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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Charles Spurgeon e os prantos por Jesus

Muitas pessoas reagem ao filme A paixão de Cristo com choro e prantos, diante do sofrimento de Jesus. Billy Graham chorou, o papa chorou; bem, quase todo mundo chorou em face do sofrimento de Jesus.
Isso não é algo novo. Quando Jesus encaminhava-se para a cruz, "seguia-o numerosa multidão de povo, e também mulheres que batiam no peito e lamentavam" (Lc. 23:27). Como Cristo reagiu a isso? Será que ele encorajou esse ato como sendo demonstração de genuína piedade? "Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai, antes, por vós mesmas e por vossos filhos!"


Spurgeon falou sobre os prantos por Jesus, ao pregar sobre Lucas 23.27-31:

Você não deve chorar tanto porque Jesus morreu, mas porque seus pecados fizeram com que fosse necessário que ele morresse. Você não precisa prantear pela crucificação, mas porque as suas transgressões e seus pecados prenderam o Redentor no maldito madeiro. Chorar pela morte do Salvador é lamentar a redenção; seria mais sábio lamentar por uma doença. Chorar pela morte do Salvador é molhar a faca de um cirurgião com lágrimas; seria melhor lamentar pela disseminação dos pólipos que aquela faca poderia cortar. Chorar pela morte de Jesus enquanto ele vai para a cruz é lamentar por aquilo que deveria ser o maior motivo de alegria que os céus e a terra já conheceram; suas lágrimas não são tão necessárias ali; elas não são naturais. Um pouco de sabedoria te fará trocar esse choro por brados de alegria por sua vitória sobre a morte. Se nós devemos continuar com nossas tristes emoções, devemos, então, lamentar por termos quebrado a lei que Ele valorosamente validou; lamentemo-nos porque deveríamos ter suportado a pena que Ele, por nós, teve de suportar ... Oh, irmãos e irmãs, esta é a razão pela qual nossas almas devem lamentar: porque quebramos a lei divina de tal forma que se tornou impossível a nossa salvação, exceto pelo sofrimento e pela morte de Cristo Jesus.

Fonte: http://www.cprf.co.uk/languages/portuguese_weepingforJesus.htm

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A bênção do morrer

''Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as práticas do corpo, vivereis'' (Rm 8.13)

O verdadeiro discípulo do Senhor Jesus sabe que ao tomar a decisão de seguir a Cristo ele terá um custo a pagar. O custo é elevadíssimo. Ele precisará morrer. Morrer para o mundo, para os seus interesses pessoais, para a vaidade, para o orgulho, para a indiferença, para o desejo de satisfazer as vontades da carne, enfim, deverá morrer para tudo aquilo que não está de acordo com os mandamentos da Palavra de Deus. Mas, esse cristão deve saber também que essa é uma morte que conduz à vida, à alegria, à eternidade.

Quem segue a Jesus sabe que tem que pagar um preço. Jesus mesmo estabeleceu esse preço ao afirmar: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a cada dia a sua cruz e siga-me (Lc 9.23). O preço que cada um de nós deve pagar é levar a nossa cruz. O caminho a trilhar para seguir a Jesus é o caminho da cruz.

Estamos dispostos a abandonar os prazeres ilusórios oferecidos em toda parte? Nessa época em que as pessoas não tem a motivação de agradar a Deus, mas tem a motivação de agradar-se a si mesmo, estamos preparados para morrer e, como consequência, viver abundantemente?

Jesus Cristo nos deu o exemplo. Sem merecer, por amor, ele pagou o alto preço. Ele entregou sua vida na cruz, não porque fosse culpado, ou tentava ser perdoado. Não! O preço que ele pagou foi porque ele nos ama. O seu sacrifício nos trouxe a paz, a liberdade, o acesso à presença de Deus, a felicidade que não existe em nenhum outro lugar. Hoje, todos nós que cremos, podemos desfrutar a verdadeira alegria, a verdadeira satisfação, hoje podemos viver prazerosamente, porque Jesus pagou o preço.

Mas, esse preço tem que ser pago individualmente. Cada um de nós deve pagar o preço da cruz. Não mais para sermos salvos, mas, para vivermos em santidade, para vivermos a vida eterna.

Aqueles que atendem aos sentimentos e às paixões carnais têm como consequência a morte. Porém, aqueles que se voltam para Deus por meio de Cristo, certamente viverão. Alguns morrem eternamente por causa do pecado, porque o salário do pecado é a morte. Porém, muitos vivem eternamente, porque creem em Cristo e trilham o caminho da cruz. Por sua morte Jesus veio trazer vida. Por nossa morte podemos experimentar a verdadeira vida.

Quando morremos para o mundo, verdadeiramente vivemos para Deus. Vivemos para amar, para perdoar, para estender a mão, para emprestar o ombro, para compartilhar os nossos recursos financeiros, para erguer do chão aquele que cai e não encontra forças para se levantar.

Que diferença entre o cristianismo e o mundanismo. O mundo está dizendo: divirta-se, satisfaça os seus desejos, não se reprima e viva!

O cristianismo está anunciando: morra, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e viva!

Qual é a sua escolha?
Deus nos abençoe.

  • AUTOR
Itamir Neves

Itamir Neves

Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo, possui graduacão em Teologia pela Faculdade Teológica Batista de São Paulo, Cursou grego na USP, é pastor, conferencista e professor nas áreas de Teologia da Vida Cristã, Novo Testamento, Teologia Bíblica, Homilética e Pregação Expositiva. É casado com Beti e tem três filhos: Anna, Itamir e Ana.

Fonte: Site Vida Nova