sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dilma adia legalização de terreiros de umbanda para evitar crise com evangélicos e católicos

Disposta a evitar novos atritos com evangélicos e a Igreja Católica em ano eleitoral, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência, mandou a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial adiar o anúncio do Plano Nacional de Proteção à Liberdade Religiosa que legaliza os terreiros de umbanda e candomblé. Desde o ano passado, Dilma tem feito esforços para se aproximar de católicos e evangélicos.

O plano, que prevê a legalização fundiária dos imóveis ocupados por terreiros de umbanda e candomblé e até o tombamento de casas de culto, seria lançado na quarta-feira, 20, mas na última hora o governo segurou a divulgação, sob o argumento de que era preciso revisar aspectos jurídicos do texto.

O adiamento ocorre na esteira da polêmica envolvendo o Programa Nacional de Direitos Humanos, que pôs o Palácio do Planalto numa enrascada política, provocando crise dentro e fora do governo. Temas controversos, como descriminação do aborto, união civil de pessoas do mesmo sexo e proibição do uso de símbolos religiosos em repartições públicas, foram alvo de fortes críticas, principalmente por parte da Igreja.

Na avaliação do Planalto, é preciso evitar novos embates que possam criar "ruídos de comunicação" e prejudicar a campanha de Dilma. Desde o ano passado, a ministra tem feito todos os esforços para se aproximar tanto de católicos quanto de evangélicos e já percorreu vários templos religiosos.

"O programa de promoção de políticas públicas para as comunidades tradicionais de terreiro já estava adequado, mas, como é um plano de governo, precisa ser pactuado para não haver constrangimentos", afirmou o ministro-chefe da Secretaria da Igualdade Racial, Edson Santos.

Apesar de dizer que nunca é demais dar "outra passada de olhos" no texto, para maior observância à Constituição e ao Código Penal, Santos não escondeu a decepção com a ordem para suspender o anúncio do plano, que seria feito justamente na véspera do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, comemorado ontem.

"Espero que possamos lançá-lo o mais rapidamente possível", disse o ministro, diante de uma plateia de praticantes de umbanda e candomblé, que se reuniram no Salão Negro do Ministério da Justiça. "Somos um Estado laico, mas não seremos neutros e cegos diante das injustiças e do racismo."

Reação

A informação sobre o adiamento do programa pegou de surpresa as comunidades de terreiro. Muitas mães e pais de santo viajaram de longe para assistir à cerimônia e só souberam na hora que haveria ali apenas um debate.

"Quando o governo chega na encruzilhada e tem de tomar uma decisão, recua. Será medo? Acho que sim", protestou Valdina Pinto de Oliveira, do terreiro Tanuri Junsara, de Salvador (BA). Ela foi além e conclamou a comunidade do candomblé a pensar bem em quem vai votar nas eleições de outubro.

"Está na hora de irmos para o campo político e de educar os nossos para saber quem vamos eleger", insistiu Valdina, sob aplausos. "A gente viu o que aconteceu com o Estatuto da Igualdade Racial e o que está acontecendo com esse plano. Por que para negro e índio não tem terra? Precisamos acabar com esse vírus do racismo."

Coordenador das reuniões realizadas para a confecção do plano, o subsecretário de Políticas para Comunidades Tradicionais, Alexandro Reis, tentou contornar o desapontamento geral. "A preocupação do governo é que determinados setores, por motivos eleitorais, utilizem o plano de proteção à liberdade religiosa como algo negativo", contou. Reis admitiu que o texto "precisa ser pactuado com evangélicos e católicos" para não ser contaminado pelo ambiente político de 2010. Disse, no entanto, que os terreiros não podem participar dessa briga. "Estamos tratando de um segmento que tem sido demonizado, mas não vamos violar direitos de ninguém", argumentou. Depois, garantiu que o governo continuará o mapeamento dos terreiros para nortear as políticas públicas.

Embora a Secretaria da Igualdade Racial tenha informado que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é solidária ao plano, a Pastoral Afro-Brasileira assegurou não ter sido consultada sobre seu conteúdo. Atualmente, apenas seis dos cerca de 10 mil terreiros são tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Para o pastor Ronaldo Fonseca, presidente do Conselho Político da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, o Estado não deve gastar dinheiro com tombamento de templos. "O governo está se envolvendo em polêmicas desnecessárias", comentou. "Não existe guerra santa aqui e não é inteligente o Estado se preocupar com símbolos religiosos, tombamentos e união de homossexuais. Isso é coisa de marxista."

PROGRAMA DE POLÊMICAS

21/12/2009
Governo lança a terceira edição do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)

22/12/2009
Contrário à criação de uma Comissão da Verdade, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e os comandantes das três forças militares pedem demissão. O presidente Lula faz um acordo: não reescreve o texto, mas garante que as propostas não afrontarão as Forças Armadas. O ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, ameaça entregar o cargo caso o programa seja alterado para permitir a punição a militantes da esquerda

8/1/2010
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e a senadora Kátia Abreu protestam contra as mudanças na questão da reintegração de posse, que prevê uma câmara de conciliação. A Igreja Católica também protestou. Neste caso contra a proibição de símbolos religiosos em locais públicos e a descriminação do aborto

13/1/2010
O presidente Lula manteve a Comissão da Verdade, mas retirou o trecho que previa o exame de delitos da "repressão política"

14/1/2010
Embora tenha cogitado fazer alterações nos itens da descriminação do aborto e da mudança nas regras para desocupações de áreas invadidas, Lula resistiu e não mudou esses pontos

Fonte: Estadão

O alimento dos lucros


Consumo de comida kasher também por não judeus em busca de produtos saudáveis dinamiza certificadoras

Por Elisa Corrêa
A dieta dos judeus ortodoxos é cheia de restrições. Carne e laticínios nunca estão juntos na mesma refeição, carne de porco e animais marinhos que se alimentam de detritos (como camarão, polvo e lula) são proibidos. Animais considerados puros e próprios para o consumo não podem sofrer antes de morrer e, depois de abatidos, devem ter o sangue drenado. Limitações que são oportunidades para empresas que produzem alimentos kasher (ou kosher), preparados de acordo com o livro sagrado dos judeus, a Torá.

“Os produtos kasher são procurados por judeus ortodoxos e também por adventistas, vegetarianos, pessoas com intolerância à lactose e muçulmanos. Além de atrair judeus não religiosos e o público que associa o selo kasher à higiene e rigor na qualidade”
EZRA DAYAN, diretor da BDK

O selo kasher é concedido por certificadoras que analisam e autorizam produtos para o consumo da comunidade judaica. “Verificamos os insumos e a cadeia produtiva. Às vezes, a empresa precisa mudar o fornecedor de um ingrediente ou alterar alguma etapa da limpeza”, diz o rabino Ezra Dayan, diretor da certificadora BDK. O processo leva de um a dois meses. “Primeiro entregamos ao empresário um formulário, com questões sobre a produção. A seguir visitamos a fábrica e pesquisamos a origem das matérias-primas”. O produto aprovado recebe o selo kasher, válido por um ano, e a certificadora faz visitas periódicas para saber se a empresa continua respeitando as normas.

Em cinco anos de existência, a BDK certificou mais de dois mil produtos. “Geralmente quem nos procura quer exportar. Para as pequenas empresas, os consumidores judeus podem representar um aumento significativo nas vendas”, diz o rabino. Nos Estados Unidos, as vendas de produtos certificados atingiram US$ 12,5 bilhões em 2008, 64% acima do total de 2003. As compras motivadas pela religião são 14% do total e o restante escolhe alimentos kasher por considerá-los mais saudáveis.

VINHO E FEIJOADA
 Divulgação
Ana Manoel Gonçalves não é judia, mas desde 1972 é proprietária da Casa Zilana, um empório que é referência para os judeus de São Paulo. “Minhas clientes chegam aqui e contam que os filhos estão seguindo a religião e só querem comer kasher. Elas passam a comprar produtos certificados para que os filhos continuem comendo em casa”, afirma Ana. As prateleiras da Casa Zilana estão cheias de vinhos, sopas e gelatinas, pães e biscoitos, molho de tomate e até produtos para feijoada certificados. Todos mais caros que os convencionais. O queijo minas kasher sai por R$ 24,50 o quilo, enquanto o normal varia de R$ 12,98 a R$ 17. Um pote de 110 gramas de iogurte certificado custa R$ 1,80 contra R$ 1,20 do comum, de 200 gramas. “Meus clientes são 90% judeus e, desses, 40% seguem a dieta kasher e só compram com o selo”, afirma Ana, que no último Pessach, a Páscoa judaica, vendeu oito mil quilos de matzá, o pão ázimo. “Todo ano as vendas crescem um pouco, é um mercado em expansão”.

KUALA LUMPUR QUER
Daniela Toviansky
100% KASHER Celina chega a vender 600 fatias por dia do seu bolo certificado: “Hoje vejo que essa demanda não pode ser ignorada”
Celina Dias, proprietária da confeitaria O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, apostou no selo por sugestão de um cliente. Em março, o bolo de chocolate que produz passou a ser 100% kasher. Apesar dos R$ 3 mil gastos com a certificação, os preços não foram alterados - o bolo pequeno custa R$ 62, o grande, R$ 89 e a fatia, R$ 7,90. A aposta foi na conquista de novos clientes. “No começo, pensei se valeria mesmo a pena. Hoje vejo que essa demanda não pode ser ignorada”. Para atender clientes ortodoxos que preferem usar apenas produtos descartáveis, Celina investiu em copos, pratos e talheres plásticos. Também criou uma etiqueta com a expressão hebraica Mazal Tov, que significa “boa sorte” e pode ser anexada às embalagens para viagem. “Chegamos a vender até 600 fatias por dia”, diz Celina, que já tem três lojas em São Paulo e recebeu 14 pedidos de franquias. “As pessoas escrevem dizendo que querem abrir uma unidade em Los Angeles, em Kuala Lumpur”.

GELÉIA CERTIFICADA
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“O selo kasher é um atrativo a mais para o produto. E, para a exportação, é fundamental. Se você diz que não é certificado, perde uma parcela grande de consumidores”, afirma Eduardo Magli, um dos sócios da Homemade, pequena empresa de Itupeva, interior paulista, que produz geléias kasher desde 2004. Com o selo, a empresa conquistou as prateleiras de mercados importantes, como a rede Pão de Açúcar e a Casa Santa Luzia, em São Paulo. A Homemade produz 450 toneladas de geléia por mês e, no ano passado, cresceu 12% em relação a 2007. “Vejo o selo kasher como um certificado de qualidade. Só consegue o selo a empresa que tiver boas práticas de higiene”.

MCLANCHE KASHER O menu instituído em 2007 em São Paulo dinamizou as vendas
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>>> 200% foi o quanto cresceu o faturamento dominical da loja paulistana da rede McDonald’s que ofereceu só lanches kasher

>>> 4.500 pessoas consumiram itens variados do Menu Kasher, criado pela rede de fast food

>>> 7.000 sanduíches vendidos foi o número final em 26 de abril, data da edição mais recente da promoção

>>> 4 domingos seguidos foram dedicados exclusivamente ao cardápio restrito a itens kasher em São Paulo. A rede americana opera restaurantes kasher em Israel e Buenos Aires

>>> 6 tipos diferentes de lanche fazem parte do Menu Kasher: Big Mac, Quarteirão, McNífico (sem bacon), Hambúrguer, McFritas, e McLanche Feliz

5 EMPRESAS QUE JÁ APOSTARAM A cada dia novos produtos kasher chegam ao mercado
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1> SUPERMERCADO

Em setembro, o Super K - Market & Deli abriu as portas em São Paulo com mais de dois mil produtos kasher
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2> BOMBONS

A Cau, marca de chocolates finos e artesanais criada em 2007, tem uma linha especial de bombons certificados
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3> PALMITO

O palmito pupunha da empresa São Cassiano, produzido em Jaú, interior paulista, ganhou o selo kasher em 2008
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4> SUSHI

No Café Med, restaurante paulistano que segue os preceitos judaicos, dá para comer sushi preparado com ingredientes certificados

Para refletir...

O Grande Perito

"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e  mais  cortante do que qualquer espada  de  dois  gumes,  e  penetra  até  a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é  apta para  discernir  os  pensamentos  e  intenções  do  coração" (Hebreus 4:12).

Uma pequena fábrica  teve  que  interromper  suas  operações quando uma peça vital de seu maquinário quebrou. O  mecânico da empresa não conseguiu resolver o  problema  e  precisaram chamar um perito. Ele examinou a máquina por alguns momentos e, então, pegou um pequeno martelo e bateu na máquina em  um
determinado lugar. Tudo voltou a funcionar perfeitamente.  O perito apresentou uma conta de 100 dólares.  O  proprietário ficou furioso ao ver o valor e exigiu que  ele  apresentasse uma conta especificada.  O  perito  preencheu  a  nota  como segue: 1 dólar para bater na máquina e 99 dólares para saber onde bater.

Deus usa a Sua Palavra para nos bater  onde  precisamos  ser consertados. Às vezes sentimos dor, outras ficamos furiosos, mas o certo é  que  tudo  volta  a  funcionar  perfeitamente quando Deus opera em nossas vidas.

O que temos feito quando sentimos que as coisas não vão  bem para nós? Tentamos ajeitar a situação  por  nossas  próprias forças? Confiamos em nossa habilidade de recomeçar após  uma frustração? Rejeitamos qualquer intervenção  dAquele  que  é perito  em  fazer-nos  viver   abundantemente?    Ou    logo
paralizamos tudo e apresentamos o problema no altar de Deus, certo que Ele sabe o lugar certo e a hora certa de agir?

Muitas vezes pagamos um alto preço por buscar outras  formas de consertar as nossas vidas. Pagamos um pouco aqui, onde um amigo indicou que seria bom, pagamos outro pouco  ali,  onde um vizinho disse que seria o melhor  caminho,  e,  por  fim, verificamos que perdemos tempo e a "máquina de  nossa  vida"
continua ruim ou até pior do que antes.

O preço do perito é muito alto,  mas  Ele  resolve  qualquer problema. E, o melhor de tudo, o preço já foi pago. O Senhor Jesus pagou todo o preço na cruz do Calvário.

Não  entregue  sua  felicidade  a   mecânicos    espirituais inexperientes. Entregue-a ao grande Perito Jesus Cristo!

Fonte: www.ministeriopararefletir.com

Escala Richter só é usada em eventos menores, diz especialista

Eric Brücher Camara - BBC - 18/01/2010

Escala ultrapassada
O leitor que vem acompanhando a cobertura sobre o terremoto no Haiti pode se estar se perguntando por que às vezes se fala em "pontos na escala Richter", outras em "pontos de magnitude" e variações sobre o tema.
O fato é que a chamada "escala Richter" há décadas não é mais usada por especialistas para medir tremores de grande porte como o que aconteceu no Haiti.
"Na prática, sismólogos usam várias escalas diferentes e simplesmente reportam a 'magnitude' do evento, sem tentar explicar as complicações (por trás do cálculo)", afirmou à BBC Brasil o especialista Douglas Given, da agência norte-americana de pesquisas geológicas (USGS).

Magnitude máxima de um terremoto
Hoje em dia, os resultados apenas falam em magnitude, em uma escala aberta (não de zero a dez). No entanto, na prática é impossível - devido ao tamanho das falhas e à distância que os deslocamentos que causam o tremor podem ter - registrar-se magnitudes acima de 9,5.
Givens afirma que, tecnicamente, jamais sequer existiu uma escala Richter, mas sim um método chamado "magnitude local" (ML), desenvolvido na década de 30 pelos sismólogos Charles Richter e Beno Gutenberg para facilitar a comparação entre eventos de diferentes proporções.
A metodologia foi sendo aperfeiçoada, e Given explica que na década de 60, percebeu-se que os parâmetros usados no cálculo da ML não eram suficientes.

Magnitude Momento do tremor
Cientistas começaram então a calcular o "momento" (M0) - uma medida da energia liberada pelo terremoto no momento do tremor. Para fazer este cálculo, os sismologistas levam em consideração a área da falha e do deslocamento que causou o tremor.
Este cálculo, entretanto, também foi aperfeiçoado em 1979 por Hiroo Kanamori e Tom Hanks, que "traduziram" os resultados obtidos por M0 para o sistema ML, na época já popularizado como "escala Richter".
A nova medida que surgiu a partir dessa inovação é conhecida como "magnitude momento" (Mw).

Terremotos menores
Mas isso, segundo Givens, não significa que a "escala Richter" esteja aposentada.
"A 'escala Richter' (ML) não está morta, ela ainda é usada para eventos menores. A ML foi baseada em leituras obtidas de um tipo de instrumento que não era capaz de medir a energia de ondas mais longas produzida por eventos maiores", afirmou Given.
Por isso, a ML não é capaz de produzir resultados maiores do que 6,7.

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Para Refletir...


Eu Não Temerei!

"De modo que com plena confiança digamos: O Senhor é quem me ajuda, não temerei; que me fará o homem?" (Hebreus 13:6)

Os turcos, tendo torturado os pais de uma pequena menina armênia, diante de seus olhos, voltaram-se para a criança e disseram: "Você concorda em renunciar sua fé em Jesus, para continuar vivendo?" A menina respondeu: "Eu não deixarei o meu Salvador". "Então, será jogada aos cachorros!" Ela foi lançada para um canil de ferozes e famintos cães selvagens e deixada lá. Na manhã seguinte eles voltaram ao local e
encontraram a pequena menina de joelhos, orando, e a seu lado, o maior e mais selvagem de todos os cachorros, protegendo-a e atacando a todos os cães que tentavam se aproximar dela. Os homens fugiram apavorados, gritando: "Há um Deus aqui! Há um Deus aqui!"

Até que ponto estamos preparados para testemunhar de nossa fé? Estamos seguros de nossa decisão, por Cristo? Cremos, realmente, que não existe um outro Caminho e que no Senhor está a nossa alegria e salvação eterna?

Aquela menina, mesmo diante da possibilidade de morrer, não renunciou a Cristo. E nós? Estamos preparados para fazer o mesmo? Ou o negamos para agradar os amigos de rua? Ou o negamos para nos adaptar à forma de trabalhar de nosso chefe? Ou o negamos em nossas atitudes diante de nosso próximo?


Quando levamos objetos de nosso trabalho para casa, estamos virando as costas para Deus. Quando aceitamos mentir para ajudar o nosso patrão em suas trapalhadas, estamos negando o Senhor. Quando "colamos" nas provas da Faculdade ou de qualquer outro curso, estamos declarando que não conhecemos
a "Verdade" e, por isso, estamos envergonhando ao nosso Salvador.


O Senhor é quem nos protege e sustenta. Sem Ele nada somos e nada temos. Em qualquer situação, não temeremos.


Seja um verdadeiro cristão. Não tenha medo!

Fonte: Escuro Iluminado

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Pastor Presidente da Assembleia de Deus se converte ao Islamismo

Muitos fatos marcaram a permanência do Pastor João de Deus Cabral a frente da Assembleia de Deus de Madureira na Paraíba. Presidente da Igreja na Paraíba e Secretário Nacional da Igreja no Brasil durante 15 anos, não foram suficientes para ser arrebatado ao Islamismo e servir ao Deus Allah.

A revelação foi feita por João de Deus Cabral durante a madrugada deste sábado ao Programa Sales Dantas na TV Litoral/TV Diário. João de Deus agora tem como principal objetivo de sua vida será servir a Alá e construir uma mesquita nos próximos meses na Paraíba.

João de Deus revelou que durante muito tempo servindo na Assembleia de Deus e proferindo palestras pelo Brasil, sempre era indagado sobre o significado do Natal, sobre a Santa Trindade. Essa busca e interrogações levaram a um estudo interno e a busca pela verdade. Viajou por vários países e chegou a conclusão após 5 anos que não existe a Santa Trindade e que o natal não representava o nascimento de Cristo. Para João de Deus, nome de batismo mesmo, essas datas foram criadas por um imperador de Roma, como forma de estabelecer uma data única que comemorasse dia 25 de dezembro o dia do Deus Sol, mudando logo após para chamarem de nascimento de Cristo, o sol da justiça.

O ex-pastor da Assembleia de Deus na Paraíba agora se diz agora muçulmano porque não é contra os Profetas Abraão, Jacó, Isaac, Ismael, Moisés ou Jesus (que a paz esteja com todos eles), mas porque vai procurar seguir os ensinamentos recebidos por eles revelados pelo nosso Único Deus, o Altíssimo.

- Sou muçulmano não por imposição ou submissão a qualquer lei humana, mas porque aprendi a submeter-me voluntariamente a vontade de um Deus amoroso, que embora não seja meu pai, age muitas vezes como tal admoestando-me através de suas palavras presentes em seu Alcorão. Pois Ele é Clemente e Misericordioso. Não porque eu é que seja superior a ele, mas porque Allah é muito superior a nós dois. Allah hu Akbah! (Deus é Maior!). – diz o ex-pastor.

João de Deus aproveitou para convidar a todos para uma palestra Palestra sobre a Fé e Crenças Islâmicas, que será realizada no próximo dia 30 do mês em curso, no Auditório do Hotel Xênius, localizado na Praia de Cabo Branco, que será proferida pelo Sheikh Mabrouk El Sawy Said, dirigente do Centro Islâmico do Recife.

Fonte: Click PB e Gospel +

Bênçãos Ainda Maiores

"Ao que lhe disse Jesus: Porque te disse: Vi-te  debaixo  da
figueira, crês? coisas maiores do  que  estas  verás"  (João
1:50).

Até onde vai a nossa fé? Estamos  cientes  de  que  "tudo  é
possível  ao  que  crê"?  Por  mais  que  estejamos    sendo
abençoados, Cristo sempre terá bênçãos  ainda  maiores  para
nos dar.

Autor: Paulo Barbosa
 

A estratégia de ser servo

Jesus Cristo como líder iniciou um empreendimento sem recursos, pessoas ou tecnologia, numa época dominada pelo Império Romano, que detinha recursos, exércitos e armas. Além disso, ele teve a ousadia de escolher uma equipe sem preparo, desenvolvê-la num curto espaço de tempo e confiar o empreendimento para que essa equipe continuasse por muitos séculos. Jesus tinha a certeza de que o seu estilo de liderança produziria resultados. No entanto, sua maior marca foi fazer tudo sendo um líder-servo.
As bases de Jesus para a vida e a liderança
Em seu primeiro discurso, Jesus mostrou que se os líderes não tiverem princípios sólidos para a vida dificilmente conseguirão ter uma liderança sólida. Ele enfatizou:

Líderes que são pobres de espírito sabem como agir. Líderes que são pobres de espírito em relação à dominação, controle e manipulação, conseguem ter riqueza na atitude de servir.

Líderes sensíveis conseguem chorar, e sensibilizam outros. Líderes que conseguem expressar seus sentimentos envolvem os seus liderados na missão.

Líderes humildes adquirem capacidade de liderar por longo prazo. Líderes que eliminam a arrogância da sua liderança cometem menos desastres, ferem menos pessoas e alcançam maiores resultados.

Líderes justos alcançam resultados duradouros. Líderes conseguem servir às pessoas quando tem um senso de justiça afinado.

Líderes misericordiosos recebem misericórdia. A misericórdia aliada ao senso de justiça de um líder faz com que os parâmetros de serviço se tornem transparentes e não interesseiros.

Líderes puros veem a verdade concretizada. Líderes comprometidos com a verdade normalmente conseguem servir quando têm um coração puro. O coração puro é fruto daquilo que o líder tem interiormente.

Líderes pacificadores têm sua autoridade reconhecida. Os pacificadores são reconhecidos como aqueles que podem intervir numa causa para alcançar resultados melhores.

Líderes perseguidos recebem recompensa. Na grande maioria dos casos, a perseguição é fruto da disposição do líder de “pagar o preço”, e serve como uma recompensa interior de que ele está no caminho certo, servindo a uma causa ou a um grupo de pessoas.

Todo o estilo de liderança de Jesus Cristo estava fundamentado no caráter. A atitude de Jesus como servo foi baseada nos pilares do seu caráter. O servir na vida de Jesus implicava em ir até a morte para que as pessoas a quem ele desejava servir entendessem que ele estava fazendo isso para que elas tivessem qualidade de vida. A liderança voltada para o “eu” não se preocupa em servir aos outros, como também não está voltada para a transformação. Wilkes afirma que “A verdadeira liderança servil começa quando o líder se humilha para cumprir a missão que lhe foi confiada, em vez de servir aos seus interesses pessoais”.

O que se denota do estilo de liderança de Jesus é que sua missão foi precedida do seu ensino, que foi baseado em seu exemplo de vida e que teve como lastro o seu caráter. Francês Hesselbein (1996), presidente da Peter Drucker Foundation, afirma que “o líder de hoje e do futuro será focado em como ser – como desenvolver qualidade, caráter, mentalidade, valores, princípios e coragem”. O fundamento da liderança para o serviço é constituído de alguns pilares que sustentam o caráter do líder, como: espírito simples, sensibilidade, humildade, justiça, misericórdia, pureza, paz e disposição de pagar o preço de servir. Estas bases conduzem o líder ao resultado.

Servir e liderar

O líder que deseja servir pode prover esperança em meio ao caos e pode ser um exemplo para aqueles que desejam direção e propósitos em suas vidas. O princípio que Jesus viveu é que, quando um líder se torna servo, irá ampliar o alcance da sua influência na liderança. O serviço funciona como um respaldo à autoridade. Na proporção em que um líder serve aos seus liderados, ele reforça sua autoridade para conduzi-los na direção dos objetivos que precisam ser atingidos. Na proporção em que o líder apenas manda nos seus liderados ele os força a segui-lo por causa da sua posição.
Servir é fruto da visão de vida. Servir é fruto de um conjunto de valores que os líderes cultivam e praticam. Servir é uma atitude e não a inclusão de alguns itens na agenda que demonstrem uma aparência para as pessoas. Oswald Sanders comenta que:
Embora Jesus não fosse um revolucionário no sentido político, muitos de seus ensinos eram espantosos e revolucionários, especialmente aqueles concernentes à liderança. No mundo contemporâneo, o termo servo tem uma conotação de inferioridade, mas, não era assim no ensino de Jesus. Na verdade, ele magnificou o termo, igualando-o à grandeza, e isto, certamente, foi um conceito revolucionário. A maioria das pessoas não tem nada em tornar-se senhores, mas há muito pouca atração em ser servo (p.15).
Um líder não é apenas alguém que detém o poder para conduzir um grupo de pessoas a alcançar um objetivo. Jesus trabalhou um conceito de poder diferenciado com seus discípulos. Logo quando os chamou para iniciarem a missão com ele, afirmou que lhes daria poder para serem efetivos. O poder a que Jesus se referia indicava autoridade ou lastro. A ênfase de Jesus na figura do líder-servo foi especialmente para combater o falso tipo de liderança que existia em sua época.


A estratégia de líder-servo de Jesus

A história e a estratégia de Jesus apenas mostram aquilo que não é novidade. De tempos em tempos, os líderes começam apenas a exercer uma função que lhes foi conferida, fascinam-se com os símbolos de poder e distanciam-se de um exemplo prático de liderança que serve as pessoas. Um dos significados mais fortes que Jesus deu para a liderança, não foi simplesmente realizar coisas, mas formar pessoas. O apego ao poder da função faz com que os líderes queiram realizar cada vez mais atividades e se preocupem cada vez menos com o desenvolvimento de outros líderes.

Poder, delegação e desenvolvimento de líderes são três coisas conexas na vida de Jesus. O que Jesus mostrou através do seu próprio exemplo é que o maior legado que um líder pode deixar para o futuro é a formação de outros líderes através da sua própria vida.

Quando se observa a vida de Jesus, entende-se a forma como ele conseguiu conjugar dois termos aparentemente opostos: servir e liderar. Liderar requer motivação, servir requer coragem. Liderar depende das habilidades que se consegue obter, mas servir depende daquilo que uma pessoa é. A liderança servidora não é apenas uma boa forma de se liderar. Líderes-servos não são passivos conforme Lawrence. Eles se envolvem com seus liderados, ajudando-os a crescer. No entanto, o envolvimento não é apenas intelectual, mas de coração a coração.

Líderes são servos e eficazes quando as pessoas que lideram se tornam melhores por sua causa, e não quando conseguem subjugá-las para que os sirvam e alcancem melhores resultados. A formação de um líder-servo parece não ser completa apenas com a assimilação de alguns conceitos. É necessário um processo. A primeira parte do processo implica em fazer o líder desaprender parte do que sabe sobre liderança, especialmente o que contraria a essência do que significa ser servo. A segunda parte do processo implica em padecer as dores de tornar-se servo, assimilando valores que influirão no “ser” do líder. Quando o líder capacita seus liderados esta é uma forma de servi-los.


O processo para se tornar um líder-servo

O líder-servo não é apenas caracterizado por atitudes externas, mas por princípios interiores, refletidos em sua forma de agir e se relacionar com as pessoas. É a mente de um líder-servo que processa e estabelece uma forma diferente de pensar. Autry diz que quanto mais útil um líder for mais ele será capaz de servir. Segundo Autry, liderança tem muito mais a ver com ser útil do que controlar pessoas.

Para um líder chegar a ser servo é necessário entender o processo pelo qual Jesus Cristo passou, que envolve algumas etapas: entender a linha divisória entre ser líder e se tornar líder-servo; ajustar o caráter; submeter-se à missão; focalizar-se na realização da visão e multiplicar os resultados. O processo pode ser assim ilustrado através de alguns princípios, baseados na experiência de Jesus:

Entender a linha divisória entre ser líder e se tornar líder-servo

No auge da sua liderança Jesus ultrapassou a linha para o outro lado e mostrou que poder, fama, multidões, reconhecimento, aclamação, honra, presentes caros e doações são coisas passageiras. Isto pode até fazer parte da trajetória de um líder, mas é apenas um bônus da sua determinação em cumprir a missão. Líderes não devem se apegar a isto, nem tornarem estes fatores a razão da sua liderança. 

Ajustar o caráter

Quando se trata do ajuste de caráter na vida de um líder, talvez a coisa que mais venha à tona é o ego. Possivelmente o ego pessoal de um líder é o inimigo número um do serviço. Quando se rompe a linha divisória entre a liderança tradicional e a liderança servidora, o líder submete o seu ego à missão e se curva ao prazer de servir e não de se exibir.


Submeter-se à missão

Para ter clareza da missão que tem a cumprir, o líder precisa passar por um processo de transformação interior. Quando a missão é entendida como um legado, além do líder submeter-se a ela, ele a incorpora. O líder que deseja se tornar mais importante que a missão, acaba tirando o valor da missão e chamando atenção para si mesmo. O papel de um líder-servo é ser o suporte para uma semente-missão que vai crescer e florescer. O papel de um líder é servir de suporte para manter a missão viva. Quando o líder entende que é um vaso que abriga uma missão, torna-se mais fácil submeter-se à missão.


Focalizar na realização da visão

Uma vez que o líder esteja pronto a submeter-se à missão, a principal coisa a ser feita é se concentrar na realização da visão. A visão do líder é algo que transcende seu próprio potencial de realizá-la. É algo maior que o líder e que se conjuga com a missão à qual ele se submeteu. Isto implica em que o foco principal está na valorização das pessoas e como consequência surgirão os resultados.

A multiplicação de resultados é consequência do estilo de liderança que uma pessoa desenvolve. Quando se entende o processo para ser um líder-servo, isto transforma a vida do líder, que promove transformação na vida das pessoas, e essas pessoas continuam transformando o mundo.


Ser, conhecer e agir como um líder-servo

Os evangelhos mostram claramente que a base da filosofia de liderança de Jesus foi servir. No entanto há uma peculiaridade nos ensinos de Jesus. Não é possível aplicar os seus princípios na vida, sem antes seguir os seus ensinos. Um dos princípios da filosofia de Jesus é que os líderes-servos não estão preocupados com posições.

Essas características tornam possível juntar três aspectos da liderança: o ser, o conhecer e o agir. Pessoas envolvidas na liderança se tornam líderes-servos quando conseguem compreender a conexão que existe entre o que são, aquilo que conhecem, que ajuda a determinar a visão, e a forma como agem. Quando o ser é dominado por um ego arrogante, o conhecimento e a ação podem ficar comprometidos. Quando o ser permite a transformação do ego, direcionando a vida para servir a humanidade, a visão e a ação se tornam marcantes. Se o conhecer e o agir forem limitados pelo ser, a possibilidade de uma pessoa se tornar um líder-servo fica mais limitada.

Servir não é fazer aquilo que as pessoas querem, mas aquilo que elas precisam. Liderar servindo é gerenciar competências e habilidades para o cumprimento da missão. Servir sem paixão torna-se obrigação.


Ser um líder-servo

Ser um líder-servo é bem mais difícil do que ser um líder tradicional ou controlador. Quando um líder pode servir alguém ou fazer algo que desenvolva nos liderados crescimento e realização, isto tem um efeito duradouro e na maioria dos casos um resultado permanente.

O ser pode ser associado ao SERvir. A palavra servir em português permite fazer este destaque do “ser”, como ingrediente principal. O ser servo implica em confiar responsabilidade para os liderados e afirmar esta responsabilidade com poder para tomar as decisões. A delegação de poderes relaciona-se com o ser e o ser com o caráter. Não existe delegação de poder quando o caráter de um líder fecha as portas para esta possibilidade. A forma de ser da organização normalmente é um reflexo da forma de ser dos seus líderes.


Conhecer como um líder-servo

A visão de liderar servindo não é algo abstrato e nem um salto no escuro. Conhecer como um líder-servo é passar a andar numa nova dimensão de liderança. O serviço apenas acontece quando brota de uma atitude interior invisível. Conhecer como líder-servo implica em enxergar primeiro o interior e depois criar fatos concretos no exterior. A maneira como um líder gasta a sua vida revela sua visão e suas prioridades.

De outro lado, a visão de um líder-servo não é passiva. Um líder-servo não fica esperando as coisas acontecerem. O seu ser é revestido de uma paixão para servir, a sua forma de ver é alimentada por uma visão integral das pessoas e das organizações, e tudo isto gera uma forma de agir que concretiza os seus ideais.

Agir como um líder-servo

Agir como um líder-servo é fruto do ser e do conhecer como tal. A ação de servir implica numa mudança de atitude por parte do líder. O ponto principal a ser focalizado na forma de agir do líder é a sua atitude no processo de mudanças. A sedimentação da vontade de uma pessoa e a cristalização de uma posição de liderança é um dos fatores que mais resiste às mudanças.

Neste ponto surge então a nova forma de agir para líderes que desejam ser servos. Ser um líder-servo significa pensar adiante no tempo. Agir como um líder-servo na atualidade não significa ser passivo e subserviente, mas pró-ativo e interdependente. A ação é tomar a dianteira e ser diferente dos demais líderes desta geração.

A forma de agir de um líder-servo determinará os métodos que ele utilizará para atingir resultados. Um líder-servo não trabalha sem a expectativa de conseguir resultados. Servir é plantar sementes que produzirão frutos.

Quando se pensa no desafio do líder de transformar sua mentalidade para poder desempenhar uma liderança efetiva e marcante, é necessário analisar os aspectos em que o líder precisa mudar. Jesus na verdade ajudou os líderes de todos os tempos a entender a questão de mudança de mentalidade. A partir do momento em que os líderes mudarem sua mentalidade, terão que ser menos dependentes da sua autossuficiência e mais dependentes do sucesso dos novos líderes que serão treinados.

O princípio que Jesus está mostrando é que viver de regras ou leis não vai encobrir o engano de não ser um líder com o coração disposto a servir. O coração vazio da intenção de servir provoca uma boca cheia de regras, uma mente voltada para interesses pessoais e uma atitude aparente de líder. Segundo Santo Ignácio de Loyola, o fundador da ordem dos jesuítas: “saber e não fazer é não saber”. Talvez a maioria dos líderes da atualidade saibam os princípios que deveriam reger sua liderança. No entanto, quando continuam fazendo tudo como o que sempre fizeram, é como que se colocassem tudo dentro de uma gaveta da ignorância.

O que um líder é determina muitas coisas. Determina que tipo de relacionamento ele terá com seus liderados, se estará mais focado em resultados passageiros ou duradouros, e se existe uma real intenção de servir ou apenas o atendimento dos seus interesses. O fato de Jesus ter convivido durante mais de três anos com seus principais liderados, criou confiança para que eles dessem continuidade à missão, mesmo depois de sua partida. Aquilo que os líderes são é consequência da transformação contínua de mentalidade pela qual passam e pelo amadurecimento que adquirem. A transformação e o amadurecimento são a correnteza que conduz os líderes na direção do desejo de servir. J. Oswald Sanders afirmou que “A verdadeira grandeza e a verdadeira liderança, não se alcançam submetendo-se alguns homens ao serviço de um, mas generosamente dando-se a si mesmo ao serviço deles”.

Conclusão

Herb Miller, disse: “ Eu estou convencido de que grandes líderes raramente são normais ou pessoas bem ajustadas. Francamente, quem de nós, afinal não está um pouco cansado da normalidade”. A normalidade na época de Jesus era aceitar o domínio do Império Romano e se conformar com as regras do jogo. Jesus não atacou o Império Romano, nem criou uma cruzada para tirar-lhes o poder. Ele apenas viveu um estilo de vida diferente, não se conformando com a normalidade. Líderes que se conformam com seu status quo, seus interesses, seus rendimentos, falta de valores ou mesmo a falta de ética numa organização, estão assinando um atestado de antiliderança.

Por este motivo, liderar é não pensar apenas em conduzir as pessoas para se alcançar resultados numéricos. Jesus não pensou apenas em resultados numéricos, mas ele foi um exemplo, na vida e na morte.

Jesus cumpriu sua missão e morreu por ela, mas antes de morrer ele capacitou doze homens para continuarem levando adiante a missão e espalhá-la pelo mundo. Por meio dos ensinos de Jesus, até hoje a humanidade conhece através dos evangelhos a vida de doze desconhecidos que se transformaram na base de um empreendimento global.

Em momento algum ele usou a palavra liderança, mas o tempo todo ele falou em servir e mais do que isto, ele deu o exemplo. Com isso ele demonstrou que à medida que um líder se submete à missão ele consegue focar num propósito maior, empolgando-se com as estratégias para execução da missão. Então, uma pergunta que todo líder deve fazer constantemente é: “De que forma posso servir como líder, para deixar uma marca que cause diferença no mundo?”.

Talvez este seja o grande desafio dos líderes da atualidade. Não basta querer ser líder, nem mesmo querer servir, apenas para demonstrar algo bonito. A pergunta que todo líder deveria fazer a cada manhã é: De que forma eu estou sendo útil para a minha geração? E, por fim, caberia outra pergunta a todo líder: O que você está produzindo hoje que não irá se decompor? A resposta a essa pergunta apontará a essência do ser líder-servo, conhecer como líder-servo, agir como líder-servo e viver como Jesus, deixando marcas em sua geração e perpetuando os resultados no decorrer da história.

Esta foi a estratégia mais bem sucedida da história da liderança.

Referências bibliográficas
AUTRY, James A. The Servant Leader. USA: Prima Publishing, 2004.
GREENLEAF, Robert K. Servant Leadership. Mahwah, NJ: Paulist Press, 1977.
SANDERS, J. Oswald. Liderança Espiritual. São Paulo: Mundo Cristão, 1999.
WILKES, Gene C. O último degrau da liderança. São Paulo: Mundo Cristão, 2002.

Fonte: Portal Vida Nova
Autor:
Josué Campanhã
Josué Campanhã
Josué Campanhã, tem formação em teologia, administração de empresas e mestrado em liderança. É diretor da Sepal Brasil e membro da equipe pastoral da Igreja Batista do Morumbi - SP. Casado com Raquel, tem dois filhos jovens e reside em São Paulo. Autor de 9 livros, dentre eles, 50 Segredos para o Líder, Luz! Plano! Ação! e Família S/A.
 

Para Refletir...


Árvores Em Júbilo

"Alegrem-se os céus, e regozije-se a terra; brame o mar e a sua plenitude. Exulte o campo, e tudo o que nele há; então cantarão de júbilo todas as árvores do bosque" (Salmos (96:11, 12).


O cristianismo não é uma voz no deserto, mas uma vida no mundo. Não é uma idéia no ar, mas, pés no chão seguindo no caminho de Deus. Não é algo exótico para ser mantido debaixo de uma redoma de vidro, mas uma planta resistente para produzir doze meses de frutos em todos os tipos de tempo.
(Maltbie D. Babcock)


O que tem sido o Cristianismo para nós? Uma experiência em uma certa noite, que foi vivida e esquecida? Uma empolgação passageira que logo se esfriou e foi jogada em uma gaveta com a etiqueta "coisas passadas"? Algo que marcou nossas vidas mas que, após várias tentativas, não conseguimos repetir?


O Cristianismo precisa estar vivo e brilhante em todas as nossas atitudes. Não é algo que devemos manter guardado, como um presente especial que estimamos muito, mas uma pedra preciosa que precisa ser mostrada a todos, todos os dias, em todas as ocasiões. É o caminho de nossa felicidade, o  perfume que precisa alcançar a todos que nos cercam, um propósito que nos conduzirá ao porto eterno celestial.

Quando escondemos a bênção que recebemos ao abrir o coração para o Senhor Jesus, apagamos a sua luz, impedimos a sua propagação, tornamo-nos árvores secas e sem frutos, não glorificamos a Deus.


A vida cristã é maravilhosa. É Cristo vivendo em nós; somos nós vivendo em Sua presença. Não existe experiência mais gloriosa e mais gratificante. O mundo é como um bosque e nós somos as árvores cantando com grande júbilo. Enquanto cantamos, os céus se alegram, a terra se enche de regozijo.
Tudo é felicidade quando os verdadeiros cristãos estão fazendo a sua parte, brilhando e iluminando o mundo para que o Salvador seja engrandecido.

Fonte: Site do Paulo Roberto Barbosa

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A Adoração = Santificado seja o teu nome...

Jair Souza Leal [ecdm0870@cedro.ind.br]
JesusSite


Creio ser sábio e prudente que, antes de começarmos a analisar cada parte individual desta oração, respondamos a algumas questões pertinentes e importantes que poderão esclarecer o sentido das palavras de Jesus, como: o que é adoração?

É certo que não tenho a intenção de fazer uma análise exaustiva da questão, pois fugiria ao propósito do momento que é tratar sobre a oração. Entretanto, visto que a adoração está entrelaçada com a oração, ainda que não esgotando o assunto, não dá para prosseguir sem fazer uma pequena consideração sobre a mesma.

Embora sendo este um termo comum em nossos dias, receio que alguns cristãos a identifique com a música ou, palavras de elogio a Deus, tendo uma visão superficial do que é adoração. Certo é que a música, ou as palavras de elogio, são um importante meio de adorar, mas não é a adoração em si; diria que é o fruto da árvore.

De modo bem sintético, defino a adoração, baseado na amplitude do seu sentido bíblico, como sendo o espelhar da glória divina (como a lua espelha a luz do sol). Noutras palavras, adoração é tudo o que sou, penso, desejo, faço ou falo, exaltando, engrandecendo, enobrecendo e glorificando a pessoa e a obra de Deus.

Imagine a água sendo esquentada pelo sol; ela começa a evaporar subindo em direção ao mesmo. Se estiver limpa, sobe água limpa; se estiver suja, sobe água suja. Assim a adoração; ela é o estado do ser explodindo em atos divinamente aceitos. Não é o ato de evaporar que define a adoração, e sim o ser água limpa. O que dela proceder será resultado. O ato é a conseqüência do ser; é o fruto que se espera de uma árvore. Por isso, não basta adorar, é preciso adorar de modo agradável a Deus.

É impossível querer que Deus receba a adoração dos lábios, se ela emana de um coração incrédulo, distante de Deus, e que o desonra por meio de uma vida incoerente. A boca precisa expressar o que o coração está cheio. Não são os belos cânticos que lhe entoamos, e sim a vida santa que lhe consagramos, a real adoração.

O profeta Isaías, ratificado depois por Jesus, denunciou este erro vital. "Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram" (Mateus 15:8-9). Não basta dizer "santificado seja o teu nome" se isso for apenas vã repetição, pois este falar será negado pelas ações seguintes. Esta falsa adoração não será aceita por Deus.

Demônios diziam de Jesus, "bem sei quem és: o Santo de Deus" (Marcos 1:24), e nem por isso o estavam adorando. O rei Herodes, teve um trágico fim por não dar glória a Deus. Não por não ter dito "glória a Deus", e sim, por ter a atitude soberba de demonstrar o desejo de usurpar a glória que só a Deus é devida. Deixou-se levar pelos corrompidos elogios de homens que buscavam os próprios interesses.

Sendo assim, a pergunta seguinte é: Todas as pessoas são adoradoras? Digo que sim! Mas nem toda adoração é aceitável a Deus ou dirigida a Ele. Foi o que Jesus disse à prostituta samaritana. "Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem" João 4:19-24).

Qualquer pessoa pode dizer palavras de adoração, pode recitar esta oração, mas só o verdadeiro filhos de Deus estará expressando o real desejo de ver se cumprindo o que pede ao seu Pai.

E a quem devemos prestar adoração? O próprio Jesus responde: "Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás" (Mateus 4:8-10).

"Santificado seja o seu nome". O que isso significa? Santificado, significa honrado, reverenciado, considerado santo, glorificado. O que deve ser assim honrado?

O nome! Esta era a maneira como o judeu daquela época comumente aludia ao próprio Deus, pois além do mandamento de não tomar o nome dEle em vão, eles tinham um senso da majestade e santidade de Deus tão desenvolvido, que se tornou costumeiro entre eles jamais pronunciar o nome divino, porquanto sentiam que o próprio nome, e até as letras formadoras dele, eram tão sagradas e santas, e eles mesmos tão pequenos e indignos, que não ousavam mencioná-lo, e referiam-se a Deus com as palavras "teu nome". Portanto, essa expressão indica o próprio Deus, sua pessoa, caráter, atributos.

Deus se revelou aos filhos de Israel usando diversos nomes que destacamos aqui para ampliar a nossa visão da presente fala de Jesus. O nome El ou Elohim - fala de seu poder, sua força, seu domínio; Elyon - de seu ser sublime e exaltado; Adonai - fala dele como Senhor, onipotente, soberano, a quem tudo está sujeito; Shaddai - como possuidor de todo poder no céu e na terra, que a tudo subjuga, que é o controlador e governador dos seres humanos e da natureza; Emanuel - é o Deus conosco. Yahweh - Eu Sou o que Sou, isto é, imutável, auto-existente.

Com freqüência, certos termos qualificativos eram adicionados ao nome Yahweh. Termos tais como: Sabaoth - O Senhor dos exércitos; Jiré - O Senhor proverá; Rapha - O Senhor que cura; Nissi - O Senhor é minha bandeira; Shalom - O Senhor é nossa paz; Ra'ah - O Senhor é meu pastor; Tsidkenu - O Senhor é nossa justiça; Shammah - O Senhor está presente.

Ao se apresentar com esses diversos nomes, Deus esteve revelando facetas da Sua pessoa, do Seu ser e também do Seu caráter e atributos, para conhecimento da humanidade. Em certo sentido, as palavras "teu nome", envolvem tudo isso. Então, o propósito desta petição visa exprimir o desejo de que Deus, e tudo quanto o seu nome representa, seja reverenciado, honrado, glorificado.

Você já parou para pensar sobre como é possível o nome de Deus ser honrado e reverenciado entre os homens? Através das nossas vidas! Como filhos e verdadeiros adoradores, funcionamos como espelho da sua grandeza e glória. "Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra... E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja" (João 17:6,26).

Então eu te pergunto: Como filho de Deus, o que você faz tem trazido honra ou desonra ao nome do seu pai? O seu pai tem sido manifestado e conhecido entre os homens através da sua vida e palavras? Não é incoerente orar para que o nome dele seja honrado e viver de modo a desonrá-lo?

O Senhor nos ensina aqui a orar para que a humanidade inteira venha conhecer a Deus desta maneira, que o mundo venha honrar a Deus deste modo. Isso reflete um desejo profundo e ardente do filho em prol da honra e glória do seu Pai.

Este é realmente o seu grande desejo? Você está sendo sincero ao orar? Pode dizer como o salmista Davi no Salmo 34:3; "Engrandecei ao Senhor comigo; e juntos exaltemos o seu nome"? Ele demonstrou estar realmente interessado que a grandeza de Deus transparecesse cada vez mais intensamente entre os homens? Você está disposto a viver de modo que essa honra, esse nome seja assim engrandecido?

Canções religiosas e choro de criança marcam a noite do Haiti

Na assustadora escuridão da noite haitiana, grupos de pessoas encolhidas ao ar livre cantam canções religiosas em busca de proteção e solidariedade depois do terremoto devastador desta semana. Os cantos e as palmas, principalmente das mulheres, ecoam de morro em morro, de rua em rua, enquanto os haitianos rezam por seus mortos e pedem a Deus que lhes poupe de mais sofrimentos.

Se o onipresente canto reconforta, os gritos e soluços de crianças feridas -- algumas deitadas na rua, apertando feridas ensanguentadas -- lembram de forma assombrosa que ainda há muito sofrimento para ser amparado no Haiti, o país mais pobre das Américas, onde estima-se que dezenas de milhares de pessoas tenham morrido no tremor de magnitude 7,0, ocorrido na terça-feira.

"Oh, meu Deus, quem vai ajudar o meu país agora?", dizia Manuel Deheusch, empresário haitiano que veio às pressas da vizinha República Dominicana para verificar a situação de amigos, parentes e bens.

"O mundo tem de nos ajudar agora. Não podemos resolver essa confusão sozinhos", acrescentou ele, chacoalhando a cabeça e sussurrando os nomes de famílias cujas casas ele viu destruídas ao percorrer Porto Príncipe de carro no começo da noite.

Muitos corpos permanecem nas ruas, alguns intocados, outros cobertos por tecidos. Dois cadáveres estão bem em frente ao hotel Villa Créole, onde jornalistas e equipes humanitárias pernoitam.

"Esta é uma tarefa quase impossível", disse um voluntário, tentando auxiliar dezenas de haitianos feridos e assustados que permanecem em frente ao hotel, também danificado pelo tremor.

SOLDADOS EM CHOQUE

Por enquanto, a ajuda emergencial parece tímida. A vizinha República Dominicana enviou alguns caminhões com ajuda e umas poucas ambulâncias, que deixaram o Haiti com sirenes ligadas, levando alguns feridos, antes do anoitecer de quarta-feira.

Na cidade, os haitianos vasculham os escombros desesperadamente, procurando entes queridos.

"A ajuda veio de fora agora porque a capacidade das organizações de ajuda dentro foi destruída", disse Mike Stewart, diretor local da entidade Esperança para o Haiti, que montou um mini-hospital em frente ao Villa Créole. Seus funcionários atendem principalmente pacientes com fraturas e hemorragias internas.

"Dez pessoas que chegaram até nós já morreram", disse Stewart. "Haverá mais mortes até de manhã. Precisamos operar, mas não temos equipamento. Todas as organizações de ajuda sofreram um enorme golpe, prédios destruídos, pessoas mortas, e assim por diante."

As tropas de paz da ONU -- são 9.000 soldados, sob comando do Brasil -- estão nas ruas, mas parecem chocadas, sobrecarregadas e preocupadas com a sua própria situação.

"Ainda não consegui nem ligar para a minha mulher. Ela deve pensar que estou morto", disse um militar chileno que não quis se identificar.

Ele e alguns colegas de outros países latino-americanos, usando os capacetes azuis que identificam a força da ONU, estavam sentados em uma fila de veículos -- inclusive um trator, uma escavadeira e dois guindastes -- diante de uma rua coberta de entulhos, que eles deveriam desobstruir.

"Por onde começamos? Olha só isso", disse o soldado. "E imagine como está nas áreas aonde não conseguimos chegar."

Enquanto tentam absorver a magnitude do que aconteceu, os moradores de Porto Príncipe ficam aterrorizados também pelos tremores secundários e os saques. Este repórter não viu um único policial nas ruas da capital.

Dois tremores secundários ocorreram na quarta-feira, causando gritos de terror nas ruas e fazendo as pessoas fugirem dos edifícios que continuam em pé.

Embora o Haiti já tenha tido muita violência no passado, este repórter viu uma atmosfera estoica e estranhamente calma nas ruas. Várias vezes desconhecidos lhe pediram educadamente que doasse uma garrafa de água, que era rapidamente compartilhada entre muitos necessitados.

Fonte: Reuters

Cristãos se unem para ajudar sobreviventes no Haiti

A tragédia que se abateu sobre o Haiti, um dos países mais pobres do mundo, e destruiu parte de sua capital, Porto Príncipe, num terremoto de grande intensidade (7 graus na escala Richter, no início da noite de terça-feira, 12/1), com centenas de mortos e devastação urbana, está provocando reações imediatas de solidariedade em todo o mundo.

Entre os principais grupos cristãos que atuam nesta área de envio de ajuda emergencial, três entidades já se manifestaram com pedidos de doações para envio imediato àquele país e orações. A britânica Tearfund (www.tearfund.org) saiu na frente e está remetendo, já no dia seguinte à tragédia (13/1), a quantia de £50,000 (cerca de 150 mil reais) para ajudar os sobreviventes. Também continua recebendo doações para ampliar esse tipo de resposta emergencial e pedindo orações em seu site.

A dor da perda ou desaparecimento de entes queridos, os ferimentos, o medo, a destruição ou dano grave de prédios e casas deixando milhares de famílias sem abrigo, a escuridão, a falta de comunicações, grande quantidade de escombros nas ruas, a necessidade de voluntários para ações de resgate, estes são os fatos que predominam no noticiário.

A Visão Mundial Internacional ( www.wvi.org) afirma que estará priorizando o cuidado de crianças e suas famílias nas áreas afetadas. E alerta para a falta de uma estrutura social no Haiti, que agrava a situação. “Perto de 80% da população vive com menos de 2 dólares por dia”. A organização humanitária menciona em seu site três formas de ajudar: “Ore pelas crianças, famílias e comunidades atingidas por esse desastre e ore pela equipe da Visão Mundial que se prepara para intervir no atendimento às necessidades”; “Doe agora para o fundo de assistência às vítimas do terremoto no Haiti”; e “adote uma criança no Haiti”.

Outra organização cristã de destaque nestas atividades de socorro emergencial a vítimas de tragédias como esta que aconteceu no Haiti, é a Compassion International (www.compassion.com). Segundo o site da entidade, eles estão estudando a situação e recebendo doações específicas para ajudar os atingidos. Prometem informações e pedem orações pela equipe, pelas crianças assistidas pela ONG naquele país, e pelos líderes da nação.

Fonte: Agência Soma

Para Refletir...




Pela Manhã...

"Pela manhã ouves a minha voz, ó Senhor; pela manhã te
apresento a minha oração, e vigio" (Salmos 5:3).


Um cavalheiro, tendo um compromisso para encontrar o
Presidente Lincoln às cinco horas da manhã, chegou quinze
minutos antes da hora. Enquanto esperava a hora marcada,
ouviu, na sala ao lado, uma voz como se alguém estivesse
conversando. Ele perguntou ao assistente: "Quem está na sala
ao lado?" "É o Presidente, senhor", respondeu o assistente.
"Alguém está com ele?" o cavalheiro perguntou. "Não; ele
está lendo a Bíblia." "Ele tem esse hábito tão cedo, pela
manhã?" "Sim, senhor, ele passa todas as manhãs, das quatro
até as cinco horas, lendo as Escrituras e orando."


Quais são os nossos hábitos? Com o que temos nos
comprometido? Como gostamos de iniciar o nosso dia? O
Presidente americano tinha o sábio costume de gastar um
tempo, antes dos compromissos políticos, na presença do
Senhor, para que o seu dia fosse plenamente abençoado.


Quando pedimos a Deus para dirigir todos os nossos passos e
atitudes, não corremos o risco de cometer enganos e nem de
nos arrepender por uma decisão equivocada. Ele nos mostra
sempre o caminho certo e nos enche de sabedoria para que
tudo saia da melhor maneira possível.


Se precisamos sair para trabalhar, nada melhor do que
orarmos ao Pai pedindo que nos guarde no trajeto até o nosso
emprego e para que todo o nosso dia seja vitorioso. Se
saímos para umas compras, coloquemos nas mãos do Senhor as
nossas necessidades, para que nos leve aos lugares certos e
para que não sejamos iludidos por propagandas enganosas.


Seja qual for o compromisso a cumprir, apresentemos tudo no
altar de Deus. Esta é a melhor maneira de começarmos o dia.
E todos os dias serão muito felizes quando em oração,
pedirmos que nos acompanhe a todos os lugares.


Você tem lido a Bíblia e orado, pela manhã, antes de
qualquer outra coisa?

Um livro espetacular de Augustus Nicodemus



Desde 2005, três amigos se revezam nos comentários sobre os mais diversos assuntos que se referem à vida da igreja e à sociedade. Em comum, a pena afiada, a identidade reformada e o zelo pela fé cristã. O palco escolhido por Augustus Nicodemus, Mauro Meister e Solano Portela é o blog O tempora, O mores (Que tempos os nossos! E que costumes), referência à célebre frase de Cícero (106-43 a.C).

Dentre as centenas de textos postados por eles, Augustus Nicodemus selecionou alguns dos seus para se projetarem além da blogosfera, e assim oferecer suas percepções sobre a igreja evangélica e sobre o que entende ser a ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro.

Liberais, neo-ortodoxos, libertinos e neopentecostais, não escapam da escrita certeira de Augustus, cujo objetivo com a publicação de O que estão fazendo com a igreja vai muito além da simples (e saudável) polêmica. Seu desejo é fortalecer os que insistem em seguir a fé bíblica conforme entendida pelo cristianismo histórico. Sem esquecer as mazelas de conservadores, fundamentalistas e neopuritanos, Augustus traça um panorama do complexo cenário evangélico com a firmeza que lhe é peculiar.



Escrito por Leclerc Victer

Fonte: Blog do Pastor Leclerc Victer 

Para Refletir...

A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo (Salmos 42.2).

Como é bom estar na presença de Deus e receber, diariamente,
as bênçãos de Seu amor. O que mais  atrai  a  sua  vida,  as
luzes artificiais do mundo ou a Luz Verdadeira do Senhor?  O
sol sempre brilha mais intensamente  para  os  que  caminham
junto a Jesus.

Paulo Barbosa

Líderes querem uma aliança




Cerca de 80 líderes de diversos movimentos, denominações, organizações e redes evangélicas reuniram-se no dia 14 de dezembro na Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo (SP), com a proposta de formação de uma aliança que agregue e una cristãos, movimentos, denominações e redes evangélicas no Brasil. Segundo o facilitador da reunião, Valdir Steuernagel, o propósito da reunião foi "buscar a direção de Deus e o discernimento do Corpo de Cristo quanto ao estabelecimento de uma espécie de Aliança em Rede por parte de segmentos expressivos da caminhada evangélica brasileira”.
  
Segundo informe distribuído pela Associação de Missões Transculturais do Brasil (AMTB), "a reunião que durou mais de 4 horas possibilitou reflexões individuais e coletivas da proposta e deu um passo à frente para a formação da aliança. “O grupo era grande e heterogênio, isso trouxe à tona muitas ideias, inclusive excludentes. Mas na diversidade havia o forte desejo que nos fizéssemos representados, ecoando em unidade a nossa voz, não para mostrar poder, mas serviço a Deus, à sociedade e à Igreja”, disse Silas Tostes, presidente da AMTB e integrante do Grupo de Trabalho formado meses antes para redigir a proposta da “Carta de Princípios” da aliança. Para Débora Fahur, da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS), “conseguimos cumprir esta primeira etapa. O encontro cumpriu seu papel informativo, de compartilhamento e oração em conjunto”. Débora apresentou ao público o modelo de funcionamento em rede da RENAS.
  

Serviço e representatividade
  
A reunião foi dividida em duas partes. Na primeira os presentes puderam ouvir as palavras do pastor batista Ed René Kivitz e do sociólogo Paul Freston. Kivitz encorajou os participantes a pensarem qual seria o objetivo desta nova aliança. “Perdemos o caminho da fermentação e adotamos o caminho do glamour. Eu penso em uma rede que chame a igreja para o serviço, que ponha a toalha na mão do povo de Deus. Precisamos, não de uma rede que busque representatividade, mas sim solidariedade e serviço”, disse.
  
Paul Freston falou sobre os contextos que envolvem a busca pela unidade da igreja. “A igreja historicamente sempre esteve desunida. Ela só se uniu quando viveu debaixo de pressões políticas, como, por exemplo, no governo romano de Constantino [no quarto século d.C]. No atual cenário mundial, o protestantismo tem desteologizado a organização eclesiástica, temos feito uma distinção entre teologia e organização eclesiástica. Isto gera um pluralismo institucional, uma fragmentação”. Para Freston, inevitavelmente os projetos de unidade serão chamados (pelos de fora da igreja) para exercerem a função de representatividade pública. “Funções públicas vão acontecer. As instâncias sociais querem saber o que os evangélicos estão fazendo e pensando. E não há interlocutor. Este vazio será certamente preenchido por alguém. Como fazer isto sem ingenuidade sociológica, mas sem perder o idealismo do Evangelho?”, pergunta.
  
“A representatividade não é uma escolha; é uma consequência sociológica”, afirmou o bispo anglicano Dom Robinson Cavalcanti, quando houve a abertura para perguntas e comentários do público. A primeira parte da reunião foi encerrada com vários momentos de oração.
  

Carta de Princípios
  
Na segunda parte, os participantes foram divididos em grupos de sete pessoas cada, com o objetivo de discutir a “Carta de Princípios”, o arranjo institucional e o nome para a aliança. Antes da divisão, Silas Tostes leu e comentou trechos do documento. Ele esclareceu que esta é a quinta versão da proposta que vem agregando contribuições de diferentes segmentos. Segundo ele, a aliança também considera a possibilidade de aceitar pessoas físicas e igrejas locais para compô-la, mesmo que em diferentes categorias de membresia.
  
O primeiro parágrafo da proposta da Carta de Princípios diz que a aliança é uma “rede que visa ser expressão de unidade de cristãos evangélicos no Brasil e de ação, reflexão e posicionamento evangélico em questões éticas e de direitos humanos”. As discussões nos grupos pequenos giraram em torno da necessidade de deixar mais clara a identidade da aliança e de ampliar a sua plataforma de ação. “A aliança quer expressar a unidade, mas com qual objetivo?”, pergunta o relator de um dos grupos pequenos. “Além das questões éticas e de direitos humanos, podemos incluir questões teológicas”, disse outro grupo. “Antes de decidir sobre a estrutura, vale a pena termos um tempo maior para pensarmos o que exatamente queremos dizer para a sociedade”, afirmou o pastor presbiteriano Ricardo Agreste. Os grupos relataram em plenário as suas conclusões que foram devidamente registradas. Os presentes concordaram que o grupo de trabalho atuante continue com a mesma composição.
  
Considerando a rica discussão em torno da proposta, Valdir Steuernagel admitiu que ainda será preciso caminhar um pouco mais quanto à fundação da aliança. “Fica definido que a próxima reunião ainda não será a assembléia formalmente fundante. Reconhecemos a necessidade de continuarmos conversando e de aglutinar mais pessoas em torno da proposta”, finalizou Valdir.
  

Histórico do processo

  
1. Reunião realizada em 10/06/09
Essa primeira reunião contou com a presença de alguns líderes e pastores evangélicos, bem como com alguns representantes da WEA (World Evangelical Alliance). A partir dessa primeira reunião se chegou ao consenso de que se deveria formar um grupo representativo para dar formato à Aliança.
  
2. Reunião realizada em 21/08/09
Essa reunião foi realizada com o grupo representativo e neste encontro foram estabelecidos alguns objetivos de trabalho. Além disso, foi proposta uma reunião de fundação da Aliança para o dia 14/12.
  
3. Reunião realizada em 23/10
  
4. Reunião realizada no dia 14/12
Essa reunião foi realizada com a presença do grupo representativo e de líderes e pastores evangélicos com o propósito de fundar a Aliança bem como de estabelecer metas e o nome dessa rede.



Fonte1:
Agência Soma

Fonte2: Blog do Pastor Leclerc Victer

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Não quero mais ser evangélico

Gilson Souto Maior Junior
Jornal da Cidade


Não estou brincando! A indignação toma conta de meu ser, pois não dá mais. Evangélico no Brasil virou sinônimo de movimento financeiro religioso, algo meio sem ética – ou totalmente se preferir – em que se rouba e depois ora pedindo perdão a Deus. O “mensalão” de Brasília revela não apenas o que há de pior na política brasileira, mas algo cheira mal na fé evangélica também (ou plagiando o filme, “Fé de mais não cheira bem”). Como é possível alguém orar e dizer que o “financiador” é uma bênção para a cidade? A verdade é que hoje a cristandade está com a síndrome de Geazi, servo do profeta Eliseu (2Reis 5:20-27). Correndo atrás dos tesouros de Naamã, a cristandade gananciosa (2Reis 5:20) mente e camufla situações para justificar seus pecados (2Reis 5:22); pior, esconde o pecado (2Reis 5:24), mostrando a hipocrisia em que vivem (2Reis 5:25). Desta vez foi a gota d’água, ver um pastor, que é deputado distrital – o que já é incoerente, pois ou é pastor ou deputado – e o presidente da Câmara, orando e pedindo a Deus pelo gestor das
fraudes, chamando-o de “instrumento de bênção para nossas vidas e para a cidade”. Para a cidade de Brasília eu não sei, mas parece que o gestor financeiro do mensalão foi uma “bênção” para outros.

Não é apenas isso (ou tudo isso), mas a Igreja Evangélica no Brasil virou um monstrengo, uma colcha de retalhos, que mistura “alhos com bugalhos”, Bíblia com água e óleo ungido. Os pastores deixaram de ser homens de reconhecida piedade para serem
executivos da fé; jogaram no lixo a orientação de Paulo para serem ministros de Cristo, que se ocupassem da leitura da Escritura, “à exortação e ao ensino” (1Timóteo 4:12,13), para serem ministros de si
mesmo, onde a “escritura” agora é auto-ajuda, e a exortação e o ensino viraram barganha de promessas. Não me escandalizo mais, pois o que sinto é uma revolta contra aqueles que “seguiram pelo caminho de Caim, e por causa do lucro se lançaram no erro de Balaão...” (Judas 11).

Por isso não me chamem de “evangélico”, pois este termo implicava numa atitude baseada no Evangelho de Cristo. Mas hoje isso virou um termo jocoso e maldoso. Não quero mais compactuar com pastores que vendem e compram igrejas (isso mesmo!) como se fossem propriedades privadas, investimentos financeiros lucrosos. Não quero mais saber deste evangelicalismo sem ética, sem doutrina e que está mandando milhares para o inferno. Chega deste
evangelho de faz-de-conta, em que Jesus é apresentado como um “amigão”, mas nunca como Senhor. Chega deste “evangelho” sem cruz, sem vergonha e mentiroso. Com certeza, Pedro está certo quando afirma pelo Espírito Santo: “... Tais homens têm prazer na luxúria à luz do dia... enganam os inconstantes e têm o coração exercitado na ganância. São malditos. Eles se desviaram, deixando o caminho reto e seguindo o caminho de Balaão, filho de
Beor, que amou o prêmio da injustiça” (2Pedro 2:13-15).

E agora? Onde estão os apóstolos que pedem dinheiro e se envolvem com as maracutaias religiosas? Onde estão aqueles que oram pelo dinheiro sujo e pedem em nome de Deus que os abençoe? Onde estão aqueles que vendem igrejas com membros e tudo mais? Que pedem “trízimo” (não estou brincando), ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo? Onde estão os profetas com suas “profetadas” e palavras “ungidas”? Onde está a Igreja que diz proclamar em alta voz que o Brasil é do Senhor Jesus? Ouçamos Isaías: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que transformam trevas em luz e luz em trevas, e ao amargo em doce, e o doce em amargo!... Por isso a ira do SENHOR acendeu-se contra o seu povo, e o SENHOR estendeu a mão contra ele e o feriu...” (Isaías 5:20,25a).

Aqui não é um julgamento. Que ninguém me venha com a falácia de “Não julgueis para não serdes julgados”, pois isso é um simplismo de que se aproveitam muitos daqueles que são desonestos e usam a Bíblia para justificar suas ações. Diante da injustiça não podemos nos calar, seja ela de um evangélico ou não. Não me chamem de evangélico, pois não quero este evangelho mercadológico. Quero apenas ser cristão, quero apenas seguir a Cristo e viver para Ele.




O autor, Gilson Souto Maior Junior, é pastor sênior da Igreja Batista do Estoril e professor de Antigo Testamento e Hebraico da Faculdade Teológica Batista de Bauru - Fateo

Libertados Pelo Perdão

"Porque, se perdoardes aos homens as  suas  ofensas,  também
vosso Pai celestial vos perdoará a vós" (Mateus 6:14).

Um grande passo que podemos dar para uma  vida  abençoada  é
"apagar" todas as mágoas e ressentimentos do passado. Quando
perdoamos àqueles que nos feriram, alegramos a  sua  vida  e
libertamos o nosso coração para a felicidade em Cristo.

Autor: Paulo Barbosa

Sobe para oito número de igrejas cristãs atacadas na Malásia. Governo condena ataques

Já chega a oito o número de igrejas cristãs atacadas com bombas e pichações na Malásia nos três últimos dias, em meio a polêmica sobre o direito dos cristãos de escrever a palavra Alá em um país majoritariamente muçulmano.

Segundo o ministro do Interior, Hishammuddin Hussein, o último ataque aconteceu neste sábado (9) no estado Sarawak, na ilha de Bornéu, onde artefatos incendiários foram lançados contra o muro de uma igreja.

Trata-se do primeiro ataque ocorrido no leste da Malásia, uma região onde os cristãos costumam rezar no idioma malaio e utilizam o termo "Alá" para se referir a Deus.

Também neste domingo (10) duas igrejas foram atacadas com bombas incendiárias no estado de Perak, que causaram danos leves, enquanto em Malaca um prédio cristão amanheceu com manchas de pintura preta em sua parede principal.

O ministro do Interior assegurou que "tudo está sob controle" e acusou a "os meios de imprensa estrangeiros" de exagerar a notícia.

No sábado, outra igreja luterana foi atacada em Kuala Lumpur enquanto na sexta-feira uma igreja protestante foi incendiada e outras duas danificadas, também pela explosão de garrafas com combustível, que não causaram feridos.

Os fiéis das igrejas afetadas puderam assistir à missa no sábado (9) sem contratempos, exceto os paroquianos da Metro Tabernacle, cujo primeiro andar ficou completamente destroçado pela ação das chamas após ser atacada na sexta-feira.

O primeiro-ministro da Malásia, Najhib Razak, assegurou depois dos primeiros ataques que tinha ordenado às forças de segurança que colocassem um fim a eles, já que, segundo disse, colocavam em risco a "harmonia racial".

Depois das orações de sexta (8), milhares de pessoas foram à principal mesquita de Kuala Lumpur para pedir que seja proibida a citação a Alá aos não-muçulmanos.

Com os ataques foi criada uma onda de inquietação entre a minoria cristã e a maioria muçulmana Malay. Cerca de 9% dos 28 milhões de habitantes da Malásia são cristãos, boa parte deles de etnia chinesa ou indiana. Os muçulmanos correspondem a 60% da população. "Os cidadãos da Malásia estão agora vivendo com medo de uma briga racial, depois dos ataques às igrejas e do aumento do tom dos islâmicos ortodoxos no país", disse Charles Santiago, membro oposicionista do Parlamento malásio

Alá

Os muçulmanos estão enfurecidos com a decisão da Suprema Corte, em 31 de dezembro, de anular a proibição imposta pelo governo ao uso da palavra "Alá" pelos católicos romanos para referirem-se a seu Deus na edição em língua malásia de seu principal jornal, o Herald. A decisão da justiça também se aplica ao uso da palavra em Bíblias. O governo apelou da decisão judicial.

O Alto Tribunal da Malásia suspendeu na quarta-feira (6) a autorização concedida na semana anterior ao jornal católico local "Herald Weekly" para escrever o nome Alá, depois que o governo evocou a ameaça de tensões interreligiosas em um país de população majoritariamente muçulmana. Segundo o governo, a palavra árabe alá é exclusiva da fé muçulmana.

O "Herald Weekly" é publicado em quatro idiomas e tem uma tiragem de 14 mil exemplares, em um país que conta com 850 mil católicos, mas cuja população é de 60% de muçulmanos.

A Malásia é frequentemente considerada um modelo para outros países islâmicos pelo seu desenvolvimento econômico, sociedade progressista e coexistência pacífica entre a maioria malasiana e as minorias chinesa e indiana, que são cristãos budistas e hindus.

O país é predominantemente muçulmana e malaia, mas há significativas minorias étnicas chinesas e indianas que seguem principalmente o cristianismo, o budismo e o hinduísmo.

Governo da Malásia condena ataques a igrejas por uso do termo Alá

O governo da Malásia condenou os ataques contra ao menos oito igrejas cristãs e tentou demonstrar aos governos estrangeiros seu comprometimento com a liberdade religiosa das minorias. Os ataques, ocorridos nos últimos três dias, foram motivados por uma decisão judicial sobre o uso do termo Alá por um jornal católico do país majoritariamente muçulmano.

Os ataques sem precedentes não deixaram vítimas, mas criaram grande tensão entre as minorias cristãs e a maioria muçulmana malasiana --rompendo com a boa imagem do país de um país muçulmano moderado e levantando questões sobre sua estabilidade política.

Os ataques, que começaram na sexta-feira, foram aparentemente motivados pela decisão da Alta Corte, em 31 de dezembro, que derrubou o banimento federal do uso da palavra Alá por católicos romanos para se referirem ao seu Deus na edição em malaio de seu principal jornal, "Herald Weekly".

A decisão se aplica ainda à Bíblia em malaio, que teve 10 mil exemplares confiscados recentemente pelo governo por este mesmo motivo. O governo apelou ao veredicto.

Nesta segunda-feira, o Ministério de Interior realizou uma reunião de uma hora com cerca de 70 diplomatas estrangeiros para garantir a eles que a situação está sob controle. O ministério falou ainda que protegerá a "santidade" da diversidade das religiões do país e disse que a polícia aumentará as patrulhas nas igrejas e mesquitas no país.

O ministério disse que os ataques foram realizados por extremistas que querem enfraquecer o comprometimento nacional com a harmonia racial --uma das questões centrais para os investidores estrangeiros.

Fonte: Folha Online e Estadão

Kaká defende dízimo e diz que nunca foi a festas de Ronaldo

Membro da Igreja Renascer, Kaká é um dos jogadores que mais defendem a vida religiosa no mundo. Em entrevista ao jornal As, o camisa 8 do Real Madrid afirma que doa parte de seu salário à comunidade evangélica e segue à risca os ensinamentos bíblicos tanto no trabalho quanto nas horas vagas.

Destaque da Seleção Brasileira, ele também se diz avesso a festas, como as do amigo Ronaldo, hoje no Corinthians.

Sobre o dízimo, Kaká diz que a ação "é um mandamento bíblico. Não é uma parte do meu contrato, é uma parte de tudo que tenho, do meu tempo... Uma parte de tudo é para Deus. Todos os dias eu rezo e leio a Bíblia. Sou muito radical com meus valores e não os troco por nada".

Casado e pai de um filho, Kaká se vê como um homem caseiro, mas que gosta também de sair com os amigos - exceto para danceterias. "Sou jovem, gosto de ir a restaurantes, cinemas, enfim, coisas normais. Só não gosto de discotecas. No final da temporada, se ganharmos algo, vamos comemorar. Durante o ano, não", afirma.

Por ser avesso a casas noturnas, Kaká diz que até hoje não foi a festas de Ronaldo, com quem nutre um bom relacionamento desde os tempos de Seleção. "Nunca tive essa grande oportunidade (risos)", brinca o jogador, que chegou a convidar o corintiano para cultos da Igreja Renascer, no ano passado.

A igreja, fundada por Estevam Hernandes e por sua mulher, Sônia, ficou mais conhecida com a prisão de seus dois líderes, em Miami, por tentarem entrar nos Estados Unidos com uma quantia em dinheiro maior do que a permitida, em dezembro de 2006.

Fonte: Terra