quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

1945: Libertação de Auschwitz

A 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio nazista. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas pelo menos um milhão de pessoas.
Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas pelo menos um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se sinônimo do genocídio contra os judeus, ciganos (sinti e rom) e outros tantos grupos perseguidos pelos nazistas.

As tropas soviéticas chegaram a Auschwitz, hoje Polônia, na tarde de 27 de janeiro de 1945, um sábado. A forte resistência dos soldados alemães causou um saldo de 231 mortos entre os soviéticos. Oito mil prisioneiros foram libertados, a maioria em situação deplorável devido ao martírio que enfrentaram.

"Na chegada ao campo de concentração, um médico e um comandante questionavam a idade e o estado de saúde dos prisioneiros que chegavam", contou Anita Lasker, uma das sobreviventes. Depois disso, as pessoas eram encaminhadas para a esquerda ou para a direita, ou seja, para os aposentos ou direto para o crematório. Quem alegasse qualquer problema estava, na realidade, assinando sua sentença de morte.

Câmaras de gás e crematórios

Auschwitz-Birkenau foi criado em 1940, a cerca de 60 quilômetros da cidade polonesa de Cracóvia. Concebido inicialmente como centro para prisioneiros políticos, o complexo foi ampliado em 1941. Um ano mais tarde, a SS (Schutzstaffel) instituiu as câmaras de gás com o altamente tóxico Zyklon B. Usada em princípio para combater ratos e desinfetar navios, quando em contato com o ar a substância desenvolve gases que matam em questão de minutos. Os corpos eram incinerados em enormes crematórios.

Um dos médicos que decidiam quem iria para a câmara de gás era Josef Mengele. Segundo Lasker, ele se ocupava com pesquisas: "Levavam mulheres para o Bloco 10 em Auschwitz. Lá, elas eram esterilizadas, isto é, se faziam com elas experiências como se costuma fazer com porquinhos da Índia. Além disso, faziam experiências com gêmeos: quase lhes arrancavam a língua, abriam o nariz, coisas deste tipo..."

Trabalhar até cair

Os que sobrevivessem eram obrigados a trabalhos forçados. A empresa IG Farben, por exemplo, abriu um centro de produção em Auschwitz-Monowitz. Em sua volta, instalaram-se outras firmas, como a Krupp. Ali, expectativa de vida dos trabalhadores era de três meses, explica a sobrevivente.

"A cada semana era feita uma triagem", relata a sobrevivente Charlotte Grunow. "As pessoas tinham de ficar paradas durante várias horas diante de seus blocos. Aí chegava Mengele, o médico da SS. Com um simples gesto, ele determinava o fim de uma vida com que não simpatizasse."

Marcha da morte

Para apagar os vestígios do Holocausto antes da chegada do Exército Vermelho, a SS implodiu as câmaras de gás em 1944 e evacuou a maioria dos prisioneiros. Charlotte Grunow e Anita Lasker foram levadas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde os britânicos as libertaram em abril de 1945. Outros 65 mil que haviam ficado em Auschwitz já podiam ouvir os tiros dos soldados soviéticos quando, a 18 de janeiro, receberam da SS a ordem para a retirada.

"Fomos literalmente escorraçados", lembra Pavel Kohn, de Praga. "Sob os olhos da SS e dos soldados alemães, tivemos de deixar o campo de concentração para marchar dia e noite numa direção desconhecida. Quem não estivesse em condições de continuar caminhando, era executado a tiros", conta. Milhares de corpos ficaram ao longo da rota da morte. Para eles, a libertação chegou muito tarde.
Redator(a):Birgit Görtz (rw)
© Deutsche Welle

Arqueólogos encontram casa da época de Jesus em Nazaré



Arqueólogos trabalham em Nazaré
Arqueólogos israelenses revelaram nesta segunda-feira que encontraram os restos da primeira residência encontrada na cidade de Nazaré, no norte de Israel, que pode ser da época de Jesus Cristo.
De acordo com o jornal israelense Haaretz, a descoberta fornece mais dados sobre como era a vida na cidade de Nazaré há cerca de 2 mil anos.
A casa provavelmente fazia parte de um pequeno vilarejo com cerca de 50 residências habitadas por judeus pobres.
Uma porta-voz da Autoridade Israelense para Antiguidades, Yardenna Alexandre, informou que os restos de uma parede, uma cisterna para coleta de água da chuva e um refúgio foram encontrados depois da descoberta do pátio de um antigo convento.
Escavações na residência antiga de Nazaré, com Igreja da Anunciação ao Fundo
De acordo com Alexandre, os arqueólogos também encontraram potes de argila, do tipo que era usado pelos moradores da Galileia (região onde hoje fica o norte de Israel) na época, uma indicação de que a casa pertencia a uma família judia simples.
"É provável que Jesus e seus amigos de infância tenham conhecido a casa", afirmou a porta-voz em entrevista.
"A partir das poucas provas escritas disponíveis, sabemos que a Nazaré do primeiro século da era cristã era um pequeno vilarejo judeu localizado em um vale", disse Alexandre, acrescentando que até agora "poucas sepulturas da época de Jesus foram encontradas, mas nunca encontramos os restos de residências daquela época".
Um poço também foi encontrado, e os arqueólogos calculam que ele foi construído como parte dos preparativos dos judeus para a Grande Revolta contra os romanos, entre os anos de 66 e 73 d.C.

Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Editora publica livro “Diário do Diabo” para concorrer com a Bíblia

Não é apenas Deus que nos observa. Seu principal concorrente, que de besta não tem nada, andou fazendo anotações sobre a vida humana e pretende desbancar em número de vendas o livro do adversário, a Bíblia Sagrada. As revelações do coisa-ruim estão reunidas no Diário do Diabo, obra que mostra, de forma bem humorada (muitas vezes sarcástica), que bondade e maldade são mera questão comercial.

O livro apresenta, com humor sagaz, como “o Bem” e “o Mal” são somente questão de negócios, além de servir como plataforma política para o autor a partir da comprovação de que ele não é tão feio quanto o pintam. Trata-se de texto leve e divertidíssimo, para o leitor que aprecia a irreverência.
Originalmente escrito, mui apropriadamente, por um certo Nicholas D. Satan, o livro foi transcrito pelo misterioso professor M.J. Weeks, que recebeu a tarefa de ser o escrivão oficial do capeta, sendo uma espécie de “psicógrafo”. Na entrega do manuscrito para o autor, o livro ficou um pouco comprometido por causa do fogo do inferno e da velhice do exemplar. O trabalho de restauração da obra necessitou das mais modernas técnicas disponíveis no mercado para tratamento de imagens. As partes incompreensíveis receberam observações de M. J. Weeks.
Publicado no Brasil pela Geração Editorial, a opus satanica recebeu tradução de Paulo Schmidt, que diz ter feito um pacto com o autor do livro para conseguir o trabalho. Dividido em cinco volumes, são debatidos temas antigos e contemporâneos, obras do cão (não o dos teclados).
Mais do que um livro que reconhece a grandeza dos atos do tinhoso, o diário do cramulhão mostra sua faceta globalizada. É possível perceber que todos os acontecimentos negativos da Humanidade foram mesmo obra dele.
Mas o belzebu não fez tudo sozinho. Da Crucificação de Cristo à Guerra do Iraque, do aquecimento global aos reality shows, o chifrudo contou com diversos, digamos, indiscípulos, que alcançaram a glória prometida com a venda da alma. O livro cita os funcionários da Satancorp que tiveram mais destaque em seus empreendimentos, gente boa como Nero, Rasputin e um tal George W. Bush.
Para saber mais detalhes sobre a vida pessoal, seus desmandamentos, ou para saber se o capiroto usa mesmo Prada, leia o diário e prepare-se para gargalhadas infernais.

Uma Riqueza Que Sempre Nos Encorajará

Para refletir...
Uma Riqueza Que Sempre Nos Encorajará

"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus  Cristo,  o qual nos abençoou  com  todas  as  bênçãos  espirituais  nas regiões celestes em Cristo" (Efésios 1:3).

Durante a Depressão, Charles Darrow não conseguia  encontrar trabalho. Apesar de estar sem dinheiro e de sua esposa estar esperando um bebê, ele não se mostrou  desencorajado.  Todas as noites se divertia com um jogo inventado por ele. O  jogo lembrava umas férias felizes que haviam tido  em  uma  outra cidade. Ele criou uma praça, com  um  pedaço  de  papelão  e fingia  ser  rico.  Nas  suas  "propriedades"  ele   colocou miniaturas de  casas  e  hotéis  que  esculpiu  com  pedaços pequenos de madeira. O jogo, chamado "Monopólio",  foi  mais tarde comercializado pelos Irmãos Parker e,  enfim,  fez  de Darrow um milionário.

Por mais que estejamos enfrentando  situações  difíceis  que  parecem não ter solução, uma coisa é certa:  o  Senhor  está conosco. Ele é o socorro em qualquer circunstância. Ele é  o maior tesouro que  alguém  poderia  possuir.  Não  existe  o impossível quando Cristo é o nosso Senhor e habita em nossos
corações.

Se  estamos  começando  o  ano  sem  um  emprego,  confiemos plenamente que Deus suprirá todas as nossas  necessidades  e nos guardará com Suas mãos santas até que  o  novo  trabalho seja conseguido. Se o novo ano começa  com  enfermidades  em nossa casa, tenhamos a fé de que o "Senhor  que  sara"  logo derramará bênçãos de saúde. Se estamos aflitos por  qualquer problema, a paz e a bonança em breve chegarão.

Nós, cristãos, podemos não ter riquezas  neste  mundo,  mas, temos uma riqueza que  jamais  nos  deixará  desencorajados. Temos a riqueza que é o nosso Pai divino.

Estejamos  firmes  durante  todo  o  ano.  Esperemos,    com paciência, por tudo que Deus tem preparado  para  nós.  Nele teremos um ano abençoado, dias de grande refrigério,  muitas conquistas a comemorar e um final de 2010 com muitos motivos de gratidão por uma vida de plena felicidade.

"RATIMBUM" - Significado

 "RATIMBUM" - Significado


 Olha só que interessante! !

 RATIMBUM

É uma palavra mágica usada pelos magos
 pérsias na Idade Média. Em rituais satânicos, elas eram pronunciadas assim e ao contrário fazendo o mestres dos magos surgir das cinzas e realizar os desejos de quem os proclamou.



Por muito tempo as pessoas cantam inocentemente um "parabéns" pra  alguém que está aniversariando. Mas se formos observar inicialmente o que a biblia diz essa pratica é errada. 

O que muitos não sabem é que depois da música vem um tal de ratimbum (isso significa: eu amaldiçoo você) muitos não sabem, mas os demônios se divertem em muitas festas até cristãs.

Esse ratimbum é pronunciado até para os pastores e
devemos tomar cuidado porque é essa mesma a finalidade do maligno.
 


Muitos não sabem porque acontecem tantas coisas
 misteriosas depois de uma simples festa de aniversário.

 Deixo aqui um alerta a todos os que leem essa
mensagem porque a obra do  maligno é essa: festejar a ruína do homem.


Existiu até certo tempo um programa infantil numa determinada emissora de TV (castelo ratimbum) que significa "castelo damaldição".

Detalhe que depois de dizer ratimbum,  se pronucia o nome do aniversariante várias vezes...


Obs: É bom nós sabermos que Deus Jeová preza o nosso bem estar e quando nos diz por meio da bíblia que práticas como essa e outras são erradas, nós podemos só ter uma certeza:

-Se nós a obedecermos só teremos a ganhar!!!

Magno Malta e Marcelo Crivella dão apoio a uma das piores ditaduras do continente americano

Julio Severo
Quando a população evangélica e católica se mobilizou pressionando o Senado sobre os perigos do PLC 122, os senadores evangélicos Magno Malta e Marcelo Crivella concordaram com a população: o PLC 122 é um projeto de tirania homossexual.
Contudo, na recente votação para incluir a Venezuela no Mercosul, tanto Malta quanto Crivella prefeririam concordar com as vontades do governo Lula, votando a favor da emergente ditadura comunista de Hugo Chavez.
O que faltou aos senadores evangélicos? Será que eles só se movem quando pressionados pela população?
Se tivéssemos feito uma campanha de pressão sobre Malta e Crivella, eles chegariam à conclusão acertada de que o governo de Hugo Chavez não merece oportunidades enquanto não renunciar ao autoritarismo?
Gostaria que os senadores, evangélicos ou não, tivessem bom-senso suficiente para tomar as decisões certas, sem a necessidade da pressão popular.
Independente do que os mentirosos digam, o PLC 122 é ditadura homossexual.
Independente do que os mentirosos digam, o governo venezuelano é ditatorial.
Ou os senhores senadores Malta e Crivella deixam de ser evangélicos e cristãos, para poderem ter liberdade de apoiar descaradamente absurdos como tratar a Venezuela como se fosse uma democracia, ou então que eles deixem de ser senadores pró-Lula, para poderem ser coerentes com o Evangelho. É impossível ser seguidor de Jesus Cristo e pró-Lula e pró-Chavez ao mesmo tempo.
A idéia deste artigo me veio quando eu havia acabado de me arrumar para um compromisso no país em que estou. Rascunhei pois rapidamente o que estava em meu coração e fui correndo até uma instituição católica para conversar com um professor, e lá estava — para minha surpresa — um venezuelano, que fugiu da ditadura de Hugo Chavez. Ele me contou sobre as atrocidades e violações de direitos humanos que estão ocorrendo na Venezuela, onde milhares de agentes cubanos dão “um jeito” em pessoas que demonstram descontentamento com Sua Majestade infernal. Ele disse que, felizmente, agora os bispos da Igreja Católica estão se mobilizando contra Chavez.
Mas não será tarde demais? Os líderes católicos apoiaram Chavez e agora que o ditador não mais precisa deles, eles se revoltam.
No Brasil há o mesmo fenômeno. Muitos líderes católicos e evangélicos apóiam Lula como uma prostituta apóia seus clientes — por dinheiro. Quando for tarde demais, eles farão o que? Apelarão para revoltas e descontentamento com seu messias político?
Quando for tarde demais, Crivella e Malta vão querer agir certo?
Eu não sou senador, mas enquanto não for tarde, vou avisar a população, que tem o direito de cobrar seus senadores eleitos sobre suas más ações ao votarem estupidamente a favor de uma ditadura.
Crivella e Malta fizeram muito mal em representar seus eleitores no apoio oficial à Venezuela de Hugo Chavez. Esse é o preço e desdobramento do apoio a Lula.
Anos atrás, na sede da Comunidade Sara Nossa Terra em Brasília, ouvi o próprio Malta pregando sobre um Lula que é sensível e chora. Ele vendeu no culto um lindo Lula — sem que nenhuma das lideranças religiosas presentes o repreendessem. Eu não sei exatamente por quem Lula chora, mas certamente não é pelos oprimidos pela truculência do ditador Chavez.
Mas que diferença faz? Crivella declarou que o Evangelho é “a cartilha mais comunista que existe”. Se isso fosse verdade, Crivella mereceria ser bispo, e Lula e Chavez mereceriam ser apóstolos. Se isso fosse verdade, Crivella e Malta estariam de parabéns por agirem como dois bons comunistas apoiando uma ditadura comunista.
Se o Evangelho fosse de fato a cartilha mais comunista do mundo, faria todo sentido os cristãos admirarem Stálin, Fidel Castro, Hugo Chavez, etc.
Mas isso não é verdade, de modo que Crivella e Malta estão traindo o Evangelho de Jesus Cristo ao se colocar ao lado dos opressores e contra os oprimidos.
Para escrever um email a eles:
Aqui está a lista completa dos senadores que aprovaram a entrada da Venezuela no Mercosul:
1. Acir Gurgacz (PDT/RO)
2. Almeida Lima (PMDB/SE)
3. Aloizio Mercadante (PT/SP)
4. Antônio Carlos Valadares (PSB/SE)
5. Augusto Botelho (PT/RR)
6. Eduardo Suplicy (PT/SP)
7. Epitácio Cafeteira (PTB/MA)
8. Francisco Dornelles (PP/RJ)
9. Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN)
10. Gim Argello (PTB/DF)
11. Ideli Salvatti (PT/SC)
12. Inácio Arruda (PCdoB/CE)
13. João Durval (PDT/BA)
14. João Pedro (PT/AM)
15. João Ribeiro (PR/TO)
16. João Vicente Claudino (PTB/PI)
17. Lobão Filho (PMDB/MA)
18. Magno Malta (PR/ES)
19. Marcelo Crivella (PRB/RJ)
20. Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR)
21. Osmar Dias (PDT/PR)
22. Osvaldo Sobrinho (PTB/MT)
23. Patrícia Saboya (PDT/CE)
24. Paulo Duque (PMDB/RJ)
25. Paulo Paim (PT/RS)
26. Pedro Simon (PMDB/RS)
27. Renan Calheiros (PMDB/AL)
28. Renato Casagrande (PSB/ES)
29. Roberto Cavalcanti (PRB/PB)
30. Romero Jucá (PMDB/RR)
31. Romeu Tuma (PTB/SP)
32. Sadi Cassol (PT/TO)
33. Sérgio Zambiasi (PTB/RS)
34. Valdir Raupp (PMDB/RO)
35. Wellington Salgado de Oliveira (PMDB/MG)

Fonte: www.juliosevero.com

O Pecado Capital Evangélico , por Marcos Botelho

Os pecados capitais surgiram na tradição da igreja cristã, no afinco de controlar e educar o povo no que podia ou não fazer. Como o perdão dos pecados precisava passar por um ungido da igreja, através de uma confissão, a igreja selecionou e classificou os pecados em dois tipos: os pecados que são perdoáveis sem a necessidade do sacramento da confissão, e os pecados capitais, merecedores de condenação ao inferno.

Mais tarde, os pecados foram classificados em Sete Pecados Capitais que precisavam ter uma atenção especial. A vaidade, inveja, ira, preguiça, avareza, gula e luxuria foram as sete classificadas por Tomás de Aquino.

E o que aconteceu hoje com os Sete Pecados Capitais para nós evangélicos?

Os mais eufóricos falariam que não temos os pecados capitais, pois, por um lado todos os pecados são condenados pela bíblia de igual modo e levam à condenação eterna, mas por outro, não temos mais intermediadores na confissão dos pecados, que pelo sangue do cordeiro de Deus, Jesus Cristo, todos que se confessam são perdoados.

Eu, particularmente, concordo com esta afirmação, mas acredito que isso só ficou nas confissões de fé. As nossas igrejas protestantes têm os seus pecados capitais claramente expostos nos históricos de pessoas disciplinadas de suas igrejas.

Se analisarmos a freqüência com que alguns pecados são repetidos nos púlpitos, vemos claramente uma seleção e um catálogo na ordem de importância. E que alguns pecados precisam sim de mediador, de alguém da igreja, para serem perdoados.

O sexo lidera a lista de pecados capitais evangélicos, talvez porque vivemos em um país que já perdeu há tempos todos os parâmetros do que é certo ou errado nesta área.Mas não tem como, o líder evangélico brasileiro pode cometer qualquer pecado, como vaidade, inveja, ira, preguiça, avareza e gula que  não será disciplinado ou cobrado por um pedido de desculpa em público. Mas ai daquele que pecar na área sexual, esse pecado não tem perdão, pelo menos para todos os evangélicos!

O pecado da bebida entrou no ranking sem mesmo estar na bíblia, não quero defender este mercado, por saber que existem famílias destruídas por homens que estão doentes em seus vícios e, até mesmo por eu detestar destilados. Mas quando é que beber qualquer coisa alcoólica virou pecado? E ainda mais um pecado capital? Como um dos maiores símbolos que Jesus nos deixou envolve uma bebida alcoólica? Ou alguém aqui acredita no conto da carochinha que o vinho não era fermentado?

Não quero amenizar este ou aquele pecado, muito pelo contrário, todos
os pecados deveriam ser encarados como pecados capitais. Mas isso não
acontece e sinceramente nem sei se da para acontecer.

O problema deste ranking que difere a importância dos pecados e que, a
cada dia cresce mais com outros, que nem existem, é um problema
soteriológico, um problema de entender o papel da graça na salvação.

Se começarmos a mostrar que a cada dia merecemos mais ir para o
inferno com os nossos pecados, o caos é instalado, pois criaremos
crentes depressivos, com auto comiseração, doidos e até psicopatas.

Mas se juntarmos esta consciência desesperadora que todos os pecados
são capitais, com a graça de Deus em Jesus Cristo que nos perdoa mesmo
que a cada dia provamos que merecemos o inferno. Ao invés de
insanidade e loucura encontraremos o amor e a devoção que dará poder
para a transformação.

Se continuarmos com os nossos pecados capitais particulares gospels e amenizarmos os outros,cairemos em uma religiosidade hipócrita onde uns
são melhores que outros, e um evangelho vivido por fachada e, principalmente, cairemos na idéia de que só existe um pecado capital
Evangélico: O pecado de ser pego, pois o resto está valendo.

Marcos Botelho é pós-graduado em Teologia Urbana, Missionário do Jovens da Verdade, SEPAL. Professor da FLAM - Faculdade Latino Americana de Missões e responsável pelo Terra dos Palhaços Brasil www.marcosbotelho.com.br

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

MEU ANIVERSÁRIO NESTE NATAL


Como você sabe, está chegando novamente a data de meu “aniversário”. Todos os anos fazem festa em minha honra e creio que este ano acontecerá a mesma coisa. Nesses dias as pessoas fazem muitas compras, o rádio e a TV fazem centenas de anúncios. Por todo canto não se fala de outra coisa a não ser dos preparativos para o grande dia.

É bom saber que ao menos um dia por ano, algumas pessoas pensam um pouco em mim. Como você sabe, há muitos anos começaram a festejar meu aniversário. No começo, pareciam compreender e agradecer o que fiz por eles, mas HOJE em dia, ninguém sabe por que razão o celebram. As pessoas se reúnem e se divertem muito, mas não sabem do que se trata...

Estou me lembrando do ano passado: ao chegar o dia do meu aniversário, fizeram uma grande festa em minha honra. Havia coisas deliciosas na mesa, tudo estava decorado e havia muitos presentes... mas sabe de uma coisa?

Não me convidaram! Eu era o convidado de honra e ninguém se lembrou de me convidar! A festa era para mim e quando chegou o grande dia, fecharam a porta na minha cara. Bem que eu queria partilhar a mesa com eles...

A verdade não me surpreendeu porque, nos últimos anos, muitos me fecham a porta. Como não me convidaram, ocorreu-me entrar sem fazer ruído, entrei e fiquei num cantinho.

Estavam todos brindando, alguns já estavam embriagados, contando piadas, rindo, divertindo-se. Aí chegou um VELHO GORDO, VESTIDO DE VERMELHO, COM BARBA BRANCA E GRITANDO: HO! HO! HO!. Parecia ter bebido demais... Deixou-se cair pesadamente numa cadeira e todos correram para ele dizendo: Papai Noel! Papai Noel! – como se a festa fosse para ele!

Quando chegou meia-noite, todos começaram a abraçar-se. Eu estendi meus braços esperando que alguém me abraçasse... Quer saber? Ninguém me abraçou.

De repente, todos começaram a entregar presentes, um a um, os pacotes foram sendo abertos. Cheguei perto para ver se, por acaso, havia algum para mim – nada!

O que você sentiria se no dia de seu aniversário todos se presenteassem e não dessem nenhum presente para você?

Compreendi, então, que estava sobrando na festa... Saí sem fazer barulho, fechei a porta, fui embora...

Cada ano que passa é pior: as pessoas só se lembram da ceia, dos presentes, das festas... De mim ninguém se lembra.

Gostaria que, neste Natal, você me permitisse entrar na sua vida, reconhecendo que há mais de dois mil anos vim ao mundo para lhe dar minha vida na cruz e, assim, poder salvar você... Hoje só quero que acredites nisso com todo seu coração... “

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” João 3:16

Vou dizer-lhe uma coisa. Já que muitos não me convidam para a festa que fazem, vou fazer minha própria festa – uma festa grandiosa como ninguém jamais fez, uma festa espetacular. Estou nos últimos preparativos e expedindo os convites.

Este é especial para você. Só quero que você me diga se quer vir: reservarei um lugar para você e incluirei seu nome na lista dos que confirmaram... Os que não aceitarem, ficarão de fora.

Prepare-se porque quando tudo estiver pronto, quando menos se esperar, darei minha grande festa.

Não se esqueça de enviar este convite também aos seus amigos... SOMENTE PARA OS AMIGOS ESPECIAIS

Assim como você é especial para mim, com certeza, há vários amigos que são especiais pra você. Desta maneira, vamos fazer uma festa com os “especiais”, afinal, “muitos serão os convidados, mas poucos serão os escolhidos”, sabe por que? Porque poucos aceitarão o CONVITE!

“Se, com tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca confessa a respeito da salvação.” Romanos 10:9-10

Para meditação leia Mateus 22:1-14 “A parábola das bodas”



Que Deus os abençoe!

Equipe do JesusSite
www.jesussite.com.br

É Natal, fique atento!

Almir Lima
JesusSite


Hoje quero animá-los para a leitura de Tiago 2:1-4 que diz assim:

1 Meus irmãos, vocês que crêem no nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, nunca tratem as pessoas de modo diferente por causa da aparência delas.

2 Por exemplo, entra na reunião de vocês um homem com anéis de ouro e bem vestido, e entra também outro, pobre e vestindo roupas velhas.

3 Digamos que vocês tratam melhor o que está bem vestido e dizem: "Este é o melhor lugar; sente-se aqui", mas dizem ao pobre: "Fique de pé" ou "Sente-se aí no chão, perto dos meus pés."

4 Nesse caso vocês estão fazendo diferença entre vocês mesmos e estão se baseando em maus motivos para julgar o valor dos outros.

Como a palavra de Deus é perfeita e atualizada... se olharmos a sociedade em que vivemos hoje, quase dois mil anos depois destas palavras vemos que ainda hoje somos influenciados pelos valores mundanos, ...quem tem mais dinheiro, quem tem melhor emprego, quem tem melhor cargo, quem se veste melhor, quem é mais "importante"... triste este quadro!

Está na Bíblia em 1 Samuel 16:7 " Mas o SENHOR disse: — Não se impressione com a aparência nem com a altura deste homem. Eu o rejeitei porque não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para a aparência, mas eu vejo o coração." - Voltamos ainda mais no tempo e vemos que Deus não olha para a aparência, e sim para o coração! O homem vê o exterior, mas Deus vê o interior! Aleluia!

Alguns não levam muito a sério estas palavras, são bons crentes entre eles, no meio dos seus... no mundo em que vivemos existem igrejas de ricos e de pobres, de brancos e de negros... maldita contextualização! Que praga esta palavra tem sido para a Igreja!

Será que eles esqueceram que o Filho do Homem veio ao mundo pobre?

- É Natal... e ainda que não conheçam nada da palavra de Deus, será nunca viram o menino Jesus na manjedoura de um presépio? Nunca ouviram falar que Ele nasceu filho de um carpinteiro?

Está na Bíblia em 2 Coríntios 8:9 "Porque vocês já conhecem o grande amor do nosso Senhor Jesus Cristo: ele era rico, mas, por amor a vocês, ele se tornou pobre a fim de que vocês se tornassem ricos por meio da pobreza dele." - Ele era rico no céu, mas se tornou pobre por amor a nós!

Bendito sejam os pobres que declaram o nome de Jesus como o único nome, pois deles será o reino do céu! Está na Bíblia em Mateus 5:3 que eles são herdeiros... " — Felizes as pessoas que sabem que são espiritualmente pobres, pois o Reino do Céu é delas."

- Humildade! Quebrar o mandamento do Amor é transgredir toda a Lei... Outrora estivemos cativos, mas hoje temos a liberdade com base na obediência a palavra de Deus, a discriminação é uma realidade que não se pode negar, mas contra qual podemos e devemos lutar!

Tiago no texto em questão advertia os cristãos primitivos que estava havendo discriminação, distinção...mas Deus não faz distinção de pessoas, qualquer criança de nossas igrejas sabem recitar João 3:16 - Ele ama a Todos!

Estamos perto de uma época onde se come do bom e do melhor, onde se trocam presentes, onde se comemora... ainda que muitos não saibam o verdadeiro sentido do Natal, todos "comemoram"... "é uma festa..."

- Se Deus se apresentar a você por estes dias esteja pronto para aceitá-lo do jeito que Ele vier, pois Ele te ama do jeito que você é! Fique atento!

Um grande abraço,

Almir Lima

C o m p a r a ç õ e s ...



Papai Noel mora no Pólo Norte...
Jesus, em todo lugar.

Papai Noel anda num trenó...
Jesus andou sobre as águas.

Papai Noel nos visita somente uma vez ao ano...
Jesus está sempre presente.

Papai Noel enche nossas meias com presentes...
Jesus supre todas as nossas necessidades.

Papai Noel desce pela chaminé sem ser convidado...
Jesus bate na porta do nosso coração e espera que oconvidemos a entrar.

Nós temos que esperar numa fila para ver Papai Noel...
Jesus já está próximo quando se menciona Seu nome.

Papai Noel nos deixa sentar no seu colo...
Jesus nos deixa descansar em Seus braços.

Papai Noel não sabe nosso nome, tudo o que ele pode dizer é: "Olá garotinho ou garotinha, qual é o seu nome"?...
Jesus sabia nosso nome antes mesmo de nós o sabermos. Ele sabe não só o nosso nome, Ele conhece nossa história e futuro e ainda conhece nosso coração e quantos fios de cabelo temos em nossa cabeça.

Papai Noel tem uma barriga que balança como gelatina...
Jesus tem um coração cheio de amor, graça, misericórdia e perdão.

Papai Noel nos oferece de melhor é seu conhecido: "HO, HO, HO"...
Jesus nos diz: "Deixe que eu resolvo seus problemas".

Os ajudantes de Papai Noel fazem brinquedos...
Jesus faz vida nova, consola nosso coração aflito, repara lares destruídos e constrói esperanças.

Papai Noel pode fazer-nos um agrado, mas...
Jesus nos dá alegria com Sua força.

Enquanto Papai Noel coloca presentes sob nossa árvore...
Jesus tornou-se nosso presente e morreu na cruz por todos nós.

É claro que não há comparações.

Nós devemos lembrar "Quem é" o motivo do Natal, na verdade.

Devemos recolocar Cristo no Natal, Jesus ainda é, e sempre será, a razão da comemoração desta data.

Jesus é o melhor! ELE É SEMPRE O MELHOR!

"Um menino lindo nos nasceu, Um filho se nos deu. O governo está sobre os seus ombros. Seu nome será: Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz." Isaías 9:6

A verdadeira história do Natal

Rev. Ézio Martins de Lima
Pão Quente Diário



Ao entrar no Shopping ficamos deslumbrados com os efeitos produzidos pelas luzes, que apontavam diretamente para um imenso pinheiro enfeitado com caixas embrulhadas em papéis multicoloridos... Ao lado da árvore estava uma manjedoura com um boneco de uma criança, ao seu lado um casal... Um pouco mais distante, estavam alguns bonecos de homens trajados rudemente... Do outro lado do pinheiro havia uma casa toda coberta de pequenas lâmpadas, ao seu lado um trenó puxado por renas, e dentro da casa um homem vestido de vermelho, com longas barbas brancas... um gorro vermelho na cabeça... um saco vermelho nas costas. O quadro, ainda que confuso, trouxe-me à consciência o fato de que estamos às vésperas do Natal...

Sinceramente percebemos que cada ano que se passa as representações se tornam mais confusas, a ponto de o significado do Natal estar cada vez mais sendo esquecido em detrimento dos novos personagens que compõem esta nova história’: Papai Noel, Mamãe Noel, luzes, enfeites, presentes, comércio, banquetes... Então demos conta que no nascimento de Jesus, o Cristo, as circunstâncias também não eram diferentes... O fato que mudou a história da humanidade aconteceu na periferia de uma pequena vila, e os personagens mais próximos eram pastores de ovelhas, e alguns misteriosos reis do oriente... Nada de opulência! Nada de luzes! Nada de enfeites! Havia presentes, sim! O mais importante dos presentes! Aliás, o único que O Aniversariante continua esperando dos seres humanos: o LOUVOR!

O nascimento de Jesus Cristo é anunciado aos pastores em meio à música entoada por um coro angelical (Lucas 2.10-14). Particularmente, cremos que os anjos cantam para ensinar aos pastores que Jesus, o Cristo, é o Deus que merece toda Honra e todo Louvor. Os pastores aprenderam bem a lição... Não somente os pastores louvam a Jesus, como também os três reis-magos do oriente, que o fazem presenteando-O com ouro, incenso e mirra (Mateus 2.11), respectivamente símbolos da Realeza de Jesus (Apocalipse 17.14), do Sacerdócio de Jesus (Lucas 1.9; Hebreus 10.10-13), e da Sua morte propiciatória (João 19.39).

Então descobrimos o verdadeiro sentido do natal: Jesus nasceu! Seu nascimento é motivo de louvor, porque Ele é o Sacerdote que representa e intercede por todos os seres humanos da face da terra, em todas as eras, em todos os lugares, em todo o tempo, oferecendo-lhes gratuitamente o perdão dos pecados e a vida eterna. Jesus merece todo louvor, porque é Rei. Não um rei cujo trono se estende no mundo pelo poder da espada e da opressão! Não! Jesus é o Rei, cujo Reino está dentro dos corações dos que confessam Sua majestade e dão crédito às Suas palavras de Vida, Poder, Graça e Amor (Mateus 17.21). Contudo, Jesus também recebeu de presente a mirra... perfume utilizado nos rituais pós-morte... No nascimento de Jesus, prenuncia-se a Sua morte! O Sacerdote é ao mesmo tempo o próprio sacrifico; e no Seu sacrifício, o Rei estende Seu Reino Eterno sobre todas as culturas, línguas e nações...(Apocalipse 5.9).

É tempo de Louvor ao Único que merece toda a honra, toda a glória e toda a adoração!

Em Cristo!

O Que É Um "Feliz Natal"?

"O anjo, porém, lhes disse: Não temais, porquanto vos  trago novas de grande alegria que o será para todo o povo:  É  que vos nasceu hoje, na  cidade  de  Davi,  o  Salvador,  que  é Cristo, o Senhor" (Lucas 2:10, 11).


Um entrevistador de televisão estava caminhando nas ruas  de Tóquio na semana do Natal. Como em quase todo  o  mundo,  as compras de Natal são um grande sucesso comercial no Japão. O entrevistador  parou  uma  jovem  senhora  na   calçada    e perguntou: "O que quer dizer o Natal?" Rindo, ela respondeu: "eu não sei. Seria o  dia  em  que  Jesus  morreu?"  existia alguma verdade em sua resposta.

Nos dias atuais, mesmo nos países cristãos, o  Natal  parece uma festa de muitos presentes. O único que não está presente é o Senhor Jesus, razão da comemoração do  Natal.  As  casas estão enfeitadas de bolas coloridas, as mesas estão repletas de pratos saborosos, por toda parte são encontradas garrafas de bebidas, todos  se  abraçam,  cantam  e  dançam,  tudo  é alegria. Mas  onde  está  o  dono  da  festa?  Onde  está  o Salvador? Onde está o Senhor que nasceu para nos dar vida  e vida com abundância?

Parece que Cristo continua relegado à manjedoura  de  Belém, longe de nossos olhos, de nossa casa, de nossas  vidas.  Mas não deveria ser assim. Ele é a  única  coisa  importante  do Natal, o motivo real de nossa alegria.

O Natal deve ser  comemorado  com  Jesus  na  manjedoura  de nossos corações, nas cores de nossa felicidade,  na  fartura de nossa adoração e obediência. A festa é Jesus, a alegria é Jesus, os louvores são para Jesus, os abraços são dados  por causa de Jesus.

O  que  significa  ter  um  "Feliz  Natal"?  Ganhar   muitos presentes? Comprar roupas novas? Reformar a casa? Tudo  isso é apenas consequência de um "Feliz Natal".

Um "Feliz Natal" existe quando Jesus é o Senhor  e  Salvador de nossas vidas, o iluminador de nossos  lares,  o  guia  de todas as nossas decisões. Isso é ter um "Feliz Natal"!

O meu desejo, a todos os amigos e irmãos do Para Refletir, é que no dia 25 de dezembro e em todos os  outros  dias  (todo dia é Natal para nós), possamos olhar para  nossas  vidas  e para as nossas casas e comprovar o brilho e o colorido de um "Feliz Natal"!

Feliz Natal para todos!

Cartaz com José e a Virgem na cama gera protestos na Nova Zelândia


Cartaz (imagem: Igreja St. Matthew-in-the-City)
Igreja queria questionar significado do Natal, mas cartaz foi considerado ofensivo

Um outdoor colocado do lado de fora de uma igreja anglicana da Nova Zelândia, mostrando a imagem da Virgem Maria na cama com José, está provocando protestos de cristãos no país.
O outdoor traz a legenda Poor Joseph. God was a hard act to follow ("Pobre José. Foi difícil vir depois de Deus", em tradução livre), sugerindo que a cena ocorreu após a Concepção do Menino Jesus.
Segundo o vigário da igreja St. Matthew-in-the-City, Glynn Cardy, a ideia do cartaz era questionar estereótipos e promover o debate entre os fieis sobre o nascimento de Jesus Cristo.
Mas a Igreja Católica condenou o outdoor, chamando-o de "inapropriado" e "desrespeitoso".
Apenas horas depois de ser exibido em público, o cartaz foi vandalizado com tinta marrom.
Sátira
O vigário Glynn Cardy disse que o objetivo do cartaz era satirizar a interpretação literal da concepção de Cristo.
"Estamos tentando fazer com que as pessoas pensem mais sobre o sentido do Natal", disse ele à agência de notícias New Zealand Press Association (NZPA).
Cartaz vandalizado

(O Natal) tem a ver com um Deus espiritual masculino enviando seu sêmen para que uma criança nasça ou com o poder do amor em nosso meio?", questionou.
Cardy disse à NZPA que a igreja recebeu e-mails e telefonemas sobre o polêmico outdoor.
"Cerca de 50% disseram ter adorado, e cerca de 50% disseram que era terrivelmente ofensivo", disse ele, "mas foram cerca de 20 comentários sobre o cartaz. Isso é a Nova Zelândia."
‘Ofensivo’
A porta-voz da Diocese Católica de Auckland, Lyndsay Freer, disse que o poster era ofensivo para os cristãos.
"Nossa tradição cristã de 2 mil anos diz que Maria permanece virgem e Jesus é filho de Deus, não de José", disse ela ao jornal New Zealand Herald. "Um cartaz como esse é inapropriado e desrespeitoso."
O grupo de defesa dos valores familiares Family First disse que qualquer debate sobre o nascimento de Jesus de uma Virgem deve ser realizado dentro da igreja.
"Confrontar crianças e famílias com o conceito, com um outdoor na rua, é completamente irresponsável e desnecessário", disse o diretor do grupo Bob McCroskrie ao site de notícias stuff.co.nz.

Fonte: BBC

1979: Vaticano pune teólogo Hans Küng



No dia 18 de dezembro de 1979, a Congregação da Fé do Vaticano cassou a licença de lecionar do suíço Hans Küng, residente no sul da Alemanha. O teólogo arrebatou o ódio do Vaticano ao questionar a infalibilidade do Papa.
O então cardeal de Colônia, Joseph Höffner, havia convocado uma entrevista coletiva para a tarde de 18 de dezembro de 1979, sem anunciar o assunto. Pouco antes do encontro com os jornalistas, um emissário da embaixada do Vaticano entregou em Tübingen uma carta da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé (ex-Santo Ofício). "O professor Hans Küng – declarou o cardeal Höffner – diverge da integridade da fé católica em seus escritos. Por isso, ele não pode ser considerado teólogo católico nem continuar lecionando como tal".
Era o desfecho de uma briga de dez anos entre Küng e o Vaticano. O teólogo suíço, radicado na Alemanha, foi proibido de lecionar teologia em nome da igreja. "Acredito que o importante para um teólogo é expressar as preocupações e esperanças atuais do povo à luz do Evangelho. Assim ele também será levado a sério em Roma", disse Hans Küng, numa entrevista à Deutsche Welle em meados dos anos 70, quando o conflito parecia ter se acalmado.
Nascido em 1928, em Sursee, no cantão de Lucerna, ele começou a questionar a doutrina da igreja depois de estudar em Roma. Ele duvidava que as antiquadas fórmulas de pregação católica ainda fossem assimiláveis pelo homem moderno.
Küng argumentava que os ensinamentos da igreja deveriam ser formulados de maneira irrefutável, mas numa linguagem adequada a cada época. Ele criticou o dogma da infalibilidade do Papa, aprovado sob circunstâncias peculiares, no Concílio Vaticano 1º, em 1871.
Leonardo Boff, outra vítima
Já em 1957, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, sucessora da Inquisição, havia elaborado um Dossiê Küng, para analisar posições duvidosas de sua teologia. Apesar disso, o Papa João 23 convocou o teólogo (professor da Universidade de Tübingen a partir de 1960) para ser consultor oficial durante o Concílio Vaticano 2º, que pretendia modernizar a igreja. Logo após a conclusão do Concílio pelo Papa Paulo 6º, a Sagrada Congregação retomou o dossiê, abriu secretamente um processo para cassar a cátedra de Küng e tentou impedir a publicação de seus livros.
Küng queria, ao menos, que o processo fosse justo. Reivindicava o direito de ver os documentos e à assistência jurídica. "Um processo que não respeite esses direitos básicos é contra o Evangelho", disse. O teólogo, porém, não teve possibilidade de se defender em Roma e, pouco antes do Natal de 1979, o Vaticano lhe cassou, unilateralmente, a licença de lecionar.
Cinco anos depois, no dia 3 de setembro de 1984, o teólogo brasileiro Leonardo Boff, um dos teóricos da Teologia da Libertação, receberia punição semelhante, por criticar a estrutura da igreja no livro Igreja, Carisma e Poder.
Pela lei alemã, Küng não podia ser demitido como professor e foi transferido para a cadeira de Teologia Ecumênica na Universidade de Tübingen. Longe de ficar reduzido ao silêncio, prosseguiu sua tarefa esclarecedora, empreendendo dois grandes projetos: tratar da situação religiosa e de uma ética global.
Globalização requer ética mundial
Küng realizou estudos sobre as tradições cristã, judaica, islâmica, hinduísta e budista e publicou obras sobre a questão da ética mundial ("Weltethos"). "A globalização requer uma ética mundial que supere as linhas de conflito entre nações, povos e religiões. Se a globalização for apenas um instrumento para a maximização dos lucros, preparem-se para uma séria crise social", advertiu no Fórum Econômico Mundial de 1997, em Davos, na Suíça.
No livro Uma ética global para a política e economia mundiais (Editora Vozes, Petrópolis, 1998), Küng afirma que "uma nova ética mundial passa pela paz religiosa, sem a qual não haverá paz mundial, e esta exigirá interpretações mais humanas de leis sacras ultrapassadas e anti-humanistas, fundadas na intolerância e na mentira".
Outro livro de sua autoria foi Os grandes pensadores do cristianismo – Paulo de Tarso, Orígenes, Agostinho, Tomás de Aquino, Martinho Lutero, Friedrich Schleiermacher, Karl Barth, lançado em português pela Editorial Presença, de Lisboa, em 1999.

Redator(a):Hajo Goertz (gh)
© Deutsche Welle

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Você irá Sofrer - John Piper

Procure o que foi perdido dentro da sua casa


A parábola da dracma perdida faz parte do conjunto de parábolas que Jesus contou em Lucas 15 para ilustrar o amor de Deus pelos pecadores. Nas três parábolas, Deus busca o que estava perdido, encontra o que estava perdido e celebra com efusiva alegria a recuperação do que estava perdido.
Voltaremos nossa atenção para a parábola da dracma perdida. Algumas lições merecem destaque:
1. A mulher perdeu algo de valor dentro de casa - Ela perdeu uma moeda de sua coleção. Das dez dracmas, a mulher perdeu uma e a perdeu dentro de casa. Mais importante do que valores são os relacionamentos. Mais precioso do que bens são as pessoas. Muitas vezes, por descuido, nós também, perdemos verdadeiros tesouros dentro de casa. Perdemos a comunicação, perdemos a alegria da comunhão, perdemos o acendrado amor com que devemos amar uns aos outros.
2. A mulher não se conformou com a perda - A mulher poderia ter se conformado com a perda da moeda. Afinal, ela ainda tinha nove delas guardadas em segurança. Mas, essa mulher não aceitou passivamente a perda. Ela não se conformou com a derrota. Ela não desistiu de recuperar a moeda perdida. Muitas vezes, nós somos descuidados em guardar os tesouros que temos e quando os perdemos somos vagarosos e até desanimados para procurar o que se perdeu. Conformamo-nos facilmente com a derrota como o sacerdote Eli. Preferimos desistir do casamento, dos relacionamentos, do que lutar para recuparar o que se perdeu.
3. A mulher acendeu a candeia para procurar o que havia perdido - As casas na Palestina não possuíam janelas. Eram ambientes escuros e ensombreados. Era impossível procurar algo perdido sem acender a candeia. Se queremos reencontrar o que perdemos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma acender a candeia. A candeia é um símbolo da Palavra de Deus. Precisamos iluminar nossas mentes, nossos corações e nossos relacionamentos pela luz da Palavra se de fato queremos encontrar esses tesouros perdidos dentro da nossa casa.
4. A mulher varreu a casa para procurar o que se havia perdido - A mulher teve coragem de mexer e remover do lugar muita coisa. Ela teve iniciativa e esforço. Ela enfrentou o desconforto da desinstalação. Ela levantou muita poeira ao varrer cada canto da casa à procura do seu tesouro perdido. Se queremos a restituição desses tesouros perdidos dentro da nossa casa, precisamos de igual forma procurá-los diligentemente. Não podemos ser omissos nem acomodados. Não podemos ter medo de mexer em algumas coisas já sedimentadas. Não podemos ter medo de desconforto. Há muitos indivíduos que estoicamente desistem de procurar o que se perdeu em sua vida, em seu casamento, em sua família. Preferem encontrar justificativas para as perdas a investir tempo na busca do que se perdeu. Não devemos desistir jamais, pois o desconforto da busca não deve nos privar da alegria do encontro.
5. A mulher comemorou com grande alegria o encontro daquilo que estava perdido - A mulher perdeu a moeda no recesso do lar, sob as sombras do anonimato, mas ela celebrou o encontro da dracma publicamente sob os auspícios da luz. Nossas conquistas e bênçãos devem ser conhecidas e proclamadas. As outras pessoas devem conhecer nossas vitórias e participar das nossas alegrias. Há festa no céu quando um pecador se arrepende e quando o perdido é encontrado; também há alegria diante dos homens quando os tesouros que perdemos dentro da nossa casa são encontrados. É tempo de acendermos a candeia e pegarmos a vassoura. É tempo de procurarmos diligentemente aquilo que perdemos. É tempo de celebrarmos com os nossos irmãos as vitórias que vêm de Deus e a restituição das bênçãos de outrora!

Autor:  
Hernandes Dias Lopes
 
Fonte: Portal Vida Nova 

'Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto''


“Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto.”
Jesus


A sabedoria de Jesus nos fascina. Sua maneira simples de nos ensinar as coisas mais complexas concernentes da vida nos deixa encantados. Os elementos que utiliza para transmitir sua experiência, o jeito que elabora seu pensamento, os exemplos que ele dá são de deixar qualquer mestre pedagogo boquiaberto.

No versículo citado, por exemplo, ele utiliza um linguajar típico do homem do campo: grão e terra. Trata-se de um contexto muito peculiar tanto para os homens simples, como para os doutores de seu tempo. Jesus contextualiza, conhece tanto o povo quanto o ambiente no qual esse mesmo povo está inserido. O interessante é que ele nos fala do grão, mas não o dissocia do elemento que o acompanha, a terra. Ele sabe que deve conhecer não só o grão, mas também a terra.

Ficaria sem sentido falar do grão, sem mencionar a terra, pois o grão, para crescer, frutificar, deve ir para a terra. Terra fértil, terra que produz, terra que ajuda no crescimento, terra a partir da qual fomos criados.

Penso que às vezes nos desenfreamos a falar sobre grão e nos esquecemos da terra. Explico: falamos do homem e nos esquecemos de falar de seu meio, de sua cultura. De certa forma, ficamos desapercebidos, achando que a cultura/terra não tem importância para o crescimento desse homem/grão.
Neste artigo, gostaria de falar um pouco da nossa cultura, da nossa terra; dizer alguma coisa do lugar e da gente, a partir dos quais se pensa e se elabora teologia. Para tanto, recorrerei ao pensamento de um brasileiro que muito se preocupou em compreender nossa cultura, Sérgio Buarque de Holanda. Ele tinha como objetivo, juntamente com outros intelectuais de sua época, repensar o Brasil. Tentar entender de que maneira se deu a formação do nosso povo. Nessa análise, entendia que o país precisava ser “redescoberto” e reconstruído por sua própria população. Propunha ainda que os brasileiros tinham de conhecer o Brasil: sua cultura, tradição, a fim de superá-los dialeticamente e impedir que estes agissem sobre o inconsciente do próprio povo. Para ele, o Brasil é mais português do que gostaríamos que fosse.
Traçando um paralelo sobre o pensamento de Sérgio Buarque, sobre a cultura brasileira e sobre o povo evangélico, percebemos como estamos encharcados de alguns vícios da nossa própria cultura, que chamamos de evangelho. Às vezes nem sequer nos damos conta que o evangelho os repele. Necessitamos exercitar discernimento sobre os vícios e virtudes de nossa cultura, mas antes disso precisamos conhecê-la. Tentaremos abaixo descrever alguns traços dessa cultura apontados por Sérgio Buarque em sua obra Raízes do Brasil.
Na construção de nossa identidade como brasileiros, um dos primeiros traços e, por conseguinte, um grande obstáculo, segundo Sérgio Buarque, é que nossa representação do que somos não se refere à realidade do que somos. Em outras palavras, a cultura europeia foi imposta num ambiente completamente estranho à sua tradição. Ocorreu no Brasil um “transplante cultural”, como conceituam os antropólogos. Nossas tradições, ideias, ideais, etc. vieram de outro lugar, não dos trópicos. Desenvolvemos uma visão de mundo completamente diferente da nossa. Vivenciamos a história vinda de fora e não a história construída e vivenciada dentro de nosso próprio país. Daí, argumenta Sérgio Buarque: “Como pensar num futuro, se não estamos sintonizados na mesma frequência de nosso tempo histórico específico? Como planejar, agir, e construir desconectados da história de nossa gente e de nossa terra?”, acrescento, “Como elaborar uma teologia para o povo, dissociados deste próprio povo? Como responder a esse povo, coisas que ele não está perguntando? Falar dos grandes tratados teológicos, das grandes questões europeias, num país de gente semialfabetizada no sentido teológico?”.
Essas perguntas nos parecem muito pertinentes. Deveríamos indagar e conhecer não só nossa cultura, mas também nossa cultura evangélica. Deveríamos nos questionar sobre qual verdadeiramente seria o centro orientador em que nos baseamos na construção de nossos cultos, de nossas liturgias, de nossa música “gospel”. Não estou aqui, apregoando a queima de nossa história, de nossos pioneiros, de gente tão querida e tão preciosa que deixou seu país de origem em obediência ao seu Senhor, para nos falar dessa mensagem. Apenas estou sugerindo que esses homens chegaram com sua cultura, sua tradição, sua visão de mundo, seu jeito de ser. Talvez muito do que entendiam como santo não passava de simples tradição de seu país, de uma maneira peculiar de perceber e sentir o mundo através de suas próprias lentes culturais.
Triste pensarmos em nossa liturgia muitas vezes empobrecida pela tradição europeia. Desesperador olhar e perceber que, apesar de todo o esforço para a independência da metrópole Europeia, da libertação de condição de colônia, apenas mudamos o eixo, dando continuidade à relação metrópole/colônia só que dessa vez mais para o Oeste. Percebo que muitos dos “grandes moveres” de Deus, no Brasil e em nossos dias, são em grande parte trazidos como grandes enlatados de fora e lançados sobre a cabeça de nosso povo com raras adaptações. Livros são lançados fora do Brasil, lidos por brasileiros e, sem discernimento algum, seguem cegamente a lógica Metrópole/Colônia. Se é bom para a Metrópole, se faz sucesso lá, deve ser lançado aqui. Se é bom lá, deve ser bom aqui.
A teologia da Metrópole cai como uma luva na teologia da colônia. Ficamos fascinados com o que ocorre por lá, e nos questionamos por que não aqui. Nenhum problema a priori, de ser de lá ou ser de cá, mas por que não fazer uma teologia elaborada a partir de nosso povo e de nossa gente? Por que não conhecermos nossa terra, nossa gente, nosso povo? Não darmos respostas bíblicas a partir das necessidades de nossa terra?

Talvez você esteja se perguntando...“O que tudo isso tem a ver, se de lá ou de cá? Tudo é de Deus! O que importa é que dá certo!”. É verdade. No entanto, quando começamos a receber as notícias dos estragos feitos na metrópole em nome de Deus, devemos exercer, como cristãos, discernimento para não cairmos no erro ingênuo de apenas e tão somente reproduzirmos modelos prontos, alardeando que lá esta ou aquela teologia é a última moda e, por isso, é a certa.
Com o único propósito de ilustrar o que quero dizer, relatarei um fato ocorrido recentemente comigo. Recebi um convite para pregar numa igreja de periferia, muito simples. Uma igreja muito amorosa, com um povo muito humilde. Fiquei extremamente grato a Deus por essa igreja, mas não pude deixar de notar a maneira como dirigiam suas músicas. As músicas chorosas, melancólicas pareciam trazer ao fundo o som da gaita. Sílabas estendidas e flexionadas, dança ritmada ao som do “black spiritual”, num clima plangente, fizeram-me sentir dentro da cor púrpura. No meio do povo, gente de terno listrado, ouro nos pulsos e gargantas, sapatos lustrosos de duas cores, camisas brancas com colarinhos enormes, mangas maiores que as mangas dos paletós, chapéu, outros com lenços brancos, sutilmente colocados para fora do paletó. Uma jovem senhora de chapéu e vestido longo, aparentando ser do sul do Mississipi, juntamente com os irmãos choravam e gritavam: “raleluia”, “Oh, Dgisus”. Perguntei ao pastor que estava ao meu lado: — “São norte-americanos que estão visitando a Igreja?”. De pronto o pastor respondeu: — “Não, são irmãos aqui do bairro mesmo. É que eles gostam de se vestir assim”.
Não sou nenhum conhecedor profundo da música dos negros americanos, mas sua música tem história, tem raízes profundas em suas vidas. O lamento é de dor e saudades da terra materna. História de sofrimento, peculiares aos negros da América do Norte. Sua gaita, seu banjo, seu instrumento e canto relembram, no meio de suas famílias, sua história, assim como os filhos de Israel relembravam as suas, com suas harpas e danças. Essas histórias nos ajudam, nos edificam. Louvamos a Deus pela vivência desses povos. Mas por que resistimos em contar a nossa história? O negro no Brasil foi parte importante dela. Vejamos.
Os negros africanos trazidos ao Brasil também têm história para contar. Não a partir do subúrbio nova-iorquino, mas dos fundos da casa-grande. Contada e cantada nas senzalas. Dançadas nos jogos de capoeira. Não com chapéus, ternos e sapatos, mas com meias-calças e camisetas desfiadas. Os atabaques animavam o folguedo no interior da senzala, fazendo com que a casa-grande forçosamente escutasse que aquele povo, apesar de escravo, jamais entregaria sua alma a quem quer que fosse e, por mais que o banzo tentasse, jamais seria vencedor.
Não nos sentimos constrangidos, muito menos escandalizados, ao entrarmos em uma igreja evangélica no Brasil e ouvirmos um ritmo choroso de blues, em tom menor, melancólico, com um andamento bastante lento, composto no sul dos Estados Unidos, mas, com certeza nos sentiríamos pouco à vontade em ouvir o som dos atabaques, bongôs, etc. Digo isso porque esse constrangimento reflete, de uma maneira ou de outra, em muito, a condição social de muitos negros que dificilmente, em nosso país, chegam ao poder político, ou ao poder econômico e — o que mais nos desespera — ao poder eclesiástico. Conhecer um pouco melhor nossa cultura ajudará a igreja evangélica a não sucumbir à tentação de ser voz daqueles que não a têm. Antes ela dará voz aos desprovidos, ensinará a falar aqueles que não tiveram oportunidade de aprender a falar, retirando de nossa cultura todo traço infernal, que oprime e desumaniza a criação.
Essa é a nossa história. A história de nossa periferia que será contada. Não a dos tele-evangelistas, não a dos heróis, mas a dos santos, que margeiam a história contada pelos homens, porém triunfam na contada por Deus. Precisamos relembrar urgentemente nossa história, lamentavelmente, para alguns, conhecê-la. Caso contrário, seremos estranhos à nossa própria gente e à nossa própria história; nossas raízes serão tão desconhecidas que, ao olharmos no espelho, não seremos capazes de nos reconhecer, e a pergunta de Sérgio Buarque continuará ecoando nas próximas gerações: “Como pensar num futuro, se não estamos sintonizados na mesma frequência de nosso tempo histórico específico? Se não conhecemos nossa própria cultura?”.


Ricardo Bitum

Fonte: Editora Vida nova

A Operação do Erro

Pr. Ron Riffe
www.espada.eti.br


"O que é a verdade?" - Pôncio Pilatos (João 18:38)

2 Tessalonicenses 2:11 diz que Deus enviará a "operação do erro" ao mundo quando o Anticristo ascender ao poder. A igreja de Jesus Cristo já terá partido no Arrebatamento, terminando assim com a influência de "sal e luz" da operação do Espírito Santo na humanidade por meio dos cristãos fiéis. Então, como que para adicionar insulto à injúria, uma alucinação sobrenatural virá sobre o mundo de modo a garantir que Satanás encarnado seja 100% bem-sucedido em sua conquista! Todos os homens em toda a parte darão as boas-vindas ao Anticristo com os braços abertos e nem uma única voz se levantará em protesto. Naquele ponto. o diabo alcançará seu objetivo de governar o mundo e de receber a adoração dos homens em lugar de Jeová Deus.

Por que você acha que Deus vai permitir ao diabo tamanha latitude? A Bíblia não nos dá uma razão específica, mas estou convencido de que ela se encontra na mesma categoria que o antigo ditado: "Cuidado com aquilo que você pede em oração, pois poderá terminar recebendo!" Sendo o deus deste século (2 Coríntios 4:4), Satanás tem usado todas as estratégias possíveis para colocar Deus de lado e usurpar Seu papel como Deus Soberano. Durante o período de sete anos da Tribulação, ele receberá corda suficiente para se enforcar. Com essa liberdade irrestrita, ele lançará seu ódio contra tudo o que Deus criou, e a monstruosa mentira ensinada pelas sociedades secretas e pelas religiões de mistério que Lúcifer é o "deus bom" será finalmente exposta - mas então será tarde demais para todos aqueles que foram enganados.

Durante algum tempo após o arrebatamento não haverá crentes na Terra e o "mistério da injustiça" (2 Tessalonicenses 2:7 - que eu pessoalmente acredito será o gnosticismo - florescerá rapidamente de forma plena. Mas a Bíblia - a Palavra de Deus - ainda estará disponível, porque o diabo e seus demônios não podem destruí-la (1 Pedro 1:23)! Não há dúvida que uma das primeiras ordens do Anticristo será proibir as pessoas que possuírem uma Bíblia e toda cópia que puder ser encontrada será queimada. Mas antes que o reinado de terror do Anticristo seja trazido ao fim na Batalha do Armagedom, milhões de pessoas chegarão ao conhecimento da salvação em Jesus Cristo por meio dos esforços dos 144.000 missionários judeus! O capítulo 7 do Apocalipse nos diz que 12.000 indivíduos de cada uma das 12 tribos serão "selados" por Deus para Seu serviço e que uma "grande multidão" (verso 9) será salva durante a Grande Tribulação (verso 14). A opinião majoritária entre os professores conservadores da Bíblia é que a grande multidão será o fruto espiritual desses judeus convertidos e nascidos de novo. Embora o Israel no Velho Testamento tenha falhado em sua responsabilidade de testemunhar para as nações, essa falha será retificada durante o Período da Tribulação.

O contexto de 2 Tessalonicenses 2:11 relativo a Deus enviar a "operação do erro" é geralmente interpretado como essa operação do erro vindo sobre a humanidade após o arrebatamento da igreja, mas não estou tão certo que ela não tenha seu início algum tempo antes desse evento. Na verdade, acho que se pode muito bem argumentar que a presença dessa operação do erro já esteja presente aqui e agora! Em meus quase 68 anos de vida, nunca houve um tempo anterior em que tantas pessoas estavam tão confusas sobre o que a Bíblia ensina. Homens com diplomas em Teologia estão agora promovendo planos e programas tão distantes das doutrinas bíblicas definidas de forma tão clara que só podemos pensar na "operação do erro".

Um caso em vista envolve "teonomia" - uma palavra de origem grega derivada de Theos e Nomos - significando "Deus" e "lei". Também chamada de Teologia do Domínio, ou Reconstrucionismo, é uma tentativa de colocar a América de volta às suas raízes puritanas e no ideal bíblico de sociedade. Embora eu concorde plenamente com o sentimento de viver de acordo com a Palavra de Deus, a tentativa por parte dos homens de forçar esse ideal sobre a sociedade é contrária às Escrituras! Isso não funcionou nos dias de João Calvino e de Oliver Cromwell e não funcionará até que o Príncipe da Paz imponha esse ideal sobre toda a humanidade durante Seu Reinado Milenar.

Um erro evidente nesse raciocínio é a crença que estamos agora vivendo no Reino e, como resultado, devemos estar reinando com Cristo sobre a terra - como diz Apocalipse 5:9-10:

"E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra."

Mas estamos agora vivendo no reinado de Jesus Cristo? E é verdade (como eles afirmam enfaticamente) que o Senhor não retornará - na verdade ele não pode voltar - até que Sua igreja tenha reivindicado este mundo do diabo? Devem os crentes usar qualquer e todos os métodos à sua disposição para estabelecer o domínio sobre os incrédulos, como os meios políticos, reformas sociais, ou até mesmo a violência, se for necessário?

Meus amigos, se você pensa que esse movimento é um elemento minoritário e marginal dentro da cristandade - pense novamente! Quando a Direita Religiosa iniciou seu esforço atual para influenciar a definição de políticas dos Estados Unidos durante a administração Reagan, eles estavam seguindo essa filosofia, percebessem ou não. É principalmente por essa razão que os 'progressistas' da Esquerda continuam a rosnar sobre a separação entre a igreja e o Estado. Eles sabem da história da igreja que inevitavelmente ocorre quando os cristãos com boas intenções vão longe demais. Portanto, fique informado que os zelotes nas altas esferas que corretamente condenam os excessos dos talibãs muçulmanos estão fazendo tudo o que podem para estabelecer uma versão cristã que tem o objetivo de subjugar todo o mundo!

Mas mesmo que esses esforços ganhem apoio popular dentro da cristandade, tentar forçar individuos espiritualmente mortos a se conformarem com os princípios bíblicos inevitavelmente falhará. Para provar essa asserção, somente temos de apontar para o fato que o próprio Rei dos reis entrará no Reinado Milienar com uma população totalmente regenerada. Então, à medida que as pessoas tiverem filhos e o número de incrédulos gradualmente aumentar ao longo dos séculos, o pecado da rebelião estará em seus corações. O Senhor Jesus Cristo governará com "vara de ferro" (Apocalipse 2:27; 12:5; 19:15) e todos serão forçados a aderir às Suas leis. Mas após 1.000 anos de obediência forçada, hordas dessas pessoas, cujo número será como "o da areia do mar" (Apocalipse 20:7-8) correrá para o lado de Satanás quando ele for solto de sua prisão no poço do abismo (Apocalipse 20:3) em uma tentativa de derrubar Deus. Portanto, mesmo depois de viver sob um governo perfeito e em um ambiente perfeito, o coração humano pecador não terá sido conquistado por essa pressão.

A Teologia do Domínio é apenas a manifestação mais recente da antiga teoria do "Destino Manifesto dos EUA" do século 19. Eis o que a enciclopédia on-line Wikipedia diz sobre o assunto:

"O historiador Beshoy Shaker observou que três temas fundamentais foram normalmente tocados pelos defensores do Destino Manifesto:


1. A virtude do povo americano e de suas instituições
2. A missão de alastrar essas instituições, desse modo redimindo e recriando o mundo à imagem dos EUA e
3. O destino sob a direção de Deus para realizar essa obra.


A origem do primeiro tema, mais tarde conhecido como Excepcionalismo Americano, foi freqüentemente rastreado à herança puritana, particularmente ao famoso sermão 'A Cidade Sobre a Colina', de 1630, em que ele propôs o estabelecimento de uma comunidade virtuosa que seria um exemplo reluzente para o Velho Mundo. Em seu influente panfleto de 1776, 'Senso Comum', Thomas Paine, um dos Pais Fundadores, ecoou essa noção, argumentando que a Revolução Americana oferecia uma oportunidade para a criação de uma nova e melhor sociedade.

"Temos em nossas mãos o poder de iniciar o mundo novamente. Uma situação similar a esta não acontece desde os dias de Noé. O nascimento de um novo mundo está diante de nós..." [fim da citação da Wikipedia]

Entretanto, esse novo mundo - a Nova Ordem Mundial - está definitivamente no horizonte e muitos elementos diversos estão juntando forças para "trazer o reino". Esteja ciente, porém, que esse não será o Reinado de Jesus Cristo.

"Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados." [2 Timóteo 3:13]

O mundo está se tornando mais apodrecido a cada minuto e a noção que toda a humanidade pode ser manipulada a aderir à igreja é claramente ridícula. Acautele-se desse ensino! Deus está atualmente tirando Seus eleitos do navio condenado do governo humano e nenhuma quantidade de intervenção econômica ou política conseguirá manter esse navio flutuando. Então, quando ele finamente emborcar e ficar com o casco para cima, no fim do Período da Tribulação, o diabo estará na cabine de comando.

Somente após as estratégias dos homens pecadores tiverem corrido seu curso total é que Jesus Cristo voltará para reinar e governar. A primeira coisa que ele fará ao retornar é destruir os exércitos do Anticristo com a aguda espada que sai da Sua boca. (Apocalipse 19:15) Somente esse fato indica que Ele não retornará para um mundo que foi trazido à submissão pela igreja.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Comissão analisa projeto que criminaliza homofobia

08 de dezembro de 2009

Proposta polêmica está na pauta de amanhã da Comissão de Direitos Humanos, mas há dois pedidos para a realização de novos debates, o que adiaria a decisão
Os dois primeiros itens da pauta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) são requerimentos para uma nova audiência pública sobre o projeto de lei que criminaliza a homofobia e a discriminação de mulheres, idosos e deficientes. Se os requerimentos forem aprovados, a votação do projeto – que também está na pauta do colegiado – terá de ser adiada. A comissão se reúne amanhã.

A proposta de criminalização da homofobia e da discriminação por orientação sexual, sexo e gênero causa polêmica no Senado. Por um lado, parlamentares como Fátima Cleide (PT-RO), Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) e Patrícia Saboya (PDT-CE) defendem sua aprovação. Por outro, senadores como Marcelo Crivella (PRB-RJ) e Magno Malta (PR-ES) são contra a matéria – eles são os autores dos requerimentos de audiência.

Fátima Cleide é a relatora do texto, que teve origem na Câmara dos Deputados – a autora é a ex-deputada federal Iara Bernardi. Ao defender o projeto no mês passado, a senadora afirmou que a intolerância com homossexuais resultou em 122 assassinatos em 2008.

– Se essas vidas não importam, então podemos dizer que não existe homofobia no país – declarou.

Já Marcelo Crivella argumenta que o projeto é inconstitucional porque impediria o direito à livre expressão.

– Essa proposta fere todo sacerdote, todo padre, todo pastor e todo pai que queira ensinar ao filho que homossexualismo é pecado – disse.

Idosos e deficientes

Aprovado no final de 2006 pela Câmara, onde foi examinado sob a forma do PL 5.003/01, o projeto tramita desde então no Senado, como PLC 122/06. No mês passado, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou substitutivo de Fátima Cleide à proposta, que, assim, voltou à Comissão de Direitos Humanos.

No substitutivo, a senadora incluiu entre as atitudes discriminatórias que se tornariam crime as praticadas contra mulheres, idosos e deficientes. A relatora destaca que o substitutivo não cria novos tipos penais, apenas estende – alterando a Lei 7.716/89 – os tipos já existentes referentes à discriminação contra homossexuais, mulheres, idosos e pessoas com deficiência.

Além da CDH, a proposta ainda será votada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pelo Plenário. Caso aprovado no Senado, o projeto volta à Câmara dos Deputados, uma vez que foi modificado pelos senadores.

Fonte: Agencia Senado

Criminalização da Homofobia - Resultado da enquete

Criminalização da homofobia

Você é a favor do PLC 122/06, que torna crime o preconceito contra homossexuais?

Período: 01/11/2009 a 30/11/2009
Número de votos: 465.326




Criminalização da homofobia


Fonte: Agencia senado

Ações do Ministério Público focam igrejas evangélicas em expansão

A recente decisão que condenou o casal Estevam e Sônia Hernandes por evasão de divisas, dada na terça-feira (1º/12) pela 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, põe novamente em destaque o nível de atenção dedicada pelo Ministério Público e pela Justiça aos movimentos religiosos de massa chamados neopentecostais evangélicos.

Em crescimento contínuo há mais de 40 anos e com previsão de abranger metade dos brasileiros até 2020, as igrejas não têm atraído apenas fiéis. Sob os holofotes, ao reunir milhões de adeptos nas ruas, eleger parlamentares e colocar no ar programas diários e até canais exclusivos de televisão, despertam também a atenção de quem duvida de que o seu sucesso venha mesmo do céu.

Os alvos preferidos têm sido as igrejas Renascer em Cristo e Universal do Reino de Deus. As principais denúncias, no entanto, enfrentam dificuldades na Justiça. O Ministério Público tenta encaixar a tese de que, como não precisam explicar a origem do que recebem, as igrejas mais engajadas em atividades extracultos podem estar lavando dinheiro. Assim, as empresas e fundações criadas para administrar canais de televisão, projetos assistenciais, bens imóveis e até contratar funcionários estariam esquentando dinheiro sujo.

O problema é justamente esse: até agora, nenhuma prova trazida a público levou a indícios de dinheiro ganho em crimes. As acusações menos voláteis se baseiam apenas no fato de entidades com imunidade tributária investirem em negócios empresariais — o que a lei não proíbe, desde que os tributos das empresas sejam pagos normalmente. Ou seja, a possibilidade de haver lavagem já é motivo para acusações. “Aí é elocubrar”, diz Luiz Flávio Borges D’Urso, advogado que defende os Hernandes e preside a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil.

Até o acidente ocorrido em janeiro com o prédio da sede da Igreja Renascer, liderada pelo casal, virou assunto para o MP. Uma investigação apura se o desabamento do teto do templo, na Zona Central de São Paulo, que matou nove pessoas, foi culpa da direção, mesmo tendo a recente reforma do telhado sido aprovada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas da Universidade de São Paulo.

Nesta quinta-feira (3/12), a Justiça concedeu liminar ao MP que suspende a execução da reconstrução do prédio. O MP alega que o edifício vai trazer impacto no trânsito da região, no bairro do Cambuci, e que uma comissão especializada da Prefeitura é que deveria ter autorizado o alvará. Segundo a Assessoria de Imprensa da Igreja, o alvará foi expedido em agosto e passou duas vezes pela avaliação da Comissão de Edificações e Uso do Solo (Ceuso). A Igreja, no entanto, funciona neste local, na zona central da cidade, há mais de 20 anos.

Nem o jogador Kaká escapou. Membro mais ilustre — e responsável por um dos maiores dízimos — da igreja do apóstolo Estevam Hernandes, o craque de futebol recebeu na Itália, quando ainda jogava no Milan, uma intimação para prestar depoimentos sobre seu envolvimento na suposta lavagem. Não compareceu. A autoria da estranha intimação, no entanto, não foi assumida por ninguém.

A defesa dos Hernandes desconfiou do pedido e descobriu que o documento não havia sido homologado pela Justiça brasileira, como manda a lei, mas saiu direto do MP. Marcelo Mendroni, promotor paulista que tinha o nome assinado no pedido, negou o envio. Para complicar, o documento ainda exibia as armas da Justiça, como se tivesse saído da 1ª Vara Criminal de São Paulo. “Por parte do Juízo, em momento algum se determinou ou se expediu ofício à Justiça italiana para intimação da mencionada testemunha”, disse o juiz da 1ª Vara em despacho.

Para D’Urso, atribuir ao recebimento de dízimos a pecha de esquema de lavagem de dinheiro é criminalizar a atividade religiosa. “Todas as religiões sobrevivem das doações, que são destinadas à manutenção das entidades e a obras sociais comuns”, diz. A proibição de uma atividade lícita ou a criação de mecanismos que a restrinjam, para o advogado, é “uma hipocrisia”.

Condenação precipitada

Em relação à condenação dos Hernandes por evasão de divisas, o advogado afirma que o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, se precipitou, o que pode garantir a absolvição no julgamento da apelação. Segundo D’Urso, a sentença do juiz se baseou em provas vindas da Procuradoria de Miami, nos Estados Unidos, onde o casal cumpriu pena por entrar com US$ 56 mil não declarados. “Mas os documentos vieram para instruir o processo que corre na 1ª Vara, e não poderiam ser emprestados à 6ª Vara, salvo com autorização expressa da Procuradoria de Miami”.

Segundo o advogado, a autorização é exigência prevista no Acordo de Assistência Judiciária em Matéria Penal firmado entre os governos brasileiro e norteamericano, validado no Brasil pelo Decreto 3.810/01. Ele afirma que um ofício do Ministério da Justiça confirma a autorização verbal — e não expressa — da Procuradoria norteamericana, o que anularia as provas usadas na condenação. Como a fase de instrução acabou e o juiz não pode mais se manifestar no processo, só restaria a absolvição. “Juiz não pode emendar sentença, acabou sua jurisdição”, diz D'Urso.

Também foram religiosos os argumentos que levaram o juiz a aumentar a pena dos fundadores da Renascer na condenação. "A motivação não teria relevância se não fossem os réus quem são. Líderes religiosos, os acusados veneram as coisas sagradas e os mandamentos divinos", diz a sentença. Segundo ele, por defenderem esses princípios, "não poderiam incorrer à prática delitiva para o continuísmo de enriquecimento sem causa aparente colocado em marcha junto ao emaranhado de dogmas da fé cristã".

O agravante, segundo a sentença, se deve à função sacerdotal dos acusados. "Existem circunstâncias agravantes, em especial a de violação de dever inerente a ministério, ou seja, atividade religiosa, nos termos do artigo 61, inciso II, alínea ‘g’ (terceira figura), do Código Penal, de forma que aumento a pena aproximadamente em 1/6 (um sexto)”.

No entanto, a interpretação do dispositivo foi deformada, segundo D’Urso. Diz o texto do Código Penal: “São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime: ter o agente cometido o crime com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo, ofício, ministério ou profissão.” Por isso, diz o advogado, “a lei não agrava em função da qualidade do ofício que a pessoa exerce, mas em violação cometida durante o exercício ofício”, o que, de acordo com ele, em nada se relaciona com uma viagem ao exterior.

Problema localizado

Isso não quer dizer que existe má vontade ou perseguição contra as igrejas, na opinião do criminalista Arthur Lavigne, que defende outro alvo religioso do MP, o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. “Os excessos são condenáveis, o MP extrapola, mas isso acontece em todos os segmentos”, afirma. “Os advogados também abusam, quando levam, por exemplo, uma testemunha para mentir em favor de seu cliente”.

Para Lavigne, embora tenham ambições e desejem a vitória como qualquer advogado, os promotores e procuradores públicos devem se conscientizar que, como representam o Estado, podem fazer um estrago muito maior. “O exercício da atividade leva à ânsia pela vitória, mas o MP deveria agir como um juiz, de forma a pacificar conflitos”, diz. “Mas são problemas isolados, e não da classe”.

Holofotes da mídia também são um chamariz sedutor tanto para o MP quanto para a Polícia e o Judiciário, que podem forçar distorções, segundo o advogado. “Por que todo crime precisa ter imediatamente um suspeito? Isso é um comportamento defeituoso, que pode levar a erros judiciais. Trabalha-se apenas para confirmar convicções. Quantos inocentes saíram dos corredores da morte nos Estados Unidos depois que passaram a ser colhidas provas de DNA?”

De acordo com ele, os juízes de primeiro grau, por estarem mais próximos das denúncias, se contaminam com a repercussão dos crimes e, por isso, tendem a condenar. “Basta ver a quantidade de prisões que são revogadas em recursos”, diz. Já como o Supremo Tribunal Federal, instâncias acima, trabalha com assuntos constitucionais, privilegia as garantias individuais.

Pressão universal

Antes da Renascer em Cristo, outra comunidade entrou na mira do Ministério Público. Edir Macedo, líder da Universal do Reino de Deus, também foi acusado de lavar dinheiro, com o qual teria comprado a Rede Record, em 1989. Novamente as acusações ainda não tiveram desfecho. A investida começou depois que imagens captadas pela Rede Globo foram exibidas com insistência pelos telejornais, mostrando os obreiros da igreja levando sacolas de ofertas dos fiéis em um culto celebrado no estádio do Maracanã. A presssão contra a Universal, dona da Rede Record de Televisão, a segunda maior rede televisiva, é potencializada pela concorrência no setor, comanda pela líder Rede Globo de Televisão.

Macedo chegou a ficar 15 dias preso em 1992 por estelionato e charlatanismo. “Prender sob o argumento de que ele está enganando as pessoas com a sua religião ou coisa parecida é um absurdo, porque as pessoas têm fé naquilo que querem ter fé. Eu estou convencido de que se não tomarmos cuidado, daqui a pouco a polícia entra na sua casa e prende qualquer um sem nenhum critério. É preciso discutir o critério pelo qual o juiz julga ser charlatanismo.” A crítica, feita em 1992, foi do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Em seguida, vieram também denúncias de sonegação de impostos, crime financeiro e formação de quadrilha na compra da Record, e de contrabando e uso de documento falso na entrada de equipamentos eletrônicos estrangeiros no país, que seriam usados pela rede de televisão.

Mais tarde, em 2005, a Record e a Rede Mulher — esta também de propriedade de Macedo —, foram punidas por exibir depoimentos de pessoas que afirmavam ter sido adeptas de religiões africanas, como o Candomblé e a Ubanda, mas que se converteram ao Evangelho e deixaram a prática. A Justiça entendeu que havia discriminação a religiões afrobrasileiras, e condenou os canais a exibir por sete dias um programa de resposta, que deveria ser gravado nos próprios estúdios da emissora, com duração de uma hora. A decisão foi suspensa pelo Superior Tribunal de Justiça um mês depois.

Discriminação também foi a alegação do Ministério Público Federal para pedir a proibição de circulação do livro Orixás, Caboclos e Guias: Deuses ou Demônios?, escrito por Edir Macedo. Segundo a ação civil pública, o livro era preconceituoso em relação às religiões de origem africana. A distribuição foi proibida em 2005 pela Justiça em primeiro grau, mas a decisão foi revertida no ano seguinte em segunda instância.

Em agosto, nova denúncia. A direção da igreja era acusada de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, mas a decisão judicial que autorizou a abertura do processo penal novamente não detalhou qual era o dinheiro sujo a ser lavado.

Como as denúncias chegavam de forma extremamente rápida à imprensa — a concorrentes da Record, inclusive —, e ganhavam destaque com frequência, Edir Macedo passou a revidar. Ações contra jornais foram a maneira encontrada para levar as críticas à Justiça. A jornalista Elvira Lobato, da Folha de S.Paulo, foi um dos alvos escolhidos para centenas de ações individuais de fiéis por todo o Brasil, devido a reportagens consideradas ofensivas. As ações, no entanto, caíram uma a uma porque a Justiça considerou ter havido orquestração.

Denúncias sem origem

Um dos casos já chegou ao Supremo Tribunal Federal. Um Habeas Corpus pediu o trancamento da Ação Penal por lavagem de dinheiro contra o casal Hernandes e está em julgamento pelo Plenário da Corte. A discussão definirá o conceito de organização criminosa e a possibilidade de o Ministério Público usar, em suas denúncias, esse conceito como crime antecedente para justificar denúncia de lavagem de dinheiro.

No julgamento do caso no Supremo Tribunal Federal, o ministro Marco Aurélio lembrou que não existe crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia menção legal, conforme o inciso XXXIX do artigo 5º da Constituição Federal. Em seu voto, Marco Aurélio disse que é necessária a edição de lei para dizer o que é uma organização criminosa. Ratificar a uma convenção internacional sobre assunto — a Convenção de Palermo, ratificada pelo Brasil com o Decreto 5.015, de 2004 —, no seu entendimento, não foi o mesmo que criar o tipo penal. O ministro Dias Toffoli acompanhou o relator. O julgamento foi interrompido por pedido de vista da ministra Cármen Lúcia, no último dia 10 de novembro.

Integrantes do MP têm declarado que se o STF concluir que a formação de organização criminosa não compõe a ordem jurídica, por não haver lei específica que trate do assunto, as denúncias por lavagem de dinheiro podem cair. Criminalistas dizem que não é bem assim, já que a maior parte das denúncias traz outros tipos de acusação, como forma de emplacar alguma delas. No entanto, se elas forem trancadas, a falha deve ser atribuída exclusivamente aos propositores das denúncias.

Em denúncias de lavagem de dinheiro, o Ministério Público afirma que o conceito de organização criminosa existe e está devidamente explicado na Convenção de Palermo. A ligação entre lavagem de dinheiro e organização criminosa, segundo o MP, é feita porque, de acordo com a legislação brasileira — a Lei 9.613/98 —, a ocultação de bens ilícitos sempre é antecedida por outro crime, aquele que gerou os bens ilícitos.

Fonte: Consultor Jurídico – escrito por Alessandro Cristo, repórter da revista Consultor Jurídico

Dia da Bíblia atrai mais de 15 mil pessoas para o Centro de Maceió

Nesse domingo (13), durante todo o dia, a igreja evangélica Assembléia de Deus realizou uma celebração com atendimentos sociais e muita oração, na Praça dos Martírios, frente ao Palácio Floriano Peixoto - antiga sede do governo alagoano -, no Centro de Maceió, para festejar o Dia da Bíblia.

O dia foi marcado de muita alegria e emoção. Três palestras foram organizadas para discutir temas sobre como a bíblia chegou até as pessoas, sobre a constante atualização da bíblia, e apra explicar o porquê de tantas versões da bíblia. Dentre as ações sociais realizadas os cristãos puderam contar com serviços médicos, odontológicos e jurídicos.

Mais de 15 mil pessoas compareceram ao evento. A igreja evangélica Assembléia de Deus possui mais de 140.000 seguidores que estão espalhados por 700 templos religiosos só em Alagoas. A celebração contou com o apoio da Prefeitura Maceió e do Governo do Estado.

Fonte: Alagoas em Tempo Real

Padre que casou gays não faz parte de igreja

O casamento gay que parou a cidade de Saloá, no Agreste pernambucano, no mês passado, continua gerando polêmica.

O principal nome da Igreja Ortodoxa Bielo-Russa Eslava, dom Athanasio Luiz Antônio do Nascimento, garantiu que o bispo Luiz Gonzaga da Silva, que celebrou a união entre o ajudante de pedreiro José Ricardo Néris Rocha e a cabeleireira Paloma Lino Rocha, cujo nome na carteira de identidade é Rogério Lino da Silva, não faz parte da congregação há mais de 10 anos.

De acordo com o bispo, Luiz Gonzaga teria sido desligado da igreja “por causa de problemas com o álcool” e por não participar desde 1997 de eventos da congregação. “Ele já pertenceu a nossa igreja, mas desde 1998 o referido senhor encontra-se fora de nossa jurisdição eclesiástica, portanto, toda e qualquer documentação em poder do mesmo, por nossa igreja expedida, ficaram anuladas a partir de 10 de janeiro de 1998”, garantiu.

O esclarecimento foi encaminhado ao JC por meio de documento assinado por dom Athanasio, vice-patriarca da Igreja Ortodoxa Bielo-Russa Eslava.

Procurado pela reportagem, dom Athanasio disse que além de não participar dos eventos, dom Luiz Gonzaga passou mais de um ano sem dar notícias à sede da igreja no Brasil, que fica em São Paulo. “Achávamos que ele tinha desaparecido. Como era considerado uma pessoa relapsa e tinha problemas com álcool, decidimos afastá-lo em 1998”, disse por telefone.

O bispo Luiz Gonzaga se mostrou surpreso ao ser informado pela reportagem sobre a existência do documento que garante que ele está desligado da igreja. “Nunca recebi nenhum comunicado desse tipo. Enquanto isso, sou bispo da igreja e vou continuar exercendo o sacerdócio”, afirmou.

Fonte: JC online