sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Da Morte de Cristo

Da Morte de Cristo

Artigo 1

Homer C. Hoeksema

Deus é não só supremamente misericordioso, mas também supremamente justo. E como Ele se revelou em sua Palavra, sua justiça exige que nossos pecados, cometidos contra sua infinita majestade, sejam punidos nesta vida e na futura, em corpo e alma. Não podemos escapar destas punições a menos que seja cumprida a justiça de Deus. (Cânones de Dort II.1)
Nesse artigo é lançado um princípio teológico fundamental que não pode ser ignorado ou negado quando falamos de quaisquer dos tratamentos de Deus com os homens, e especialmente com os homens pecadores. Na presente discussão os pais enfatizam particularmente que esse princípio não pode ser negado quando falamos dos tratamentos redentores de Deus. A razão é, sem dúvida, que Deus mesmo não ignora esse princípio, ou antes, que Deus nunca age contrariamente ao Seu próprio Ser. Além do mais, os pais aqui não lançam meramente um princípio fundamental, mas delineiam as conseqüências desse princípio até onde diz respeito o pecador. O princípio, positivamente falando, é: Deus é supremamente justo. As conseqüências são:
  1. Nossos pecados cometidos contra Sua majestade infinita devem ser punidos com castigo temporal e eterno, tanto no corpo como na alma.
  2. Pode-se escapar desse castigo apenas se for feita satisfação a essa justiça suprema de Deus.
Deve ser observado, em primeiro lugar, que os Cânones não falam ainda nesse artigo da morte de Cristo e da redenção dos homens por meio dela. Os pais estão lançando o fundamento para a doutrina Reformada da redenção. Esse fundamento não é meramente a misericórdia de Deus, mas Sua justiça infinitamente perfeita também. O método que os pais seguem é indubitavelmente correto. O fundamento determina o tamanho, a forma e a firmeza de toda a estrutura, sem dúvida. Mas historicamente a razão para esse método dos pais reside no fato que os Remonstrantes atacaram o próprio fundamento da verdade da redenção, e tentaram destruí-lo. Aparentemente, eles queriam remover uma das colunas do fundamento que está fixa na rocha do Ser divino, e queriam que a verdade da redenção descansasse somente em um pilar, aquele da misericórdia divina. O problema é que quando você remove uma pedra do fundamento, você não fica com um fundamento parcial, mas não resta nenhum fundamento, seja qual for ele: o fundamento é um. Nossos pais Reformados, portanto, insistem sobre os fundamentos, sobre as pedras fundamentais, antes de erguerem a estrutura da verdade da redenção.
Em conexão estreita com isso, devemos observar, em segundo lugar, que os pais seguem um método que é com freqüência muito desprezado e condenado apenas em nossos dias, a saber, o método teológico: eles começam com a verdade com respeito a Deus mesmo. A pressuposição desse primeiro artigo é que você não pode dizer nada sobre a redenção, sem dizer algo sobre o Deus Redentor, e que o seu conceito do último determina o seu conceito do primeiro. Ou, para colocar isso em forma geral, toda doutrina é principalmente teologia, doutrina de Deus. Isso também teve sua razão histórica. Os próprios arminianos adotaram um certo ponto de partida teológico. Eles amam enfatizar o amor e a misericórdia de Deus, à exclusão de Sua justiça e retidão. Dessa forma, eles gostam de acusar os Reformados de ter um conceito duro e frio de Deus como um Deus inexoravelmente severo e justo, um Juiz que não conhece misericórdia. A essa acusação concernente ao seu Deus, os defensores da fé devem primeiro dar a resposta. Tanto Reformados como arminianos concordam que a Teologia de uma pessoa determina sua Cristologia, e que, por conseguinte, se eles discordam sobre Teologia, eles também estarão em divergência em sua Cristologia.
Os arminianos colocam um conflito em Deus entre Sua justiça e Sua misericórdia, um conflito no qual a misericórdia divina sai vitoriosa e sobrepuja a justiça divina. De acordo com Sua misericórdia, assim eles ensinam, Deus deseja a felicidade do pecador e não pode lhe causar sofrimento e miséria. E embora Sua justiça requeira que o pecador seja assolado com a maldição e morra, Deus não pode exercer Sua justiça sem fazer violência à Sua misericórdia. Por conseguinte, Sua misericórdia prevalece. Ele nega a Sua justiça, e sem a satisfação de Sua justiça, concede ao pecador perdão e vida eterna.
O erro fundamental nesse conceito reside no fato que ele nega a unidade e simplicidade de Deus, e nega a unidade essencial de Seus atributos. Ele coloca uma fissura em Deus. Ora, não devemos imaginar que os pais de Dordrecht vão ao extremo oposto e mantêm a justiça de Deus em preferência à Sua misericórdia. De forma alguma; mas eles mantêm tanto a justiça divina quanto a misericórdia divina; contudo, não em conflito irreconciliável um com o outro, mas em unidade essencial. Declarada brevemente, a justiça de Deus é aquele atributo de Sua bondade de acordo com o qual Ele se mantém como o único Deus bom e infinitamente perfeito, e de acordo com o qual, com referência às Suas criaturas morais, Ele recompensa o bem com bem e o mal com mal. A misericórdia de Deus é aquele atributo da bondade de Deus segundo o qual Ele é louvado como o Deus infinitamente bom, e segundo o qual, com referência às criaturas, Ele é a única fonte de toda bênção, e portanto livra as criaturas de toda miséria e enche-as de vida e alegria. Agora, como Deus é Um, assim Sua misericórdia e Sua justiça são uma nele. Deus é Seus atributos. Sua misericórdia é Sua justiça, e Sua justiça é Sua misericórdia. Nunca há uma misericórdia em Deus que não seja justa, nem uma justiça que não seja essencialmente misericordiosa. Sua justiça, portanto, nunca funciona sem Sua misericórdia, e Sua misericórdia nunca opera à parte da Sua justiça. Não há conflito em Deus! Tal é a verdade fundamental desse artigo. E os pais queriam dizer: "Se você for falar sobre a misericórdia de Deus, tudo bem; mas quando fazê-lo, não esqueça e não negue aquela justiça divina infinitamente perfeita que caracteriza também a misericórdia divina."
A conclusão, portanto, é a seguinte:
  1. A justiça divina requer a punição do pecado, um requerimento que a misericórdia divina nunca pode ignorar.
  2. A justiça divina requer a punição exata do pecado, isto é, uma punição que seja igual em medida ao pecado. Dessa forma, o pecado contra a majestade infinita de Deus requer punição infinita, isto é, não somente temporal, mas punição eterna, tanto no corpo como na alma.
  3. A misericórdia divina não pode se dirigir ao pecador, exceto sobre a base do pagamento completo desse débito de pecado. A justiça de Deus deve ser satisfeita. Sobre nenhuma outra base o pecador pode sequer provar a misericórdia de Deus. Deus, que é realmente Deus, não pode negar a Si mesmo.
Esse é o ensino claro da Escritura em muitos lugares, embora os Cânones não forneçam referências bíblicas nesse artigo. Afinal, essa é a posição do Catecismo de Heidelberg também. E já no tempo do Grande Sínodo, foi considerado suficiente nos círculos Reformados citar o Catecismo como a norma da doutrina Reformada. Os arminianos também sabiam que essa era a instrução no Dia do Senhor IV, Pergunta e Resposta 11. Eles sabiam, também, que essa posição do Catecismo de Heidelberg era escriturística; e juntamente com seus companheiros nas Igrejas Reformadas, eles tinham aceitado essa posição do Catecismo de Heidelberg como bíblica. Mas agora eles iriam rejeitá-la. Dessa forma, os pais consideraram desnecessário citar a Escritura nesse relato, mas acharam apropriado simplesmente fazer menção desse princípio fundamental.
Esse é o fundamento da doutrina Bíblica e Reformada da redenção em Jesus Cristo.


Fonte (original): The Voice of Our Fathers: An Exposition of the Canons of Dordrecht, Homer Hoeksema, Reformed Free Publishing Association, pp. 327-330.

EL PAIS: Leigos serão julgados no Marrocos por tentar romper jejum sagrado do islamismo

A jornalista Zineb el Rhazaoui, de 28 anos, não teve tempo sequer de colocar na boca o sanduíche com que pretendia romper em público, junto com um punhado de seguidores, o jejum do Ramadã no Marrocos. No entanto, El Rhazaoui e outros cinco jovens marroquinos serão julgados por descumprir essa abstinência sagrada para os muçulmanos, segundo anunciou a agência de imprensa marroquina MAP.

Através da rede do Facebook, El Rhazaoui convocou para domingo, na estação de trens de Mohamedia, a 20 km ao norte de Casablanca, um pequeno grupo de jovens laicos para "reivindicar a liberdade de culto prevista na Constituição marroquina", salienta.

"Mais concretamente", continua a fundadora do Movimento para a Defesa das Liberdades Individuais, "pedimos a abolição do artigo 222 do Código Penal, que pune a inobservância do jejum com uma pena de um a seis meses de prisão", além de uma multa simbólica.

Da estação, pretendiam caminhar até um bosque próximo para comer um sanduíche nesse lugar afastado "e evitar cair na provocação". Mas já na plataforma eram esperados por dezenas de policiais que também navegam no Facebook e que os obrigaram a tomar o primeiro trem de volta a Casablanca. Eles mesmos também embarcaram para garantir que fossem embora.

Na estação de trem também estiveram alguns islâmicos que desejavam agredir os "pecadores" e vários jornalistas marroquinos e estrangeiros, avisados por El Rhazaoui.

Essa presença estrangeira transformou, aos olhos do poder, o pequeno protesto laico em um complô. O conselheiro real Mohamed Moatassim se reuniu com os chefes dos principais partidos políticos, segundo revelou na quarta-feira o jornal "Akhbar al Youm", de Casablanca.

"Os que querem comer em público contam com cúmplices estrangeiros", revelou. "São os mesmos que estiveram antes por trás dos distúrbios contra a unidade territorial", isto é, a favor da independência do Saara.

Fonte: El Pais

Evangélicos realizam Marcha para Jesus em Santa Catarina

Mais de 70 mil pessoas devem participar amanhã da 12ª Marcha para Jesus, na Capital. Para rezar e cantar músicas gospel, evangélicos de toda Santa Catarina farão parte de um dos maiores encontros religiosos já organizados no Estado.

A marcha terá início em frente à Catedral Metropolitana de Florianópolis, às 10h, percorrerá ruas do Centro e terminará na Avenida Beira-Mar Norte (veja mapa abaixo). O pastor Marcelo Aguiar está entre as atrações mais esperadas.

– O evento tem como objetivo passar mensagens de paz e levar o nome de Jesus para as ruas – explicou o pastor da Igreja Renascer de Florianópolis, Ulisses Olegário.

A Marcha vai contar com 26 bandas e quatro trios elétricos. No percurso, os evangélicos participarão de orações. Chegando ao destino, no trapiche da Beira-Mar, os fiéis assistirão a diversos shows. Uma praça de alimentação foi montada no local.

– Por volta de meio-dia, contaremos com a presença do governador e do prefeito da cidade – contou.

Os organizadores garantem que não haverá prejuízo ao trânsito de Florianópolis porque, além de ser sábado, quando o movimento de carros é menor, a Polícia Militar, a Guarda Municipal e o Corpo de Bombeiros irão orientar os motoristas por onde os fiéis passarão.

O trecho entre as ruas Arcipreste Paiva, ao lado da Catedral, e a Tenente Silveira, será interrompido das 7h às 10h30min.

A travessia da Beira-Mar não deve ultrapassar 20 minutos, segundo garantiu Ulisses Olegário.

Fonte: Clic RBS

Estudos mostram que oração ajuda na cura de doenças graves

Segundo o médico americano Harold Koeni, do Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick, ao fazer orações, pacientes religiosos controlam indiretamente suas doenças, o que ajuda na cura.

A influência da fé na cura das mais diversas doenças é uma realidade entre médicos de todo mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, há mais de 10 anos exige-se que todos os programas de residência para psiquiatras incluam no currículo questões religiosas e espirituais. No Brasil, embora a questão ainda seja tratada com cautela, muitos médicos já admitem ter testemunhado casos impressionantes que a ciência não tinha como explicar.

Segundo revela o Instituto de Pesquisas Psíquicas Imagick, estudos científicos em torno da cura pela fé começaram com o médico americano Harold Koenig . Ele e sua equipe concluíram que, ao orar, pacientes religiosos controlam indiretamente suas doenças. 'Acreditam que não estão sozinhos na batalha e que Deus está cuidando pessoalmente deles. Isso os protege do isolamento psicológico que domina a maioria dos doentes.

Em um estudo com 455 idosos internados, Koenig observou que a média de internação dos que frequentavam a igreja mais de uma vez por semana era quatro dias. Já os que iam raramente ou nunca chegavam a passar até 12 dias hospitalizados.

Outra pesquisa, feita pela Faculdade de Medicina de Dartinouth, revelou que a probabilidade de pacientes cardíacos morrerem após a cirurgia era 14 vezes maior entre os que não participavam de atividades religiosas. Em seis meses, 21 morreram. Já todos os 37 que se declararam extremamente religiosos tiveram alta.

O médico Herbert Benson, da Faculdade de Medicina de Harvard, afirma que o estresse é responsável por pelo menos 60% das doenças que atingem o homem moderno. Além disso, faz o organismo produzir o agente inflamatório interleucina-6, que está associado a infecções crônicas, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.

Segundo o médico, ao orar ou meditar seguidas vezes, o paciente atinge um estado de relaxamento capaz de reduzir o impacto dos hormônios no organismo. A oração continuada desacelera os batimentos cardíacos, o ritmo de respiração, baixa a pressão sanguinea e reduz a velocidade das ondas cerebrais, melhorando a condição física. Ele comprovou que pessoas que raramente iam à igreja tinham altos níveis de interleucina-6 no sangue, enquanto nos frequentadores assíduos esses índices eram significativamente mais baixos.

Fonte: Diário de São Paulo

A Infabilidade dos Papas

20.07.2009

1870: Papa é declarado infalível

No dia 18 de julho de 1870, a Igreja Católica adotou o dogma da infalibilidade dos papas.
De acordo com a doutrina da Igreja Católica, o papa não é um ser humano perfeito, mas é infalível quando se pronuncia a respeito de temas concernentes à fé. Ou seja, quando o bispo de Roma fala ou decide oficialmente como pastor de todos os cristãos, em nome da Igreja, ele supostamente não erra. Nessa condição, "ele possui a infalibilidade para decisões definitivas no campo da fé e da ética", diz a doutrina.
O dogma da infalibilidade foi instituído pelo Concílio Vaticano I (1869-70), convocado por Pio 9º. O documento Pastor Aeternus, aprovado em 18 de julho de 1870, estabeleceu a primazia do papa sobre toda a Igreja e definiu sua infalibilidade na doutrina da fé. Na opinião de críticos, trata-se de uma tese controvertida, baseada mais nas ambições políticas de Pio 9º que em fundamentos bíblicos.
O documento conciliar até admite opiniões divergentes no interior da Igreja quanto a questões seculares. Mas, quando as divergências dizem respeito a princípios básicos da fé e da moral, o papa é a instância máxima e, neste caso, vigora o dogma da infalibilidade. Decisões políticas e conclusões científicas não estão sujeitas a essa regra.
Excomunhão para questionadores
A decisão do Concílio Vaticano I transformou o papa, por decreto, em sucessor de Pedro, como primeiro entre os discípulos. O Novo Testamento atribui a Simão Pedro uma posição de destaque entre os apóstolos. Sua sucessão, porém, não é descrita no texto. Ela é resultado da tradição católica.
O Concílio Vaticano I inclusive aprovou a aplicação de sanções contra cristãos que não respeitassem o novo dogma. Até hoje, o católico que se nega a reconhecer o primado de São Pedro sobre os apóstolos e a Igreja é ameaçado de excomunhão. A introdução do dogma da infalibilidade do papa levou muitos católicos a abandonar a Igreja.
O principal adversário e líder da oposição a essa doutrina foi o teólogo alemão Ignaz von Döllinger (1799-1890), que não via fundamento bíblico nem histórico para a infalibilidade do papa. Döllinger não teve muito tempo para propagar suas críticas no interior da igreja: em 1871, foi excomungado publicamente.
O dogma aprovado em 1870 voltou a ser muito discutido no meio religioso e acadêmico em 1998, com a publicação da encíclica Fé e Razão.
Segundo o filósofo Eduardo Giannetti, essa encíclica só confirma "a incapacidade crônica do Vaticano de demonstrar um mínimo de reconhecimento e adesão às normas elementares da ética do pensar em seus pronunciamentos sobre o mundo e as escolhas humanas. A expressão mais cabal dessa realidade é o espantoso dogma da infalibilidade papal".
"Essa doutrina", continua o filósofo, "estabelece que a palavra do papa é uma verdade última e, portanto, imune a qualquer tipo de debate racional. Desde a sua promulgação, poucos papas se serviram dessa prerrogativa absurda com tanta freqüência e liberalidade quanto o papa João Paulo 2º".

Redator(a):Barbara Fischer (gh)
© Deutsche Welle

RÉPLICA DA ARCA DE NOÉ

RÉPLICA DA ARCA DE NOÉ   
A ARCA DE NOÉ
Homem constroi uma arca semelhante à de Noé
(na dimensão exata que consta na Bíblia)
Réplica da Arca de Noé Inaugurada em Schagen, Países Baixos


A grande porta central do lado da Arca de Noé foi aberta para a primeiro grupo de curiosos de gente da cidade  apreciar a maravilha. Claro, é apenas uma réplica da arca bíblica, construída pelo criacionista holandês Johan Huibers como um testemunho da sua fé na verdade literal da Bíblia.

A Arca tem 150 côvados de comprimento, 30 côvados de altura e 20 côvados largura. Ou seja, dois terços do comprimento de um campo de futebol e tão alta como três casas.  Modelos de tamanho natural de girafas, elefantes, leões, crocodilos, zebras, bisões e outros animais saudam os visitantes à medida em que eles vão chegando.



 
Empreiteiro de profissão, Huibers construiu a arca de cedro e pinho. Os estudiosos da bíblia discutem sobre qual, exatamente, foi a madeira utilizada por Noé.

Huibers fez a maior parte do trabalho com sua próprias mãos, utilizando ferramentas modernas e com a ajuda ocasional de seu filho, Roy. A construção começou em maio de 2005. No pavimento superior ainda não coberto, não  terminado a tempo para a abertura - haverá um mini-zôo, com cordeirinhos, galinhas, caprinos e um camelo.

Os visitantes no primeiro dia ficaram impressionados. «Isto é uma redescoberta do passado", afirmou Mary Louise Starosciak, que, de férias, passeava de bicicleta com o marido, quando viram a Arca surgindo imensa sobre a paisagem local.

"Eu conhecia a história de Noé, mas eu não tinha idéia de que o barco teria sido tão grande. Há espaço suficiente na quilha para umas 50 cadeiras num cinema onde as crianças podem assistir a um vídeo que conta a história de Noé e sua arca". Huibers, um homem cristão, disse que espera que o seu projeto vá renovar o interesse pelo Cristianismo na Holanda, onde a igreja encolheu dramaticamente nos últimos 50 anos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A Providência de Deus

A Providência de Deus

Rev. Ronald Hanko

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1
A palavra providência não é encontrada na Bíblia. Ela é usada como um nome para o ensino bíblico que Deus é o Governador sempre presente de toda a criação.
Como Governador soberano da criação, Deus cuida e supre as necessidades de todas as suas criaturas. Observe que a palavra prover é encontrada na palavra providência.2 Providência, contudo, não se refere somente a essa provisão, mas também ao controle, direção e uso de todas as coisas por Deus para os seus propósitos. "Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?" (Daniel 4:35). Isso, também, é sua providência.
Providência significa que nada acontece por acontecer. Não existe tal coisa como acaso ou sorte (Mt. 10:29-30). Todas as coisas são obra de Deus. Mesmo os atos pecaminosos dos ímpios e a atividade do diabo estão completamente sob o controle de Deus (Ex. 4:21; I Sm. 2:25; II Sm. 16:10; 24:1; I Reis 22:19-22; Sl. 139:1-16; Pv. 16:1, 4, 9; 21:1; Is. 10:15; 45:7; 63:17; Jr. 10:23; Dn. 4:17; Amós 3:6; Mt. 8:31; Atos 2:23; 17:28; Rm. 9:18). Todavia, Deus é tão grande que ele não é responsável por nenhuma das impiedades que os homens praticam. Verdadeiramente, seus caminhos não são os nossos caminhos, e os seus pensamentos não são os nossos pensamentos (Is. 55:8).
Quando a Escritura fala da providência de Deus, ela na maioria das vezes fala de sua "mão" (Sl. 109:27; I Pe. 5:6). É por sua mão que ele provê para as suas criaturas e lhes dá vida e fôlego. É com sua mão que ele guia e dirige o curso de todas as cosias, de forma que sirvam ao seu propósito maravilhoso. Sua mão é seu poder soberano e todo-poderoso.
Algumas vezes até mesmo homens são descritos como a mão de Deus, quando ele usa-os para realizar o seu propósito (Sl. 17:13-14) ou quando eles são os instrumentos de seu propósito (Gn. 49:24; Sl. 17:13; Is. 10:15). E o que é mais, esses homens são incapazes de questionar os tratamentos de Deus (Is. 45:9), mesmo quando eles são os instrumentos que Deus usa.
Deve existir terror indizível neste pensamento para o ímpio, pois não importa o que eles façam ou pra onde vão, eles estão nas mãos de Deus e não podem fazer nada à parte daquele que é o seu Juiz e Executor. Ao mesmo tempo, há conforto sem fim na providência de Deus para os crentes, pois a mão que os sustém é a mão de seu Pai (João 10:28-29), que os amou eternamente e soberana e graciosamente cuida deles. A Escritura fala até mesmo deles sendo gravados nas mãos de Deus (Is. 49:16).
Sabendo, então, que ele é o seu Pai celestial, os crentes aprendem dessa doutrina da providência que o seu Pai é todo-poderoso. Ele é capaz de fazer todas as coisas necessárias para a sua salvação. Ele controla todas as circunstâncias de sua vida, incluindo as coisas que parecem ser contra eles. Doença, morte, pobreza, aflição, e perseguição não chegam por mero acaso, mas estão sob o controle soberano daquele que ama o seu povo e deu o seu Filho unigênito por eles. Sem dúvida, então, todas as coisas devem cooperar juntamente para o bem daqueles que amam a Deus (Rm. 8:28), e nada pode separá-los do amor de Deus em Jesus Cristo (v. 39).
Fonte (original): Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko, Reformed Free Publishing Association, pp. 90-91.

Preservação e Providência

Preservação e Providência

Rev. Ronald Hanko

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1
Um aspecto da providência de Deus é chamado de "preservação." Com isso queremos dizer que é Deus quem dá vida e existência a todas as suas criaturas e quem "preserva" elas e suas vidas. Ele não faz isso somente para a criação bruta—bestas e pássaros, planetas e estrelas, pastos e árvores—mas também para os homens, anjos e mesmo os demônios (Sl. 104:10-24; Lucas 8:26-33). Nele todas as criaturas vivem, se movem e têm sua existência (Atos 17:28).
Essa é uma grande verdade. Significa que nada existe, exceto que Deus esteja constantemente presente com e em tal coisa por seu poder onipotente, e que esteja sempre a sustentando. As coisas não existem por si mesmas, mas por causa de Deus. Isso é verdade da cadeira sobre a qual estou sentado enquanto escrevo isto, bem como sobre o sol e lua em seus cursos.
Isso também significa que a ordem e harmonia na criação não são o resultado das assim chamadas leis naturais, mas o resultado da onipresença de Deus (o seu estar em todos os lugares), e seu poder onipotente. Primavera, verão, outono e inverno não vêm todo ano na mesma ordem por causa das "leis naturais," mas porque Deus fielmente as envia. Os planetas não obedecem às leis naturais permanecendo em seus cursos, mas obedecem a Deus, que os guia e dirige.
Essa obra de Deus na criação é um dos meios pelos quais ele dá testemunho de si mesmo a toda pessoa (Atos 17:24-28; Rm. 1:18-20). Não existe ninguém que será capaz de dizer a Deus no dia do julgamento: "Eu não te conheci." Assim, eles serão inescusáveis, embora este testemunho de Deus na criação não seja uma revelação salvadora aos homens.
Vivendo no meio de tal testemunho do poder e fidelidade de Deus, é vergonhoso que os homens não o louvem (Rm. 1:21). Isso é especialmente verdadeiro porque Deus também os preserva e é providente para com eles. Ao invés de glorificá-lo e serem gratos, eles se voltam para a idolatria e imundícia, como Paulo aponta em Romanos 1.
A idolatria, portanto, não é uma busca a Deus, mas um afastar-se dele, e é uma evidência ao mesmo tempo que mesmo os pagãos conhecem algo do Deus verdadeiro. Ao afastarem-se dele, eles são entregues por Deus aos pecados mais grosseiros, especialmente ao pecado da homossexualidade (vv. 24-27). Mas mesmo isso é evidência que eles o conhecem.
Esses pecados vis são a justa punição para a ingratidão de tais homens. Agindo como bestas, que não conhecem a Deus, eles se tornam piores que elas, quando Deus os entrega aos pecados que até mesmo as bestas não cometem.
A presença de Deus e o seu poder preservador na criação são um testemunho maravilhoso ao crente do Deus que ele conhece e ama em Cristo. Alguém que sabe que em Deus ele vive, se move e têm sua existência, nunca temerá coisa alguma, e será eternamente grato, não somente porque Deus preserva e protege sua vida espiritual, mas também porque Deus lhe dá, dia a dia, vida e fôlego e todas as coisas (Atos 17:25). Ele morrerá em paz na confiança que aquele que dá e preserva a vida também a tira, e que Deus é o Pai fiel do seu povo, mesmo na morte.
Fonte (original): Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko, Reformed Free Publishing Association, pp. 92-93.

Reporter do CQC diz que queria ser pastor evangélico

Em entrevista à revista "Rolling Stone", Danilo Gentili falou sobre como começou no meio humorístico e confessou que queria ser pastor de Igreja Evangélica.

"Com 14 anos, comecei a sentir um vazio. Procurei religião em vários lugares. Achava missa chato. Foi quando tomei a Bíblia como regra de fé", disse ele. No entanto, o sonho de seguir carreira religiosa terminou quando Danilo foi expulso da Igreja Batista após descobrir o que o pastor da instituição que frequentava estava envolvido em "esquemas". Revoltado, ele imprimiu uma faixa em que trocou o "SOS da Vida" por "$O$ da Vida?" e foi para o culto estendê-la para os fiéis.

"Costumo dizer que cansei de palhaçada e virei humorista", afirmou Gentili, ao ser questionado sobre se continua frequentando a Igreja.
O repórter do programa "CQC", da Band, contou que sempre perseguiu a comédia e que foi convidado a fazer shows de stand-up quando Marcela Leal leu seu blog, há cerca de cinco anos.

Também foi por meio de seu diário virtual que Gentili se defendeu das acusações de racismo que recebeu após fazer uma piada sobre negros no Twitter. "Se eu não gostasse de preto, não faria piada", explicou. Mas o humorista admitiu que não leva o site de microblogs muito a sério. "Aquilo é uma comodidade, faz parecer que você é engajado", disse.

Danilo ainda disse que já recebeu propostas várias propostas profissionais, mas não aceitou nenhuma pois não dão a liberdade que ele tem no "CQC". "Lá não preciso ser pop, pagar de gatinho. É subversivo", explicou.

A tal "liberdade" da qual Gentli tanto gosta o fez conquistar uma legião de fãs e alguns inimigos. O comediante conseguiu irritar Dunga, técnico da Seleção Brasileira de Futebol, com suas perguntas inusitadas e até apanhou dos seguranças de José Sarney, após tentar entrevistá-lo.

Fonte: MSN Entretenimento

SBT vai processar canal que passou a transmitir a programação evangélica

O diretor executivo do Sistema Brasileiro de Televisão - SBT, Guilherme Stoliar confirmou a coluna do jornalista Daniel Castro, da Folha de São Paulo que irá entrar com uma liminar contra a TV Alagoas canal 5 no Estado, que desde a última segunda deixou de transmitir a programação do canal para fazer parte de uma Rede Evangélica comandada por Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus.

Além de entrar com uma liminar o Guilherme Stoliar teve uma audiência com o ministro Helio Costa, das Comunicações para discutir a invasão das igrejas evangélicas na TV brasileira. A TV Alagoas culpou em um editorial a falta de repasse de recursos do governo estadual como uma das causas para a venda da programação.

Histórico

O pastor evangélico, Valdemiro Santiago de Oliveira é e fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. Formado pela Ordem dos Teólogos Evangélicos da América Latina e pregador evangélico há mais de 30 anos e começou seu ministério na Igreja Universal do Reino de Deus.

Durante o período em que foi bispo da IURD alcançou destaque entre os demais pastores daquela igreja, tendo sido considerado um dos potenciais sucessores de Edir Macedo. Desligou-se da Universal após problemas com a liderança, e alguns dias depois fundou a Igreja Mundial do Poder de Deus, que absorveu parte dos membros da IURD, e hoje conta com mais de 1400 templos espalhados pelo Brasil, sendo a sua maioria no Estado de São Paulo.

Ele arrendou a Rede 21 junto ao grupo Bandeirantes e desde então vem aumentando sua atuaçãoao alugar emissoras de Tv em várias capitais do Brasil.

Fonte: Primeira Edição – Alagoas

Cuba autoriza cultos religiosos em prisões da ilha

O governo cubano deu sinal verde para a celebração de missas e cultos religiosos nas prisões do país pela primeira vez em 50 anos, abrindo um novo espaço para a fé religiosa na ilha de governo comunista.

O presidente do evangélico Conselho de Igrejas de Cuba, Marcial Miguel Hernández, disse nesta terça-feira que a decisão foi anunciada em um recente encontro com autoridades do Departamento de Assuntos Religiosos do Partido Comunista e do Ministério do Interior.

"De modo oficial e sistemático, as autoridades penitenciárias e de Cuba nos comunicaram que a partir de setembro podemos oferecer missas e cultos de acordo com as solicitações nas diferentes prisões", afirmou Hernández.

"Para nós, é a expressão e o ato de boa vontade das autoridades cubanas à proclamação da fé cristã", acrescentou.

Fontes oficiais disseram que a autorização para as missas nas prisões também inclui a Igreja Católica.

As igrejas e o governo cubano estão superando a mútua desconfiança que marcou suas relações por décadas depois da revolução do líder Fidel Castro, em 1959. Quando o caráter comunista da revolução se acentuou, a partir de 1961, houve perseguição sistemática a padres, fechamento de igrejas, prisão e expulsão de religiosos e até a proibição da comemoração do Natal no país.

Um dos marcos da abertura do regime em relação à religião foi a visita do papa João Paulo 2° à ilha, em 1998, na qual ele rezou pela liberdade religiosa.

Fonte: Folha Online

Tribunal de Justiça proíbe cultos religiosos em vagões de trens

A 12ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou que sejam colocados avisos nas bilheterias e nos trens da SuperVia comunicando que são proibidos os cultos religiosos, em qualquer forma de manifestação, nos vagões.

A concessionária de transporte urbano tem 30 dias para cumprir a decisão, que foi publicada no dia 4 de setembro no Diário da Justiça Eletrônico.

A Supervia entrou com recurso contra liminar da 7ª Vara Empresarial da capital, que havia determinado a proibição dos cultos e que fossem retirados dos vagões instrumentos musicais, aparelhos de som e microfones.

A liminar também determinou o auxílio da Polícia Militar, caso a concessionária não conseguisse cumprir as medidas. Foi fixada multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento da ordem judicial. Inconformada com as exigências, a empresa interpôs agravo de instrumento na 12ª Câmara Cível.

"Verificamos que hoje a imposição das medidas pleiteadas é inviável e acabaria sendo inócua, uma vez que a Supervia, para controlar a realização dos cultos, retirando instrumentos musicais e equipamentos dos passageiros, acabaria por interromper o tráfego normal dos trens e afetaria a continuidade do serviço de transporte, que tem caráter de essencialidade", afirmou o relator do recurso, desembargador Cherubin Helcias Schwartz Júnior.

O desembargador considerou, no entanto, a viabilidade do pedido do MP referente à colocação de avisos nas bilheterias e trens da concessionária, em local visível, informando ao usuário a proibição dos cultos religiosos. A decisão prevê ainda multa diária, fixada desta vez em R$ 1 mil, e o apoio da autoridade policial, caso o usuário não interrompa a pregação.

A 12ª Câmara Cível do TJ-RJ enviará ofício à concessionária comunicando a decisão. O prazo para recurso termina no próximo dia 22.

Fonte: Portas Abertas

Conheça o EmailDireto, o primeiro site evangélico de E-mail Marketing

Está no ar há cerca de dois meses o primeiro site evangélico especializado em fazer publicidade através de envios de e-mails. O EmailDireto.com chega com um dos maiores bancos de e-mails do Brasil e servidores dedicados, que são computadores de alta performance permitindo o envio de milhares de e-mails por dia e valores com mais de 70% de desconto.

Com o slogan “A sua divulgação direto ao ponto”, o site EmailDireto promete enviar as campanhas das micro, pequenas, médias e grandes empresas, além dos serviços de autônomos e independentes, diretamente para aqueles grupos de e-mails mais ligados em cada área.

“Existem empresas que querem divulgar seus serviços ou produtos apenas para grupos específicos, como hoteleiros, veterinários, médicos, empresários, lojistas, ou apenas para determinados estados, por exemplo, uma empresa que atende apenas o estado da Bahia e queira divulgar seu serviço apenas para este estado. Temos nosso banco de e-mails divididos em diversas categorias para atender a todos”, afirma Dílson Silva administrador do site.

O objetivo do EmailDireto é fazer um trabalho de divulgação, principalmente, das empresas evangélicas, mas não se limitando a elas. “Queremos oferecer o que temos de melhor para qualquer empresa, desde que, a campanha não venha de encontro aos nossos princípios cristãos”, destaca Silva.

A grande diferença para outros sites que oferecem este serviço de e-mail marketing, é que o EmailDireto.com está oferecendo seu serviço com valores que chegam a custar apenas 10 a 20 por cento dos valores das outras empresas como forma de mostrar que o serviço pode ser oferecido com a mesma qualidade e preço accessíveis, inclusive, para autônomos.

Para verificar todos os detalhes do EmailDireto.com, acesse: www.emaildireto.com

A Fabilidade dos projetos humanos

13 Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos;
14 Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.
15 Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
16 Mas agora vos gloriais em vossas presunções; toda a glória tal como esta é maligna.
17 Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado.

Tiago 4,13-17

terça-feira, 15 de setembro de 2009

"Mac-Culto Feliz"

(Jerusalém - próximo ao Cenáculum)
Infelizmente parte das igrejas evangélicas hoje têm tornado o seu culto em um "Mac-culto feliz", significando que o culto se tornou inteiramente comum, barato e efetivamente trivial; como uma refeição rápida que só faz aumentar as calorias "gorduras", nos inchando cada vez mais. Porém se fizermos um diagnóstico mais apurado, perceberemos que o nosso "inchaço" não é nada nutritivo, muito pelo contrário. Essa irracionalidade dos cultos tem tornado as pessoas cada vez mais débeis.

Onde fica o nosso culto racional? (Rm 12,1).
Hoje tudo se centraliza no homem, na sua inteira satisfação. A igreja se tornou centralizada em si mesma. Não reconhecemos mais que o culto deve ser unicamente direcionado a Deus (Sl 148). Na realidade o culto que deveria ser de louvor e gratidão a Deus está voltado para nós mesmos. Ele é inteiramente para satisfazer nossas necessidades. Somos espectadores descomprometidos. O que realmente pensamos é em nós mesmos e a nossa única razão para vir à igreja é ter nossas necessidades atendidas, sejam elas quais forem. Os pregadores falam para necessidades que as pessoas sentem, não necessidades reais, mas somente o que elas querem ouvir... e onde fica o verdadeiro culto?
O verdadeiro culto é quando o homem, através de seu espírito (parte imortal e invisível do homem), alcança amizade e intimidade com Deus (Jo 4,19-24). É quando nos entregamos inteiramente à vontade de Deus e sabemos que Ele é Deus e nós somos nós mesmos. Portanto a sua soberania é o que importa. Seja qual for a nossa situação, o nosso coração é de adorador.

Pr. Eliezer Alves de Assis

Corpo e Alma – ou Corpo, Alma e Espírito?

Corpo e Alma – ou Corpo, Alma e Espírito?

Rev. Ronald Hanko
Um dos nossos leitores perguntou: O homem é um ser bi- ou tri-partido? Alma e espírito são sinônimos?
Confiamos que aqueles que lêem isto não serão espantados pelas palavras estranhas. Bi-partido significa simplesmente "duas-partes" e tri-partido, "três-partes." A questão, portanto, é se fomos criados com duas partes, corpo e alma, ou com três parte, corpo, alma e espírito. Assim, também, temos a pergunta se alma e espírito são a mesma coisa ou duas coisas diferentes. (Nota: as palavras dicotomia e tricotomia são algumas vezes usadas—dicotomia tendo o mesmo significado que bi-partido, e tricotomia o mesmo significado que tri-partido).
Para alguns, tudo isto pode parecer sem muita importância. Na história da igreja, contudo, isto não tem sido sem importância. A visão de que o homem tem "três partes" foi usada tanto na igreja primitiva como por alguns teólogos modernos em defesa de várias heresias, e por esta razão, a teologia cristã tem sempre apoiado a visão de que o homem é apenas "duas partes," e que alma e espírito são mais ou menos a mesma coisa.
Por exemplo: o ensino de que o homem é um ser tri-partido tem sido usado (por semi-pelagianos antigos e por alguns teólogos alemães mais recentes) para defender a idéia de que há algo no homem que não foi afetado pela queda ou pelo pecado original. Em outras palavras, embora alma e corpo tenham sido corrompidos, o espírito do homem, incluindo sua razão, sua vontade, e seu senso moral não foram afetados. Assim, eles dizem, o homem caído é capaz de responder e cooperar com a graça.
Cedo na história da igreja o mesmo ensino foi usado para negar a humanidade plena de Cristo. Ele tinha, assim era tido, um corpo e alma humana, mas não um espírito ou mente humana. Esta foi substituída pela Palavra ou Mente divina.
Há muitas passagens na Escritura que ensinam que nossos espíritos são essencialmente o mesmo que as nossas almas (Eclesiastes 12:7; I Coríntios 5:5; 7:34; II Coríntios 7:1) e que somos bi-partidos. A criação do homem, contudo, é a prova mais clara. Não há nenhuma indicação na história da criação (Gênesis 2:7) de que o homem é um ser tri-partido.
As únicas passagens na Escritura que poderiam ser apresentadas como prova de "três partes" são Hebreus 4:12 e I Tessalonicenses 5:23. O fato, contudo, de que o corpo, alma e espírito são todos mencionados não significa necessariamente que elas sejam três coisas separadas, e à luz de Gênesis 2:7 elas não podem ser.
Por que a Escritura fala tanto de alma como de espírito? A resposta parece ser que estas duas palavras apontam para a mesma coisa a partir de dois pontos de vistas diferentes. A palavra "alma" enfatiza a verdade de que o homem é um ser racional, moral, uma criatura pensante e com uma vontade, que conhece a diferença entre o bem e o mal; enquanto a palavra "espírito" enfatiza a verdade que estas coisas tornaram uma vez possível para ele ter um relacionamento com Deus, conhecê-lo e amá-lo, e isto é novamente possível através da graça.
Fonte: Hudsonville Protestant Reformed Church Bulletin, Vol. 2, No. 14

A Criação do Homem - Rev. Ronald Hanko

A Criação do Homem

Rev. Ronald Hanko


Nós cremos que o homem foi criado por Deus. Ele não evoluiu. Na verdade, sua criação foi a coroa de todas as obras de Deus no princípio e um poderoso testemunho da grandeza de Deus e do lugar único do homem no mundo de Deus.
A Escritura mostra a singularidade do homem de muitas formas diferentes:
Deus falou consigo mesmo antes de criar o homem—algo que ele não fez quando criando as outras coisas (Gn. 1:26).
Deus criou o homem à sua própria imagem (Gn. 1:26, 27).
Deus criou o homem mediante um ato duplo (Gn. 2:7) e não o chamou simplesmente à existência, como fez com as bestas, pássaros e peixes.
Deus criou o homem para viver em comunhão com ele (Gn. 2:15-17).
Deus fez um lugar especial no qual o homem poderia viver (Gn. 2:8).
Tendo criado o homem, Deus falou-lhe diretamente (Gn. 1:28).
Deus deu ao homem domínio sobre todas as outras criaturas terrenas (Gn. 1:28).
O relato escriturístico da criação do homem difere radicalmente da teoria evolucionária, que vê o homem como diferente das bestas somente em grau, não em natureza e tipo, e certamente não em sua habilidade de conhecer a Deus e viver em relacionamento com ele. Não vendo nenhuma distinção entre homem e besta, os evolucionistas começam a confundir os dois em outras formas também, falando de "direitos animais," tratando os fetos como algo a ser jogado fora, e referindo-se ao povo pagão como "primitivo."
Mais importante ainda, a criação única do homem nos lembra do alto lugar que o homem tinha na primeira criação e quanto ele perdeu por meio da queda. Somente a glória do seu primeiro estado pode explicar a miséria do seu estado presente. Somente alguém criado para viver em comunhão com Deus pode agora viver na comunhão de Satanás. Somente alguém tal alto poderia cair tão profundamente. Somente alguém criado para a vida eterna pode, por seu pecado, trazer sobre si a morte eterna.
Os evolucionistas não podem entender a condição presente do homem, e assim eles procuram remédios na educação, na reforma social, na política e em outras "soluções" humanas semelhantes. Um evolucionista não crê, e nem pode crer que o homem está perdido, sua condição é miserável e seu estado sem esperança. Ele não pode ver que as soluções terrenas e temporais para os problemas do homem são inúteis. Somente na Escritura temos um entendimento correto da condição original do homem e sua grande necessidade.
Entendendo o que o homem era, e o que se tornou por meio do pecado, vemos que é impossível para ele levantar por suas próprias iniciativas, ou mesmo encontrar o remédio que precisa. Não olhamos para nenhuma solução humanamente concebida, mas para Jesus, a única solução e o remédio divino para a miséria do homem.
Fonte (original): Doctrine according to Godliness, Ronald Hanko, Reformed Free Publishing Association, pp. 98-99.

NEW YORK TIMES: Noites de luta e reggae enchem igrejas evangélicas no Brasil

Clubes de luta, reggae, campeonatos de surfe e até tatuadores estão atraindo cada vez mais jovens para as igrejas evangélicas do Brasil, afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo jornal americano New York Times.

Sob o título "Noites de luta e reggae enchem as igrejas brasileiras", a reportagem descreve o recente crescimento das Igrejas Evangélicas no Brasil e a evasão de fiéis da Igreja Católica.

"(A igreja) Renascer em Cristo está entre o crescente número de igrejas evangélicas no Brasil que estão encontrando formas de se conectar com os jovens para aumentar seu rebanho de fiéis. De noites de luta a reggae, vídeo games e tatuadores no local, suas igrejas vêm ajudando a tornar o movimento evangélico o movimento espiritual que mais cresce no Brasil", diz a reportagem.

"Igrejas evangélicas cristãs estão atraindo os brasileiros para longe do catolicismo romano, a religião dominante no Brasil. Em 1950, 94% dos brasileiros diziam ser católicos, mas este número caiu para 74% até o ano 2000. Ao mesmo tempo, a porcentagem dos que se descrevem como evangélicos aumentou em cinco vezes no mesmo período, chegando a 15% no ano 2000."

Segundo um pastor da Igreja Renascer, o movimento evangélico pode preencher um vazio para os jovens que buscam a salvação. Mas o NYT também comenta a controvérsia em torno da igreja, cujos fundadores, Estevam e Sonia Hernandes, são acusados de fraude, roubo, evasão de impostos e lavagem de dinheiro no Brasil.

"A Renascer tenta contratar pastores jovens que possam se relacionar melhor com membros adolescentes", diz o jornal.

"Na noite de luta (competições de jiu-jitsu, segundo o jornal), dezenas de adolescentes e jovens adultos compareceram à igreja. No salão da frente, carrocinhas vendiam cachorro-quente e pizza, e jovens faziam fila para adquirir tatuagens de temas religiosos como 'eu pertenço a Jesus'."

A reportagem descreve ainda o estado de transe em que muitos fieis parecem entrar durante os cultos, e descreve o recolhimento do dízimo pelas igrejas.

O movimento evangélico atrai jovens de todas as classes no Brasil, afirma o New York Times, citando a igreja Bola de Neve, formada por surfistas. A igreja, fundada em 1999 no Rio de Janeiro, afirma ter hoje mais de 100 assembleias, a maior parte no Brasil. Segundo o fundador, música e esporte "superam todos os tipos de barreiras".

Fonte: G1

Arqueólogos encontram em Israel sinagoga da época de Jesus Cristo

Arqueólogos israelenses descobriram no domingo as ruínas do que eles acreditam ser uma das mais antigas sinagogas do mundo.

Segundo a arqueóloga Dina Avshalom-Gorni, as ruínas descobertas no norte de Israel são da época do Segundo Grande Templo de Jerusalém, entre os anos 50 antes de Cristo e 100 depois de Cristo.

O local das escavações, a praia de Migdal, na costa do Mar da Galiléia, é citado tanto em escrituras judaicas quanto cristãs.

Menorá

Durante os trabalhos, os arqueólogos encontraram uma pedra gravada com uma imagem de uma menorá, o candelabro de sete velas utilizado em cerimônias religiosas judaicas.

A menorá é um símbolo do judaísmo de mais de 3 mil anos e também o emblema nacional de Israel. A imagem gravada na pedra encontrada nas escavações aparece em cima de um pedestal e ladeada por ânforas.

Segundo os arqueólogos, esta é a primeira vez que uma imagem de uma menorá é encontrada em uma escavação fora de Jerusalém.

Maria Madalena

A cidade de Migdal, sob o nome aramaico de Magdala, é citada nas escrituras cristãs como o local de nascimento de Maria Madalena, uma das mulheres que acompanharam Jesus Cristo e que depois foi tornada santa.

Segundo Avshalom-Gorni , é possível supor que a comunidade que seguiu Jesus na Galiléia frequentava a sinagoga descoberta.


Fonte: BBC Brasil

MC Marcinho vai abandonar o funk e virar cantor evangélico

Desde que estourou, em 1994, com o "Rap do solitário", MC Marcinho esteve sempre nas paradas de sucesso. Nos bailes funk, em casamentos e até em festas de bacana. Tudo isso deve acabar daqui a algum tempo. Marcinho decidiu largar o funk para seguir a carreira de cantor evangélico.

- Sou muito grato a Deus por estar vivo. Ele tem feito muito por mim. Não tenho uma data marcada, mas sei que alguma hora recebo o sinal e vou me dedicar à carreira evangélica.

Dois grandes sustos levaram Marcinho a se aproximar da igreja. Em 2006, ele sofreu um grave acidente na Via Dutra e teve que passar por várias cirurgias na perna esquerda. No mesmo ano, outro susto: bandidos dispararam contra o carro do funkeiro numa tentativa de assalto. Por sorte, nem ele nem sua família foram atingidos.

Depois desses episódios, o MC começou a ver a vida com outros olhos e enxergou na religião um bom caminho. A mãe dele é missionária e a filhinha de 9 anos já canta na igreja. Hoje, nos bailes, ele interrompe o pancadão para fazer um louvor a Deus.

- Depois que eu sofri o acidente, voltei para a igreja. Me batizei, tenho frequentado o culto, dando meu testemunho.

A carreira no funk também está indo muito bem. Ele faz vários shows por semana e vai lançar seu primeiro DVD, gravado no Circo Voador. "Tudo é festa" tem várias participações especiais, algumas músicas inéditas e grandes sucessos, como "Glamourosa" e "Garota nota 100".

Marcinho acredita que sua recuperação veio através da fé. Três anos depois do acidente, ele ainda faz fisioterapia para fortalecer a musculatura da perna. O maior desejo do MC é voltar a jogar sua peladinha de fim de semana.

- É disso que eu sinto mais falta. E eu jogo bem, hein! - tira onda o funkeiro flamenguista, que atua no meio-campo.

Fonte: Extra online

Autoridades permitem culto e missas em penitenciárias

Pela primeira vez em 50 anos da revolução cubana, a celebração de cultos e missas em penitenciárias cubanas recebeu autorização das autoridades. A experiência começa a partir deste mês.

A autorização foi anunciada, na quinta-feira, 10, em reunião da presidência do Conselho de Igrejas de cuba (CIC). A reunião teve a participação de líderes de diferentes denominações evangélicas, pastores e leigos.

Em 1988, ministros de igrejas tiveram autorização das autoridades de prestar acompanhamento àquelas pessoas presas que assim o desejassem. Agora, as autoridades permitiram a constituição de dois grupos de cinco pessoas, entre leigos e pastores, que serão encarregados de organizar a celebração dos serviços religiosos nas prisões.

O CIC nomeou o reverendo Francisco Rodes, diretor do centro Kairós, de Matanças, como capelão maior por sua vasta experiência neste tipo de trabalho. Além de organizar o trabalho de capelania evangélica na Ilha, Rodes vai ministrar cursos de capacitação para atuar nas prisões.

Afora as celebrações, pastores e capelães vão poder levar às prisões Bíblias, devocionários, hinários, até mesmo câmaras fotográficas para registrar esses momentos. Os cultos não poderão exceder, contudo, duas horas de duração, uma vez por mês. Ministrantes não poderão atuar de maneira sectária, a fim de evitar qualquer ação proselitista.

A nova medida faz parte da abertura religiosa que vem ocorrendo na ilha, de maneira paulatina, desde o histórico encontro entre 74 líderes evangélicos e o presidente Fidel Castro, em 1990.

O secretário executivo do CIC, reverendo anglicano Pablo Oden Marichal, declarou para a ALC que o organismo evangélico aceitará o desafio “com a convicção de que Deus vai nos ajudar a ser instrumentos de bênção e de regeneração para essas pessoas que, muitas vezes, a sociedade estigmatiza.”

O CIC não pretende apenas trabalhar com presos, mas também com seus familiares. “Penso que uma sociedade que tem medidas para ordenar a vida social e evitar delitos e crimes tem que ter, também, o entendimento necessário para evitar todo tipo de rejeição”, agregou Marichal.

Até o momento, apenas católicos e evangélicos foram autorizados a celebrarem missas e cultos nas prisões.

Fonte: ALC

Quais os 10 mandamentos para cada religião?

De acordo com a tradição judaico-cristã, os 10 mandamentos foram escritos por Deus em duas lajes de pedra entregues a Moisés no topo do monte Sinai. O Senhor não escreveu em linhas tortas, mas quase: o texto original está em hebraico clássico, idioma sem pontuação nem divisões rígidas entre as frases. Cabe ao tradutor decidir onde as sentenças começam e terminam, daí a origem das diferentes versões para cada religião.
Na própria Bíblia, os 10 mandamentos aparecem de forma ligeiramente diferente (confira em Êxodo 20:2-17 e Deuteronômio 5:6-21). Mas a confusão intencional não provoca diferença significativa: o conteúdo é reagrupado, mas mantém as idéias originais.

Perdidos na tradução

As reinterpretações dos 10 mandamentos ao longo da história
Judaísmo - século 10 a.C.
1. Eu sou o Senhor teu Deus
2. Não ter outros deuses. Não adorar ídolos
3. Não usar o nome de Deus em vão
4. Manter sagrado o dia do senhor
5. Honrar pai e mãe
6. Não assassinar
7. Não cometer adultério
8. Não roubar
9. Não prestar falso testemunho
10. Não cobiçar a casa do próximo. Não cobiçar a mulher do próximo
Ortodoxos - século 11 d.C.
1. Eu sou o Senhor teu Deus. Não ter outros deuses
2. Não adorar ídolos
3. Não usar o nome de Deus em vão
4. Manter sagrado o dia do senhor
5. Honrar pai e mãe
6. Não assassinar
7. Não cometer adultério
8. Não roubar
9. Não prestar falso testemunho
10. Não cobiçar a casa do próximo. Não cobiçar a mulher do próximo
Católicos - século 4 d.C.
1. Eu sou o Senhor teu Deus. Não ter outros deuses. Não adorar ídolos
2. Não usar o nome de Deus em vão
3. Manter sagrado o dia do senhor
4. Honrar pai e mãe
5. Não assassinar
6. Não cometer adultério
7. Não roubar
8. Não prestar falso testemunho
9. Não cobiçar a casa do próximo
10. Não cobiçar a mulher do próximo
Protestantes - século 16 d.C.
Introdução - Eu sou o Senhor teu Deus
1. Não ter outros deuses
2. Não adorar ídolos
3. Não usar o nome de Deus em vão
4. Manter sagrado o dia do senhor
5. Honrar pai e mãe
6. Não assassinar
7. Não cometer adultério
8 Não roubar
9. Não prestar falso testemunho
10. Não cobiçar a casa do próximo. Não cobiçar a mulher do próximo
por Texto Daniel Schneider
Fonte: Site da Super interessante 

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A Soberania de Deus e os Salmos - Rev. Steven R. Houck

A Soberania de Deus e os Salmos

Rev. Steven R. Houck

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto1

A Ênfase Apropriada

"Sabei que o SENHOR é Deus …" (Sl. 100:3). Não são essas palavras do salmista a expressão da fé de todo verdadeiro filho de Deus? O cristão crê que o seu Deus de fato é DEUS. Ele é o Deus absolutamente soberano dos céus e da terra. Ele é aquele que criou o mundo por seu poder soberano. Ele é aquele que mesmo agora sustenta o mundo e tudo o que nele há. Ele é aquele que soberanamente governa e dirige todos os assuntos do mundo, por seu conselho eterno e poder onipotente. Até o homem está absolutamente sujeito à sua vontade. Ninguém pode frustrar a vontade de Deus, nem pode alguém questionar os seus caminhos e obras. Ele é aquele que é Deus também na salvação. Ele salva seu povo soberanamente. Na eternidade escolheu aqueles a quem salvaria. No tempo ele somente aplica a obra de Cristo ao seu povo, e os leva à vida eterna na glória. Assim, o filho de Deus declara: "Quem é Deus tão grande como o nosso Deus? Tu és o Deus que fazes maravilhas …" (Sl. 77:13-14). De fato, "o SENHOR é Deus."
A soberania de Deus é ensinada tão claramente na Sagrada Escritura que é impossível alguém negar essa doutrina sem negar as próprias Escrituras. Contudo, existem aqueles que, embora não neguem abertamente a soberania de Deus, negam que essa doutrina deva ser enfatizava. Ela é apenas uma doutrina entre muitas e, portanto, deve ser "mantida em equilíbrio" com o restante. Além do mais, eles nos dizem que a soberania de Deus entra na área das "coisas secretas" de Deus e é muito perigoso que seu povo se preocupe com essas coisas que pertencem a ele somente. Assim, eles nos aconselham que embora possamos crer na doutrina da soberania de Deus, não ousamos fazer muito caso dela. Se fizermos, nos tornaremos "unilaterais."
Contudo, as Escrituras nos ensinam que a soberania de Deus não é apenas outra doutrina. Ela é o próprio cerne do evangelho. Se algo deve ser enfatizado, que seja a soberania de Deus. Deus é revelado como o Soberano em cada página da Sagrada Escritura. Embora isso possa ser mostrado a partir de uma análise de toda a Bíblia, voltaremos nossa atenção apenas para um livro da Bíblia – o livro de Salmos. Se existe algum livro da Bíblia que deveria demonstrar a ênfase apropriada da vida cristã, o mesmo é o livro de Salmos. O motivo é que nele não temos instrução detalhada de doutrina, tal como no livro de Romanos, mas sim a expressão do coração e alma do crente. Os Salmos são expressões da experiência diária do filho de Deus. Neles encontramos as tristezas e alegrias do crente, seus temores e conforto, seus desejos e orações. Neles encontramos a ênfase apropriada da vida cristã. A ênfase é muito óbvia também – DEUS É O DEUS SOBERANO. O filho de Deus encontra seu conforto nesse fato. Ele não somente crê que isso é verdadeiro, mas tal é o coração e a alma de sua fé.

O Glorioso Rei Soberano

Os Salmos são cânticos de louvor e adoração a Deus. São cânticos que louvam a Deus por sua grandeza e glória. Eles reconhecem Deus como sendo o Rei soberano. Os salmistas não conhecem nenhum deus impotente e indefeso. Não conhecem nenhum deus que seja dependente do homem e de sua vontade. O Deus dos salmistas é o Rei. Ele é o eterno Governador, Senhor e Soberano. Assim, o salmista exclama: "O SENHOR é Rei eterno …" (Sl. 10:16). O Senhor é o Rei soberano de todo o mundo. Ele é o Rei de toda criatura. Todos estão sujeitos a ele, tanto justos como ímpios. "Porque o SENHOR Altíssimo é tremendo, e Rei grande sobre toda a terra. Ele nos subjugará os povos e as nações debaixo dos nossos pés" (Sl. 47:2-3). Porque Deus é o Rei, ele é também o Juiz. Ele mantém os homens responsáveis por todos os seus atos. Aqueles que recusam obedecer às suas ordenanças têm razão para temer sua ira terrível. Ele vem como o Soberano Juiz para destruir os ímpios. Mas em seu justo julgamento, ele também livra o seu povo. Portanto, Israel poderia cantar do Juiz soberano: "Tu, tu és temível; e quem subsistirá à tua vista, uma vez que te irares? Desde os céus fizeste ouvir o teu juízo; a terra tremeu e se aquietou. Quando Deus se levantou para fazer juízo, para livrar a todos os mansos da terra" (Sl. 76:7-9).
Contudo, Deus não é apenas outro Rei. Ele é O REI. É o grande e glorioso Rei que encherá os corações dos homens de pavor. Quando o contemplamos devemos proclamar: "O SENHOR, Senhor nosso, quão admirável é o teu nome em toda a terra, pois puseste a tua glória sobre os céus!" (Sl. 8:1). Quando o Senhor se manifesta em sua majestade então, "nuvens e escuridão estão ao redor dele; justiça e juízo são a base do seu trono. m fogo vai adiante dele, e abrasa os seus inimigos em redor. s seus relâmpagos iluminam o mundo; a terra viu e tremeu. Os montes derretem como cera na presença do SENHOR, na presença do Senhor de toda a terra" (Sl. 97:2-5). O Deus soberano é tão sublime que deve se curvar para contemplar as coisas dessa terra. Ele é excessivamente grande e glorioso, e o homem tão pequeno. Mesmo os céus são baixos em comparação com a majestade de Deus. A glória dos anjos não pode alcançar a glória do Altíssimo Deus. "Exaltado está o SENHOR acima de todas as nações, e a sua glória sobre os céus. Quem é como o SENHOR nosso Deus, que habita nas alturas? O qual se inclina, para ver o que está nos céus e na terra!" (Sl. 113:4-6).
Não é entranho, então, que Deus demande que o temamos e adoremos. Não somos nada em comparação com o Deus Soberano. Ele é o Rei glorioso a quem estamos obrigados servir. "Pois quem no céu se pode igualar ao SENHOR? Quem entre os filhos dos poderosos pode ser semelhante ao SENHOR? Deus é muito formidável na assembléia dos santos, e para ser reverenciado por todos os que o cercam" (Sl. 89:6-7). Devemos reverência a Deus. Devemos honrá-lo como o Deus glorioso. O homem não deve se gloriar em si mesmo e nas suas obras, mas na majestade de Deus. Nosso dever é adorar ao Senhor com cânticos de louvor. "Dai ao SENHOR, ó filhos dos poderosos, dai ao SENHOR glória e força. Dai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade" (Sl. 29:1-2).

O Poder Soberano De Deus

Os salmistas não somente louvam a Deus como o Rei glorioso, mas o louvam para a manifestação do seu grande poder. Deus é de fato o Governador. Seu poder maravilhoso é demonstrado em todo lugar. Vemo-lo na criação do céu e da terra. O salmista explode num cântico de louvor do poder do Criador quando diz: "Louvai ao SENHOR. Louvai ao SENHOR desde os céus, louvai-o nas alturas. Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todos os seus exércitos. Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes. Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus. Louvem o nome do SENHOR, pois mandou, e logo foram criados" (Sl. 148:1-5). Homens, anjos, sol, lua, estrelas e toda criatura deve cantar louvores a Deus "pois mandou, e logo foram criados."
Além do mais, o Deus soberano mesmo agora governa e dirige todas as questões desse mundo por seu poder. O salmista declara: "Porque dirão os gentios: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus; fez tudo o que lhe agradou" (Sl. 115:2-3). Deus faz tudo o que lhe agrada. Seu poder é tão alto, tão onipotente, que tudo o que desejou acontecerá. Sua vontade nunca será frustrada. Nem mesmo pelos ímpios, que pensam que podem derrotar a Deus e destruir o seu povo. Deus governa de tal maneira que todas as coisas acontecem de acordo com o seu beneplácito. "O SENHOR reina; está vestido de majestade. O SENHOR se revestiu e cingiu de poder; o mundo também está firmado, e não poderá vacilar" (Sl. 93:1). Todas as coisas são o que são e fazem o que fazem porque Deus assim as estabelece. Ninguém é capaz de "mover" algo do lugar que Deus lhe deu.
Em muitos lugares os salmistas cantam louvores a Deus pelo poder e controle que ele exerce sobre o mundo animal e as "forças da natureza." A criação em geral está ao serviço do Rei Soberano (Sl. 74:13-17; 104:5-24; 105:16-41; 147:8-18). Mas o que é mais importante é o fato que o governo de Deus se estende ao homem – tanto ímpios como justos. Mesmo o homem, que procura ser tão independente, está preso à vontade e poder do Deus soberano. O homem aspira poder e autoridade, mas é Deus quem dá ambos àqueles a quem lhe agrada. "Porque nem do oriente, nem do ocidente, nem do deserto vem a exaltação. Mas Deus é o Juiz: a um abate, e a outro exalta" (Sl. 75:6-7). Tudo o que o homem faz é dependente do poder de Deus. O homem não pode fazer nada sem Deus. "Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois assim dá ele aos seus amados o sono. Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre o seu galardão" (Sl. 127:1-3). O homem pode procurar edificar uma casa, mas se Deus não a edificar, será impossível para o homem fazê-lo. A sentinela pode tentar guardar a cidade, mas se Deus não a guardar, toda a vigia será em vão. Se o homem dorme em paz, é porque o Senhor lhe dá o sono. Mesmo nossos filhos são-nos dados pela obra maravilhosa do poder de Deus. Sim, todas as questões da vida do homem estão sob o controle e direção de Deus.
Não, o Deus dos Salmos não é um deus fraco e impotente. Ele não é um deus que deve contornar a vontade e o caminho do homem. Ele é o Deus soberano, que tem todas as coisas em suas mãos. Ele é o Rei glorioso que criou, sustenta e governa o mundo. Assim, com o salmista devemos louvar ao Senhor cantando: "Porque eu conheço que o SENHOR é grande e que o nosso Senhor está acima de todos os deuses. Tudo o que o SENHOR quis, fez, nos céus e na terra, nos mares e em todos os abismos" (Sl. 135:5-6).

O Salvador Soberano

Visto que Deus é o Rei soberano sobre todo o mundo, devemos reconhecer também que ele é o Salvador soberano. Quão inconsistente seria se reconhecemos Deus como sendo o grande Rei, mas recusamos reconhecê-lo como o Salvador que salva o seu povo pela graça soberana somente. Essas duas coisas não podem ser separadas. Se Deus não é o Salvador soberano, então não pode ser o Rei Soberano. Os Salmos, contudo, deixam bem claro que Deus é de fato o Salvador soberano. O Salvador É o Rei soberano. O Salvador é o grande Deus que criou todas as coisas e que sustenta e governa todas as coisas. Assim, o salmista declara: "Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do SENHOR que fez o céu e a terra" (Sl. 121:1-2). O povo de Deus encontra o seu auxílio no Salvador que criou o mundo. O poder da salvação é o poder do Criador soberano.
Portanto, Deus é louvado nos Salmos como o grande e poderoso Salvador que livra de todo inimigo. Todo cristão verdadeiro se regozija com o salmista quando ele canta: "Eu te amarei, ó SENHOR, fortaleza minha. O SENHOR é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio" (Sl. 18:1-2). Todas essas expressões retratam Deus como um Salvador poderoso e forte. Ele é como uma grande rocha inamovível. Ele é um lugar forte, um alto refúgio. O Salvador é o escudo que protege seu povo de todo inimigo. Nada pode irromper as defesas com as quais Deus rodeou o seu povo. Os salmistas consideravam Deus como sendo tão soberano na salvação que confiavam nele completamente. Assim, o salmista declara: "O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?" (Sl. 27:1).
Essa confiança no Salvador soberano é expressa não somente por meio de louvor, mas também de oração. Os Salmos estão cheios de oração nas quais Deus é invocado para socorro e salvação. Lemos: "Das profundezas a ti clamo, ó SENHOR. Senhor, escuta a minha voz; sejam os teus ouvidos atentos à voz das minhas súplicas. Se tu, SENHOR, observares as iniqüidades, Senhor, quem subsistirá? Mas contigo está o perdão, para que sejas temido. Aguardo ao SENHOR; a minha alma o aguarda, e espero na sua palavra" (Sl. 130:1-5). Os salmistas eram pecadores, assim como todos do povo de Deus. Eles sabiam também que, se Deus considerasse os seus pecados, não permaneceriam de pé. Mas pela fé estavam confiantes que Deus poderia e os salvaria. Eles esperavam no Salvador soberano. Não buscavam salvação neles mesmos. Não confiavam na vontade ou obras deles. Nem se voltavam para outros em busca de socorro. A esperança certa deles estava fixada sobre Deus somente. Eles conheciam apenas um Salvador, e esse Salvador era Deus Jeová. "A minha alma espera somente em Deus; dele vem a minha salvação. Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha defesa; não serei grandemente abalado" (Sl. 62:1-2).

A Graça Soberana de Deus

A salvação é a obra da graça de Deus somente. É a obra da graça SOBERANA de Deus. Os salmistas não conheciam uma graça que deve ser conquistada pelo homem ou aceita por sua vontade. A salvação não é condicionada ao que o homem faz, mas é baseada totalmente na fidelidade do Deus do pacto. O povo de Deus é salvo somente porque Deus estabeleceu seu pacto com eles e prometeu salvá-los. Assim, o povo de Deus se regozija e canta: "As benignidades do SENHOR cantarei perpetuamente; com a minha boca manifestarei a tua fidelidade de geração em geração. Pois disse eu: A tua benignidade será edificada para sempre; tu confirmarás a tua fidelidade até nos céus, dizendo: Fiz uma aliança com o meu escolhido, e jurei ao meu servo Davi" (Sl. 89:1-3). A fidelidade pactual de Deus nunca falhará. Mesmo quando o povo de Deus viola o pacto, Deus permanece fiel. Ele os salva a despeito da sua infidelidade, através da Semente prometida. Ele promete: "A minha benignidade lhe conservarei eu para sempre, e a minha aliança lhe será firme. E conservarei para sempre a sua semente, e o seu trono como os dias do céu. Se os seus filhos deixarem a minha lei, e não andarem nos meus juízos. Se profanarem os meus preceitos, e não guardarem os meus mandamentos. Então visitarei a sua transgressão com a vara, e a sua iniqüidade com açoites. Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade. Não quebrarei a minha aliança, não alterarei o que saiu dos meus lábios" (Sl. 89:28-34).
É o Salvador soberano, portanto, que regenera, converte, justifica, santifica, preserva e glorifica o seu povo. Essa era a convicção do Rei Davi, como demonstrado pelo Salmo 51. A quem Davi se voltou no meio de seus grandes pecados? Ele achou conforto no fato que fez algo para a salvação? NÃO! Ele orou: "Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias" (Sl. 51:1). Ele implorou a misericórdia de Deus. Ele não olhou para si mesmo, pois reconheceu "eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe" (Sl. 51:5). Ele era um pecador. Como poderia salvar a si mesmo? Assim, ele busca salvação na graça soberana. Deus deve "criar" "um coração puro" e "renovar um espírito reto" nele. Somente Deus pode "restaurar" a ele "a alegria da salvação," e sustentá-lo com o seu Espírito. Se haveria de ser limpo, Deus deve "purificá-lo" com hissope e "lavá-lo", para que se tornasse mais branco do que a neve. Ele sabia que sua salvação é obra somente de Deus e, portanto, declara: "Ó Deus, Deus da minha salvação" (Sl. 51:14). Encontramos isso por todos os Salmos. No meio do pecado, os salmistas confiavam na graça soberana de Deus. Pois tudo da vida do crente é dirigido e controlado por Deus e sua graça, até que finalmente ele lhe dê a salvação completa. Assim, todos os crentes podem dizer: "Guiar-me-ás com o teu conselho, e depois me receberás na glória" (Sl. 73:24).
Além do mais, os Salmos nos ensinam que a salvação não é dependente da escolha do homem, mas da escolha soberana de Deus. O fator determinador na salvação é vontade de Deus. Os salmistas falam da eleição de Deus em muitos lugares. "Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança" (Sl. 33:12). No conselho eterno e imutável de Deus, ele escolheu alguns para serem seu povo, a quem salva. "Porque o SENHOR escolheu para si a Jacó, e a Israel para seu próprio tesouro" (Sl. 135:4). Ele não salva todos. Deus nunca pretendeu salvar todo o mundo.
Ele salva somente aqueles a quem escolheu. Deus tem apenas um povo, que é seu "próprio tesouro". Todos os outros não sabem nada sobre salvação. É sobre o seu povo escolhido somente que ele concede sua misericórdia, graça e amor. Ele tem somente ira pelos ímpios. Assim, o salmista fala de reprovação quando diz de Deus: "Odeias a todos os que praticam a maldade" (Sl. 5:5). "O SENHOR prova o justo; porém ao ímpio e ao que ama a violência odeia a sua alma" (Sl. 11:5).
A predestinação soberana de Deus foi manifesta por toda a antiga dispensação pelo fato que Deus deu sua Palavra somente ao seu povo. "Mostra a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e os seus juízos a Israel. Não fez assim a nenhuma outra nação; e quanto aos seus juízos, não os conhecem. Louvai ao SENHOR" (Sl. 147:19-20).

A Soberania De Deus Sobre O Ímpio

Bem ligado à soberania de Deus na salvação está a soberania de Deus sobre os ímpios. Deus sempre salva o seu povo por meio do julgamento dos ímpios. O povo de Deus precisa ser salvo dos seus inimigos. Em muitos lugares os salmistas oram pela destruição dos seus inimigos. Em Sl. 68 lemos: "Levante-se Deus, e sejam dissipados os seus inimigos; fugirão de diante dele os que o odeiam. Como se impele a fumaça, assim tu os impeles; assim como a cera se derrete diante do fogo, assim pereçam os ímpios diante de Deus" (Sl. 68:1-2). Algumas vezes uma linguagem muito forte é usada. "O Deus, quebra-lhes os dentes nas suas bocas; arranca, SENHOR, os queixais aos filhos dos leões" (Sl. 58:6).
A base para tais orações pode ser somente a soberania de Deus. O poder onipotente de Deus controla até mesmos os ímpios por causa do povo de Deus e sua salvação. "[Deus] não permitiu a ninguém que os [o povo de Deus] oprimisse, e por amor deles repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas" (Sl. 105:14-15). Embora os ímpios tentem destruir o povo de Deus e a causa da Verdade, Deus os detém por seu poder e não permitirá que façam nada que ele não tenha determinado. "O SENHOR desfaz o conselho dos gentios, quebranta os intentos dos povos" (Sl. 33:10). Embora "os gentios se amotinem … e os reis da terra se levantam e os governos consultam juntamente contra o SENHOR e contra o seu ungido … Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles" (Sl. 2:1-4). Deus usa todos os atos perversos dos ímpios para avançar a causa do seu reino. Mesmo a rebelião deles serve ao Senhor.
Todavia, por causa do seu povo, o Senhor destrói o ímpio. Isso é mais evidente na destruição do Egito. O salmista louva a Deus pela destruição dos inimigos do povo de Deus quando declara: "O que feriu os primogênitos do Egito, desde os homens até os animais; o que enviou sinais e prodígios no meio de ti, ó Egito, contra Faraó e contra os seus servos" (Sl. 135:8-9). Não somente o Egito, mas também outras nações pagãs foram destruídas por causa do povo de Deus. "O que feriu muitas nações, e matou poderosos reis: A Siom, rei dos amorreus, e a Ogue, rei de Basã, e a todos os reinos de Canaã. E deu a sua terra em herança, em herança a Israel, seu povo" (Sl. 135:10-12). Assim, o povo de Deus foi salvo por meio da destruição dos ímpios pelo poder soberano de Deus. Portanto, com o salmista todos do povo de Deus devem louvar a Deus e dizer: "Em Deus faremos proezas, pois ele calcará aos pés os nossos inimigos" (Sl. 108:13). Porque Deus é soberano sobre os ímpios, a salvação do povo de Deus é absolutamente certa. Louvai ao Senhor. Ele é o Salvador soberano.

O Conforto da Soberania de Deus

De tudo o que temos mostrado até aqui, deveria estar claro que vários temas da soberania de Deus percorrem todos os Salmos, como fios de ouro. Eles estão por toda parte. Se você arrancasse esses fios removendo a doutrina da soberania de Deus, descosturaria o Saltério inteiro. Pois não existe nenhum Salmo que não se refira à soberania de Deus de uma forma ou outra. É impossível encontrar um único Salmo que ignore essa doutrina. A maravilha do livro de Salmos, contudo, é que a grande maioria dos Salmos não menciona simplesmente a soberania de Deus: eles enfatizam-na! Um estudo cuidadoso dos Salmos indica que 90% deles devotam pelo menos 50% do seu conteúdo a essa doutrina. Pense nisso! Metade do conteúdo de cento e trinta e seis (136) Salmos lida com os temas da soberania de Deus. Além do mais, um terço dos Salmos são inteiramente devotados a esses temas. Isso é impressionante! Demonstra conclusivamente que a soberania de Deus é o tema central do livro de Salmos. Esse livro exalta ENFATICAMENTE Deus como o Deus soberano. Portanto, se o cristão haverá de ser fiel ao Senhor que inspirou esses Salmos, ele não deve apenas crer, mas também enfatizar a soberania de Deus.
Esse fato pode ser adicionalmente demonstrado pela forma com a qual os salmistas lidam com essa doutrina. Eles não tratam a doutrina da soberania de Deus de uma maneira fria e abstrata. A beleza desse livro de louvor é que a soberania de Deus é de fato o CORAÇÃO e a ALMA dos Salmos. Os salmistas amam essa doutrina. Era-lhes preciosa. Eles encontraram grande conforto no fato que Deus controla e opera todas as coisas para a salvação deles. Eles não tinham nada a temer. Mesmo no meio da tribulação, os salmistas tinham paz e contentamento. Essa é a experiência de todos aqueles que confiam no Deus soberano. Eles podem dizer: "O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei?" (Sl. 27:1). O povo de Deus não tem nada a temer porque o Deus soberano é o Salvador deles; ele mantém a própria vida do seu povo em suas mãos, e ninguém pode tocar nessa vida à parte da sua determinação. O motivo é que o controle soberano de Deus se estende a tudo da criação. Não existem criaturas que possam retirar de Deus o seu povo. Assim, os cristãos cantam juntos: "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza" (Sl. 46:1-3).
A doutrina da soberania de Deus, portanto, dá ao crente uma alegria maravilhosa. Ele é feliz porque sabe que está seguro nos braços eternos de Deus. O Rei Davi falou dessa alegria quando exclamou: "O rei se alegra em tua força, SENHOR; e na tua salvação grandemente se regozija" (Sl. 21:1). A grande força do Senhor é a base da alegria cristã. Que alegria os filhos de Deus poderiam ter, se Deus fosse um deus impotente e fraco, que não tem nenhum poder soberano para salvá-los? Nenhuma! O cristão se regozija porque Deus não está apenas disposto, mas é também capaz de salvá-los. Assim, o salmista ora: "Porém alegrem-se todos os que confiam em ti; exultem eternamente, porquanto tu os defendes; e em ti se gloriem os que amam o teu nome" (Sl. 51:1).

O Louvor da Soberania de Deus

Essa alegria que o crente experimenta produz naturalmente uma gratidão que louva a Deus por sua grandeza. Assim, encontramos louvores por todos os Salmos. Na verdade, os livros de Salmos é um livro de louvor precisamente porque seu tema é aquele da soberania de Deus. É a soberania de Deus que é louvada. Porque Deus salva o seu povo e livra-os dos seus inimigos por seu poder soberano, os crentes cantam a sua grandeza. A soberania de Deus e o louvor são inseparáveis. O salmista diz: "Grande é o SENHOR, e muito digno de louvor, e a sua grandeza inescrutável" (Sl. 145:3). Porque o Senhor é grande, ele deve ser grandemente louvado. O povo de Deus era exortado: "Batei palmas, todos os povos; aclamai a Deus com voz de triunfo" (Sl. 47:1). Qual poderia ser a razão para tais aclamações de louvor? A resposta – "Porque o SENHOR Altíssimo é tremendo, e Rei grande sobre toda a terra … pois Deus é o Rei de toda a terra, cantai louvores com inteligência" (Sl. 47:2, 8). Alguém que não crê na soberania de Deus não tem base, seja qual for, para louvar a Deus.
Deus revela a si mesmo e a sua grandeza ao seu povo por meio de suas obras. Por todos os Salmos, portanto, os salmistas louvam a Deus por essas maravilhosas obras. Porque a soberania de Deus é exibida em suas obras, o salmista diz: "Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem" (Sl. 139:14). Aqui o ato soberano da criação é louvado. Fomos assombrosa e maravilhosamente feitos. Contudo, os salmistas louvam a Deus por todos os seus atos poderosos. Na realidade, os crentes de uma geração a outra devem continuamente louvar a Deus por suas obras soberanas. "Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciarão as tuas proezas. Falarei da magnificência gloriosa da tua majestade e das tuas obras maravilhosas. E se falará da força dos teus feitos terríveis; e contarei a tua grandeza" (Sl. 145:4-6).
O que é verdadeiro das obras de Deus em geral, é especialmente verdadeiro de sua obra de salvação. O crente louva a Deus por todas as suas obras no que concerte à sua própria salvação. Ele o louva porque opera soberanamente todas as coisas para a sua salvação. Assim, a Igreja canta: "Cantai ao SENHOR um cântico novo, porque fez maravilhas; a sua destra e o seu braço santo lhe alcançaram a salvação. O SENHOR fez notória a sua salvação, manifestou a sua justiça perante os olhos dos gentios. Lembrou-se da sua benignidade e da sua verdade para com a casa de Israel; todas as extremidades da terra viram a salvação do nosso Deus" (Sl. 98:1-3). O povo de Deus louva-o porquê reconhecem que sua salvação é o resultado da poderosa destra e o braço santo do Senhor. A salvação é o resultado das coisas maravilhosas que Deus tem feito. Além disso, o crente sabe que sua salvação remete à eleição eterna de Deus. Portanto, ele louva a Deus por sua vontade soberana que o escolheu para salvação. "Louvai ao SENHOR, porque o SENHOR é bom; cantai louvores ao seu nome, porque é agradável. Porque o SENHOR escolheu para si a Jacó, e a Israel para seu próprio tesouro" (Sl. 135:3-4).

A Proclamação da Soberania de Deus

A doutrina da soberania de Deus é uma Verdade maravilhosa que o santo não pode guardar para si. Ele explode em louvor a Deus, mas também fala da soberania de Deus aos outros. O salmista declara: "Louvai ao SENHOR, e invocai o seu nome; fazei conhecidas as suas obras entre os povos. Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; falai de todas as suas maravilhas" (Sl. 105:1-2). O povo de Deus faz conhecidos os grandes feitos de Deus e suas maravilhosas obras. Eles falam um com o outro. De fato, os pais cristãos devem cuidar para que seus filhos digam: "O Deus, nós ouvimos com os nossos ouvidos, e nossos pais nos têm contado a obra que fizeste em seus dias, nos tempos da antiguidade. Como expulsaste os gentios com a tua mão e os plantaste a eles; como afligiste os povos e os derrubaste. Pois não conquistaram a terra pela sua espada, nem o seu braço os salvou, mas a tua destra e o teu braço, e a luz da tua face, porquanto te agradaste deles. Tu és o meu Rei, ó Deus; ordena salvações para Jacó" (Sl. 44:1-4)
Essa verdade não é algo que a Igreja "crê", mas não promove e proclama. Os verdadeiros cristãos não a ocultam. Não temem a doutrina da soberania de Deus. Assim, o povo de Deus deve declarar a soberania de Deus mesmo aos pagãos. O povo de Deus é admoestado: "Anunciai entre as nações a sua glória; entre todos os povos as suas maravilhas. Porque grande é o SENHOR, e digno de louvor, mais temível do que todos os deuses. Dizei entre os gentios que o SENHOR reina. O mundo também se firmará para que se não abale …" (Sl. 96:3-4, 10). O cristão deve declarar as maravilhas gloriosas de Deus mesmo ao incrédulo. A mensagem que é proclamada ao não-convertido é a mensagem da soberania de Deus. A mensagem que é proclamada ao inconverso é a mensagem da soberania de Deus. O incrédulo não deve pensar que a salvação depende da sua vontade. Deve ser informado que "o SENHOR reina" em todo o mundo e especialmente na salvação. De fato, o povo de Deus deve fazer essa proclamação uma parte de sua vida diária. Eles devem continuamente mostrar as maravilhas de Deus. Pois o salmista diz: "Cantai ao SENHOR, bendizei o seu nome; anunciai a sua salvação de dia em dia" (Sl. 96:2). A soberania de Deus é um tema central da experiência cristã, que devemos lembrar e falar sobre regularmente.
Certamente alguém que se ajoelha diante da autoridade da Palavra de Deus, reconhece que o cristão não deve apenas crer na soberania de Deus, mas deve enfatizá-la também. É o coração e alma dos Salmos e, portanto, deve ser o coração e alma da fé do crente. A pessoa que enfatiza essa Verdade gloriosa NÃO é alguém unilateral. Antes, aqueles que não enfatizam essa doutrina são culpados de distorcer a Verdade do evangelho. A doutrina da soberania de Deus pode ser encontrada em cada página dos Salmos. Sim, em cada página da Sagrada Escritura. Ela é o conforto e alegria do crente, a base para a sua ação de graças e o louvor a Deus, e é a Verdade que deve ser proclamada na igreja e no mundo. De fato, "O SENHOR É DEUS …" (Sl. 100:3). Que esse seja o cerne de sua fé, para que possa dizer com o salmista que fecha o livro inteiro de Salmos com as palavras: "Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do SEU PODER. Louvai-o pelos seus ATOS PODEROSOS; louvai-o conforme a EXCELÊNCIA DA SUA GRANDEZA … Tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR. LOUVAI AO SENHOR" (Sl. 150:1-2, 6).