sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Cativeiro da Vontade

"Livre-Arbitrismo"


Há um erro muito sério que é amplamente crido e promovido em nossos dias—o erro do "livre-arbitrismo." Pelo termo, "livre-arbitrismo," não estou me referindo ao fato de que o homem tem uma vontade. Isto é certamente bíblico. No ato da criação, Deus deu ao homem a faculdade da vontade e esta faculdade não foi perdida na queda. Todos os homens têm vontades. Com essas fazemos todos tipos de decisões e escolhas todos os dias. Por "livre-arbitrismo" quero dizer o falso ensino de que o homem tem um livre-arbítrio. Muitas pessoas creem que o homem não somente tem uma vontade, mas que sua vontade é livre.


Por livre-arbítrio eles querem dizer duas coisas. Primeiro querem dizer que a vontade do homem em todos os seus desejos, determinações e escolhas é livre de qualquer causa externa. O próprio homem deseja o que ele deseja por causa de seu próprio agrado. Ninguém pode jamais fazê-lo querer o que ele de si mesmo não propôs querer—nem mesmo Deus. De fato, eles dizem que Deus deu este livre-arbítrio e que ele não interferirá nele, não importa o que aconteça. Embora ele possa querer que um homem faça algo, se o homem não desejar fazer isto de si mesmo, Deus não fará nada para mudar sua vontade. Em segundo lugar, eles querem dizer que de um ponto de vista ético e moral, a vontade do homem é livre para escolher tanto o bem como o mal. O homem tem a capacidade de escolher o caminho do pecado ou escolher o caminho da justiça. Sua vontade não é inclinada para seguir um caminho ou outro. O homem tem igualmente a capacidade de fazer o bem ou o mal. Ele é espiritualmente livre.


Portanto, com o seu livre-arbítrio o homem pode tanto escolher Cristo como rejeitá-lo. Ele pode tanto escolher ser um cristão como recusar ser um. A escolha é estritamente dele. Embora as pessoas ou coisas possam influenciá-lo de uma forma ou outra, no final das contas, nada pode fazê-lo escolher Cristo ou não. Até mesmo Deus nunca o faz soberanamente escolher a Cristo, mudando sua vontade. Deus faz sua própria vontade subserviente ao livre-arbítrio do homem.


O livre-arbitrismo é um erro sério que é contrário às Sagradas Escrituras, pois:
1) A Bíblia nos ensina que a vontade do homem não é livre, mas é prisioneira da eterna, imutável e soberana vontade de Deus.

2) A Bíblia nos ensina que a vontade do homem permanece em cativeiro espiritual ao pecado e não pode desejar o que é eticamente e moralmente bom, à parte da regeneração.
3) A Bíblia ensina que a verdadeira liberdade espiritual é o dom precioso que Deus dá somente ao seu povo através de Jesus Cristo.


A Vontade Soberana de Deus

Que a vontade do homem não é livre, é demonstrado em primeiro lugar pelo fato que a vontade do homem é prisioneira da vontade soberana de Deus. A vontade de Deus é a única vontade que é absolutamente livre. Sua vontade não é determinada por nada ou ninguém fora de si mesmo. Embora o mundo esteja cheio de incontáveis criaturas e suas ações, elas não influenciam a vontade de Deus de forma alguma. Até as ações do homem e sua vontade não determinam a vontade soberana de Deus. Deus é absolutamente independente de todos os outros seres, e assim é sua vontade. Ele quer o que ele quer por causa do seu próprio soberano beneplácito. Assim, o apóstolo Paulo pôde escrever: "Porque, quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém" (Romanos 11:34-36). O profeta Isaías ensina a mesma coisa quando diz: "Quem guiou o Espírito do SENHOR, ou como seu conselheiro o ensinou? Com quem tomou ele conselho, que lhe desse entendimento, e lhe ensinasse o caminho do juízo, e lhe ensinasse conhecimento, e lhe mostrasse o caminho do entendimento? Eis que as nações são consideradas por ele como a gota de um balde, e como o pó miúdo das balanças; eis que ele levanta as ilhas como a uma coisa pequeníssima ... Todas as nações são como nada perante ele; ele as considera menos do que nada e como uma coisa vã" (Isaías 40:13-17).


As Escrituras deixam claro que ninguém pode frustrar o eterno conselho e vontade de Deus. Deus sempre consegue exatamente o que ele quer. Lemos em Isaías 14:24, 27: "O SENHOR dos Exércitos jurou, dizendo: Como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará … Porque o SENHOR dos Exércitos o determinou; quem o invalidará? E a sua mão está estendida; quem pois a fará voltar atrás?" Os próprios pensamentos do Senhor certamente acontecerão. O que ele propôs permanecerá e ninguém pode deter sua mão quando ele faz o que quer.


Isto significa que o próprio Deus ativamente traz à luz todas as coisas que acontecem de acordo com o que ele propôs e determinou ser feito. Porque ele é o Deus que faz todas as coisas segundo o conselho da sua própria vontade (Efésios 1:11), Deus soberanamente opera em todas as coisas de tal forma que ele faz todas as coisas fazer o que ele quis em seu eterno conselho. Todas as coisas, não somente algumas coisas, sempre fazem exatamente o que ele determinou. Elas fazem exatamente o que ele determinou porque o próprio Deus opera isto nelas. Tudo da história e todas as coisas na história são exatamente como Deus quis que fosse. O mundo não está fora de controle. Até mesmo os mínimos detalhes acontecem de acordo com a sua eterna vontade e conselho. Jesus diz: "Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em terra sem a vontade de vosso Pai. E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados" (Mateus 10:29-30).


Visto que a vontade de Deus é soberanamente livre, não pode haver outras vontades livres no mundo. Se houvesse, elas limitariam e infringiriam a vontade de Deus, de forma que ela não poderia ser livre e Deus não seria soberano. Que a vontade de Deus é soberana significa, portanto, que a vontade da criatura não é livre. A vontade de toda criatura é subserviente à vontade de Deus. Porque a vontade de Deus é sempre realizada, a vontade da criatura deve estar conformada à vontade soberana de Deus. Isto é confirmado pelas palavras de Isaías em Isaías 46:9-11: "… Eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha. Que chamo a ave de rapina desde o oriente, e de uma terra remota o homem do meu conselho; porque assim o disse, e assim o farei vir; eu o formei, e também o farei."


Dessa forma, até o homem está cativo à vontade soberana de Deus – tanto o justo como o ímpio, o regenerado e o não regenerado. O homem não pode e não age independentemente de Deus. Até a sua vontade está sob o domínio da vontade eterna de Deus. Deveras, Deus criou o homem com uma vontade, de forma que ele faz decisões e escolhas todos os dias. Esta vontade, contudo, não é livre. Porque as Escrituras nos ensinam: "Muitos propósitos há no coração do homem, porém o conselho do SENHOR permanecerá " (Provérbios 19:21). Embora o homem tenha muitos planos no seu coração os quais deseja realizar, ele não pode fazer nada fora do conselho de Deus. Porque a própria vontade do homem é movida, direcionada e controlada pela vontade de Deus. A vontade de homem está sempre à serviço do Senhor, seja consciente ou inconscientemente.


Isto é mui claramente ensinado no livro de Provérbios. No capítulo 16, versículo 1, lemos: "Do homem são as preparações (literalmente—disposições) do coração, mas do SENHOR a resposta da língua." Aqui o coração é dito ser direcionado por Deus, mas isso também inclui a vontade. Porque a vontade do homem é direcionada por seu coração. Lemos: "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida" (Provérbios 4:23). Também em Provérbios 23:7 lemos: "Porque, como imaginou no seu coração, assim é ele …" Assim, a vontade é dirigida pelo coração. Mas esse coração é preparado ou disposto pelo Senhor. O Rei Salomão testificou: "Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer" (Provérbios 21:1). A vontade de Salomão não era absolutamente livre. Ele próprio diz que seu coração estava na mão de Deus e Deus o inclinava para onde queria. Assim, tão certo como Deus pela sua onipotência muda o curso dos grandes rios, assim ele dirige o coração e a vontade do homem.


A vontade do homem é referida diretamente em Filipenses 2:13. Lá o apóstolo diz: "Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade." Aqui o apóstolo não ensina que a vontade do homem é livre da interferência de Deus. Não, ele ensina exatamente o oposto. Ele ensina que a vontade do homem está sob o domínio do operar soberano de Deus, tanto quanto qualquer outra coisa. Tão certo quanto Deus move o vento e as ondas desta ou daquela forma, ele move a vontade do homem para o propósito, plano e vontade que lhe agrada. Deus opera dentro da vontade.


Ele energiza e capacita a vontade de uma forma que ele faz com que o homem queira o seu bom propósito. Dessa forma, Deus não somente capacita o crente a fazer o seu bom propósito, mas também faz com que ele queria o seu bom propósito. De fato, sem a poderosa operação da graça de Deus dentro da vontade do crente, ele não poderia desejar o que é bom. As boas obras do crente são completamente dependentes do controle soberano de Deus de sua vontade. O apóstolo diz que todas as boas obras do crentes foram ordenadas por Deus em seu conselho. Em Efésios 2:10 lemos: "Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas." Certamente isso significa que Deus executa a sua vontade concernente às boas obras fazendo com que a vontade do homem deseje o seu bom propósito. Se isso não fosse verdade, a vontade de Deus poderia ser frustrada pelo crente que não faz as boas obras que Deus ordenou.


Deus também opera no coração do ímpio para que eles desejem o que ele propôs. Lemos em Salmos 105.25: "Virou o coração deles (os Egípcios) para que odiassem o seu povo, para que tratassem astutamente aos seus servos." Deus virou o coração e, portanto, a vontade dos Egípcios ímpios para que odiassem Israel e os escravizassem. Embora o coração seja mau e totalmente contrário ao justo padrão de Deus, ele ainda é dirigido e controlado por Deus. Isso é visto particularmente no caso do ímpio Faraó. Deus endureceu o seu coração para que ele não deixasse Israel partir. Deus disse a Moisés: "Quando voltares ao Egito, atenta que faças diante de Faraó todas as maravilhas que tenho posto na tua mão; mas eu lhe endurecerei o coração, para que não deixe ir o povo" (Êxodo 4:21).


Assim, o primeiro princípio que devemos entender sobre a vontade do homem é este: a vontade do homem não é soberanamente livre, mas é sempre cativa à soberana vontade de Deus. Não podemos desejar e fazer nada à parte do querer de Deus. Porque "todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?" (Daniel 4:35).


Liberdade no Paraíso

Porque Deus é um Deus soberano, a vontade de todos os homens—tanto dos justos como dos ímpios—é subserviente e sujeita à vontade de Deus. Há, contudo, outro tipo de cativeiro da vontade. À parte da regeneração o homem é espiritual, moral e eticamente escravo do pecado, de forma que ele não pode fazer o bem. Ele não é espiritualmente livre. O apóstolo Paulo fala disso em Romanos 6:20, onde se refere aos não convertidos como servos do pecado. Mas antes que possamos entender esse cativeiro espiritual, devemos ver que essa não era a condição original do homem. Esse cativeiro moral e ético não é o resultado da criação. Quando Deus criou o homem, ele o criou espiritualmente livre. Antes da queda, Adão não conhecia nada de cativeiro ao pecado.


Embora a vontade de nosso pai, Adão, tenha sido criada subserviente à vontade de Deus, sua vontade era espiritualmente livre—isto é, livre de todo pecado. Adão era tão livre moralmente que todas as inclinações de seu ser eram voltadas para o bem. Ele tinha uma justiça positiva, não simplesmente uma neutralidade. Sua vontade era boa e desejava somente o bem. Isto porque Adão foi criado à imagem de Deus. Lemos: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou" (Gênesis 1:27). Adão se parecia com Deus, espiritualmente. A imagem de Deus é explicada pelo apóstolo quando ele diz: "E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade" (Efésios 4:24). Em Colossenses 3:10 ele adiciona: "E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou." A imagem de Deus consiste de três elementos—justiça, santidade e conhecimento de Deus. Assim, em todo o seu ser, incluindo sua vontade, Adão possuía justiça, santidade e o verdadeiro conhecimento de Deus. Ele não desejava o pecado. Ele desejava fazer o que era bom.


A verdadeira liberdade espiritual não é a capacidade de escolher tanto o bem como o mal. Esse é o conceito de muitos. Eles pensam que um livre-arbítrio é uma vontade que pode escolher tanto pecar como não pecar, escolher a Cristo ou rejeitá-lo. Ela é livre para fazer isso ou aquilo, sem quaisquer inclinações para um lado ou outro. Mas isso não é verdade. A Bíblia sempre fala de liberdade espiritual como a capacidade de fazer o bem em lugar do mal. Isso é o que lemos em Romanos 6:17-18: "Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça." Aqui a liberdade espiritual é definida não como a capacidade de escolher tanto o bem como o mal, mas como a capacidade de escolher o que é bom. Isso é liberdade do pecado. Alguém que é espiritualmente livre não está cativo ao pecado, mas é, em vez disso, um servo da justiça.


A liberdade espiritual de Adão, então, era sua capacidade de escolher e fazer o que era bom. Diariamente ele amava, adorava e servia a Deus em justiça e santidade. Ele estava cheio com o conhecimento de Deus de forma que conhecia quem Deus era e tinha um íntimo conhecimento de comunhão com Deus. Ao anoitecer ele andava com Deus e conversava com ele. O desejo e a vontade de seu coração era agradar a Deus fazendo o que era reto e bom. Ele não desejava o pecado e os prazeres dele. Sua liberdade era tal que ele não conhecia nada do pecado. Tudo do seu ser e de sua vida era justiça, santidade e conhecimento de Deus. Sua vontade era totalmente consagrada a Deus. Ele era tão livre que não era capaz de pecar. Até que comesse do fruto proibido, ele não conhecia o pecado de forma alguma.


Mas a liberdade espiritual de Adão não era o mais alto tipo de liberdade. Porque embora ele fosse capaz de não pecar, ele, todavia, pecou. Ele poderia perder sua liberdade moral e ética. Deus o advertiu disso quando Lhe disse: "Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás" (Gênesis 2:17). Adão poderia desejar comer da árvore. Se o fizesse, morreria espiritualmente. Ele perdeu a imagem de Deus e sua liberdade espiritual para escolher o bem. Na providência isso foi justamente o que aconteceu. Embora todas as inclinações do seu ser, incluindo sua vontade espiritualmente livre, o inclinassem à obediência a Deus, ele comeu. Ele perdeu a imagem de Deus e morreu espiritualmente. Sua santidade, justiça e conhecimento de Deus foram transformados em trevas e injustiça. Sua vontade se tornou escrava de sua natureza má. Ele não mais poderia escolher o que era bom e justo.


A Vontade Caída do Homem

Quando Adão pecou no jardim e perdeu sua liberdade espiritual, esse ato teve consequências que alcançaram todos da humanidade. O cativeiro espiritual de nosso pai passou para todos de sua posteridade. As ações de Adão não afetaram meramente sua própria vida, mas a vida de cada pessoa nascida no mundo. O apóstolo Paulo diz: "Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram" (Romanos 5:12). Quando o pecado entrou no mundo através do pecado de Adão, toda a humanidade se tornou espiritualmente escravizada pelo pecado.


Este cativeiro que veio sobre a raça foi em primeiro lugar um cativeiro legal. Imediatamente após Adão pecar, a culpa de seu pecado foi imputada a toda raça. O apóstolo Paulo diz: "Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação ... Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos (constituídos ou declarados) pecadores …" (Romanos 5:18-19). A culpa do pecado de Adão foi declarada ser a culpa da raça. Deus julgou ser toda a raça humana culpada do pecado de Adão. Portanto, ele condenou a raça. Todos os homens são dignos de eterna destruição no inferno. Todos os homens estão presos em cativeiro à culpa daquele pecado, pela qual culpa, exceto que seja perdoada, devem gastar toda a eternidade pagando o terrível preço do primeiro pecado de Adão.


O cativeiro que veio sobre a raça foi também um cativeiro orgânico pelo qual a natureza do homem é má. Todos os homens nascem no mundo com a mesma natureza corrupta e má, como o seu pai, Adão [após a queda]. Davi confessou: "Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" (Salmos 51:5). Todos os homens "nascem mortos em delitos e pecados" (Efésios 2.1). Todos os homens, por natureza, não são livres para o bem ou mal, mas estão presos em cativeiro espiritual ao pecado e ao diabo. Jesus se refere ao cativeiro do homem ao pecado quando diz: "Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é servo do pecado" (João 8:34). O apóstolo Paulo se refere ao cativeiro do homem ao diabo quando fala daqueles que estão presos nos "laços do diabo, em que à vontade dele estão presos" (II Timóteo 2:26).


Com um resultado, à parte da graça de Deus, o homem não é livre para desejar ou fazer qualquer bem. É impossível para o homem natural fazer algo, senão pecar. Deveras, o homem tem uma vontade pela qual ele faz muitas escolhas todos os dias de sua vida. Mas estas escolhas são sempre más. O cativeiro moral e ético do homem é de uma tal natureza que ele pode querer e fazer somente o mal. As Escrituras nos ensinam isso em Romanos 3:10-12: "Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só." Não há uma pessoa sobre a face da terra que, de si mesma, faça o bem. Não, nenhuma! Não há uma pessoa sequer que busque a Deus. Pois a vontade do homem natural é tão má que nem mesmo deseja a Deus. É impossível para a vontade do homem estender a mão para Deus.


Tal acontece porque todos os desejos do homem são controlados por sua natureza básica. "Assim, toda a árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons" (Mateus 7:17). Tudo o que um homem deseja deve estar em harmonia com a natureza básica de seu ser. A Bíblia nos ensina que a depravação do homem envolve todo o seu ser, não apenas uma parte. Assim, lemos do coração corrupto: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?" (Jeremias 17:9). No próprio centro do homem, ele é desesperadamente mau. O mesmo é verdade da mente ou entendimento do homem. "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente" (I Coríntios 2:14). Por causa do cativeiro espiritual do homem, ele não pode nem mesmo entender as coisas de Deus. Como pode ele, então, desejar o que é bom se ele nem mesmo pode entender o que é bom? Jesus diz: "Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (João 3:3). Se um homem não pode ver o reino de Deus, certamente não pode desejar o bem. Todo verdadeiro bem pertence ao reino de Deus.


Mas devemos ir mais adiante, porque a Bíblia nos ensina que a própria vontade é acorrentada pelo pecado. O homem, por natureza, não pode escolher a Deus ou qualquer outro bem porque sua própria vontade não é livre. Está preso em cativeiro espiritual ao pecado e ao diabo. Assim diz Jesus: "Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai (literalmente)" (João 8:44). Todos dos homens são, por natureza, filhos do diabo. Todos os homens, por natureza, desejam fazer o que o diabo deseja que eles façam. A vontade está espiritualmente escravizada ao diabo. Em II Timóteo 2:26 lemos que os não regenerados estão "presos por ele para fazer sua (literalmente) vontade." O diabo deixa os ímpios cativos para que espiritualmente eles estejam totalmente dentro de sua vontade. Suas vontades são engolfadas por sua vontade e portanto eles fazem a sua vontade. O apóstolo Paulo se refere ao não regenerado como aqueles que estão "cumprindo os desejos da carne e dos pensamentos" (Efésios 2:3). A palavra desejos se refere à vontade. A vontade do homem natural está escravizada por sua natureza pecaminosa e por seus maus pensamentos. Em Efésios 4:22 o homem natural é dito ser "corrompido pelas concupiscências do engano." O homem é corrompido em harmonia com sua vontade enganosa. Porque concupiscência é outro termo para vontade. Sua vontade é má. Assim, o homem natural não é espiritualmente livre. Ele não tem livre-arbítrio. Ele e sua vontade são escravos do pecado e de Satanás, exceto se for regenerado pela graça de Deus.


Esse cativeiro espiritual do homem é tão severo que ele não pode fazer nada para mudar sua condição. A vontade do homem é tão totalmente escravizada ao pecado que é impossível para ele se livrar, por si mesmo, de suas algemas. O Espírito de Deus nos ensina através das palavras de Jó: "Quem do imundo tirará o puro? Ninguém" (Jó 14:4). O homem, por natureza, é impuro de coração, mente e vontade. Como ele pode tirar algo puro desta corrupção? É impossível. Em Jeremias 13:23 esta verdade é posta de uma forma um pouco diferente. Lemos: "Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal." Quão tolo é pensar que um Etíope pode mudar a cor de sua pele ou um leopardo as suas manchas pretas. Assim também, o homem não pode mudar a negridão de seu coração, mente e vontade más. O homem, à parte da graça de Deus, é totalmente corrupto e não pode mudar isso. Tudo o que ele pode tirar de sua vontade escravizada é a negridão do pecado.


A Vontade e as Boas Obras

Embora a Bíblia ensine que a natureza do homem é tão depravada que ele não quer e não pode fazer nenhum bem, muitos insistem que o não regenerado é capaz de fazer algum bem. O homem é capaz de fazer o que é ética e moralmente bom. Eles nos dizem para olharmos ao nosso redor e ver todas as coisas boas que os incrédulos fazem. Olhe para o rico incrédulo que dá milhares de dólares para caridade. Olhe para o médico ímpio que doa seu tempo para ajudar o pobre com problemas médicos. Olhe para as muitas pessoas que não são cristãs, mas que fazem dão muito alívio para vítimas de fome, pobreza e guerra. Eles não estão fazendo boas obras? Não parece que muitos incrédulos fazem muito bem no mundo?


De acordo com a Bíblia, a resposta é: Não. O incrédulo não pode fazer nenhum bem ético. É verdade, contudo, que o não regenerado pode fazer bem certas coisas. Ele pode ser um bom carpinteiro que construa uma casa que dure. Pode ser um bom médico que diagnostique e trate muito bem uma enfermidade. Há pessoas que são boas na matemática, ciência ou no inglês. Mas agora estamos falando sobre bondade num sentido diferente. Isso não é bondade moral e ética. É bondade num sentido não-moral. Um carpinteiro pode ser bom na construção de uma casa, mas ser muito imoral. Ele não é bom de um ponto de vista ético e espiritual.


É verdade que um incrédulo pode fazer muitas coisas que parecem ser moralmente boas. Ele pode fazer algo que, em si mesmo, pode ser uma coisa boa. Ele pode, por exemplo, ir à igreja e ouvir a pregação da Palavra de Deus. Ele pode orar regularmente e sustentar sua igreja financeiramente. Pode fazer muitas coisas por seus amigos e vizinhos que, em si mesmas, são muito boas. Mas isso não significa que ele faz o bem. Lembrem-se dos Fariseus. Ele faziam todas essas coisas. Mas Jesus lhes disse: "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia" (Mateus 23:27). Eles pareciam ser bons exteriormente, mas interiormente eram muito maus.


Esse foi o caso com Jeú. Em 2 Reis 10:30 lemos: "Por isso disse o SENHOR a Jeú: Porquanto bem agiste em fazer o que é reto aos meus olhos e, conforme tudo quanto eu tinha no meu coração, fizeste à casa de Acabe, teus filhos, até à quarta geração, se assentarão no trono de Israel." Aqui vemos que Jeú agiu bem. Ele foi um bom soldado que fez um bom trabalho de destruir a casa de Acabe, assim como Deus lhe havia ordenado. Ele obedeceu a Deus de uma maneira externa. Isso, contudo, não significa que ele fez o bem do ponto de vista ético e moral. Lemos no verso 31: "Mas Jeú não teve cuidado de andar com todo o seu coração na lei do SENHOR Deus de Israel, nem se apartou dos pecados de Jeroboão, com que fez pecar a Israel." Embora Jeú tenha obedecido ao Senhor de uma forma externa e destruído a casa de Acabe, ele não andou nos caminho da lei de Deus e, portanto, seus feitos não eram moralmente bons. Ele não era bom interiormente. Assim é com muitas pessoas. Elas podem fazer bem muitas coisas. Podem até parecer obedecer a Deus. Mas todos os que não são convertidos não podem fazer nenhum bem ético e moral, porque são perversos em seus corações. Mesmo que pareçam fazer boas obras, seus feitos são somente e sempre pecados.


Isso pode ser visto pelo fato que as Escrituras nos ensinam que um pensamento, palavra ou ação é eticamente bom quando:


1) está em harmonia com a lei de Deus;
2) é produto de uma verdadeira fé;
3) é feito para a glória do Deus Todo-poderoso.


Para ser moralmente bom, em primeiro lugar, deve se conformar à justiça da lei de Deus. O apóstolo João diz: "Qualquer que comete pecado, também transgride a lei; porque o pecado é a transgressão da lei " (I João 3:4). Visto que o pecado é a transgressão da lei, obviamente que o que se conforma à lei de Deus é moralmente bom. Qualquer feito que é contrário à lei de Deus não é moralmente bom. Se uma pessoa mente, mesmo que ela minta para uma boa causa, esse ato não é bom. É uma transgressão da lei e não pode ser bom.


Uma boa obra deve também ser um produto de uma verdadeira fé. Em Hebreus 11:6 lemos: "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe (Deus) …" Se uma pessoa não tem fé, não pode agradar a Deus, não importa o que faça. Um incrédulo, por definição, não tem fé. Ele não pode agradar a Deus e, portanto, não pode fazer o bem. O apóstolo Paulo afirma isso dessa forma: "Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus" (Romanos 8:8). Se alguém não tem fé, está na carne. Ele pode somente pecar. Porque "o que não é de fé é pecado" (Romanos 14:23). E os feitos do incrédulo são de fé? Não! Então, são pecados.


Se um feito é para ser moralmente bom, ele deve também ser feito para a glória de Deus. Não deve ser feito com resultado de motivos egoístas ou até mesmo para o benefício da humanidade. Deve ser feito para Deus. O apóstolo Paulo escreve: "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" (I Coríntios 10:31). Esse é o chamado de todo homem. Não devemos servir a nós mesmos, nem mesmo aos nossos semelhantes. Nós servimos a Deus. Tudo que fazemos deve ser feito para sua glória. Se um homem vende tudo o que ele tem e dá para o pobre, mas não o faz para a glória de Deus, isso não é moralmente bom. Se um homem dedica sua vida para socorrer o pobre e aflito, mas não faz isso para a glória de Deus, é pecado. Tudo o que não é feito para glorificar a Deus não é moralmente bom, mas é pecado.


Assim, deve ser claro que o não regenerado que não guarda a lei de Deus, não tem fé, e que não busca a glória de Deus, não pode querer ou fazer qualquer bem. Embora possa parecer que eles fazem o bem algumas vezes, as coisas não são sempre como parecem. Nós não conhecemos o coração que está atrás da ação. Não devemos permitir que nosso mal-entendimento das ações do homem destruam o testemunho da Palavra de Deus. Devemos crer no que Deus diz: "E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente" (Gênesis 6:5). Embora os feitos externos do não regenerado pareçam moralmente bons, eles são somente maus continuamente.


A Vontade e a Salvação

Visto que a vontade do homem não é espiritualmente livre, mas é escrava do pecado e do diabo, e visto que ele não pode fazer nenhum bem seja qual for, o homem não pode salvar a si mesmo por sua vontade. Visto que a vontade do homem não pode desejar o que é bom e reto, como é possível que escolha Cristo? Escolher a Cristo é um ato da mais alta bondade. Isso, contudo, é precisamente o que a maioria das pessoas creem. Elas nos falam que a salvação é totalmente de Deus e de sua graça. Deus tem uma salvação embrulhada como um belo presente que ele dá para cada homem. Mas o homem deve primeiro receber a Cristo pelo exercício do seu próprio livre-arbítrio. Deus não fará nada até que o homem escolha a Cristo. Dessa forma, o fator determinante na salvação, de acordo com eles, não é a vontade de Deus, nem a obra expiatória de Cristo, mas a escolha do homem. A salvação é feita dependente no final das contas da vontade do homem. A vontade do homem deve ser ativa primeiro, então Deus salvará.


As Sagradas Escrituras nos ensinam algo inteiramente diferente. O não regenerado não pode escolher a Cristo. Isso é claramente ensinado no evangelho segundo João. Em João 6:44 lemos: "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia." Jesus nos ensina que o homem não pode vir a ele, a menos que o Pai o traga. Não há livre-arbítrio que o capacite para vir a Cristo. Isso requer um poder fora dele, o poder da graça de Deus. Sem esse poder, ninguém virá a Cristo para salvação. Jesus diz: "Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto …" (João 15:16). O homem natural não pode e não escolhe a Cristo. O extremo oposto é verdadeiro. Cristo o escolhe. O homem não é salvo porque ele escolhe a Cristo. A vontade do homem é tão má que somente a escolha soberana de Cristo pode salvá-lo.


Assim, não podemos dizer que somos salvos por nossa vontade e escolha. Não podemos dizer que somos salvos porque fizemos uma decisão por Cristo ou o aceitamos. É verdade que a Bíblia diz: "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome" (João 1:12). Mas isso não significa que o recebemos pelo poder de nossas próprias vontades. O extremo oposto é verdadeiro como é indicado no versículo seguinte. Lá lemos: "Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus." Note que o apóstolo diz que não nascemos da vontade do homem. O novo nascimento, regeneração, não acontece porque o homem escolhe a Cristo com sua vontade escravizada! Não! Isso é impossível! A salvaçao não é da vontade do homem, mas de Deus.


A salvação é de Deus porque ela é baseada na vontade de Deus. Tiago diz: "Segundo a sua vontade (de Deus), ele nos gerou pela palavra da verdade …" (Tiago 1:18). A origem da salvação, o fator determinante na salvação, é a vontade de Deus. Ninguém nasce de novo, a menos que Deus queira assim fazer. Porque Deus é o Deus que predestina, o qual determinou a vida e o destino de cada pessoa. Pela sua soberana vontade ele predestinou alguns para salvação e outros para eterna destruição do inferno. O apóstolo diz: "Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra? E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição" (Romanos 9:21-23). Deus é o Oleiro e nós somos o barro. Assim como o oleiro pode fazer do seu barro qualquer coisa que lhe agrade, assim Deus faz de suas criaturas o que lhe agrade—alguns em vasos de honra (eleição) e outros em vasos de desonra (reprovação). Essa é a soberania da vontade de Deus. Toda salvação, portanto, tem sua origem na eterna eleição de Deus. Em Efésios 1:4-5 lemos: "Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade." Uma pessoa é filho de Deus, santa em Cristo, somente porque Deus o escolheu para ser de acordo com o beneplácito de sua vontade. Note também que a eleição de Deus ocorreu antes da fundação do mundo. Portanto, ela não pode ser baseada sobre nada no homem. Ela é a livre escolha de Deus.


Quando um homem confia em Cristo, é porque Deus o escolheu primeiro. Lemos em Atos 13:48: "… e creram todos quantos estavam ordenados para a vida eterna." O eterno decreto da eleição de Deus é a suprema origem da fé. Um homem crê porque ele foi ordenado para a vida eterna. Se alguém não crê, é porque Deus não o escolheu para a vida eterna. Assim Jesus disse: "Mas vós não credes porque não sois das minhas ovelhas, como já vo-lo tenho dito" (João 10:26). De fato, a fé é impossível à parte da regeneração. A fé não precede o novo nascimento, mas o novo nascimento precede a fé. A fé não é uma obra do homem, mas o dom de Deus que ele dá na regeneração. Jesus é chamado o autor e consumador de nossa fé (Hebreus 12:2), porque ninguém tem fé, a menos que lhe seja dada por Deus através da operação do Espírito de Cristo. As Escrituras nos ensinam que o povo de Deus "crê segundo a operação da fora do seu (de Deus) poder" (Efésios 1:19). O apóstolo Paulo diz: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9). A fé não vem de nós. Ela não vem de nossas obras. É um dom gracioso de Deus.


O que a vontade do homem não pode fazer devido estar escravizada ao pecado, a vontade de Deus faz. A salvação é a obra poderosa da vontade e do poder de Deus. "Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece" (Romanos 9:16).


A Vontade e a Responsabilidade do Homem

Há muitos que atacam a doutrina do cativeiro da vontade asseverando que ela conflitua com a doutrina da responsabilidade do homem. Muitos creem que a responsabilidade do homem é baseada na capacidade de fazer o que Deus diz. Como Deus pode exortar a todos para se arrependerem e crerem, se o homem não tem a capacidade para assim fazer? Isso seria injusto da parte de Deus. Eles nos dizem, portanto, que todas as exortações da Bíblia são provas de que a vontade do homem não é escravizada de forma alguma, mas livre para fazer o que Deus requer. Deus não poderia considerar o homem responsável se ele não tivesse essa capacidade. De fato, muitas pessoas creem que a responsabilidade do homem é exatamente isso. É sua capacidade de livremente escolher o bem.


Se essa concepção da responsabilidade do homem fosse correta, a doutrina do cativeiro da vontade estaria deveras em direto conflito com a responsabilidade do homem. Contudo, as Escrituras nos ensinam que a responsabilidade do homem não consiste em sua capacidade de fazer o que Deus requer. Como já temos demonstrado, o homem não tem essa capacidade. Jesus disse: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer" (João 15:5). Sem Jesus Cristo ninguém pode fazer algo que produza fruto. O Senhor se refere ao fruto espiritual. Ele está falando sobre a capacidade espiritual de fazer o bem e crer nele. Ninguém que está sem Cristo tem essa capacidade.


Além do mais, Deus não é injusto em requerer do homem o que ele não pode fazer . Deus é perfeitamente justo porque ele não criou o homem sem essa capacidade. Deus fez o homem justo e capaz de fazer tudo o que ele requer. Foi o homem quem recusou fazer como Deus havia ordenado e, portanto, perdeu essa capacidade. Assim, lemos em Eclesiastes 7:29: "Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém eles buscaram muitas astúcias." Ninguém pode dizer que Deus não é justo, porque Deus não mudou. As regras de Deus sãos as mesmas como sempre. Foi o homem quem mudou por sua própria ação. Nós somos aqueles que, em nosso pai Adão, por nossos próprios pecados, perdemos a capacidade que Deus nos deu. Assim, Deus é perfeitamente justo em todas a suas demandas. A responsabilidade do homem não tem nada a ver com uma capacidade para fazer o bem.


Nem tem a responsabilidade do homem nada a ver com a liberdade do governo e controle da soberana vontade de Deus. O cativeiro do homem ao governo soberano de Deus não é inconsistente com a responsabilidade do homem. O apóstolo Paulo trata com essa questão em Romanos 9. Primeiro ele nos mostra que Deus deveras governa sobre todos, de forma que a salvação é completamente dependente dele. Lemos: "Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus, que se compadece… Logo, pois, compadece-se de quem quer, e endurece a quem quer" (Romanos 9:16, 18). Se Deus endurece alguém, como ele fez com Faraó (versículo 17), essa pessoa não pode e não desejará ser salva. Se ele mostra misericórdia para alguém, como ele fez a Jacó, essa pessoa certamente será salva. A salvação está completamente nas mãos de Deus. Ele tanto endurece como mostra misericórdia.


Mas muitos dirão que isso não é justo. Como o homem pode ser responsável se a salvação é, no final das contas, uma obra de Deus e não do homem? O apóstolo se refere à essa objeção quando escreve: "Dir-me-ás então: Por que se queixa ele ainda? Porquanto, quem tem resistido à sua vontade?" (v. 19). Como Deus pode considerar o homem responsável se a salvação depende da vontade de Deus, que endurece ou mostra misericórdia? O apóstolo replica nos versículos 20-21: "Mas, ó homem, quem és tu, que a Deus replicas? Porventura a coisa formada dirá ao que a formou: Por que me fizeste assim? Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?" A resposta é muito simples. Não temos o direito de questionar o que Deus faz. Ele é o Oleiro e nós o barro. Como o Criador, ele tem o direito de fazer como lhe agradar com todas as suas criaturas. Nós não temos direitos. Não podemos replicar contra Deus. Ele considera todos os homens responsáveis por confiar e servi-lo, embora tudo isso dependa dele. A responsabilidade do homem não é baseada sobre a liberdade do governo da vontade soberana de Deus.


A responsabilidade do homem significa duas coisas. É uma obrigação e um prestar contas. Todos são obrigados a fazer o que Deus requer. É o dever de todos amar a Deus de todo o coração e o próximo como a si mesmo (Marcos 12:29-31). Ninguém pode ser escusado dessa obrigação. Isso é o que Deus requer. A responsabilidade do homem é também a sua necessidade de prestar contas. Deus nos considera responsáveis por cumprir ou não nossa obrigação. Algum dia deveremos prestar contas de nós mesmos diante do Juiz do céu e da terra. Jesus diz: "Porque o Filho do homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então dará a cada um segundo as suas obras" (Mateus 16:27). Deveremos prestar contras de todos nossos atos, porque somos responsáveis por todos eles.


Tanto a obrigação como o prestar contas estão baseados sobre um fato fundamental—Deus é o Criador e nós criaturas. Somos responsáveis por todas nossas ações, não porque sejamos capazes de fazer o que ele diz ou porque somos livres do seu governo, mas porque ele é nosso Criador. "Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas" (Apocalipse 4:11). O homem não pôde criar a si mesmo. Ele é a criação de Deus. Além do mais, ele foi criado, não para si mesmo, mas para Deus. Ele serve, não para o seu próprio agrado, mas para o de Deus. Portanto, seu lugar como uma criatura é honrar, adorar e servir seu Criador. O homem deve isso a Deus, justamente porque Deus é Criador e ele é criatura.


Tudo isso nos ensina que não há conflito entre a doutrina do cativeiro da vontade e a doutrina bíblica da responsabilidade do homem. O homem está sempre em cativeiro à vontade soberana de Deus. Enquanto ele for um não regenerado, ele também será um escravo do pecado e de Satanás. Todavia, ele é tanto obrigado a fazer o que Deus requer dele como também deverá prestar contas de todas as suas ações.


Liberdade em Cristo

Embora todo homem nascido neste mundo seja um escravo do pecado e do diabo, há uma liberdade espiritual para todos aqueles que pertencem a Jesus Cristo. Jesus disse: "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36). Há deveras uma liberdade do cativeiro espiritual. Há liberdade do pecado e do salário do pecado. Há liberdade do diabo e de tudo que pertence ao seu reino de trevas. Essa liberdade é encontrada somente em Cristo Jesus. Por natureza, nenhum homem é livre ou capaz de fazer a si mesmo livre. Seu próprio cativeiro faz a liberdade por seu poder ou vontade impossível. Mas Cristo faz o seu povo livre. Cristo é o grande Libertador espiritual. Assim, Cristo pôde dizer através do profeta: "O ESPÍRITO do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos …" (Isaías 61:1).


A liberdade espiritual que Cristo dá ao seu povo é baseada na sua morte. Ela foi comprada com preço. Salvação é redenção. Quando Cristo morreu por seu povo sobre a cruz, ele comprou a liberdade deles com seu próprio sangue. Lemos: "… não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver … mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado". Dessa forma, Cristo comprou seu povo do mercado de escravos do pecado e do diabo. O apóstolo Paulo diz de Cristo: "O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras" (Tito 2:14).


A liberdade que Cristo dá ao seu povo não é uma liberdade da soberana vontade de Deus. Embora Cristo dê àqueles que salva a liberdade espiritual, isso não significa que eles sejam absolutamente livres. O homem, seja regenerado ou não, é sempre preso à vontade e conselho eterno de Deus. Ele está preso durante toda essa vida terrena em tudo o que faz. Ele está preso até mesmo depois de deixar esta vida terrena. Na glória dos novos céus e da nova terra, o povo de Deus não será independente, mas estará debaixo do controle e governo da eterna vontade de Deus. Somente Deus é soberanamente livre.


A liberdade que Cristo dá ao Seu povo é uma liberdade espiritual. Ela é, em primeiro lugar, uma liberdade legal da culpa do pecado. Porque todos os homens são por natureza escravos do pecado, todos eles são dignos de condenação. Mas Cristo livra seu povo da culpa do pecado. O apóstolo diz: "Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado" (Romanos 6:6-7). Quando Cristo morreu sobre a cruz, ele morreu como um representante legal do seu povo. Assim, o povo de Deus morreu para o pecado, na morte de Cristo. Isso não significa que eles não sejam mais pecadores, mas que Cristos os livrou da culpa do pecado. Eles têm o perdão dos pecados. Lemos: "Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo as riquezas da sua graça" (Efésios 1:7). Eles são livres da maldição da lei. "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós …" (Gálatas 3:13).


Cristo também livra xeu povo do poder e do domínio do pecado e de Satanás. A liberdade espiritual não é somente um conceito legal, mas um conceito orgânico. A liberdade é algo que o filho de Deus experimenta em sua vida. O apóstolo diz: "… onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade" (II Coríntios 3:17). O povo de Deus, que são o templo do Espírito Santo, vivem uma vida de liberdade espiritual. Eles têm a liberdade do Espírito de Cristo. Esta liberdade orgânica é a liberdade de um novo coração e uma nova natureza.


Por natureza, o homem tem um coração que é mau e corrupto. O homem está morto em delitos e pecados. Mas na regeneração ao filho de Deus é dado um novo coração que é completamente livre do cativeiro do pecado e do diabo. "E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis" (Ezequiel 36:26-27). Na regeneração Deus tira o coração mau (coração de pedra) e o substitui por um coração que é manso e receptivo a ele e sua Verdade. Assim, ao homem espiritualmente morto é dado vida espiritual. "E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele …" (Colossenses 2:13). O coração do homem, o centro de seu ser, é liberto do pecado. É feito santo e justo. O apóstolo expressa essa liberdade dessa forma: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (II Coríntios 5:17).


Porque ao filho de Deus regenerado é dado um novo coração, a ele é dada também uma nova natureza. Ele ainda tem a velha natureza pecaminosa, o velho homem, mas também tem um novo homem. O apóstolo diz: "E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade" (Efésios 4:24). O incrédulo que é escravizado pelo pecado tem somente uma natureza pecaminosa e, portanto, nenhum desejo de servir a Deus. O crente, por outro lado, procura andar nos caminhos de justiça e santidade porque tem novos desejos piedosos. Seu coração foi aberto para a Verdade, de forma que ele agora conhece e ama esta Verdade, ele procura viver pela Verdade e nesta Verdade encontra liberdade. Jesus diz: "E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32). Embora o crente ainda seja um pecador, todavia, agora ele pode e faz o que é agradável aos olhos de Deus. Ele não é mais um escravo do poder e domínio do pecado e do diabo.


Liberdade para Servir a Deus

Muitos afirmam que a liberdade em Cristo dá ao crente a permissão para pecar. Eles argumentam que visto que Cristo morreu pelos pecados de seu povo e, através disso, libertou-lhes da culpa do pecado, o crente pode viver em pecado. Visto que a salvação é toda da graça, o crente não precisa estar preocupado sobre correr do pecado e buscar a justiça. O apóstolo Paulo se refere a esse tipo de pensamento quando diz: "Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?" (Romanos 6:1). Judas também se refere a essa distorção da verdade quando diz: "Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus …" (Judas 4).


Tal pensamento não é o ensino da Sagrada Escritura. É verdade que enquanto o crente estiver neste mundo, ele sempre será um pecador. O filho de Deus não é liberto da presença do pecado até que seja recebido na glória. De fato, ele pode até mesmo cair em pecados muito grandes como aconteceu com o Rei Davi e o apóstolo Pedro. Um filho de Deus não está imune de pecar—nem mesmo dos tipos mais horríveis de pecado. Além do mais, não há algo como uma perfeição sem pecado nesta vida. Assim, o apóstolo diz: "Porque bem sabemos que a lei é espiritual; mas eu sou carnal, vendido sob o pecado. Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço" (Romanos 7:14-15). O crente deseja fazer o bem, mas porque ainda possui a velha natureza junto com a nova natureza, todos os seus feitos, incluindo suas melhoras boas obras, são manchadas pelo pecado.


Mas isso não significa que o crente é liberto do pecado de forma que possa continuar no pecado. Liberdade em Cristo não é liberdade para pecar. A doutrina bíblica da liberdade espiritual não significa que sejamos livres para fazer o que quisermos, seja isto bom ou mau. A liberdade espiritual é sempre liberdade do pecado. Lemos em Romanos 6:6-7: "Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado." Visto que o homem velho com todos os seus pecados foi judicialmente morto com Cristo na cruz, o crente foi liberto da culpa legal do pecado. Ele, portanto, não deve servir ao pecado. "Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde? De modo nenhum. Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?" (Romanos 6:1-2). O apóstolo diz: "Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça." O crente, que foi liberto da culpa do pecado, pela graça de Deus, não permite que o pecado reine nele. Os membros de seu corpo não devem ser instrumentos de iniquidade.


Assim, a atitude do crente para o pecado é inteiramente diferente daquela do ímpio. O crente odeia e procura fugir do pecado. Ele não se aproxima do pecado como poderia, mas procura estar tanto longe quanto possível. Nas profundezas do seu coração regenerado, ele não quer pecar.


Essa mudança de atitude para com o pecado da parte do crente é devido ao fato de que ele se tornou um escravo espiritual de Deus. Como temos visto, num sentido, todos os homens são sempre escravos de Deus, visto servirem à sua soberana vontade. Mas num sentido espiritual e ético, o não regenerado não é escravo de Deus. Ele não se submete à justa lei de Deus. Ele é um rebelde espiritual. Quando Cristo liberta uma pessoa de seu cativeiro espiritual do pecado, ele o faz um escravo espiritual de Deus. Liberdade em Cristo é liberdade para servir espiritualmente a Deus. A liberdade espiritual do crente é um cativeiro à justiça de Deus. Lemos em Romanos 6:18, 22: "E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça … Mas agora, libertados do pecado, e feitos servos de Deus …" Quando o crente é liberto do pecado, ao invés de se curvar diante do pecado e do diabo como seus senhores, se curva diante do Deus de justiça. Ele procura obedecer aos preceitos de Deus e guardar os seus mandamentos. Seu Mestre espiritual, agora, não é nem o diabo, nem o pecado, mas o Senhor dos céus. Ele é servo de Cristo (I Coríntios 7:22).


A vida do crente, portanto, é caracterizada por uma busca pela justiça. Ele procura usar seu corpo e tudo o que ele tem, para o serviço de Deus e pela causa da justiça. Dessa forma, o apóstolo pôde nos exortar: "... mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça" (Romanos 6:13). Esse é o porque o apóstolo pôde dizer: "Porque não faço o bem que quero …" (Romanos 7:19). Ele queria fazer o bem. Ele disse: "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus" (v. 22).


Além do mais, o crente faz o bem. Suas boas obras de forma alguma são perfeitas. Todas elas são manchadas com o seu pecado, mas ele faz o bem. Lemos de Cristo: "O qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras" (Tito 2:14). O verdadeiro crente é zeloso de boas obras. Sua vida inteira é devotada a fazer as obras de Deus. Não meramente boas obras exteriores, mas boas obras que brotam do coração. Uns produzem cem, outros sessenta e outros trinta (Mateus 13:23), mas todos produzem o fruto das boas obras. Não que o crente realize estas boas obras com o seu próprio poder. Ele as realiza somente no poder do Espírito de Deus operando nele. Porque o apóstolo diz: "E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra" (II Coríntios 9:8).


Liberdade na Glória

O crente é liberto de seu cativeiro espiritual do pecado e do diabo pelo precioso sangue de Cristo. Ele é libertado legalmente de forma que a culpa de seus pecados é perdoada. Ele é liberto também do poder e do domínio do pecado em sua vida. Mas o crente não experimenta liberdade completa até que seja recebido na glória. Durante toda esta vida terrena, o filho de Deus deve lutar contra o pecado. Ele ainda possui a velha natureza pecaminosa que incessantemente o encoraja a pecar. Assim, o apóstolo Paulo diz: "Acho então esta lei em mim, que, quando quero fazer o bem, o mal está comigo" (Romanos 7:21). Nenhum cristão, portanto, pode negar a presença do pecado em sua vida. O apóstolo João diz: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós" (I João 1:8).


O tempo está vindo, contudo, quando tudo isso será mudado. A presente condição do crente não pode, de forma alguma, ser o seu estado final. Enquanto ainda há a presença do pecado na vida do crente, ele não experimenta a plenitude da liberdade espiritual, pois a liberdade que Cristo dá é o mais alto tipo de liberdade. Não é uma liberdade parcial ou imperfeita. "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres" (João 8:36). Nesta vida, o povo de Deus tem somente o começo daquela liberdade em Cristo. Mas quando eles finalmente forem tomados por Deus na sua eterna morada em glória, desfrutarão da plenitude da liberdade em Cristo.


A liberdade do crente em glória é descrita pelo apóstolo João em I João 3:2. Ele diz: "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos." Quando Cristo aparecer para tomar o seu povo para estar com ele em glória, estes serão como ele. A liberdade do crente é ser como Cristo. É trazer a imagem de Cristo perfeitamente no corpo e na alma. Para este fim eles foram escolhidos para ser o povo de Deus. O apóstolo Paulo diz: "Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho …" (Romanos 8:29).


Durante toda a sua vida terrena, Cristo foi livre de todo pecado. Diferentemente de nós, ele nasceu sem uma natureza pecaminosa (Lucas 1:35). Sua natureza humana era perfeitamente justa e boa. Portanto, ele não cometeu nenhum pecado, seja qual for. De fato, ele não podia pecar. Em Hebreus 4:15 lemos que Cristo "como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado." Cristo foi tão livre do pecado que foi o servo perfeito de Deus, que sempre lhe obedeceu perfeitamente. Ele disse: "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" (João 6:38).


Como Cristo, o crente na glória será também livre da própria presença do pecado. A natureza pecaminosa com a qual nascemos será extirpada para sempre, e a vida de Cristo encherá todo o nosso ser. Sua vida será a vida de Cristo de perfeita justiça. Dessa forma, será impossível para o povo de Deus pecar na glória. Eles serão absolutamente sem pecado. Jesus diz: "Então os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu Pai" (Mateus 13:43). Quando o crente permanecer na presença de seu Pai celestial, ele, em toda a glória de sua justiça, resplandecerá como o sol. Esta completa liberdade em Cristo será muito maior do que a liberdade de Adão no primeiro paraíso. Adão era capaz de não pecar, mas ele pecou. O filho de Deus glorificado será incapaz de pecar.


Assim como Cristo obedeceu perfeitamente a Deus, o crente fará somente o que é justo. Sua vida inteira será uma vida de perfeita boas obras. O escritor de Hebreus fala do povo de Deus na glória como "os espíritos dos justos aperfeiçoados…" (Hebreus 12:23). Todos os pensamentos, palavras e feitos do crente estarão em perfeita harmonia com a santa lei de Deus. Lemos deste serviço perfeito a Deus também em Apocalipse 22:3: "E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão …" Isso é verdadeira liberdade.


Assim na glória, o cativeiro do filho de Deus à soberana vontade e conselho de Deus e sua liberdade em Cristo para servir espiritualmente o Deus vivo, chegarão juntos à perfeição. Durante toda a sua vida, o povo de Deus está sempre em cativeiro à soberana vontade e eterno conselho de Deus. De fato, Deus está lhes conduzindo pela sua vontade e conselho à glória. O salmista diz: "Guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás na glória" (Salmos 73:24). Contudo, eles não servem perfeitamente a Deus e à sua justiça de um ponto de vista ético e moral. Mas quando finalmente o conselho de Deus lhes conduzir à glória, porque terão obtido a completa liberdade em Cristo, eles serão também servos perfeitos da justiça de Deus. Porque o cativeiro deles à vontade soberana e conselho de Deus resultam em perfeito cativeiro espiritual à justiça de Deus. Verdadeira liberdade, liberdade no sentido mais alto, é o perfeito cativeiro a Deus.


Conclusão

Deve ser claro a partir de tudo o que vimos que o "livre-arbitrismo" de nossos dias é, deveras, um erro sério. É um erro que nega a liberdade e a soberania da vontade de Deus. Porque ele ensina que a vontade do homem é soberana sobre a vontade de Deus. A vontade da criatura é capaz de frustrar a vontade do Criador. O homem é o controlador e governador de Deus, antes do que Deus do homem. É um erro que nega a total depravação do não regenerado. Porque ele ensina que o homem natural pode querer e fazer o bem. Ele, de si mesmo, tem a capacidade de buscar a Deus e escolher a Cristo. Ele não é escravizado ao pecado e não é um servo de Satanás. É um erro que nega a soberania da graça de Deus. Porque somente Deus é capaz de fazer o homem espiritualmente livre para servir a justiça de Deus. É somente quando Cristo nos faz espiritualmente livres que deveras somos livres para fazer o que é bom. A liberdade espiritual é um dom bendito da graça soberana de Deus.


Não tenhamos, portanto, nada a ver com este erro. Creiamos na Verdade da Santa Escritura, ao invés de crer na mentira do diabo.

Autor: Rev. Steven R. Houck
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Fonte: CPRC

Dinheiro: inimigo ou aliado?

Sejamos bons mordomos das dádivas divinas

Dependendo do lugar que o dinheiro venha ocupar em nossas vidas, ele se revelará como um importante aliado ou um perigoso inimigo

Falar sobre dinheiro se tornou algo muito complicado nos dias atuais. O abuso sem medida de líderes religiosos e os escândalos relacionados à má administração dos recursos financeiros em suas igrejas e vidas pessoais têm provocado uma verdadeira intimidação entre aqueles que nada têm a ver com suas motivações obscuras e ações vergonhosas. Para não serem confundidos com tais dirigentes, muitos outros líderes têm optado por simplesmente não abordar o assunto. No entanto, dinheiro é um tema por demais importante para aqueles que desejam construir uma espiritualidade cristã sadia, consistente e integral.


Mas o assunto dinheiro consta das Escrituras. Esteve nos lábios de Jesus por diversas vezes e ocupa importante lugar, tanto na espiritualidade desenvolvida pelo povo de Israel no Antigo Testamento, como para a Igreja primitiva. Dependendo do lugar que o dinheiro venha ocupar em nossas vidas, ele se revelará como um importante aliado ou um perigoso inimigo. Se usado como meio de expressão de nosso amor a Deus acima de todas as coisas e ao nosso próximo como a nós mesmos, ganhamos um aliado. Se não, ele se transforma em um poderoso instrumento de sabotagem deste projeto, ocupando o lugar de Deus e deslocando nosso amor de pessoas para coisas. Não existe ponto de equilíbrio nesta relação – se o dinheiro não for usado como meio para expressar nosso amor a Deus e àqueles que nos cercam, ele se tornará nosso opressor.


Diversas leis dadas pelo Senhor a Israel tinha como propósito manter o dinheiro no seu devido lugar. Dízimos e ofertas se apresentavam como práticas muito mais profundas do que um mero ritual religioso para manutenção do culto no contexto da nação. Ao dedicar a décima parte de sua produção à administração dos sacerdotes – para a manutenção dos trabalhos religiosos e o suporte a famílias menos favorecidas –, o povo era estimulado em pelo menos três áreas. Em primeiro lugar, quanto ao reconhecimento de que seu Deus é o Senhor de todas as coisas. Assim, homens, mulheres e crianças eram lembrados constantemente de quem era o real proprietário da terra e de tudo que a mesma produz. Eram apenas mordomos de tudo quanto Deus lhes disponibilizou, inclusive a terra de Canaã, dada pelo Senhor como herança.


Em segundo lugar, a prática de dar com liberalidade ensinava o povo a depender de Deus como fonte primária da vida. Como expressão dessa dependência, os hebreus dedicavam como oferenda as primícias da terra, mesmo sem garantia de que a colheita seria abundante. Por fim, todos eram gratos ao Senhor por todas as bênçãos recebidas. Cada estação de chuvas era vista como uma dádiva, e cada safra, como um presente dos céus. No entanto, os principais beneficiários das prática de dízimos e ofertas não eram os sacerdotes, muito menos os pobres que seriam sustentados com o produto dedicado ao Senhor. Quem ganhava era o próprio doador, que exercitava em seu coração o reconhecimento de Deus como controlador de tudo, fonte primária da vida e origem de todas as bênçãos. Neste contexto, bens materiais eram apenas meio para se manifestar amor por Deus e ao próximo.


Já no Novo Testamento, encontramos ambiente diverso: a sociedade já não é essencialmente rural, mas vive em cidades e sob a dominação do Império Romano, consolidando assim o uso do dinheiro como moeda nas relações de trabalho, de compra e venda de produtos e, consequentemente, na dedicação dos dízimos e ofertas. Em diversas ocasiões, a narrativa fala de ofertas em espécie, e não mais através do produto da terra – e Jesus fala claramente aos seus discípulos acerca do lugar do dinheiro no desenvolvimento de uma espiritualidade cristã sadia, consistente e integral. “Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mateus 6.24).


Na mesma direção, o apóstolo Paulo escreve ao seu discípulo Timóteo, alertando-o sobre o grande poder de sedução exercido pelo dinheiro quando não colocado em seu devido lugar: “Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição” (I Timóteo 6.9). Fica claro que, já àquela época, as riquezas passaram a ocupar um lugar indevido no coração das pessoas


Mas como podemos resgatar o dinheiro como um aliado na construção de uma espiritualidade sadia, consistente e integral? Não existe outro caminho senão o resgate de algumas das práticas espirituais instituídas por Deus no passado. Por um lado, a dedicação dos dízimos e ofertas exercita nosso coração na direção do desapego ao dinheiro e do amor ao Senhor; por outro, a caridade nos estimula a valorizar mais pessoas do que coisas. Tudo isso, sem desprezarmos a boa administração dos recursos que Deus nos tem dado, como bons mordomos que usam as dádivas divinas como meio de expressão de amor ao Pai acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Autor: Ricardo Agreste
Fonte: Cristianismo Hoje

Edir Macedo e a sua adoração pelo aborto

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Disse Edir Macedo — “Eu ADORO (sic) falar sobre aborto, planejamento familiar”.
Bem, como definir alguém que diz “adorar” falar sobre aborto? O aborto não é considerado uma forma de planejamento familiar em nenhum lugar do mundo. Ao contrário: ele decorre justamente da falta de planejamento.

Macedo desenvolverá a tese,que certa vigarice economicista andou abraçando, segundo a qual a legalização do aborto eleva a qualidade de vida das sociedades, diminui a violência etc. Ainda que fosse verdade, é o caso de considerar que há um monte de idéias imorais que “funcionam”. Que tal eliminar, por exemplo, todos os portadores de uma doença infecto-contagiosa? Não duvidem de que o “problema” estará resolvido. Que tal suspender o tratamento de doenças crônicas de pessoas que já não são mais economicamente ativas? Vamos economizar bastante — e alguém ainda poderá dizer que investir nos jovens é muito mais “produtivo”. Esse raciocínio — de Macedo, de certos indecorosos que falam “enquanto economistas” e, no caso, dos abortistas de maneira geral — nada mais é do que a justificação do mal. Na defesa de sua tese, afirma este "homem de Deus" entre 10s e 20s que o aborto nos conduz a uma sociedade com:

“(…) menos violência (!!!), menos morte (!!!), menos mortalidade infantil (!!!), menos doenças (!!!), menos, enfim, todo o mal (!!!) que nós temos visto em nossa sociedade”

Impecável! Se a gente mata os fetos, é certo que haverá menos mortalidade infantil, não é mesmo? Macedo defende o aborto porque ele quer “menos violência” — logo, aborto não é violência. Ele quer “menos morte” — logo, o aborto não é “morte”… Como aborto também não é vida, então ele não é nada! Para este "pastor de almas", não deve haver diferença entre um feto e gases intestinais.

"Quando você casa, você tem um empreendimento. Quando você tem um filho, você entra em outro empreendimento (!)"

Não faltará pensador vagabundo no Brasil que verá nessa fala de Macedo, que chama filho de “empreedimento”, ecos de Max Weber e do “espírito protestante e a ética do capitalismo”. Não! Isso não é Weber, não! Trata-se de algo bem mais antigo…

"Eu pergunto: O que é melhor? Um aborto ou uma criança mendigando, vivendo num lixão? O que é melhor? A Bíblia fala que é melhor a pessoa não ter nascido do que ter nascido e viver o inferno. Eu sou a favor do aborto, sim. E digo isso alto e bom som, com toda a fé do meu coração. E não tenho medo nenhum de pecar. E, se estou pecando, eu comento este pecado consciente. Se, eu não acredito nisso. É uma questão de inteligência, nem de fé. Lá em Nova York, depois que foi promovida a lei sobre o aborto, a criminalidade diminuiu assustadoramente. Por quê? Porque deixou de nascer criança revoltada e a criminalidade diminuiu (…)"

Vamos lá:

— Vamos à primeira indagação: qualquer ser humano decente tem apenas uma resposta: melhor é a vida! Como ela é remediável, será sempre superior às coisas sem remédio, como a morte — em especial a morte de quem não pode se defender. A defesa do aborto é um absurdo lógico, derivado de uma imoralidade essencial: só um vivo pode fazê-la, se que é me entendem.

— É mentira! A Bíblia não endossa o aborto coisa nenhuma. Macedo tem em mente este trecho: “Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, e os dias dos seus anos forem muitos, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que ele”.

O “bispo” faz uma alusão estúpida, bucéfala, ignorante e rasteira ao Eclesiastes (6,3). É no que dá uma teologia mais jovem do que o uísque que eu bebo. Afirmar que há, no trecho, endosso ao aborto é pura delinqüência teológica e bíblica. O aborto é empregado apenas como um extremo da fealdade. Não há endosso. É o exato oposto, Macedo!!!. Aprenda a ler, sujeito!!! Apela-se ao extremo, ao nefando, só para encarecer as dificulddes de uma vida sem Deus.

Essa história da queda do crime em Nova York por causa da legalização do aborto é uma das bobagens do livro “Freakonomics”, de Steven Levitt e Stephen J. Dubner. Já se provou que o erro da tese se sustenta também num erro de conta. Pesquisem a respeito. Boa parte das afirmações desses dois, diga-se, se sustenta numa falha lógica já apontada pelos escolásticos, cuja síntese é esta, em latim: “Post hoc, ergo propter hoc” - ou seja: “Depois disso; logo, por causa disso”. Como a queda na criminalidade se seguiu à legalização do aborto, então ela aconteceu POR CAUSA da legalização. A verdadeira revolução da política de segurança da cidade não deve ter tido nenhuma influência, não é mesmo? Ora, seria o caso de tentar explicar por que, por exemplo, imigrantes que chegam de países que vivem numa verdadeira anomia social se tornam respeitadores da lei em Nova York… Não deve ser por causa do aborto. Deve ser porque as leis funcionam.

Macedo, de todo modo, é mesmo um revolucionário da religião. Num livro aí que escreveu, chamou os antigos hebreus de “cristãos”. No dia 13 de outubro de 2007, ele concedeu uma entrevista à Folha. Leiam uma pergunta e uma resposta:

FOLHA — Alguns políticos então da base da Igreja Universal, como o bispo Rodrigues, foram atingidos em cheio pelos escândalos do primeiro mandato de Lula. A corrupção não é um pecado imperdoável?

MACEDO — Jesus ensina que o único pecado imperdoável é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Para os demais, há perdão se houver arrependimento.

Entendi!

— O Deus de Macedo pode perdoar os culpados, mas não perdoa os fetos inocentes.

— O Deus de Macedo pode perdoar alguém que já pecou, mas é favorável à eliminação prévia de alguém que, segundo ele, corre o risco de pecar.

— Assim, para que possa continuar a perdoar os pecadores, o Deus de Macedo prega a eliminação dos puros.

Macedo se tornou a grande referência dos petistas em duas áreas: a verdadeira Lula News é a TV Record. A de Franklin dá traço; a de Macedo tem alguns telespectadores. E ele é também um guia espiritual do partido, especialmente do seu “coletivo de mulheres”, ou algo assim, que se mobilizou há dias para defender, junto à candidatura Dilma, uma vez mais, a legalização do aborto. Legalização a que ela já se disse favorável.

Uma outra revolução já está sendo gestada, esta na cultura: Tiririca tem tudo para ser o norte estético do poder caso Dilma se eleja. Afinal, na arte da representação, ele é tão requintado quanto é Macedo nos mistérios da teologia.

Autor: Reinaldo Azevedo
Fonte: Ministério CACP

Boate gospel

Globo espelhado, canhões de luz, estroboscópio e fumaça, fazem parte de um contexto especial onde em nome de Deus, DJs e MC’s embalam adolescentes e jovens em suas "danças" para Jesus. Se não bastasse isso, nos eventos em questão a "pegação" rola solta, onde em clima de azaração e paixão a garotada se diverte beijando na boca.

Pois é, antes de qualquer coisa, preciso lhe explicar que não estou falando de uma boate comum e sim da mais nova mania "evangélica", o Night Song Gospel.

Infelizmente em nome da contextualização e da necessidade de se modernizar a propagação da Palavra de Deus, tem sido comum por parte de alguns pastores e líderes evangélicos a utilização de estratégias diferenciadas na “evangelização”. Lamentavelmente a cada instante, movidos por poderosas revelações, novas e mirabolantes estratégias tem sido criadas na expectativa de arrebanhar para os apriscos da fé, um número cada vez mais significativo de jovens. E é pensando assim que eventos dos mais estranhos possíveis têm sido criados por parte da liderança evangélica neste país, como por exemplo, o aparecimento de boates e discotecas gospel.

Pois é, para alguns pastores, boates e discotecas tornaram-se “álibis” indispensáveis para se pregar “as boas novas” de Cristo Jesus. Na verdade, neste Brasil tupiniquim, cada vez mais em nome de uma liberdade cristã, os jovens abandonam a palavra e o discipulado bíblico em detrimento às festas e eventos que celebram efusivamente o hedonismo exacerbado de um tempo pós-moderno.

Caro leitor, confesso que fico estupefato com a capacidade evangélica de elucubrar sandices e fabricar heresias. Como já escrevi anteriormente, estou absolutamente perplexo e preocupado com os rumos da igreja evangélica brasileira. Isto porque, em detrimento do “novo” têm-se optado por um caminho onde se negocia o que não se pode negociar.

Chego a conclusão de que mais do que nunca a igreja evangélica brasileira precisa de uma nova reforma.

Soli Deo Gloria

Autor: Pr. Renato Vargens

Fonte: Ministério CACP

O meu louvor não é extravagante

O louvor da sua igreja é extravagante? Não? Então você está fora do mover de Deus. É exatamente isso que algumas pessoas têm dito àqueles que não aderiram a um dos mais novos métodos de adoração.

Segundo os adeptos desta grave distorção teológica, adoração extravagante é adorar a Deus com liberdade para pular, gritar, correr, além de fazer o possível para chamar a atenção de Deus. Para os seguidores desta nova prática, sempre que ousamos fazer algo novo e extravagante para Deus, agradamos ao Senhor. Um exemplo claro deste tipo de adoração é a canção "estravagante sou" composta pelo Ministério Sarando a Terra Ferida"

"Com extravagância venho te adorar
Meu coração anseia por te encontrar
Quero exaltar teu santo nome
Vem com tua glória aqui
Encher este lugar...
...Como miriam pra ti dançarei
Como davi pra ti saltarei
Eu faço parte do povo escolhido
Pra te adorar
Extravagante sou e pra sempre serei!
Extravagante!"

Pois é, infelizmente o que essa galera quer é pular, saltar, correr, virar cambolhata, diversão, circo e show.

Para o adorador extravagante, o verdadeiro adorador voa como águia, ruge como leão, salta como coelho, canta de costas para o público, além de rolar pelo chão quando tocado por Deus. Para os adoradores extravagantes o que vale é romper com os paradigmas religiosos, manifestando através do louvor congregacional uma adoração desprovida de frieza espiritual. Segundo estes, tudo é válido desde o riso incontido ao choro histérico por parte dos adoradores.

Caro leitor, vamos combinar uma coisa? Em nenhum momento as Escrituras Sagradas nos ensinam a cantar extravagantemente. O Novo Testamento não nos concede respaldo teológico para que entoemos cânticos cuja inspiração seja de cunho delirante. Sinceramente estou cansado destas invencionices transloucadas fabricadas por individuos interessados em "roubar" a glória de Deus.

Caro leitor, alguma coisa precisa ser feita URGENTEMENTE. Não dá para continuarmos achando que estamos experimentando um avivamento em nosso país. Chega desta loucura gospel, não quero mais ouvir canções teologicamente distorcidas, cujo conteúdo é uma afronta ao Soberano Deus.
Definitivamente eu não sou extravagante.

Autor: Pr. Renato Vargens
Fonte: Ministério CACP

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Servir é sofrer

Se o apóstolo Paulo convivia com fadiga, frustração e medo em seu ministério, o quê nos faz pensar que podemos evitá-lo no nosso? A cruz deve ser um elemento essencial na nossa definição de realização pessoal. Medimos o sucesso de acordo com os padrões do mundo, e não para desafiá-los com a forma radicalmente diferente que a Bíblia ensina como caminho para a realização pessoal, profissional e espiritual. Esta pode ser uma razão pela qual a Igreja de hoje tem muita superficialidade.

Escrevo logo após participar de uma semana de ministração a pastores em meu país, o Sri Lanka. Eles atuam na região sul da Ilha de Ceilão, uma região marcada por sangrentas lutas separatistas e por muitas restrições ao exercício da fé cristã. Muitos deles trabalharam dez, 15 anos, antes de ver algumas conversões genuínas ao Evangelho, e a preço alto: foram agredidos, sofreram falsas acusações e ameaças de morte, tiveram templos apedrejados e filhos perseguidos na escola. Há aqueles que, infelizmente, desistem depois de alguns anos enfrentando toda sorte de dificuldades para tornar o nome de Cristo conhecido por seguidores do budismo e do hinduísmo, crenças professadas por mais de 80% dos cingaleses.

Sinto-me por vezes humilhado e envergonhado pela maneira como me queixo dos meus problemas, que são ínfimos em comparação com o daqueles irmãos. Quando faço ministrações no Ocidente, meus sentimentos são muito diferentes. Lá, sou capaz de “usar meus dons” e passo a maior parte do tempo fazendo coisas de que gosto. Tudo é mais fácil e prático! Mas, quando eu volto a ser líder em uma cultura como a do Sri Lanka, a frustração me assalta. A transição entre ser um palestrante diante de plateias cristãs em países da Europa ocidental ou dos Estados Unidos e ser um líder cristão em minha terra é difícil. Por isso mesmo, tenho pensado muito na questão do sofrimento na vida cristã. Como líder, segundo as Escrituras, eu sou servo das pessoas com que convivo. O cumprimento de minha vocação no Reino de Deus tem um caráter distinto, diferente do que significa satisfação perante a sociedade. O próprio Jesus disse: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e consumar a sua obra” (João 4.34). Então se fizermos a vontade de Deus, estaremos felizes e satisfeitos? Não, não é bem assim. Para Jesus, fazer a vontade do Pai significou enfrentar a cruz. Por que deveria ser diferente para nós?

A cruz deve ser um elemento essencial na nossa definição de realização pessoal. Tenho visto jovens cristãos que voltam ao Sri Lanka depois de estudar no Ocidente. Eles retornam altamente qualificados, mas a nossa nação pobre não pode dar-lhes o reconhecimento que suas habilidades adquiridas lá merecem. Então, eles se veem compelidos a lidar com a frustração ou abandonar de vez o país. Alguns montam suas próprias organizações, de modo a cumprir o que acreditam ser sua visão. Outros tornam-se consultores, dando treinamento e assessoria especializada a quem pode pagar por isso. E há, também, aqueles que pagam o preço de se identificar com o nosso povo e, finalmente, ter um profundo impacto sobre esta nação. Tento mostrar a eles que sua frustração poderia ser o meio para o desenvolvimento de uma mais visão profunda. Cito os exemplos de homens como Calvino e Lutero, que tiveram uma enorme variedade de ocupações e responsabilidades, de modo que só podiam usar os seus dons em meio ao cansaço. No entanto, os frutos de seu trabalho como líderes e escritores ainda abençoam a Igreja.

A teologia de Paulo no Novo Testamento enfatizou a necessidade de suportar pacientemente a frustração que vivemos em um mundo caído, aguardando o resgate da criação. Para o apóstolo, a natureza geme por causa de nós e vive essa frustração, conforme Romanos 8.18-27. Creio que não incluímos devidamente essa frustração em nossa compreensão do mundo. Medimos o sucesso de acordo com os padrões do mundo, e não para desafiá-los com a forma radicalmente diferente que a Bíblia ensina como caminho para a realização pessoal, profissional e espiritual. Uma igreja que tem uma compreensão errada dos dons dos seus membros vai certamente tornar-se doente. Esta pode ser uma razão pela qual a Igreja de hoje tem muita superficialidade.

Contemporaneamente, a ênfase na eficiência e nos resultados mensuráveis torna ainda mais difícil suportar a frustração. Nos últimos séculos, o desenvolvimento industrial e tecnológico no Ocidente fez da eficiência e da produtividade seus valores principais. Com o rápido desenvolvimento econômico, as coisas que eram consideradas luxo no passado tornaram-se não só necessidades, como também direitos, mesmo nas mentes dos cristãos. Num ambiente desses, a ideia cristã de compromisso entra em xeque. Costumamos chamar nossas igrejas e organizações cristãs de “famílias”, mas as famílias são muito ineficientes se comparadas a essas organizações eclesiásticas. Em uma família saudável, tudo para quando um de seus membros tem grandes necessidades. Em contrapartida, nós, em nossas comunidades, muitas vezes não estamos dispostos a estender esse compromisso para a vida cristã do corpo.

Compromisso com pessoas – O modelo bíblico da vida em comunidade é a ordem de Jesus para amarmos uns aos outros como ele nos amou. O princípio da liderança cristã é a do Bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas, jamais abandonando-as mesmo quando a situação é perigosa (João 10.11-15). Quando Deus nos chama a servi-lo, ele nos chama também para morrer em favor do povo a que servimos. Nós não descartamos as pessoas quando têm problemas e não podem fazer o seu trabalho corretamente, pois servimos justamente para ajudá-las a sair de seus problemas. Nós não dizemos às pessoas para encontrar outro local de serviço quando expressam contrariedade ou mesmo se revoltam contra nós. O certo é trabalhar com elas, até que as partes conflitantes cheguem a consenso entre concordar ou discordar. Mas, quando as pessoas saem de uma igreja porque não se encaixam no programa proposto ali, isso comunica uma mensagem fatal: a de que nosso compromisso é com o trabalho, e não com as pessoas.

O triste resultado disso é que os crentes não têm a segurança de pertencer a uma comunidade que vai ficar e lutar por eles, não importa o que acontecer. Por isso, tornam-se superficiais, nunca desenvolvendo verdadeiros vínculos e jamais crescendo rumo à maturidade. Passam a deslocar-se de grupo para grupo, na expectativa de achar seu porto seguro. Uma igreja comprometida com programas pode crescer numericamente, mas não vai nutrir suficientemente os cristãos bíblicos que entendem as implicações de pertencer ao Corpo de Cristo. Sim, lidar com pessoas é, muitas vezes, frustrante. Mas nós temos de suportar as decepções advindas desse relacionamento, porque Cristo nos chamou para que nos doemos aos outros.

Tempos atrás, preguei sobre compromisso numa de minhas viagens ao Ocidente. No espaço de poucos dias em que durou aquela jornada, fui procurado por algumas pessoas. Todas relataram casos em que conhecidos, quando não eles mesmos, haviam deixado um grupo ou uma pessoa por causa de problemas. Uma dessas pessoas tinha saído de um casamento que considerava infeliz; outra deixara a igreja à qual pertencia por não concordar mais com suas propostas; um terceiro contou que tivera de abandonar o diante de dificuldades incontornáveis com os colegas. Cada uma dessas pessoas descrevia sua saída como uma versão misericordiosa do sofrimento. No entanto, não pude deixar de me perguntar se, em cada um daqueles casos, a única coisa que aquelas pessoas deveriam ter feito, como cristãs, não teria sido para ficar e sofrer.

Muita gente se solidariza comigo e com meu ministério pelo fato de eu servir em um país assolado pela guerra e hostil ao evangelismo. Na verdade, temos sofrido muito por isso, e somos afetados diretamente pela atual situação de Sri Lanka. Há alguns meses, um de nossos funcionários foi brutalmente agredido e morto. Tenho enfrentado diversas lutas durante meu trabalho na Mocidade para Cristo cingalesa, mas posso dizer que essa entidade, ao lado de Jesus e de minha família, tem sido a maior fonte de alegria para mim. Pela graça de Deus, conto com um grande grupo de pessoas a quem recorro pedindo oração quando tenho necessidades. Uma delas, sem dúvida, é superar o cansaço. Quando escrevo sobre isso, muitos desses amigos de caminhada respondem dizendo que estão orando para que Deus possa me fortalecer e orientar na minha luta diária.

Contudo, existem diferenças na forma como os amigos do Oriente e alguns no Ocidente respondem. Tenho a sensação forte de que muitas pessoas no Ocidente pensam que lutar contra o cansaço por excesso de trabalho é prova de desobediência a Deus. Mas vamos ter de suportar o cansaço quando nós, como Paulo, formos servos do povo de Deus. O Novo Testamento é claro ao dizer que aqueles que trabalham para Cristo sofrerão por causa de seu trabalho. O Senhor nos chama em meio ao cansaço, ao estresse e à tensão. Paulo falou muitas vezes sobre as lutas físicas e mentais que o levaram a sofrer em seu ministério. A lista é longa: abalos emocionais (Gálatas 4.19); raiva (II Coríntios 11.29); noites insones e fome (II Coríntios 6.5); angústia e perplexidade (II Coríntios 4.8); fadiga (Colossenses 1.29). Em declarações que soariam radicalmente contra a cultura contemporânea, o apóstolo disse coisas como “ainda que o nosso ‘eu’ exterior se corrompa, o nosso ‘eu’ interior se renova de dia a dia” (II Coríntios 4.16). E o que dizer do texto que, no mesmo livro, fala rm ser entregue à morte por causa de Cristo? “De modo que a vida de Jesus também se manifesta em nossa carne mortal. Então, a morte é não é apenas a obra em nós, mas a vida em vós” (II Coríntios 4.11-12).

A glória da dor – Temo que muitos cristãos leiam tais textos apenas com interesse acadêmico, não pensando seriamente em como esses princípios devem ser aplicados em suas vidas. O Ocidente, depois de ter lutado contra a tirania do tempo, tem muito a ensinar ao Oriente sobre a necessidade de descanso. Ao mesmo tempo, o Oriente pode ensinar ao outro lado acerca das lutas físicas que vêm de compromisso com as pessoas. Ocorre que o sofrimento é um passo inevitável no caminho para a realização. Desde que a cruz é um aspecto fundamental do discipulado, a Igreja deve treinar líderes cristãos a esperar a dor e o sofrimento. Quando uma perspectiva assim entra nas nossas mentes, a dor, por mais forte que seja, não vai tocar nossa alegria e contentamento em Cristo. Tanto, que em nada menos que dezoito diferentes passagens do Novo Testamento, sofrimento e alegria aparecem juntos – e, na ótica paulina, o sofrimento é muitas vezes motivo de alegria, como expressou em Romanos 5.3-5.

Em um mundo onde a saúde, a aparência física, o acúmulo de bens e as facilidades da vida moderna ganham proeminência quase idólatra, Deus quer chamar cristãos para demonstrar a glória do Evangelho suportando a dor e o sofrimento. O curioso é que as pessoas que estão insatisfeitas após buscar incessantemente essas coisas, que sozinhas não satisfazem os anseios da alma, surpreendem-se ao ver gente alegre e contente, mesmo em meio a dificuldades de todo tipo. Talvez esta seja uma nova – e eficiente – forma de demonstrar a glória do Deus diante dessa cultura hedonista.

A Bíblia e a história mostram que o sofrimento é um ingrediente essencial para alcançar as pessoas não alcançadas. E o Ocidente está rapidamente se tornando uma região de não alcançados. Será que a perda de uma teologia do sofrimento pode levar a Igreja ocidental a tornar-se ineficaz na tarefa de evangelização? Sua congênere oriental, no entanto, floresce no anúncio das boas novas, mesmo em contextos de intensa perseguição à fé. É por isso que a troca de influências entre os dois lados da cristandade tem sido tão significativa, e disso posso falar por experiência própria. Cristãos, tanto no Oriente como no Ocidente precisam ter uma teologia do sofrimento se quiserem ser saudáveis e frutíferos nas mãos do Senhor.


AUTOR:
Ajith Fernando é diretor nacional de Mocidade para Cristo em Sri Lanka e líder de uma igreja cristã em Colombo, a capital do país. Autor do livro Convite à alegria e dor, escreveu este artigo como parte da Conversa Global , evento preparatório do III Congresso Mundial de Evangelização, que acontece em outubro na Cidade do Cabo (África do Sul)

FONTE: CRISTIANISMO HOJE

Jesus pode ser adorado como Deus?

Todos nós sabemos que somente a Deus se deve adorar. Somente Ele é digno de adoração. A adoração que não é dirigida a Deus, é idolatria, a qual é altamente condenada. Vemos estas coisas na Bíblia:
Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.Lucas 4.8
Guardai-vos para que o vosso coração não se engane, e vos desvieis, e sirvais a outros deuses, e os adoreis...Deuteronômio 11.16

Sendo assim, a adoração dirigida a qualquer outro ser ou objeto, que não seja Deus, é altamente condenada (Ex 20.4; Lv 26.1; Is 42.8). Por este motivo, se Jesus não fosse Deus, ele não seria e nem aceitaria adoração. Podemos verificar nas Escrituras as várias vezes em que Jesus é adorado, aceitando adoração:

Então os que estavam no barco adoraram-no, dizendo: Verdadeiramente tu és Filho de Deus."Mateus 14.33

"E eis que Jesus lhes veio ao encontro, dizendo: Salve. E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés, e o adoraram." Mateus 28.9

" E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem." (Cf. Hb 1.6 na TNM - Ed. de 1967)

Jesus tanto é adorado, como aceita a adoração, e até o Pai ordena que os anjos o adorem. Esta é uma prova incontestável da divindade de Jesus. A STV, como não pode contestar isto, fez algo impressionante: alterou a Bíblia. Em todas as passagens em que Jesus é adorado, a STV substituiu adorar por "prestar homenagem".Parece ser uma acusação um pouco "forte", mas é a verdade.

A palavra grega que é traduzida para adorar, é proskyneo (se lê prosquinô). Proskyneo, se encontra relacionada ao Pai (Mt 4.10; Jo 4.24; Ap 7.11), a anjos (Ap 22.9), a homens (At 10.25), a Jesus (Mt 2.2, 8.2, Jo 9.38), e a ídolos (At 7.43). Esta mesma palavra, traduzida por adorar se referindo ao Pai, quando se refere a Jesus, a STV muda para prestar homenagem. Isto demonstra claramente que quando a Bíblia não sustenta uma crença da STV, ela (a Bíblia), é "adequada" a crença.

Uma prova clara disto, é que a TNM, edição de 1967, trazia em Hb 1.6 a palavra "adorar", mas na edição posterior, mudaram a tradução para "prestar homenagem". Esta é apenas uma das várias corrupções de texto da TNM.

Jesus é adorado, da mesma forma que o Pai é adorado. Jesus pode ser adorado, por que ele é Deus!
Inclusive, Charles Taze Russell e Rutherford (os dois maiores lídereres e presidentes das TJs) disseram que Jesus recebeu corretamente adoração - sabiam? (Cf. A Sentinela, 01/01/1906 - Pg. 15 ... Sentinela 01/12/1916, pg. 377, volume encadernado em Inglês).

E agora, será que as TJs teria coragem de dizer que seus fundadores são idólatrA

FONTE: CACP

Unidade da Igreja de Cristo

Helder Flávio Gomes de Morais (helerfmorais@googlemail.com)
JesusSite

Panorâmica geral

Ao longo dos tempos a Igreja de Cristo tem vindo a ser alvo preferencial dos ataques do diabo que por todos os meios a tenta destruir. O diabo vem utilizando os crentes, pastores e as próprias igrejas para se lançarem umas contra as outras criando cisões, abandonos e destruições. O ladrão não vem, senão a roubar, matar e destruir (João 10:10). Na verdade também se aplica à Igreja de Cristo. Nos primórdios da Igreja constatamos as inúmeras perseguições, atentados, prisões e mortes perpetradas pelos detractores da doutrina de Cristo. Paulo foi um dos elementos que mais perseguiu a Igreja de Cristo e é o que mais ensinamentos nos deixa. Nessa época e porque era o início, os diferentes pontos de vista não eram assim tão visíveis. No entanto, uns discípulos diziam ser de Paulo, de Apolo, de Pedro etc., o que levou Paulo a esclarecer o assunto. Durante a Idade Média ocorreu um obscurantismo espiritual que quase reduziu a zero a obra de Cristo, até surgir a Reforma e recomeçar de novo a pregação do evangelho e o ensino das doutrinas de Cristo. Muito por causa daquele obscurantismo, houve necessidade de recomeçar tudo. Com a evolução dos acontecimentos, a Bíblia foi impressa, traduzida nas mais diversas línguas e surgem também diversas correntes de opinião sobre as Escrituras. O certo é que as Igrejas Cristãs pregam o Evangelho de Jesus Cristo. Umas dão mais ênfase a determinados mandamentos ou doutrinas, outros não lhes dão tanta relevância. Daí surge uma diferença de pontos de vista e que está na base das diversas denominações. Em tese, todas as pessoas têm a sua maneira de pensar e de interpretar determinado tema.

Seguramente se eu e outro crente dissertarmos sobre determinado tema, não utilizaremos as mesmas expressões nem colocaremos o enfoque nas mesmas personagens ou pontos de doutrina. Isso não quer dizer que o assunto central não seja exactamente o mesmo e que o resultado não seja o mesmo, explicado de maneiras diferentes. É esta diferença de expressão, de opinião e de condução que muitas pessoas se baseiam para formar grupos e criar denominações. Uns dão mais ênfase à salvação, outros ao baptismo, outros à cura; outros aos dons do Espírito Santo, outros ao sábado e ainda outros à prosperidade. Todos ensinam que Jesus Cristo é o Senhor e Salvador e que com o Seu sacrifício vicário tornou-se a causa da salvação dos pecadores. No fundo o que mais interessa é que os pecadores sejam salvos. Uma vez salvos crescerão espiritualmente e desempenharão os seus papéis de acordo com os dons que o Espírito Santo distribuir a cada um para o que for útil.

Pergunta-se então: Porque criticar, denegrir e maldizer os restantes membros do corpo de Cristo?
“A verdade sempre teve os seus "falsificadores". Da mesma maneira que convém a todo cidadão reconhecer o dinheiro de seu país a fim de evitar problemas, assim devemos nós ser capazes de discernir a origem das diferentes doutrinas que nos são apresentadas. Cada uma delas deve ser submetida à prova (v. 1; 1 Tessalonicenses 5:21); a Palavra de Deus dá-nos o meio seguro para reconhecer as "notas falsas". As boas levam sempre o selo: Jesus Cristo veio em carne (v. 3). Boa Semente”.

Atualmente nota-se uma crescente crítica mordaz de uns contra os outros, igrejas contra igrejas em prejuízo da obra de Deus. Através de programas de televisão, de emissões de rádio ou de jornais, na internet, revistas e mesmo em tribunais a obra de Deus vem sendo destruída pelos próprios ministros de Deus. Será isto possível? Será loucura? Infelizmente é o que está a acontecer.

Vejamos o que diz o apóstolo Paulo sobre isto em I Coríntios 1:6:9: O irmão vai a juízo com o irmão, e isto perante infiéis. Na verdade é já realmente uma falta entre vós, terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes o dano? Mas vós mesmos fazeis a injustiça e fazeis o dano, e isto aos irmãos. Não sabeis que os injustos não hão-de herdar o reino de Deus?

Críticas, Condenações e Divisões

Desde o início da era Cristã que existem críticas, condenações e divisões entre os crentes e que, afectam a obra de Deus. Paulo testifica em I Coríntios 5:6: Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? Para melhor compreendermos, jactância tem entre outros os seguintes significados: bazófia, vanglória, soberba, ufania, arrogância e amor-próprio. E é o que alguns têm sido (quando se colocam contra os irmãos e a doutrina de Cristo); mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus (I Coríntios 6:11) e é o que se espera dos servos de Deus.

Certamente que as críticas não deixarão de existir por parte de ministros intolerantes e arrogantes. O receio de que outra igreja lhes leve os crentes está na base de tão acesa polémica. Das duas uma, ou estão receosos de perder o emprego e com isso o seu bem-estar, agindo com amor-próprio ou, realmente, não se deixam guiar pelo Espírito Santo. Lembro-me quando era jovem a Igreja que a minha família frequentava, não receava convidar pastores de outras denominações para fazerem campanhas de evangelização, findas as quais havia sempre muitas conversões e as relações entre as diferentes denominações se estreitavam com amor cristão. Não me parece que este tipo de relacionamento entre as igrejas se pratique muito hoje em dia. Cada um tem receio do outro, de ser roubado, como se ouve dizer. Por isso, criticam, deploram, incendeiam ânimos e afastam os crentes e recém-convertidos. Que lamentável, que tristeza verificar que irmãos em Cristo se digladiam ao invés de darem as mãos e colaborarem para o avanço da obra de Deus.

Dissensões nas Igrejas

Porque a respeito de vós, irmãos meus, me foi comunicado…que há contendas entre vós. Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós baptizados em nome de Paulo? (I Cor 3: 1). Dentro das próprias igrejas existem sempre o que vulgarmente se chamam de “ovelhas ranhosas”. São crentes que, por tudo e por nada, causam dissensões e divisões entre os irmãos, seja por calúnia, inveja, falso testemunho ou mesmo arrogância. Este tipo de pessoas consegue perturbar de tal maneira as igrejas que se dão algumas cisões. Uns ficam na igreja, outros procuram outra igreja, ou afastam-se ou ainda seguem o desordeiro para formar outra igreja. Igreja que não esteja baseada em Jesus Cristo é de barro, depressa se desfará.

Infelizmente assisti a dois ou três casos que feriram a obra de Deus. Qual será o galardão para esses detractores da obra de Deus? Certamente que Deus os julgará. Hoje em dia assiste-se com mais frequência a esse tipo de insinuações muito pelo desplante dos pastores e da facilidade de comunicação. Uma das razões para que isso aconteça relaciona-se com a falta de chamada. A pessoa não sentiu a chamada para o Ministério. Sentiu um desejo ou uma oportunidade de se tornar pastor, faltando todo um suporte espiritual e de conhecimento da Palavra de Deus. Não frequentou o Seminário nem fez cursos bíblicos adequados. Assim como a semente lançada sobre pedregais que logo nasce e depressa morre por não ter raízes profundas, tais são aqueles que por uma emoção mais forte se querem dedicar à pregação do evangelho sem terem raízes e certezas da chamada do Mestre. São igrejas que podem transtornar os crentes ensinando doutrinas de homens.

E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? (I Cor 3). Portanto, nada julgueis antes de tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor. E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós; para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro (I Cor 4:5-6).

Lobos vestidos de Cordeiros

E a História repete-se. Existem e existirão sempre lobos vestidos com pele de cordeiro que transtornam casas inteiras com doutrinas de demónios. Existem e existirão falsos profetas que arrastarão muitos para a perdição. As pessoas acreditam que encontram soluções para os seus problemas e aderem a essas igrejas e acabam por se deixar iludir com falsas doutrinas. Uma vez enraizados naquela doutrina tentam arrastar mais pessoas consigo, na suposição de que estão certos e que ganharão o paraíso. O que aqui falo diz apenas respeito às igrejas e seitas que não se baseiam em Jesus Cristo, ainda que algumas delas utilizem o nome de Jesus. Mas se o Espírito Santo não os ilumina são igrejas ocas que conduzem à perdição. Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. E porque é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem (Mateus 7:12:14).

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons. Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis (Mateus 7:15-20). E nesta loucura muitos se perdem…

Segue a advertência: Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus. Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies? As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne (Colosenses 2:18-23). "Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados." (2 Timóteo 3:13). E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Apoc. 18:4. Deixemos que seja Deus a tratar a desfazer as falsas igrejas e a depor os falsos profetas.

A unidade do corpo

Ora digam os detractores: Pé, não necessito de ti ou, olho não preciso de ti. Reparou que, ou é coxo ou é cego? Quem ousaria dizer tal absurdo contra o seu próprio corpo?

Mas é o que alguns têm sido…

Vejamos o que o apóstolo Paulo nos diz: Porque também o corpo não é um só membro, mas muitos. Se o pé disser: Porque não sou mão, não sou do corpo; não será por isso do corpo? E se a orelha disser: Porque não sou olho não sou do corpo; não será por isso do corpo? Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo fosse ouvido, onde estaria o olfacto? Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo?

Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: não tenho necessidade de vós. Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários; E os que reputamos serem menos honrosos no corpo, a esses honramos muito mais; e aos que em nós são menos decorosos damos muito mais honra. Porque os que em nós são mais nobres não têm necessidade disso, mas Deus assim formou o corpo, dando muito mais honra ao que tinha falta dela; Para que não haja divisão no corpo, mas antes tenham os membros igual cuidado uns dos outros (I Coríntios 12: 13-).

Ninguém terá dúvidas em aceitar como verdade o que Paulo ensina sobre a unidade do corpo. Todos nós devemos zelar pelo nosso corpo que é o tempo do Espírito Santo. Se cuidamos dele no dia a dia com desvelo para que seja sempre saudável, porque não o faríamos em relação ao corpo de Cristo. É dever de todo o crente zelar pelo corpo de Cristo e pela sua unidade.

Correlação entre o corpo e a Igreja de Cristo

Ora, vós sois corpo de Cristo, e seus membros em particular (1 Coríntios 12:27).

“Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros” (Romanos 12:4-5). Outras passagens, como 1 Coríntios 12 e Efésios 4:11-16, enfatizam a mesma verdade. (Romanos 12:3-8). Não teremos de igual forma, zelo pelo corpo de Cristo? Porque, assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também. Por certo que alguns maltratam, hostilizam ou dividem o corpo para demonstrar determinada arrogância ou falta de auto estima. De maneira que, se um membro padece, todos os membros padecem com ele; e, se um membro é honrado, todos os membros se regozijam com ele (I Cor 12).


Qual será então a razão pela qual os membros do corpo de Cristo se dividem, se hostilizam, se ferem e se maltratam? Não será isto obra satânica para dividir o corpo de Cristo? Deixo aos detractores o alerta para que revejam a sua conduta no seio do corpo de Cristo. Porquê? Ouçamos o conselho de Gamaliel em Actos 5: 34: Levantando-se no conselho um certo fariseu, chamado Gamaliel, doutor da lei, venerado por todo o povo…e disse-lhes: … acautelai-vos a respeito do que haveis de fazer a estes homens... digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus.

Ainda em I Cor 3: 10:17: Porque ninguém pode pôr outro fundamento além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício… a obra de cada um se manifestará. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão, se a obra de alguém se queimar sofrerá detrimento. Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo. Portanto acautelai-vos dos falsos profetas que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis (Mateus 7:20).

A Igreja de Jesus Cristo

Pedro ensina que “cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus”. (1 Pedro 4:10) Notemos a diversidade dos dons: todos temos recebido algum dom e somos convidados a utilizá-lo, conscientes da graça de Deus que nos foi dada. Mas também é fundamental que cada um “não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (Romanos 12:3; 2 Coríntios 10:13). Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer. Ora, vós sois o corpo de Cristo, e seus membros em particular. E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas. Porventura são todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? São todos operadores de milagres? Têm todos o dom de curar? Falam todos diversas línguas? Interpretam todos? Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente ( I Cor 12: 4-31).

Que ensinamentos podemos retirar?

João disse: Mestre, vimos um que em teu nome expulsava demónios, o qual não nos segue; e nós lho proibimos, porque não nos segue. Jesus, porém, disse: Não lho proibais; porque ninguém há que faça milagre em meu nome e possa logo falar mal de mim. Porque quem não é contra nós, é por nós (Marcos 9:38:40). Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há-de vir, e eis que já está no mundo (I João 4:1-3).

Porque então existe esta guerra entre as diversas denominações das igrejas de Cristo?

A quem serve todas essas dissensões. Porque então caluniar, denegrir e julgar aqueles por quem Cristo morreu?

Irmãos não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão e julga a seu irmão, fala mal da lei e julga a lei; e se julgas a lei não és observador mas juiz. Há um só legislador e um juiz que pode salvar ou destruir.

Tu, porém, quem és que julgas a outrem? Tiago 4:11-12.

Cabe a responsabilidade a cada um de nós em obedecer à vontade de Deus.

Helder Flávio Gomes de Morais
Servo do Deus Altíssimo

Fonte: Jesus Site