Duloren: "só Jesus é fiel"
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Marca busca polêmica e prossegue com mote "Você não imagina do que uma Duloren é capaz"
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Seguindo com o conceito "Você não imagina do que uma Duloren é capaz", a Agnelo Pacheco Rio coloca em veiculação mais uma campanha polêmica da marca de lingeries. Com o título "Só Jesus é fiel", a companhia pretende "defender a postura da mulher de pensar em trocar de marido ou namorado quando ela se sentir abandonada ou rejeitada por ele".
Para Marcos Silveira, diretor de criação da campanha, "a mulher Amélia não existe mais. Hoje, quem não dá atenção à mulher que tem, corre o risco de perdê-la. A fila anda!". Segundo pesquisa realizada no final do ano pela agência, 420 mulheres das classes A e B, entre 20 e 35 anos, foram entrevistadas e 74% delas afirmaram já ter trocado de parceiro por falta de carinho, companheirismo e atenção. A campanha estará em mídia impressa e em cerca de 30 mil ponto-de-venda de todo o País.
fonte: M&M Online
Consumo de comida kasher também por não judeus em busca de produtos saudáveis dinamiza certificadoras
Por Elisa Corrêa A dieta dos judeus ortodoxos é cheia de restrições. Carne e laticínios nunca estão juntos na mesma refeição, carne de porco e animais marinhos que se alimentam de detritos (como camarão, polvo e lula) são proibidos. Animais considerados puros e próprios para o consumo não podem sofrer antes de morrer e, depois de abatidos, devem ter o sangue drenado. Limitações que são oportunidades para empresas que produzem alimentos kasher (ou kosher), preparados de acordo com o livro sagrado dos judeus, a Torá.
O selo kasher é concedido por certificadoras que analisam e autorizam produtos para o consumo da comunidade judaica. “Verificamos os insumos e a cadeia produtiva. Às vezes, a empresa precisa mudar o fornecedor de um ingrediente ou alterar alguma etapa da limpeza”, diz o rabino Ezra Dayan, diretor da certificadora BDK. O processo leva de um a dois meses. “Primeiro entregamos ao empresário um formulário, com questões sobre a produção. A seguir visitamos a fábrica e pesquisamos a origem das matérias-primas”. O produto aprovado recebe o selo kasher, válido por um ano, e a certificadora faz visitas periódicas para saber se a empresa continua respeitando as normas.
Em cinco anos de existência, a BDK certificou mais de dois mil produtos. “Geralmente quem nos procura quer exportar. Para as pequenas empresas, os consumidores judeus podem representar um aumento significativo nas vendas”, diz o rabino. Nos Estados Unidos, as vendas de produtos certificados atingiram US$ 12,5 bilhões em 2008, 64% acima do total de 2003. As compras motivadas pela religião são 14% do total e o restante escolhe alimentos kasher por considerá-los mais saudáveis.
| “Os produtos kasher são procurados por judeus ortodoxos e também por adventistas, vegetarianos, pessoas com intolerância à lactose e muçulmanos. Além de atrair judeus não religiosos e o público que associa o selo kasher à higiene e rigor na qualidade” EZRA DAYAN, diretor da BDK |
O selo kasher é concedido por certificadoras que analisam e autorizam produtos para o consumo da comunidade judaica. “Verificamos os insumos e a cadeia produtiva. Às vezes, a empresa precisa mudar o fornecedor de um ingrediente ou alterar alguma etapa da limpeza”, diz o rabino Ezra Dayan, diretor da certificadora BDK. O processo leva de um a dois meses. “Primeiro entregamos ao empresário um formulário, com questões sobre a produção. A seguir visitamos a fábrica e pesquisamos a origem das matérias-primas”. O produto aprovado recebe o selo kasher, válido por um ano, e a certificadora faz visitas periódicas para saber se a empresa continua respeitando as normas.
Em cinco anos de existência, a BDK certificou mais de dois mil produtos. “Geralmente quem nos procura quer exportar. Para as pequenas empresas, os consumidores judeus podem representar um aumento significativo nas vendas”, diz o rabino. Nos Estados Unidos, as vendas de produtos certificados atingiram US$ 12,5 bilhões em 2008, 64% acima do total de 2003. As compras motivadas pela religião são 14% do total e o restante escolhe alimentos kasher por considerá-los mais saudáveis.
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| Ana Manoel Gonçalves não é judia, mas desde 1972 é proprietária da Casa Zilana, um empório que é referência para os judeus de São Paulo. “Minhas clientes chegam aqui e contam que os filhos estão seguindo a religião e só querem comer kasher. Elas passam a comprar produtos certificados para que os filhos continuem comendo em casa”, afirma Ana. As prateleiras da Casa Zilana estão cheias de vinhos, sopas e gelatinas, pães e biscoitos, molho de tomate e até produtos para feijoada certificados. Todos mais caros que os convencionais. O queijo minas kasher sai por R$ 24,50 o quilo, enquanto o normal varia de R$ 12,98 a R$ 17. Um pote de 110 gramas de iogurte certificado custa R$ 1,80 contra R$ 1,20 do comum, de 200 gramas. “Meus clientes são 90% judeus e, desses, 40% seguem a dieta kasher e só compram com o selo”, afirma Ana, que no último Pessach, a Páscoa judaica, vendeu oito mil quilos de matzá, o pão ázimo. “Todo ano as vendas crescem um pouco, é um mercado em expansão”. |
| 100% KASHER Celina chega a vender 600 fatias por dia do seu bolo certificado: “Hoje vejo que essa demanda não pode ser ignorada” |
| Celina Dias, proprietária da confeitaria O Melhor Bolo de Chocolate do Mundo, apostou no selo por sugestão de um cliente. Em março, o bolo de chocolate que produz passou a ser 100% kasher. Apesar dos R$ 3 mil gastos com a certificação, os preços não foram alterados - o bolo pequeno custa R$ 62, o grande, R$ 89 e a fatia, R$ 7,90. A aposta foi na conquista de novos clientes. “No começo, pensei se valeria mesmo a pena. Hoje vejo que essa demanda não pode ser ignorada”. Para atender clientes ortodoxos que preferem usar apenas produtos descartáveis, Celina investiu em copos, pratos e talheres plásticos. Também criou uma etiqueta com a expressão hebraica Mazal Tov, que significa “boa sorte” e pode ser anexada às embalagens para viagem. “Chegamos a vender até 600 fatias por dia”, diz Celina, que já tem três lojas em São Paulo e recebeu 14 pedidos de franquias. “As pessoas escrevem dizendo que querem abrir uma unidade em Los Angeles, em Kuala Lumpur”. |
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| “O selo kasher é um atrativo a mais para o produto. E, para a exportação, é fundamental. Se você diz que não é certificado, perde uma parcela grande de consumidores”, afirma Eduardo Magli, um dos sócios da Homemade, pequena empresa de Itupeva, interior paulista, que produz geléias kasher desde 2004. Com o selo, a empresa conquistou as prateleiras de mercados importantes, como a rede Pão de Açúcar e a Casa Santa Luzia, em São Paulo. A Homemade produz 450 toneladas de geléia por mês e, no ano passado, cresceu 12% em relação a 2007. “Vejo o selo kasher como um certificado de qualidade. Só consegue o selo a empresa que tiver boas práticas de higiene”. |
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| >>> 200% foi o quanto cresceu o faturamento dominical da loja paulistana da rede McDonald’s que ofereceu só lanches kasher >>> 4.500 pessoas consumiram itens variados do Menu Kasher, criado pela rede de fast food >>> 7.000 sanduíches vendidos foi o número final em 26 de abril, data da edição mais recente da promoção >>> 4 domingos seguidos foram dedicados exclusivamente ao cardápio restrito a itens kasher em São Paulo. A rede americana opera restaurantes kasher em Israel e Buenos Aires >>> 6 tipos diferentes de lanche fazem parte do Menu Kasher: Big Mac, Quarteirão, McNífico (sem bacon), Hambúrguer, McFritas, e McLanche Feliz |
| Em setembro, o Super K - Market & Deli abriu as portas em São Paulo com mais de dois mil produtos kasher |
| A Cau, marca de chocolates finos e artesanais criada em 2007, tem uma linha especial de bombons certificados |
| O palmito pupunha da empresa São Cassiano, produzido em Jaú, interior paulista, ganhou o selo kasher em 2008 |
| No Café Med, restaurante paulistano que segue os preceitos judaicos, dá para comer sushi preparado com ingredientes certificados |