"Habite ricamente em vós a palavra de Cristo", exortou Paulo aos colossenses (Colossenses 3.16). A expressão "palavra de Cristo" pode significar a palavra falada por Cristo, mas comunicada por algum membro da Igreja que tinha mais conhecimento sobre aquilo que Jesus ensinou durante sua jornada na terra.
Cristo tinha comissionado seus discípulos a ensinar e guardar tudo aquilo que Ele mesmo lhes havia ensinado durante os anos em que conviveram. Os ensinamentos de Cristo provavelmente eram ouvidos com muito interesse, não sendo possível dizer quando os discípulos parafrasearam esse acervo de conhecimento. Tampouco podemos opinar se os seguidores tomaram notas em pedaços de papiro ou pergaminho, pois não há evidências. Mas o que podemos deduzir é que o interesse na "palavra de Cristo" era grande.
Paulo era capaz de deixar clara a distinção entre o que Jesus havia dito e o que ele mesmo acrescentava, como fez quando abordou a questão do divórcio e da separação entre o marido e a mulher (1 Coríntios 7.10,12). Não custa lembrar que nessa altura não existia nenhum dos evangelhos, mas ainda sim Paulo conhecia detalhes daquilo que o Mestre havia passado para os apóstolos.
Paulo, é bom lembrar, nunca visitou Colossos (Colossenses 1.4). Portanto, pode nos surprender que exista nesta carta uma admoestação para uma igreja na pequena cidade de Colossos, no interior da Ásia, para que a palavra de Cristo habitasse ricamente nos corações de seus membros. Colossenses 3.16 revela os elementos do culto: palavra, ensino, exortação e cântico. A parte central do culto era comunicar os ensinamentos de Jesus e aplicá-lo às vidas dos cristãos novos. A riqueza do habitar dessa palavra nos corações se refere, certamente, à seriedade com que os irmãos deveriam receber a mensagem e se comprometer em guardá-la.
Hoje não é diferente. Temos os quatro evangelhos repletos do ensino do Senhor Jesus Cristo, porém, isto não quer dizer que temos atitudes mais comprometidas com a obediência às ordens de Jesus. A seguinte admoestação deveria ser subjacente em todo culto e na própria leitura da Bíblia: "Habite em vós a palavra de Cristo." Um compromisso com o ensinamento de Cristo não pode faltar no culto e na vida.
Autor: Russel Shedd
Fonte: Site Vida Nova
''Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as práticas do corpo, vivereis'' (Rm 8.13)
O verdadeiro discípulo do Senhor Jesus sabe que ao tomar a decisão de seguir a Cristo ele terá um custo a pagar. O custo é elevadíssimo. Ele precisará morrer. Morrer para o mundo, para os seus interesses pessoais, para a vaidade, para o orgulho, para a indiferença, para o desejo de satisfazer as vontades da carne, enfim, deverá morrer para tudo aquilo que não está de acordo com os mandamentos da Palavra de Deus. Mas, esse cristão deve saber também que essa é uma morte que conduz à vida, à alegria, à eternidade.Quem segue a Jesus sabe que tem que pagar um preço. Jesus mesmo estabeleceu esse preço ao afirmar: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a cada dia a sua cruz e siga-me (Lc 9.23). O preço que cada um de nós deve pagar é levar a nossa cruz. O caminho a trilhar para seguir a Jesus é o caminho da cruz.
Estamos dispostos a abandonar os prazeres ilusórios oferecidos em toda parte? Nessa época em que as pessoas não tem a motivação de agradar a Deus, mas tem a motivação de agradar-se a si mesmo, estamos preparados para morrer e, como consequência, viver abundantemente?
Jesus Cristo nos deu o exemplo. Sem merecer, por amor, ele pagou o alto preço. Ele entregou sua vida na cruz, não porque fosse culpado, ou tentava ser perdoado. Não! O preço que ele pagou foi porque ele nos ama. O seu sacrifício nos trouxe a paz, a liberdade, o acesso à presença de Deus, a felicidade que não existe em nenhum outro lugar. Hoje, todos nós que cremos, podemos desfrutar a verdadeira alegria, a verdadeira satisfação, hoje podemos viver prazerosamente, porque Jesus pagou o preço.
Mas, esse preço tem que ser pago individualmente. Cada um de nós deve pagar o preço da cruz. Não mais para sermos salvos, mas, para vivermos em santidade, para vivermos a vida eterna.
Aqueles que atendem aos sentimentos e às paixões carnais têm como consequência a morte. Porém, aqueles que se voltam para Deus por meio de Cristo, certamente viverão. Alguns morrem eternamente por causa do pecado, porque o salário do pecado é a morte. Porém, muitos vivem eternamente, porque creem em Cristo e trilham o caminho da cruz. Por sua morte Jesus veio trazer vida. Por nossa morte podemos experimentar a verdadeira vida.
Quando morremos para o mundo, verdadeiramente vivemos para Deus. Vivemos para amar, para perdoar, para estender a mão, para emprestar o ombro, para compartilhar os nossos recursos financeiros, para erguer do chão aquele que cai e não encontra forças para se levantar.
Que diferença entre o cristianismo e o mundanismo. O mundo está dizendo: divirta-se, satisfaça os seus desejos, não se reprima e viva!
O cristianismo está anunciando: morra, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e viva!
Qual é a sua escolha?
Deus nos abençoe.