Sé, em novembro do ano passado, que estabelece a obrigatoriedade do oferecimento de ensino religioso pelas escolas públicas brasileiras. Diz o parágrafo 1 do Artigo 11: "O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação."
"Se essa lei for sancionada pelo presidente, nossa constituição será violada", afirma a professora Roseli Fischmann, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, na região metropolitana da capital paulista. Perita da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para a Coalizão de Cidades contra o Racismo e a Discriminação, responsável pelo capítulo sobre pluralidade cultural dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), coordenadora do grupo de pesquisa Discriminação, Preconceito e Estigma, vinculado à USP, e do Núcleo de Educação em Direitos Humanos, da Universidade Metodista e autora do livro Ensino Religioso em Escolas Públicas: Impactos sobre o Estado Laico, Roseli critica o acordo e fala, nesta entrevista a NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, sobre as diversas e sempre irregulares maneiras de manifestação religiosa no cotidiano escolar.

O acordo assinado pelo presidente Lula com o Vaticano em 2008, que estipula a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas públicas, foi aprovado pelo Senado. E agora?
ROSELI FISCHMANN É importante ressaltar que o documento assinado pelo presidente da República prevê vários privilégios para a Igreja Católica: benefícios adicionais em termos de verbas públicas e ações com impacto sobre a cidadania, como a supressão de direitos trabalhistas para sacerdotes ou religiosos católicos, e a inclusão de espaços para templos católicos em planejamentos urbanos. Nesta entrevista, nos interessa o artigo sobre a obrigatoriedade “do ensino religioso católico e de outras confissões religiosas”, como está no texto. Mesmo fazendo menção a outras crenças, o acordo manifesta uma clara preferência por uma religião, o que obriga as escolas a adotar uma determinada confissão, e isso é inconstitucional. O Ministério das Relações Exteriores defende a iniciativa dizendo que não há problema, já que ela apenas reúne aquilo que já existe. Mas isso não é verdade.

Esse artigo poderia ter sido corrigido pelos parlamentares?
ROSELI Eles poderiam ter rejeitado o acordo. Quaisquer propostas de ressalvas precisariam ser revistas pelo Executivo e, como o documento tem caráter internacional e bilateral, nada poderia ser mudado sem a concordância do Vaticano. Ou seja, ficamos amarrados, o que caracteriza uma perigosa interferência no processo legislativo.

Com o acordo em vigor, o que pode acontecer nas escolas?
ROSELI
Em relação ao ensino religioso em escolas públicas, será instalada uma mixórdia que abre a possibilidade de interpretações discordantes. Ainda que mencionado o caráter facultativo para o aluno, está criada uma obrigatoriedade do ensino católico, o que não existe nem na Constituição nem na LDB. E a nossa Constituição está sendo violada.

Por que misturar escola com religião é ilegal?
ROSELI No artigo 19 da Constituição, há dois incisos claros. O primeiro afirma ser vedado à União, aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal “estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público”. O outro proíbe “criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si”. Ambos são os responsáveis pela definição do Estado laico, deixando-o imparcial e evitando privilegiar uma ou outra religião, para que não haja diferenças entre os brasileiros. Ora, se o Estado é laico, a escola pública – que é parte desse Estado – também deve sê-lo.

E as leis educacionais?
ROSELI
Na própria Constituição, o artigo 210, parágrafo 1º, determina o ensino religioso “facultativo para o aluno, nos horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental”, o que pode se considerar como parte da tal ressalva da “colaboração ao interesse público”, citada na resposta acima. Já o artigo 33 da LDB diz que “os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso”. Ou seja, essa entidade civil, a ser determinada, ou até criada, deve colaborar com a Secretaria de Educação em cada estado ou município. Isso é problemático porque quem quiser que a sua própria religião seja ensinada será obrigado a associar-se a essa entidade, ou não será sequer considerado no diálogo com o Estado, tendo assim violada sua liberdade de associação– um direito garantido pela Constituição.

A lei deixa margem a dúvidas?
ROSELI
Alguns termos deixam sim. O que se considera “horário normal da escola”? O tempo que a instituição passa aberta ou aquele em que a criança efetivamente estuda? Uma coisa é certa: a lei é explícita ao declarar que o ensino religioso é facultativo. Porém o que se vê são escolas públicas desrespeitando a opção das famílias e professando, irregularmente, uma fé no ambiente educacional.

Como essa questão é tratada em outros países?
ROSELI Nos Estados Unidos, simplesmente não há ensino religioso em escolas públicas, de nenhum nível. A Revolução Francesa ensinou a relevância da laicidade e hoje o país debate para preservar o Estado laico. Portugal está saindo gradativamente de um acordo que o ditador Antonio Salazar assinou com a Santa Sé em 1940 e aboliu o ensino religioso das escolas públicas.

Como a religião está presente no cotidiano da escola pública brasileira?
ROSELI Ela aparece, sempre de forma irregular, das mais diversas maneiras: o crucifixo na parede, imagens de santos ou de Maria nos diversos ambientes, no ato de rezar antes da merenda e das aulas, na comemoração de datas religiosas. Alguns professores chegam a usar textos bíblicos como material pedagógico para o ensino da Língua Portuguesa ou para trabalhar conteúdos de outras disciplinas. É um equívoco chamar essa abordagem de “transversal” porque quem faz isso enxerta conteúdo de uma disciplina facultativa numa obrigatória.

Atitudes como essas podem ser consideradas desrespeitosas mesmo quando a maioria dos alunos é adepta da mesma religião?
ROSELI Não importa se a escola tem só um estudante de fé diferente (ou ateu) ou se 100% dos alunos e funcionários compartilham a mesma crença. A escola é um espaço público e deve estar preparada para receber quaisquer pessoas com o respeito devido.

Termos religiosos, como “graças a Deus” e “nossa” (que vem de Nossa Senhora), são usados até por quem afirma não professar nenhuma fé. Não é isso que, de alguma forma, ocorre nas escolas?
ROSELI Há expressões que são culturais e as pessoas não param para pensar se estão dizendo algo com sentido religioso. Isso é observável também em outras línguas, como o gee, do inglês, pela inicial do nome da divindade (god). Dificilmente um ateu deixará de ser ateu porque disse “nossa”. Porém o que se vê nas escolas públicas brasileiras é muito diferente.  O que se faz lá fere a lei.

Com o aumento do número de evangélicos, as práticas dessa religião também aparecem nas escolas públicas?
ROSELI A grande presença no interior das escolas brasileiras ainda é a de práticas católicas. De outros grupos, o que existe muitas vezes é a manifestação de valores e atitudes, voltadas para garantir respeito à sua identidade religiosa, para se defender de tentativas de imposição, notadamente dos católicos.

Muitas escolas tratam de temas religiosos com os jovens alegando que isso ajuda a combater a violência.
ROSELI A religião não impede a violência. A ideia de que ela sempre faz bem é equivocada. Basta lembrar que grande parte das guerras teve origem em conflitos religiosos. Na escola, a violência deve ser combatida com o ensino ao respeito e ao reconhecimento da dignidade intrínseca a todos, não com o pensamento de que apenas as pessoas que acreditam na mesma divindade merecem consideração.

Por que é importante separar a religião do cotidiano escolar?
ROSELI
A escola pública não pode se transformar em centro de doutrinação ao sabor da cabeça de um ou de outro. O espaço público é de todos. Além disso, o respeito à diversidade é um conteúdo pedagógico. É importante aprender a conviver com as diferenças e a valorizá-las e não criar um ambiente de homogeneização, em que aquela pessoa que não se enquadra é deixada à parte ou vista com desconfiança e preconceito.

Como deve agir o gestor escolar para evitar irregularidades?
ROSELI
O diretor da escola pública tem uma missão importante: fazer daquele espaço um lugar efetivamente para todos. Para tanto, o ensino religioso só deve existir se houver um requerimento dos pais solicitando-o. Caso contrário, não pode nem estar na grade. E, para que os filhos sejam matriculados na disciplina, é preciso que a família dê uma autorização por escrito. Os alunos não podem, em hipótese alguma, ser obrigados a frequentar essas aulas. As horas dedicadas à religião não devem ser computadas no histórico escolar para que os não-matriculados não tenham registrada uma carga horária menor do que os outros. O ideal é que o ensino religioso, quando houver, seja oferecido no contraturno. Nesse caso, cabe à escola disponibilizar outra atividade não religiosa no mesmo horário para configurar o caráter facultativo e a igualdade entre todos os alunos.

O que os pais podem fazer?
ROSELI
Tanto o Conselho Tutelar quanto o Ministério Público têm como função garantir o cumprimento das leis, inclusive as educacionais, e qualquer um desses órgãos pode ser acionado por quem achar que está tendo seus direitos violados.

As escolas confessionais e as particulares podem professar a sua fé?
ROSELI
Sim. Os pais têm o direito de escolher a formação que querem dar aos filhos. A primeira LDB, de 1961, reconheceu (após muita polêmica) que deveria haver escolas particulares e, com elas, as confessionais, o que persiste até hoje. Na época, pensou-se no que fazer quando a família não tem condições financeiras para colocar a criança nessas instituições. Foram criadas então as bolsas de estudo, que são a origem do sistema de filantropia nas escolas. Porém essas escolas precisam seguir os PCNs e ensinar Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e as outras disciplinas. Assim a criança vai aprender o que diz a fé, pela qual seus pais a colocaram ali, sem deixar de conhecer o que defende a Ciência.

Quais as implicações na formação integral da criança quando ela tem seu credo – ou a opção por não seguir nenhuma crença – desrespeitado?
ROSELI
Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a família tem primazia na escolha da Educação que deve dar aos filhos, inclusive quanto à doutrina religiosa a seguir. Se em casa as crianças aprendem a cultuar de uma forma e na escola de outra, nasce um conflito de valores que pode comprometer a aprendizagem. Não é possível haver a imposição religiosa no ambiente educativo.



Quer saber mais?
Estado Laico, Roseli Fischmann, 50 págs., Memorial da América Latina,
editorial@memorial.sp.gov.br, tel. (11) 3823-4600, sob encomenda
Ensino Religioso em
Escolas Públicas: Impactos sobre o Estado Laico, Roseli Fischmann(org.), 230 págs., Ed. Factash, www.factasheditora.com.br,
tel. (11) 3259-1915 (esgotado)


Fonte: Blog do pastor Leclerc Victer

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Arquivo mostra a postura do Brasil diante do Holocausto



Está disponível na internet o Arquivo Virtual do Holocausto e Antissemitismo (Arqshoah), um projeto Laboratório de Estudos de Etnicidade, Racismo e Discriminação (LEER), do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O portal disponibiliza documentos oficiais que revelam a postura do governo brasileiro diante do antissemitismo e da perseguição aos judeus desde a ascensão de Hitler ao poder na Alemanha em 1933. Além de importantes documentos produzidos por diplomatas durante a Segunda Guerra Mundial, o arquivo contém testemunhos e inventários dos sobreviventes do Holocausto que vivem no Brasil. O site conta também com farto material didático para professores trabalharem o tema em sala de aula, além de vídeos das entrevistas com os sobreviventes e uma biblioteca virtual.

O projeto tem a coordenação da professora Maria Luiza Tucci Carneiro, do Departamento de História da USP. A inauguração do portal aconteceu durante a X Jornada Interdisciplinar sobre o Ensino da História do Holocausto, em Curitiba.

O Portal tem também uma galeria com os nomes e histórias das pessoas que ajudaram a salvar judeus da perseguição; as rotas de fuga usadas pelos refugiados, um link para os artistas e intelectuais judeus que se refugiaram no Brasil, além de um inventário de sobreviventes, contendo dados pessoais, documentos como passaportes, fotografias, passagens de navio, etc, e uma bibliografia sobre o tema. Há também espaço reservado para documentação e estudos sobre ciganos, homossexuais e Testemunhas de Jeová, minorias também excluídas pela política intolerante da Alemanha nazista.

Quanto aos recursos didáticos, um dos exemplos de auxílio para a abordagem do tema pelos professores é a carta de Fajga Rajzla Boguchwal, uma garota de 10 anos que morava na cidade de Opatow, na Polônia, junto com a mãe e a irmã de sete anos. Em 1938 ela escreve uma carta para a embaixada brasileira em Varsóvia em que, literalmente, implora por um visto de entrada no Brasil, país onde seu pai estava refugiado havia meses. Outro exemplo são os discursos de Thomas Mann divulgados pela BBC de Londres (1940-1945). Tanto a carta como os discursos foram transformados em peças teatrais pela pesquisadora Leslie Marko, uma das integrantes do Arqshoah/LEER.
Mais informações aqui.
  

Fonte: Agência USP, com texto de Valéria Dias.
            Blog do professor Leclerc
 

1648: Paz da Vestfália encerra Guerra dos Trinta Anos

No dia 24 de outubro de 1648, o imperador Ferdinando III assinou a Paz da Vestfália com a Suécia e a França. O documento marcou o fim do primeiro grande conflito europeu.

O que no começo era um conflito religioso, acabou se tornando uma luta pelo poder na Europa. A Guerra dos Trinta anos começou em 23 de maio de 1618, na Boêmia (hoje República Tcheca). Nobres protestantes haviam invadido o castelo da capital e jogado pela janela os representantes do imperador, por causa da intenção de demolir duas igrejas luteranas, contrariando a liberdade religiosa. Este episódio ficou conhecido como a Defenestração de Praga.
O Sacro Império Romano de Nação Germânica foi formado por Otto, o Grande, sagrado imperador pelo papa João 12 em 962. Começou assim o 1º Reich, que seria dissolvido apenas em 1806. A este fato, somou-se a recusa da Liga Evangélica em aceitar a eleição do imperador católico radical Ferdinando 2º (1578–1637). Em represália, coroou o protestante Frederico 5º (1596–1632) rei da Boêmia.
Depois que as tropas imperiais invadiram o território boêmio e derrotaram os protestantes, Ferdinando 2º condenou os revoltosos à morte e confiscou os domínios de Frederico 5º, cancelou seu direito de príncipe eleitor, declarou abolidos os privilégios políticos e a liberdade de religião. Os demais principados protestantes do Sacro Império Romano de Nação Germânica sentiram-se ameaçados e entraram no conflito.
França entra na guerra
Na segunda fase, a guerra tomou proporções internacionais, com o ingresso da Dinamarca e da Noruega. A fase seguinte envolveu a Suécia, que acabou derrotada. A última etapa da guerra envolveu diretamente a França, governada pelo cardeal Richelieu, cuja política externa visava transformar a França em uma potência na Europa. A França já havia apoiado dinamarqueses e suecos e declarou guerra à Espanha em 1635. O conflito estendeu-se até 1648, quando a Espanha, bastante enfraquecida, aceitou a derrota.
Mercenários holandeses, ingleses e espanhóis pilharam, incendiaram e mataram milhares de pessoas. Quem não foi assassinado morreu de fome ou de epidemias. Os próprios soberanos reconheceram que ninguém sairia vitorioso e resolveram organizar o armistício em duas frentes.
A católica cidade de Münster e a luterana Osnabrück foram escolhidas como sedes em 1641. A partir de 1644, 150 delegados começaram seus trabalhos nas duas cidades. Mensageiros viajavam constantemente entre ambas, e também Viena, Roma e outras capitais europeias.
Paz leva a mudanças radicais
Quatro anos depois, em 24 de outubro de 1648, a conferência foi encerrada com três tratados independentes e o anúncio do armistício, que levou o nome da região da Vestfália. Seus resultados mais importantes: suíços e holandeses tornaram-se autônomos; o poder do imperador da dinastia Habsburg foi reduzido, em favor do dos príncipes e dos membros do Reich; o império manteve sua constituição federalista; e católicos e protestantes passaram a ser considerados confissões com os mesmos direitos.
A Alemanha saiu arrasada da guerra, com a população reduzida de 16 milhões para 8 milhões. No império constituído por 300 territórios soberanos, não sobrou nenhum sentimento nacional comum.
A França foi a grande vitoriosa: anexou a Alsácia e consolidou o caminho para sua expansão. Por sua vez, a Espanha prosseguiu em luta contra os franceses até que, derrotada pela aliança franco-inglesa, aceitou a Paz dos Pirineus, em 1659, o que confirmou o declínio de sua supremacia. (kl/rw)

© Deutsche Welle

1525: Fim da Guerra dos Camponeses

Com a decapitação do teólogo Thomas Müntzer, a 27 de maio de 1525, terminou a Guerra dos Camponeses, responsável pela morte de pelo menos cinco mil pessoas na Alemanha.

Em 1524, os camponeses alemães se revoltaram contra os senhores feudais, para os quais eram obrigados a trabalhar. A crise do sistema feudal havia modificado a situação da população rural. Liderada por Thomas Müntzer, um pastor da Saxônia, a revolta camponesa alastrou-se pelos campos e cidades da Alemanha.
Os revoltosos baseavam-se na Bíblia para afirmar que os camponeses nasceram livres e reivindicavam a livre escolha dos líderes espirituais, a abolição da servidão, a diminuição dos impostos sobre a terra e a liberdade para caçar nas florestas pertencentes à nobreza. Lutero condenou o movimento dos camponeses apoiando os príncipes e nobres.
Nascido em 1489, Müntzer estudou pelo menos três idiomas na Universidade de Leipzig e, mais tarde, Teologia em Frankfurt do Oder (no leste da Alemanha). A partir de 1514, passou a ter contato com as idéias do reformador Martinho Lutero.
Conflito com Lutero
Como pregador na paróquia de Zwickau, no leste do país, passou a divulgar as teorias da Reforma. Ao contrário de Lutero, Müntzer acreditava que as pessoas simples entendiam muito melhor sua pregação que os nobres e ricos. Sua conclusão de que a Igreja sempre estava ao lado dos ricos e poderosos levou ao conflito com Lutero e seus seguidores, sendo afastado da paróquia em 1521.
Ao lado do estudante Markus Stübner, o pastor Müntzer começou a seguir os passos do "pregador rebelde" Jan Hus, de Praga. Era a época do florescimento da Reforma pregada por Lutero. Usando seu talento de orador, Müntzer tornou-se figura carismática na pregação dessas idéias. Depois que se estabeleceu no pequeno povoado de Allstedt, Müntzer começou a atrair inclusive pessoas de outras localidades.
Sua intenção de falar uma linguagem acessível aos servos representava uma ameaça aos senhores feudais. Seis meses depois da chegada de Müntzer à pequena Allstedt, o conde Ernst von Mansfeld proibiu seus trabalhadores de freqüentarem os ofícios religiosos do pastor.
Mas o teólogo e suas idéias ganhavam força. Em 1524, seu movimento secreto Aliança de Allstedt contava 30 membros. Poucos meses depois, já eram 500. As idéias eram divulgadas em publicações feitas na gráfica de Müntzer.
A batalha final
O movimento das camadas plebéias da população ganhava força também em outras regiões. Os levantes e as inquietações, entretanto, ainda eram localizados, em geral organizados por agricultores e servos dos centros urbanos.
Ainda em 1524, os camponeses do sul da Alemanha se aliaram pelo levante. Müntzer começou a migrar por todo o país, apoiando a rebelião. Em fevereiro de 1525, a revolta armada havia se espalhado por todo o sul do país e começava a se alastrar para o norte e leste.
Os lavradores, porém, não tiveram chances contra os soldados, armados e experientes. Na batalha de Frankenhausen, em maio de 1525, os camponeses foram cercados e mortos aos milhares. O teólogo acabou preso e, sob tortura, foi obrigado a negar suas teorias. Por fim, o decapitaram e sua cabeça foi pendurada como troféu nos portões de entrada de Frankenhausen.
Os vencidos permaneceram sob o jugo dos senhores feudais e mantidos na condição de servos, reforçada pelo princípio luterano da passiva submissão à autoridade. Os seguidores de Müntzer passaram a ser conhecidos como "anabatistas", por rejeitarem o batismo.

Redator(a):(rw)
© Deutsche Welle

A HISTÓRIA OCULTA DO MUNDO: A PEDOFILIA DO HAMAS

 
Pedofilia do Hamas
 
A Pedofilia do Hamas
 
Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.
O mundo desconhece uma das histórias mais nojentas de abuso infantil, torturas e sodomização do mundo vinda do fundo dos esgotos de Gaza: os casamentos pedófilos do Hamas que envolvem até crianças de 4 anos. Tudo com a devida autorização da lei do islamismo radical.
A denúncia é do Phd Paul L. Williams e está publicada no blog thelastcrusade. org e é traduzida com exclusividade no Brasil pelo De Olho Na Mídia (ninguém mais na imprensa nacional pareceu se interessar pelo assunto).
Um evento de gala ocorreu em Gaza. O Hamas foi o patrocinador de um casamento em massa para 450 casais. A maioria dos noivos estava na casa dos 25 aos 30 anos; a maioria das noivas tinham menos de dez anos.
Grandes dignatários muçulmanos, incluindo Mahmud Zahar, um líder do Hamas foram pessoalmente cumprimentar os casais que fizeram parte desta cerimônia tão cuidadosamente planejada.
"Nós estamos felizes em dizer a América que vocês não podem nos negar alegria e felicidade", Zahar falou aos noivos, todos eles vestidos em ternos pretos idênticos e pertencentes ao vizinho campo de refugiados de Jabalia.
Cada noivo recebeu 500 dólares de presente do Hamas
As garotas na pré-puberdade, que estavam vestidas de branco e adornadas com maquiagem excessiva, receberam bouquets de noiva.
"Nós estamos oferecendo este casamento como um presente para o nosso povo que segue firme diante do cerco e da guerra", discursou o homem forte do Hamas no local, Ibrahim Salaf.
As fotos do casamento relatam o resto desta história sórdida:
 
Pedofilia do Hamas
 
O Centro Internacional Para Pesquisas Sobre Mulheres estima agora que existam 51 milhões de noivas infantis vivendo no planeta Terra e quase todas em países muçulmanos.
Quase 30% destas pequenas noivas apanham regularmente e são molestadas por seus maridos no Egito; mais de 26% sofrem abuso similar na Jordânia.
Todo ano, três milhões de garotas muçulmanas são submetidas a mutilações genitais, de acordo com a UNICEF. A prática ainda não foi proibida em muitos lugares da América.
A prática da pedofilia teria base e apoio do islã, pelo menos a sua leitura mais extrema e radical. O livro Sahih Bukhari (além do Corão, outra das fontes de grupos como o Hamas) em seu quinto capítulo traz que Aisha, uma das esposas de Maomé teria seis anos quando se casou com ele e as primeiras relações íntimas aos nove. O período de espera não teria sido por conta da pouca idade da menina, mas de uma doença que ela tinha na época. Em compensação, Maomé teria sido generoso com a menina: permitiu que ela levasse todos os seus brinquedos e bonecas para sua tenda.
Mais ainda: talvez o mais conhecido de todos os clérigos muçulmanos deste século, o Aiatóla Komeini, defendeu em discursos horripilantes a prática da pedofilia:
Um homem pode obter prazer sexual de uma criança tão jovem quanto um bebê. Entretanto, ele não pode penetrar; sodomizar a criança não tem problema. Se um homem penetrar e machucar a criança, então ele será responsável pelo seu sustento o resto da vida. A garota entretanto, não fica sendo contada entre suas quatro esposas permanentes. O homem não poderá também se casar com a irmã da garota... É melhor para uma garota casar neste período, quando ela vai começar a menstruar, para que isso ocorra na casa do seu marido e não na casa do seu pai. Todo pai que casar sua filha tão jovem terá assegurado um lugar permanente no céu.
Para finalizar, o vídeo abaixo traz informações sobre espancamentos realizados contra meninos no mundo muçulmano para "estudarem melhor" - que incluem açoitamentos - escravidão de menores e a venda de meninas de 8 anos ou até menos como noivas no Sudão e em outras países da região. Tudo, com carimbo do islã radical:
http://www.youtube. com/watch? v=gdi2bdv4nwA
Esta é a história que a mídia não conta, que o mundo se cala e não quer ver, ou que não querem que você saiba. Mas agora você está ciente, não tem mais jeito! Vai ficar calado? Cobre os veículos de mídia, aja! Se você não fizer nada, ninguém poderá salvar estas vítimas inocentes do inferno do Hamas e similares.
Publicado por De Olho na Mídia com o título A História Oculta do Mundo: a pedofilia do Hamas –

Desligue o GPS. Seu cérebro agradece

Não é uma reportagem relacionada diretamente ao nosso contexto cristão mas uma ótima reportagem relacionada as nossas capacidades mentais!

Por que tantos motoristas dirigem com os neurônios em ponto morto


Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo

Por que tantos motoristas dirigem com os neurônios em ponto morto
Dirigir não é uma atividade trivial. Exige muito do nosso cérebro, mesmo quando não nos damos conta disso. Afiamos nossa atenção e nossas habilidades motoras quando engatamos a marcha, pisamos no acelerador e, segundos depois, um obstáculo nos obriga a frear.

Treinamos nossa capacidade de lidar com contrariedades quando somos “fechados” por um barbeiro, surpreendidos por um pedestre desatento ou pressionados por um motoqueiro impaciente. Prever ciladas no tráfego e escapar delas é um dos muitos exercícios mentais que o ato de dirigir nos oferece.

Talvez o mais interessante deles seja o treino de nossa capacidade de fazer escolhas. Nas cidades grandes e de trânsito quase sempre caótico, o motorista é confrontado com uma enormidade de rotas possíveis. Traça mentalmente o percurso que deseja seguir e elege o melhor caminho.

Se no meio do trajeto percebe que sua escolha foi infeliz, refaz o plano inicial, experimenta atalhos, se aventura por ruas inexploradas e imagina onde elas podem lhe levar. Tudo isso é acompanhado por emoções como angústia, raiva, pressa ou pelo simples prazer de ter descoberto um caminho esperto. É muita malhação cerebral !!!

Isso é tão benéfico para o cérebro que muitos especialistas recomendam mudanças no percurso entre a casa e o trabalho como uma forma de exercitar a memória e combater o envelhecimento precoce.

O conceito de memória vai muito além do poder de recordar. Memória é também a capacidade de planejamento, abstração, julgamento crítico e atenção. “Para conservar essas habilidades, é fundamental combater o automatismo e adotar pequenas mudanças diárias, nem que seja o caminho de casa”, afirma a terapeuta ocupacional Viviane Abreu. Especialista em memória e envelhecimento, Viviane é presidente da Associação Brasileira de Alzheimer e de Doenças Similares (ABRAz).

Nunca esqueci desse conselho que ouvi de Viviane há alguns anos enquanto preparava uma reportagem sobre como chegar à velhice com o cérebro em boa forma.

Faço o possível para segui-lo. Invento caminhos novos para chegar ao trabalho e, quando estou com tempo, percorro ruas desconhecidas apenas para ver aonde elas vão me levar. Dirijo sem pressa e aproveito para observar a arquitetura das casas, as espécies das árvores, a largura das vias. Isso pode não me livrar do Alzheimer, mas pode me livrar da rotina. É uma grande coisa.

Será que sou um ET, a única que insiste em seguir um comportamento em extinção? Cada vez mais motoristas instalam um GPS no carro e dirigem com os neurônios em ponto morto. Não tenho nada contra a tecnologia em si. O GPS é uma ferramenta incrível. O problema é o mau uso dela.

O primeiro a chamar minha atenção para isso foi meu marido. Ele também é jornalista e está acostumado a andar por São Paulo em carros de reportagem. Num sábado o motorista passou em casa para levá-lo ao centro da cidade. O caminho era muito simples e o trânsito estava ótimo. Se seguissem por três avenidas em linha reta, chegariam ao destino em 15 ou 20 minutos.

Meu marido se distraiu conversando com outro colega e o tempo foi passando. Quando percebeu que estava fazendo um tour pela Zona Oeste (passou por várias ruazinhas de Perdizes, contornou o Estádio do Pacaembu, percorreu metade de Higienópolis), perguntou se o motorista precisava pegar mais alguém antes de levá-los ao centro. Ele respondeu:

– Não. Só estou seguindo o GPS.

Algo semelhante aconteceu comigo nesta semana. O motorista passou em casa para me levar a uma entrevista no Morumbi. Ele já tinha o endereço. Assim que entrei no carro, perguntou, meio aflito:

– Você já esteve lá?

– Não, mas deve ser muito tranquilo. Vamos a uma casa numa rua rica do Morumbi.

Para amenizar a insegurança do rapaz, disse, sorrindo:

– Você tem um guia de ruas? Se a gente se perder, eu procuro no guia para você.

– Tenho.

Na curva seguinte, percebi que o guia era o GPS. O garoto deve ter me achado um dinossauro. Ele tinha a tecnologia que virou o objeto de desejo da maioria dos motoristas. Mas o efeito da tecnologia não era libertador. Era escravizante.



O rapaz guiava o carro sem observar a paisagem, sem aprender caminhos novos, sem armazenar informações que poderiam lhe ser úteis numa próxima vez. Movimentava ligeiramente o pescoço para cumprir um estilo estrábico de guiar: o olho esquerdo vigiava a pista; o direito olhava para baixo para seguir as instruções do aparelhinho acomodado junto ao câmbio.

O GPS, para variar, nos indicou rotas imbecis. Entramos na Cidade Universitária, contornamos um balão e saímos no mesmo lugar. Na volta do Morumbi, o aparelhinho nos desviou do caminho mais simples e rápido. Caímos no emaranhado de subidas e descidas da Vila Madalena. Não me estressei. Aproveitei para admirar as vitrines das lojas descoladas. O motorista estava tenso. Preocupado demais em não perder nenhuma instrução do GPS.

Onde foram parar aqueles motoristas safos de carro de reportagem? Aqueles que conheciam todas as quebradas da cidade e, a cada mudança de planos, eram capazes de criar rotas imaginárias, desviar dos engarrafamentos e ainda nos ensinar um caminho surpreendente?

O que será dos novos motoristas que estão perdendo a chance de desenvolver habilidades fundamentais para a profissão e para a vida? Não estou exagerando quando digo que sobreviver no trânsito exige um grande exercício cerebral.

Um interessante artigo sobre isso foi publicado recentemente no Journal of Environmental Psychology. Os pesquisadores da University College London estudaram o que acontece no cérebro dos taxistas quando eles enfrentam as ruas de Londres.

Imagens de ressonância magnética registraram as áreas cerebrais que eram ativadas enquanto os motoristas jogavam um videogame baseado numa simulação perfeita da capital. Os voluntários também detalharam verbalmente o que pensaram no momento em que eram expostos a desafios no trânsito. “Observamos uma maior variedade de pensamentos do que a registrada em outros estudos do gênero”, escreveu o pesquisador Hugo J. Spiers.

A escolha do caminho envolve um grande número de conexões cerebrais. O motorista planeja a rota. Quando ouve uma nova instrução do passageiro (o jogo continha esse tipo de interação) ou é surpreendido por uma obstrução, rapidamente o cérebro do motorista refaz os planos. Muitas vezes, analisa o ambiente para escolher a melhor saída.

Quando passa por ambientes muito conhecidos e sem trânsito intenso, o motorista dirige como se estivesse no “piloto automático”, quase sem pensar. “Chegar ao destino envolve muito mais do que planejar e executar esse plano. É um processo que evoca muitas emoções, desperta o interesse do condutor sobre o ambiente e o leva a considerar os pensamentos dos outros motoristas”, afirma Spiers.

Nada disso acontece quando obedecemos ao GPS passivamente. Mas tudo é questão se saber usar a tecnologia. Consultar o GPS antes de ligar o carro, é um bom exercício cerebral. É um trabalho mental semelhante ao que ocorre quando analisamos um mapa. “Estamos treinando a memória espacial. Isso melhora a capacidade de memorizar e aperfeiçoa nosso desepenho”, diz Viviane.

A maioria dos motoristas não usa o GPS dessa forma. O cérebro sai perdendo. “É importante nos organizarmos, treinar a memória e não deixar para consultar o GPS enquanto estamos dirigindo”, afirma Viviane. “Nesse caso, o aparelho ajuda a encontrar o local, mas compromete o desempenho da atenção e não permite que a informação seja arquivada na memória”, diz.

O GPS é uma grande invenção. É libertador quando ajuda os novos moradores a se locomover numa cidade desconhecida ou quando nos orienta num ambiente perigoso. É escravizante quando vira uma muleta e nos transforma em motoristas acomodados e sem discernimento. Você quer controlar o cérebro do GPS ou quer que ele controle o seu?

CRISTIANE SEGATTO
cristianes@edglobo.com.br
(Cristiane Segatto escreve aos sábados.)