sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A Adoração = Santificado seja o teu nome...

Jair Souza Leal [ecdm0870@cedro.ind.br]
JesusSite


Creio ser sábio e prudente que, antes de começarmos a analisar cada parte individual desta oração, respondamos a algumas questões pertinentes e importantes que poderão esclarecer o sentido das palavras de Jesus, como: o que é adoração?

É certo que não tenho a intenção de fazer uma análise exaustiva da questão, pois fugiria ao propósito do momento que é tratar sobre a oração. Entretanto, visto que a adoração está entrelaçada com a oração, ainda que não esgotando o assunto, não dá para prosseguir sem fazer uma pequena consideração sobre a mesma.

Embora sendo este um termo comum em nossos dias, receio que alguns cristãos a identifique com a música ou, palavras de elogio a Deus, tendo uma visão superficial do que é adoração. Certo é que a música, ou as palavras de elogio, são um importante meio de adorar, mas não é a adoração em si; diria que é o fruto da árvore.

De modo bem sintético, defino a adoração, baseado na amplitude do seu sentido bíblico, como sendo o espelhar da glória divina (como a lua espelha a luz do sol). Noutras palavras, adoração é tudo o que sou, penso, desejo, faço ou falo, exaltando, engrandecendo, enobrecendo e glorificando a pessoa e a obra de Deus.

Imagine a água sendo esquentada pelo sol; ela começa a evaporar subindo em direção ao mesmo. Se estiver limpa, sobe água limpa; se estiver suja, sobe água suja. Assim a adoração; ela é o estado do ser explodindo em atos divinamente aceitos. Não é o ato de evaporar que define a adoração, e sim o ser água limpa. O que dela proceder será resultado. O ato é a conseqüência do ser; é o fruto que se espera de uma árvore. Por isso, não basta adorar, é preciso adorar de modo agradável a Deus.

É impossível querer que Deus receba a adoração dos lábios, se ela emana de um coração incrédulo, distante de Deus, e que o desonra por meio de uma vida incoerente. A boca precisa expressar o que o coração está cheio. Não são os belos cânticos que lhe entoamos, e sim a vida santa que lhe consagramos, a real adoração.

O profeta Isaías, ratificado depois por Jesus, denunciou este erro vital. "Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram" (Mateus 15:8-9). Não basta dizer "santificado seja o teu nome" se isso for apenas vã repetição, pois este falar será negado pelas ações seguintes. Esta falsa adoração não será aceita por Deus.

Demônios diziam de Jesus, "bem sei quem és: o Santo de Deus" (Marcos 1:24), e nem por isso o estavam adorando. O rei Herodes, teve um trágico fim por não dar glória a Deus. Não por não ter dito "glória a Deus", e sim, por ter a atitude soberba de demonstrar o desejo de usurpar a glória que só a Deus é devida. Deixou-se levar pelos corrompidos elogios de homens que buscavam os próprios interesses.

Sendo assim, a pergunta seguinte é: Todas as pessoas são adoradoras? Digo que sim! Mas nem toda adoração é aceitável a Deus ou dirigida a Ele. Foi o que Jesus disse à prostituta samaritana. "Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem" João 4:19-24).

Qualquer pessoa pode dizer palavras de adoração, pode recitar esta oração, mas só o verdadeiro filhos de Deus estará expressando o real desejo de ver se cumprindo o que pede ao seu Pai.

E a quem devemos prestar adoração? O próprio Jesus responde: "Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás" (Mateus 4:8-10).

"Santificado seja o seu nome". O que isso significa? Santificado, significa honrado, reverenciado, considerado santo, glorificado. O que deve ser assim honrado?

O nome! Esta era a maneira como o judeu daquela época comumente aludia ao próprio Deus, pois além do mandamento de não tomar o nome dEle em vão, eles tinham um senso da majestade e santidade de Deus tão desenvolvido, que se tornou costumeiro entre eles jamais pronunciar o nome divino, porquanto sentiam que o próprio nome, e até as letras formadoras dele, eram tão sagradas e santas, e eles mesmos tão pequenos e indignos, que não ousavam mencioná-lo, e referiam-se a Deus com as palavras "teu nome". Portanto, essa expressão indica o próprio Deus, sua pessoa, caráter, atributos.

Deus se revelou aos filhos de Israel usando diversos nomes que destacamos aqui para ampliar a nossa visão da presente fala de Jesus. O nome El ou Elohim - fala de seu poder, sua força, seu domínio; Elyon - de seu ser sublime e exaltado; Adonai - fala dele como Senhor, onipotente, soberano, a quem tudo está sujeito; Shaddai - como possuidor de todo poder no céu e na terra, que a tudo subjuga, que é o controlador e governador dos seres humanos e da natureza; Emanuel - é o Deus conosco. Yahweh - Eu Sou o que Sou, isto é, imutável, auto-existente.

Com freqüência, certos termos qualificativos eram adicionados ao nome Yahweh. Termos tais como: Sabaoth - O Senhor dos exércitos; Jiré - O Senhor proverá; Rapha - O Senhor que cura; Nissi - O Senhor é minha bandeira; Shalom - O Senhor é nossa paz; Ra'ah - O Senhor é meu pastor; Tsidkenu - O Senhor é nossa justiça; Shammah - O Senhor está presente.

Ao se apresentar com esses diversos nomes, Deus esteve revelando facetas da Sua pessoa, do Seu ser e também do Seu caráter e atributos, para conhecimento da humanidade. Em certo sentido, as palavras "teu nome", envolvem tudo isso. Então, o propósito desta petição visa exprimir o desejo de que Deus, e tudo quanto o seu nome representa, seja reverenciado, honrado, glorificado.

Você já parou para pensar sobre como é possível o nome de Deus ser honrado e reverenciado entre os homens? Através das nossas vidas! Como filhos e verdadeiros adoradores, funcionamos como espelho da sua grandeza e glória. "Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra... E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja" (João 17:6,26).

Então eu te pergunto: Como filho de Deus, o que você faz tem trazido honra ou desonra ao nome do seu pai? O seu pai tem sido manifestado e conhecido entre os homens através da sua vida e palavras? Não é incoerente orar para que o nome dele seja honrado e viver de modo a desonrá-lo?

O Senhor nos ensina aqui a orar para que a humanidade inteira venha conhecer a Deus desta maneira, que o mundo venha honrar a Deus deste modo. Isso reflete um desejo profundo e ardente do filho em prol da honra e glória do seu Pai.

Este é realmente o seu grande desejo? Você está sendo sincero ao orar? Pode dizer como o salmista Davi no Salmo 34:3; "Engrandecei ao Senhor comigo; e juntos exaltemos o seu nome"? Ele demonstrou estar realmente interessado que a grandeza de Deus transparecesse cada vez mais intensamente entre os homens? Você está disposto a viver de modo que essa honra, esse nome seja assim engrandecido?

Canções religiosas e choro de criança marcam a noite do Haiti

Na assustadora escuridão da noite haitiana, grupos de pessoas encolhidas ao ar livre cantam canções religiosas em busca de proteção e solidariedade depois do terremoto devastador desta semana. Os cantos e as palmas, principalmente das mulheres, ecoam de morro em morro, de rua em rua, enquanto os haitianos rezam por seus mortos e pedem a Deus que lhes poupe de mais sofrimentos.

Se o onipresente canto reconforta, os gritos e soluços de crianças feridas -- algumas deitadas na rua, apertando feridas ensanguentadas -- lembram de forma assombrosa que ainda há muito sofrimento para ser amparado no Haiti, o país mais pobre das Américas, onde estima-se que dezenas de milhares de pessoas tenham morrido no tremor de magnitude 7,0, ocorrido na terça-feira.

"Oh, meu Deus, quem vai ajudar o meu país agora?", dizia Manuel Deheusch, empresário haitiano que veio às pressas da vizinha República Dominicana para verificar a situação de amigos, parentes e bens.

"O mundo tem de nos ajudar agora. Não podemos resolver essa confusão sozinhos", acrescentou ele, chacoalhando a cabeça e sussurrando os nomes de famílias cujas casas ele viu destruídas ao percorrer Porto Príncipe de carro no começo da noite.

Muitos corpos permanecem nas ruas, alguns intocados, outros cobertos por tecidos. Dois cadáveres estão bem em frente ao hotel Villa Créole, onde jornalistas e equipes humanitárias pernoitam.

"Esta é uma tarefa quase impossível", disse um voluntário, tentando auxiliar dezenas de haitianos feridos e assustados que permanecem em frente ao hotel, também danificado pelo tremor.

SOLDADOS EM CHOQUE

Por enquanto, a ajuda emergencial parece tímida. A vizinha República Dominicana enviou alguns caminhões com ajuda e umas poucas ambulâncias, que deixaram o Haiti com sirenes ligadas, levando alguns feridos, antes do anoitecer de quarta-feira.

Na cidade, os haitianos vasculham os escombros desesperadamente, procurando entes queridos.

"A ajuda veio de fora agora porque a capacidade das organizações de ajuda dentro foi destruída", disse Mike Stewart, diretor local da entidade Esperança para o Haiti, que montou um mini-hospital em frente ao Villa Créole. Seus funcionários atendem principalmente pacientes com fraturas e hemorragias internas.

"Dez pessoas que chegaram até nós já morreram", disse Stewart. "Haverá mais mortes até de manhã. Precisamos operar, mas não temos equipamento. Todas as organizações de ajuda sofreram um enorme golpe, prédios destruídos, pessoas mortas, e assim por diante."

As tropas de paz da ONU -- são 9.000 soldados, sob comando do Brasil -- estão nas ruas, mas parecem chocadas, sobrecarregadas e preocupadas com a sua própria situação.

"Ainda não consegui nem ligar para a minha mulher. Ela deve pensar que estou morto", disse um militar chileno que não quis se identificar.

Ele e alguns colegas de outros países latino-americanos, usando os capacetes azuis que identificam a força da ONU, estavam sentados em uma fila de veículos -- inclusive um trator, uma escavadeira e dois guindastes -- diante de uma rua coberta de entulhos, que eles deveriam desobstruir.

"Por onde começamos? Olha só isso", disse o soldado. "E imagine como está nas áreas aonde não conseguimos chegar."

Enquanto tentam absorver a magnitude do que aconteceu, os moradores de Porto Príncipe ficam aterrorizados também pelos tremores secundários e os saques. Este repórter não viu um único policial nas ruas da capital.

Dois tremores secundários ocorreram na quarta-feira, causando gritos de terror nas ruas e fazendo as pessoas fugirem dos edifícios que continuam em pé.

Embora o Haiti já tenha tido muita violência no passado, este repórter viu uma atmosfera estoica e estranhamente calma nas ruas. Várias vezes desconhecidos lhe pediram educadamente que doasse uma garrafa de água, que era rapidamente compartilhada entre muitos necessitados.

Fonte: Reuters

Cristãos se unem para ajudar sobreviventes no Haiti

A tragédia que se abateu sobre o Haiti, um dos países mais pobres do mundo, e destruiu parte de sua capital, Porto Príncipe, num terremoto de grande intensidade (7 graus na escala Richter, no início da noite de terça-feira, 12/1), com centenas de mortos e devastação urbana, está provocando reações imediatas de solidariedade em todo o mundo.

Entre os principais grupos cristãos que atuam nesta área de envio de ajuda emergencial, três entidades já se manifestaram com pedidos de doações para envio imediato àquele país e orações. A britânica Tearfund (www.tearfund.org) saiu na frente e está remetendo, já no dia seguinte à tragédia (13/1), a quantia de £50,000 (cerca de 150 mil reais) para ajudar os sobreviventes. Também continua recebendo doações para ampliar esse tipo de resposta emergencial e pedindo orações em seu site.

A dor da perda ou desaparecimento de entes queridos, os ferimentos, o medo, a destruição ou dano grave de prédios e casas deixando milhares de famílias sem abrigo, a escuridão, a falta de comunicações, grande quantidade de escombros nas ruas, a necessidade de voluntários para ações de resgate, estes são os fatos que predominam no noticiário.

A Visão Mundial Internacional ( www.wvi.org) afirma que estará priorizando o cuidado de crianças e suas famílias nas áreas afetadas. E alerta para a falta de uma estrutura social no Haiti, que agrava a situação. “Perto de 80% da população vive com menos de 2 dólares por dia”. A organização humanitária menciona em seu site três formas de ajudar: “Ore pelas crianças, famílias e comunidades atingidas por esse desastre e ore pela equipe da Visão Mundial que se prepara para intervir no atendimento às necessidades”; “Doe agora para o fundo de assistência às vítimas do terremoto no Haiti”; e “adote uma criança no Haiti”.

Outra organização cristã de destaque nestas atividades de socorro emergencial a vítimas de tragédias como esta que aconteceu no Haiti, é a Compassion International (www.compassion.com). Segundo o site da entidade, eles estão estudando a situação e recebendo doações específicas para ajudar os atingidos. Prometem informações e pedem orações pela equipe, pelas crianças assistidas pela ONG naquele país, e pelos líderes da nação.

Fonte: Agência Soma

Para Refletir...




Pela Manhã...

"Pela manhã ouves a minha voz, ó Senhor; pela manhã te
apresento a minha oração, e vigio" (Salmos 5:3).


Um cavalheiro, tendo um compromisso para encontrar o
Presidente Lincoln às cinco horas da manhã, chegou quinze
minutos antes da hora. Enquanto esperava a hora marcada,
ouviu, na sala ao lado, uma voz como se alguém estivesse
conversando. Ele perguntou ao assistente: "Quem está na sala
ao lado?" "É o Presidente, senhor", respondeu o assistente.
"Alguém está com ele?" o cavalheiro perguntou. "Não; ele
está lendo a Bíblia." "Ele tem esse hábito tão cedo, pela
manhã?" "Sim, senhor, ele passa todas as manhãs, das quatro
até as cinco horas, lendo as Escrituras e orando."


Quais são os nossos hábitos? Com o que temos nos
comprometido? Como gostamos de iniciar o nosso dia? O
Presidente americano tinha o sábio costume de gastar um
tempo, antes dos compromissos políticos, na presença do
Senhor, para que o seu dia fosse plenamente abençoado.


Quando pedimos a Deus para dirigir todos os nossos passos e
atitudes, não corremos o risco de cometer enganos e nem de
nos arrepender por uma decisão equivocada. Ele nos mostra
sempre o caminho certo e nos enche de sabedoria para que
tudo saia da melhor maneira possível.


Se precisamos sair para trabalhar, nada melhor do que
orarmos ao Pai pedindo que nos guarde no trajeto até o nosso
emprego e para que todo o nosso dia seja vitorioso. Se
saímos para umas compras, coloquemos nas mãos do Senhor as
nossas necessidades, para que nos leve aos lugares certos e
para que não sejamos iludidos por propagandas enganosas.


Seja qual for o compromisso a cumprir, apresentemos tudo no
altar de Deus. Esta é a melhor maneira de começarmos o dia.
E todos os dias serão muito felizes quando em oração,
pedirmos que nos acompanhe a todos os lugares.


Você tem lido a Bíblia e orado, pela manhã, antes de
qualquer outra coisa?

Um livro espetacular de Augustus Nicodemus



Desde 2005, três amigos se revezam nos comentários sobre os mais diversos assuntos que se referem à vida da igreja e à sociedade. Em comum, a pena afiada, a identidade reformada e o zelo pela fé cristã. O palco escolhido por Augustus Nicodemus, Mauro Meister e Solano Portela é o blog O tempora, O mores (Que tempos os nossos! E que costumes), referência à célebre frase de Cícero (106-43 a.C).

Dentre as centenas de textos postados por eles, Augustus Nicodemus selecionou alguns dos seus para se projetarem além da blogosfera, e assim oferecer suas percepções sobre a igreja evangélica e sobre o que entende ser a ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro.

Liberais, neo-ortodoxos, libertinos e neopentecostais, não escapam da escrita certeira de Augustus, cujo objetivo com a publicação de O que estão fazendo com a igreja vai muito além da simples (e saudável) polêmica. Seu desejo é fortalecer os que insistem em seguir a fé bíblica conforme entendida pelo cristianismo histórico. Sem esquecer as mazelas de conservadores, fundamentalistas e neopuritanos, Augustus traça um panorama do complexo cenário evangélico com a firmeza que lhe é peculiar.



Escrito por Leclerc Victer

Fonte: Blog do Pastor Leclerc Victer 

Para Refletir...

A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo (Salmos 42.2).

Como é bom estar na presença de Deus e receber, diariamente,
as bênçãos de Seu amor. O que mais  atrai  a  sua  vida,  as
luzes artificiais do mundo ou a Luz Verdadeira do Senhor?  O
sol sempre brilha mais intensamente  para  os  que  caminham
junto a Jesus.

Paulo Barbosa

Líderes querem uma aliança




Cerca de 80 líderes de diversos movimentos, denominações, organizações e redes evangélicas reuniram-se no dia 14 de dezembro na Igreja Batista de Água Branca, em São Paulo (SP), com a proposta de formação de uma aliança que agregue e una cristãos, movimentos, denominações e redes evangélicas no Brasil. Segundo o facilitador da reunião, Valdir Steuernagel, o propósito da reunião foi "buscar a direção de Deus e o discernimento do Corpo de Cristo quanto ao estabelecimento de uma espécie de Aliança em Rede por parte de segmentos expressivos da caminhada evangélica brasileira”.
  
Segundo informe distribuído pela Associação de Missões Transculturais do Brasil (AMTB), "a reunião que durou mais de 4 horas possibilitou reflexões individuais e coletivas da proposta e deu um passo à frente para a formação da aliança. “O grupo era grande e heterogênio, isso trouxe à tona muitas ideias, inclusive excludentes. Mas na diversidade havia o forte desejo que nos fizéssemos representados, ecoando em unidade a nossa voz, não para mostrar poder, mas serviço a Deus, à sociedade e à Igreja”, disse Silas Tostes, presidente da AMTB e integrante do Grupo de Trabalho formado meses antes para redigir a proposta da “Carta de Princípios” da aliança. Para Débora Fahur, da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS), “conseguimos cumprir esta primeira etapa. O encontro cumpriu seu papel informativo, de compartilhamento e oração em conjunto”. Débora apresentou ao público o modelo de funcionamento em rede da RENAS.
  

Serviço e representatividade
  
A reunião foi dividida em duas partes. Na primeira os presentes puderam ouvir as palavras do pastor batista Ed René Kivitz e do sociólogo Paul Freston. Kivitz encorajou os participantes a pensarem qual seria o objetivo desta nova aliança. “Perdemos o caminho da fermentação e adotamos o caminho do glamour. Eu penso em uma rede que chame a igreja para o serviço, que ponha a toalha na mão do povo de Deus. Precisamos, não de uma rede que busque representatividade, mas sim solidariedade e serviço”, disse.
  
Paul Freston falou sobre os contextos que envolvem a busca pela unidade da igreja. “A igreja historicamente sempre esteve desunida. Ela só se uniu quando viveu debaixo de pressões políticas, como, por exemplo, no governo romano de Constantino [no quarto século d.C]. No atual cenário mundial, o protestantismo tem desteologizado a organização eclesiástica, temos feito uma distinção entre teologia e organização eclesiástica. Isto gera um pluralismo institucional, uma fragmentação”. Para Freston, inevitavelmente os projetos de unidade serão chamados (pelos de fora da igreja) para exercerem a função de representatividade pública. “Funções públicas vão acontecer. As instâncias sociais querem saber o que os evangélicos estão fazendo e pensando. E não há interlocutor. Este vazio será certamente preenchido por alguém. Como fazer isto sem ingenuidade sociológica, mas sem perder o idealismo do Evangelho?”, pergunta.
  
“A representatividade não é uma escolha; é uma consequência sociológica”, afirmou o bispo anglicano Dom Robinson Cavalcanti, quando houve a abertura para perguntas e comentários do público. A primeira parte da reunião foi encerrada com vários momentos de oração.
  

Carta de Princípios
  
Na segunda parte, os participantes foram divididos em grupos de sete pessoas cada, com o objetivo de discutir a “Carta de Princípios”, o arranjo institucional e o nome para a aliança. Antes da divisão, Silas Tostes leu e comentou trechos do documento. Ele esclareceu que esta é a quinta versão da proposta que vem agregando contribuições de diferentes segmentos. Segundo ele, a aliança também considera a possibilidade de aceitar pessoas físicas e igrejas locais para compô-la, mesmo que em diferentes categorias de membresia.
  
O primeiro parágrafo da proposta da Carta de Princípios diz que a aliança é uma “rede que visa ser expressão de unidade de cristãos evangélicos no Brasil e de ação, reflexão e posicionamento evangélico em questões éticas e de direitos humanos”. As discussões nos grupos pequenos giraram em torno da necessidade de deixar mais clara a identidade da aliança e de ampliar a sua plataforma de ação. “A aliança quer expressar a unidade, mas com qual objetivo?”, pergunta o relator de um dos grupos pequenos. “Além das questões éticas e de direitos humanos, podemos incluir questões teológicas”, disse outro grupo. “Antes de decidir sobre a estrutura, vale a pena termos um tempo maior para pensarmos o que exatamente queremos dizer para a sociedade”, afirmou o pastor presbiteriano Ricardo Agreste. Os grupos relataram em plenário as suas conclusões que foram devidamente registradas. Os presentes concordaram que o grupo de trabalho atuante continue com a mesma composição.
  
Considerando a rica discussão em torno da proposta, Valdir Steuernagel admitiu que ainda será preciso caminhar um pouco mais quanto à fundação da aliança. “Fica definido que a próxima reunião ainda não será a assembléia formalmente fundante. Reconhecemos a necessidade de continuarmos conversando e de aglutinar mais pessoas em torno da proposta”, finalizou Valdir.
  

Histórico do processo

  
1. Reunião realizada em 10/06/09
Essa primeira reunião contou com a presença de alguns líderes e pastores evangélicos, bem como com alguns representantes da WEA (World Evangelical Alliance). A partir dessa primeira reunião se chegou ao consenso de que se deveria formar um grupo representativo para dar formato à Aliança.
  
2. Reunião realizada em 21/08/09
Essa reunião foi realizada com o grupo representativo e neste encontro foram estabelecidos alguns objetivos de trabalho. Além disso, foi proposta uma reunião de fundação da Aliança para o dia 14/12.
  
3. Reunião realizada em 23/10
  
4. Reunião realizada no dia 14/12
Essa reunião foi realizada com a presença do grupo representativo e de líderes e pastores evangélicos com o propósito de fundar a Aliança bem como de estabelecer metas e o nome dessa rede.



Fonte1:
Agência Soma

Fonte2: Blog do Pastor Leclerc Victer

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Não quero mais ser evangélico

Gilson Souto Maior Junior
Jornal da Cidade


Não estou brincando! A indignação toma conta de meu ser, pois não dá mais. Evangélico no Brasil virou sinônimo de movimento financeiro religioso, algo meio sem ética – ou totalmente se preferir – em que se rouba e depois ora pedindo perdão a Deus. O “mensalão” de Brasília revela não apenas o que há de pior na política brasileira, mas algo cheira mal na fé evangélica também (ou plagiando o filme, “Fé de mais não cheira bem”). Como é possível alguém orar e dizer que o “financiador” é uma bênção para a cidade? A verdade é que hoje a cristandade está com a síndrome de Geazi, servo do profeta Eliseu (2Reis 5:20-27). Correndo atrás dos tesouros de Naamã, a cristandade gananciosa (2Reis 5:20) mente e camufla situações para justificar seus pecados (2Reis 5:22); pior, esconde o pecado (2Reis 5:24), mostrando a hipocrisia em que vivem (2Reis 5:25). Desta vez foi a gota d’água, ver um pastor, que é deputado distrital – o que já é incoerente, pois ou é pastor ou deputado – e o presidente da Câmara, orando e pedindo a Deus pelo gestor das
fraudes, chamando-o de “instrumento de bênção para nossas vidas e para a cidade”. Para a cidade de Brasília eu não sei, mas parece que o gestor financeiro do mensalão foi uma “bênção” para outros.

Não é apenas isso (ou tudo isso), mas a Igreja Evangélica no Brasil virou um monstrengo, uma colcha de retalhos, que mistura “alhos com bugalhos”, Bíblia com água e óleo ungido. Os pastores deixaram de ser homens de reconhecida piedade para serem
executivos da fé; jogaram no lixo a orientação de Paulo para serem ministros de Cristo, que se ocupassem da leitura da Escritura, “à exortação e ao ensino” (1Timóteo 4:12,13), para serem ministros de si
mesmo, onde a “escritura” agora é auto-ajuda, e a exortação e o ensino viraram barganha de promessas. Não me escandalizo mais, pois o que sinto é uma revolta contra aqueles que “seguiram pelo caminho de Caim, e por causa do lucro se lançaram no erro de Balaão...” (Judas 11).

Por isso não me chamem de “evangélico”, pois este termo implicava numa atitude baseada no Evangelho de Cristo. Mas hoje isso virou um termo jocoso e maldoso. Não quero mais compactuar com pastores que vendem e compram igrejas (isso mesmo!) como se fossem propriedades privadas, investimentos financeiros lucrosos. Não quero mais saber deste evangelicalismo sem ética, sem doutrina e que está mandando milhares para o inferno. Chega deste
evangelho de faz-de-conta, em que Jesus é apresentado como um “amigão”, mas nunca como Senhor. Chega deste “evangelho” sem cruz, sem vergonha e mentiroso. Com certeza, Pedro está certo quando afirma pelo Espírito Santo: “... Tais homens têm prazer na luxúria à luz do dia... enganam os inconstantes e têm o coração exercitado na ganância. São malditos. Eles se desviaram, deixando o caminho reto e seguindo o caminho de Balaão, filho de
Beor, que amou o prêmio da injustiça” (2Pedro 2:13-15).

E agora? Onde estão os apóstolos que pedem dinheiro e se envolvem com as maracutaias religiosas? Onde estão aqueles que oram pelo dinheiro sujo e pedem em nome de Deus que os abençoe? Onde estão aqueles que vendem igrejas com membros e tudo mais? Que pedem “trízimo” (não estou brincando), ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo? Onde estão os profetas com suas “profetadas” e palavras “ungidas”? Onde está a Igreja que diz proclamar em alta voz que o Brasil é do Senhor Jesus? Ouçamos Isaías: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que transformam trevas em luz e luz em trevas, e ao amargo em doce, e o doce em amargo!... Por isso a ira do SENHOR acendeu-se contra o seu povo, e o SENHOR estendeu a mão contra ele e o feriu...” (Isaías 5:20,25a).

Aqui não é um julgamento. Que ninguém me venha com a falácia de “Não julgueis para não serdes julgados”, pois isso é um simplismo de que se aproveitam muitos daqueles que são desonestos e usam a Bíblia para justificar suas ações. Diante da injustiça não podemos nos calar, seja ela de um evangélico ou não. Não me chamem de evangélico, pois não quero este evangelho mercadológico. Quero apenas ser cristão, quero apenas seguir a Cristo e viver para Ele.




O autor, Gilson Souto Maior Junior, é pastor sênior da Igreja Batista do Estoril e professor de Antigo Testamento e Hebraico da Faculdade Teológica Batista de Bauru - Fateo

Libertados Pelo Perdão

"Porque, se perdoardes aos homens as  suas  ofensas,  também
vosso Pai celestial vos perdoará a vós" (Mateus 6:14).

Um grande passo que podemos dar para uma  vida  abençoada  é
"apagar" todas as mágoas e ressentimentos do passado. Quando
perdoamos àqueles que nos feriram, alegramos a  sua  vida  e
libertamos o nosso coração para a felicidade em Cristo.

Autor: Paulo Barbosa

Sobe para oito número de igrejas cristãs atacadas na Malásia. Governo condena ataques

Já chega a oito o número de igrejas cristãs atacadas com bombas e pichações na Malásia nos três últimos dias, em meio a polêmica sobre o direito dos cristãos de escrever a palavra Alá em um país majoritariamente muçulmano.

Segundo o ministro do Interior, Hishammuddin Hussein, o último ataque aconteceu neste sábado (9) no estado Sarawak, na ilha de Bornéu, onde artefatos incendiários foram lançados contra o muro de uma igreja.

Trata-se do primeiro ataque ocorrido no leste da Malásia, uma região onde os cristãos costumam rezar no idioma malaio e utilizam o termo "Alá" para se referir a Deus.

Também neste domingo (10) duas igrejas foram atacadas com bombas incendiárias no estado de Perak, que causaram danos leves, enquanto em Malaca um prédio cristão amanheceu com manchas de pintura preta em sua parede principal.

O ministro do Interior assegurou que "tudo está sob controle" e acusou a "os meios de imprensa estrangeiros" de exagerar a notícia.

No sábado, outra igreja luterana foi atacada em Kuala Lumpur enquanto na sexta-feira uma igreja protestante foi incendiada e outras duas danificadas, também pela explosão de garrafas com combustível, que não causaram feridos.

Os fiéis das igrejas afetadas puderam assistir à missa no sábado (9) sem contratempos, exceto os paroquianos da Metro Tabernacle, cujo primeiro andar ficou completamente destroçado pela ação das chamas após ser atacada na sexta-feira.

O primeiro-ministro da Malásia, Najhib Razak, assegurou depois dos primeiros ataques que tinha ordenado às forças de segurança que colocassem um fim a eles, já que, segundo disse, colocavam em risco a "harmonia racial".

Depois das orações de sexta (8), milhares de pessoas foram à principal mesquita de Kuala Lumpur para pedir que seja proibida a citação a Alá aos não-muçulmanos.

Com os ataques foi criada uma onda de inquietação entre a minoria cristã e a maioria muçulmana Malay. Cerca de 9% dos 28 milhões de habitantes da Malásia são cristãos, boa parte deles de etnia chinesa ou indiana. Os muçulmanos correspondem a 60% da população. "Os cidadãos da Malásia estão agora vivendo com medo de uma briga racial, depois dos ataques às igrejas e do aumento do tom dos islâmicos ortodoxos no país", disse Charles Santiago, membro oposicionista do Parlamento malásio

Alá

Os muçulmanos estão enfurecidos com a decisão da Suprema Corte, em 31 de dezembro, de anular a proibição imposta pelo governo ao uso da palavra "Alá" pelos católicos romanos para referirem-se a seu Deus na edição em língua malásia de seu principal jornal, o Herald. A decisão da justiça também se aplica ao uso da palavra em Bíblias. O governo apelou da decisão judicial.

O Alto Tribunal da Malásia suspendeu na quarta-feira (6) a autorização concedida na semana anterior ao jornal católico local "Herald Weekly" para escrever o nome Alá, depois que o governo evocou a ameaça de tensões interreligiosas em um país de população majoritariamente muçulmana. Segundo o governo, a palavra árabe alá é exclusiva da fé muçulmana.

O "Herald Weekly" é publicado em quatro idiomas e tem uma tiragem de 14 mil exemplares, em um país que conta com 850 mil católicos, mas cuja população é de 60% de muçulmanos.

A Malásia é frequentemente considerada um modelo para outros países islâmicos pelo seu desenvolvimento econômico, sociedade progressista e coexistência pacífica entre a maioria malasiana e as minorias chinesa e indiana, que são cristãos budistas e hindus.

O país é predominantemente muçulmana e malaia, mas há significativas minorias étnicas chinesas e indianas que seguem principalmente o cristianismo, o budismo e o hinduísmo.

Governo da Malásia condena ataques a igrejas por uso do termo Alá

O governo da Malásia condenou os ataques contra ao menos oito igrejas cristãs e tentou demonstrar aos governos estrangeiros seu comprometimento com a liberdade religiosa das minorias. Os ataques, ocorridos nos últimos três dias, foram motivados por uma decisão judicial sobre o uso do termo Alá por um jornal católico do país majoritariamente muçulmano.

Os ataques sem precedentes não deixaram vítimas, mas criaram grande tensão entre as minorias cristãs e a maioria muçulmana malasiana --rompendo com a boa imagem do país de um país muçulmano moderado e levantando questões sobre sua estabilidade política.

Os ataques, que começaram na sexta-feira, foram aparentemente motivados pela decisão da Alta Corte, em 31 de dezembro, que derrubou o banimento federal do uso da palavra Alá por católicos romanos para se referirem ao seu Deus na edição em malaio de seu principal jornal, "Herald Weekly".

A decisão se aplica ainda à Bíblia em malaio, que teve 10 mil exemplares confiscados recentemente pelo governo por este mesmo motivo. O governo apelou ao veredicto.

Nesta segunda-feira, o Ministério de Interior realizou uma reunião de uma hora com cerca de 70 diplomatas estrangeiros para garantir a eles que a situação está sob controle. O ministério falou ainda que protegerá a "santidade" da diversidade das religiões do país e disse que a polícia aumentará as patrulhas nas igrejas e mesquitas no país.

O ministério disse que os ataques foram realizados por extremistas que querem enfraquecer o comprometimento nacional com a harmonia racial --uma das questões centrais para os investidores estrangeiros.

Fonte: Folha Online e Estadão

Kaká defende dízimo e diz que nunca foi a festas de Ronaldo

Membro da Igreja Renascer, Kaká é um dos jogadores que mais defendem a vida religiosa no mundo. Em entrevista ao jornal As, o camisa 8 do Real Madrid afirma que doa parte de seu salário à comunidade evangélica e segue à risca os ensinamentos bíblicos tanto no trabalho quanto nas horas vagas.

Destaque da Seleção Brasileira, ele também se diz avesso a festas, como as do amigo Ronaldo, hoje no Corinthians.

Sobre o dízimo, Kaká diz que a ação "é um mandamento bíblico. Não é uma parte do meu contrato, é uma parte de tudo que tenho, do meu tempo... Uma parte de tudo é para Deus. Todos os dias eu rezo e leio a Bíblia. Sou muito radical com meus valores e não os troco por nada".

Casado e pai de um filho, Kaká se vê como um homem caseiro, mas que gosta também de sair com os amigos - exceto para danceterias. "Sou jovem, gosto de ir a restaurantes, cinemas, enfim, coisas normais. Só não gosto de discotecas. No final da temporada, se ganharmos algo, vamos comemorar. Durante o ano, não", afirma.

Por ser avesso a casas noturnas, Kaká diz que até hoje não foi a festas de Ronaldo, com quem nutre um bom relacionamento desde os tempos de Seleção. "Nunca tive essa grande oportunidade (risos)", brinca o jogador, que chegou a convidar o corintiano para cultos da Igreja Renascer, no ano passado.

A igreja, fundada por Estevam Hernandes e por sua mulher, Sônia, ficou mais conhecida com a prisão de seus dois líderes, em Miami, por tentarem entrar nos Estados Unidos com uma quantia em dinheiro maior do que a permitida, em dezembro de 2006.

Fonte: Terra

Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança morreu em tremor no Haiti

Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns era fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. A Pastoral da Criança é um órgão de Ação Social da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Exército brasileiro divulgou nomes de 4 militares mortos.

A médica pediatra e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, morreu vítima do terremoto de 7 graus de magnitude que atingiu o Haiti nesta terça-feira, confirmou nesta quarta-feira o irmão de Arns, Flávio José Arns, senador do PSDB (PR). A informação foi confirmada também pelo ministro de Defesa do Brasil, Nelson Jobim, e pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

A senadora Ideli Salvatti já havia dito mais cedo que Arns estava entre as vítimas do tremor, após participar da reunião, em Brasília, sobre a situação dos brasileiros no país.

A senadora Salvatti, do PT (SC), disse que assessores do planalto informaram durante a reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que Arns estava na rua quando o tremor ocorreu e que morreu em consequência da tragédia.

Segundo o gabinete do senador, a morte de Arns foi informada à família por Gilberto Carvalho, assessor da Presidência. Flavio Arns embarcou na manhã desta quarta-feira para o Haiti com o ministro Jobim.

Médica pediatra e sanitarista, Arns, 75, fundou e coordena a Pastoral da Criança no Brasil, órgão de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Lula discute a situação dos brasileiros no país com os ministros Nelson Jobim e Celso Amorim. Jobim deve seguir ainda nesta quarta-feira para a capital haitiana, Porto Príncipe, em avião da Força Aérea, para acompanhar no local o desenvolvimento da tragédia.

Brasileiros

O general de brigada do Exército brasileiro Carlos Alberto Neiva Barcellos confirmou nesta quarta-feira, em coletiva de imprensa no quartel-general em Brasília, a morte de quatro militares brasileiros no tremor.

"É possível que tenhamos mais mortes", afirmou nesta quarta-feira o coronel Eduardo Cypriano, subchefe da comunicação do Exército.

De acordo com Barcellos, as quatro vítimas são: o sargento Davi Ramos de Lima, o tenente Bruno Ribeiro Mário e os soldados Antônio José Anacleto e Tiago Anaya Detimermani. Todos os militares seriam membros do 5º batalhão de infantaria-leve das forças brasileiras no Haiti.

Segundo o centro de comunicação do Exército, as mortes ocorreram fora da base do comando do batalhão do Exército brasileiro no Haiti, cujo prédio não sofreu grandes estragos.

Ao menos outros dez militares ficaram feridos devido o tremor, de acordo com Barcellos. Entre eles, estão: o tenente coronel Alexandre José dos Santos, o capitão Renan Rodrigues de Oliveira, o sargento Danilo do Nascimento de Oliveira, o cabo Eugênio Pesaresi Neto e o soldado Welington Soares Magalhães Neto.

Muitos civis estão à procura da sede militar para obter refúgio após o terremoto. Segundo o general, o comandante do Exército brasileiro Enzo Martins Peri será enviado ao país. Barcellos não confirmou se posteriormente o Exército enviará uma missão para o Haiti.

Há escombros por toda a parte na capital Porto Príncipe, o que impede que carros circulem pela cidade. O incidente comprometeu os sistemas de telefonia fixa e de celular, dificultando o repasse de informações.

Não há energia elétrica na capital, o que tornou as buscas ainda mais difíceis e comprometeu a avaliação dos danos do terremoto nesta madrugada. Segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, muitos habitantes de Porto Príncipe estão buscando refúgio na base do Comando do Batalhão Brasileiro, menos atingida pelos abalos.

O Brasil tem 1.266 militares na Força de Paz da ONU, a Minustah, dos quais 250 são da engenharia do Exército. Os militares já tiveram participação no socorro às vítimas dos furacões de 2004 e de 2008, que atingiram o Haiti.

A força foi trazida ao país depois de uma sangrenta rebelião em 2004, que seguiu décadas de violência e pobreza. A missão é liderada pelas tropas brasileiras.

Mais vítimas

Uma fonte militar, citada pela agência de notícias France Presse, disse que três soldados jordanianos da missão de paz da ONU (Organização das Nações Unidas) morreram no terremoto e outros 21 ficaram feridos.

Eles foram identificados como os majores Atta Issa Hussein e Ashraf Ali Jayus e o cabo Raed Faraj Kal-Khawaldeh. A mesma fonte afirmou que nenhum dos 21 feridos corre risco de morte.

A imprensa estatal chinesa informou que pelo menos oito soldados chineses foram soterrados, e que outros dez estão desaparecidos.

O chanceler francês, Bernard Kouchner, afirmou em pronunciamento nesta quarta-feira que um dos funcionários da embaixada do país no Haiti ficou gravemente ferido.

Jornalistas da agência Associated Press descrevem danos graves e generalizados pelas ruas, onde sangue e corpos podem ser vistos. Segundo a agência, dezenas de milhares de pessoas estão desabrigadas. A rede de TV CNN informou que possui imagens de mortos pelas ruas da capital haitiana, mas que são muito fortes para exibição.

Danos

Mesmo prédios importantes como o palácio presidencial e a sede da missão da ONU não resistiram e sofreram sérios danos. O subsecretário-geral para Operações de Paz da ONU, Alain Le Roy, disse em um comunicado divulgado em Nova York que a sede da missão sofreu graves danos, juntamente com outras instalações das Nações Unidas e que um grande número de pessoas que trabalham para a organização continuava desaparecido.

Há relatos de casas que caíram de barrancos e de um hotel de luxo que teria desabado, soterrando 200 pessoas. Repórteres e testemunhas relatam grande destruição e cenas sangrentas na capital, Porto Príncipe.

As comunicações foram em grande parte interrompidas, tornando impossível obter um quadro completo sobre os danos, enquanto vários tremores que se seguiram ao grande sismo continuaram a assustar a população do país, onde muitas construções são precárias. A eletricidade foi cortada em alguns lugares.

Os embaixadores do Haiti no México e nos Estados Unidos informaram que o presidente René Préval está vivo, apesar do colapso do palácio presidencial

"A situação é muito grave", especialmente nos bairros mais populares, disse Manuel durante uma entrevista coletiva de no Ministério das Relações Exteriores do México, após conversar com o vice-chanceler mexicano, Salvador Beltrán.

Fonte: Folha Online

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Para refletir...A Necessidade De Nascer De Novo

Para refletir...A Necessidade De Nascer De Novo

"Respondeu-lhe Jesus: Em verdade, em verdade te digo que  se alguém não nascer de novo, não pode ver  o  reino  de  Deus"  (João 3:3).

A necessidade do novo nascimento é  vivamente  retratada  na vida de  George  Whitefield.  Aos  16  anos  ele  se  sentiu profundamente condenado por seus pecados. Ele  fez  de  tudo para  tornar-se  aceitável  para  Deus.  Ele  escreveu,  "eu jejuava por 36 horas duas vezes por semana. Eu fazia orações formais várias vezes durante o dia e  quase  morri  de  fome durante os longos períodos sem comer,  mas,  sentia-me  cada vez mais miserável. Então, pela  graça  de  Deus,  encontrei Charles Wesley que abriu a Bíblia diante de mim e me mostrou que eu devia 'nascer de novo' ou continuar como  um  perdido para sempre". Finalmente, Whitefield compreendeu  que  tinha
de confiar em Jesus Cristo. Ele creu e  foi  tanto  perdoado como transformado. Mais tarde, tornou-se um pastor e  pregou pelo menos mil vezes sobre o assunto: "Você tem de nascer de novo".

Estamos satisfeitos com o  rumo  de  nossas  vidas?  Cremos, realmente, que o que temos experimentado  é  o  melhor  para nós? Sabemos para  onde  estamos  indo?  Estamos  plenamente satisfeitos com o que somos?
 
Se não alcançamos a plenitude da felicidade almejada, o  que temos feito para mudar a situação?  Temos  buscado  a  nossa realização pessoal em  festas,  em  jogos,  na  bebida,  nos prazeres que o mundo oferece? E se a nossa resposta é "sim", temos alcançado sucesso em nossas tentativas?

O mundo  nada  tem  a  nos  oferecer  que  garanta  a  nossa felicidade. As formalidades  da  religião  também  não  têm. Esforçamo-nos arduamente e nada acontece. E por que?  Porque a verdadeira felicidade só pode ser obtida em Cristo  Jesus, nosso Senhor e Salvador. A velha natureza deve  ser  deixada para trás e uma nova vida espiritual deve  começar  a  fazer parte de nossos dias.

Você  já  nasceu  de  novo?  Já  comemorou  um   aniversário espiritual?

1790: Luís 16 assina Constituição Civil do Clero

No dia 26 de dezembro de 1790, o rei da França aprova lei que transforma clérigos em funcionários públicos, afrouxando os laços com Roma e integrando a Igreja no sistema político introduzido pela Revolução de 1789.
A Lei sobre a Constituição Civil do Clero de 1790 visava reorganizar em profundidade a Igreja da França, transformando os párocos em "funcionários públicos eclesiásticos". Ela foi a base para a integração da Igreja Católica no novo sistema político introduzido pela Revolução de 1789.
Segundo o historiador norte-americano Timothy Tackett, a lei introduziu uma fratura profunda e duradoura na França, ao aprofundar o efeito da Lei sobre a Abolição das Ordens Monásticas, de 13 de fevereiro do mesmo ano. Esta suprimira 100 mil membros do clero não ligados a uma paróquia, ou seja, os quase três quintos da classe considerados, na época, "não úteis". Os critérios de utilidade eram os sacramentos e o zelo das almas, assim como serviços à educação e às obras de caridade.
Religiosos como funcionários
Desde 22 de maio de 1790 a Assembleia Constituinte debatia sobre os clérigos seculares. Em 12 de julho, aprova a Constituição Civil, promulgando-a em 24 de agosto. O decreto de aplicação passa em novembro, e, a contragosto, o rei Luís 16 o assina em 26 de dezembro do mesmo ano; apesar de seus escrúpulos pessoais e de o papa Pio 6º considerar certos pontos do documento heréticos, sacrílegos e cismáticos.
A Lei sobre a Constituição Civil do Clero se compunha de quatro partes, dedicadas aos cargos eclesiásticos, o pagamento dos religiosos e outras questões práticas. As circunscrições das dioceses foram adaptadas às novas unidades estatais dos départements, cada um destes correspondendo a um bispado. A redistribuição reduziu o número de sedes episcopais de 139 para 83.
Bispos e padres passaram a ser eleitos pelo povo e pagos pelo Estado, como funcionários públicos. As eleições episcopais transcorriam no nível dos départements, as dos padres, em nível comunal. Os capítulos eclesiásticos foram abolidos e substituídos pelos assim chamados conselhos episcopais.
Reflexos profundos sobre a sociedade
A Constituição Civil completou a transformação da Igreja na França numa Igreja nacional, afrouxando os laços com o Papa. Ordens de Roma têm que passar pelo controle do governo, os pagamentos de tributos são suspensos e ao Sumo Pontífice é negada qualquer jurisdição eclesiástica.
Em 4 de janeiro de 1791, os deputados do clero reunidos na Assembleia juraram a Constituição Civil; alguns deles contra a vontade; 80 bispos negaram o juramento. No mesmo ano, Pio 6º declarou-se contra a Constituição Civil. A esta altura, não mais de 55% dos padres das paróquias rurais e entre 25% e 48% das urbanas haviam prestado juramento.
Dentro da Igreja da França criava-se, assim, um grave cisma entre os clérigos fiéis a Roma e os "constitucionais"; uma dicotomia com profundos reflexos sobre a população. A maior parte dos clérigos refratários tomou o partido dos contrarrevolucionários, despertando a suspeita e o ódio dos patriotas. E numerosos católicos que haviam apoiado o Terceiro Estado – quer camponeses, artesãos ou burgueses – associaram-se à oposição.

Redator(a):Augusto Valente

Para Refletir...Saboreando A Felicidade

Saboreando A Felicidade

"Tu me farás conhecer a vereda da vida; na tua presença há plenitude de alegria; à tua mão direita há delícias perpetuamente" (Salmos 16:11).


"Eu costumava pensar que o que me daria grande satisfação era avançar mais um passo, ou conseguir um emprego especial, ou atingir uma segurança financeira. Porém, toda vez que eu atingia uma meta, continuava desapontado e a vitória me deixava ainda vazio. Finalmente, eu percebi que nunca alcançaria a verdadeira felicidade neste mundo. De fato, eu nunca tive um dia completo de felicidade porque a felicidade chega aos poucos. Ao mesmo tempo, não há um único dia em que Deus não me ofereça momentos de recompensa, realização e felicidade. E o meu maior prazer é saborear cada um desses momentos à medida que eles chegam."


Você ainda está buscando a sua tão sonhada felicidade? Está ainda se empenhando em conseguir grandes conquistas? Costuma murmurar quando todos os seus objetivos não são atingidos? E quando os atinge, crê que está experimentando uma alegria completa e definitiva?


Muitas vezes, ao alcançar uma vitória, percebemos que a frustração ainda permanece em nossos corações. Dedicamo-nos ao máximo em nosso propósito, não medimos esforços em nossa tarefa, e chegamos à conclusão que era apenas uma conquista como muitas outras e não nos garantia a felicidade.

A felicidade não pode ser comprada e nem depende de um esforço maior para ser obtida. Ela vem a nós de graça, a todo instante, pelos méritos e pelo amor de nosso Senhor Jesus Cristo. Nele somos felizes. Em Sua força nós somos
felizes. Por Seu amor nós somos felizes. Em Sua presença somos muito felizes.


Ele sabe o que é melhor para nós. Sabe o momento certo de nos dar as Suas bênçãos. Sabe a forma correta de nos revestir da verdadeira felicidade. Quando Ele está em nossos corações, a possibilidade de sermos infelizes é nula. Com Ele cantamos e dançamos, sorrimos e agradecemos, vivemos a vida abundante e eterna.


Você ainda está buscando uma felicidade que nunca chega ou está saboreando os momentos de felicidade que Deus lhe dá todos os dias?
 

Arruda e a crise na maçonaria


        O governador se licencia da organização, mas não evita investigações sobre suposto favorecimento do governo do DF a uma fundação ligada aos maçons
 
 

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, pediu licença da maçonaria por temer ser expulso da organização. No início de dezembro, ÉPOCA revelou que um processo para o seu desligamento da maçonaria havia sido aprovado e que Arruda seria julgado. Segundo fontes ouvidas pela revista, a expulsão era certa. O motivo do processo foi o aparecimento do governador em um vídeo recebendo R$ 50 mil do ex-secretário de Relações Institucionais do governo Durval Barbosa, no episódio que ficou conhecido como mensalão do DEM de Brasília. Arruda entrou com o pedido de “quite placet”, concedido pelas lojas maçônicas quando o maçom fica impossibilitado de frequentar as reuniões por qualquer motivo. O governador fez o pedido em caráter irrevogável. Com isso, a loja fica impedida de não conceder a licença. Do ponto de vista prático, com o “quite placet”, o processo de expulsão de Arruda da maçonaria fica parado. Se quiser voltar à instituição, Arruda terá de se submeter à aprovação dos maçons. Em dezembro, o governador pediu sua desfiliação do DEM com receio de ser defenestrado dos quadros do partido.
Arruda é mestre grau 3, terceiro de 33 níveis na hierarquia da maçonaria. No grau 1, o membro é chamado de aprendiz. No 2, de companheiro. A partir do 3, já é considerado um mestre.
Em entrevista a ÉPOCA, o maçom Walter Fachetti (deputado que integra a assembléia federal da organização), que protocolou pedido de investigação e expulsão de Arruda, diz que o governador nem deveria ter entrado para a maçonaria. Fachetti, ligado à loja maçônica 22 de agosto em Colatina (ES), afirma que Arruda frustrou a maçonaria por ter prometido fazer um governo voltado para o povo e, depois, ter se envolvido em um escândalo de grandes proporções (mensalão do DEM). Fachetti lança suspeitas também sobre a Fundação Gonçalves Lêdo, vinculada à maçonaria e que fechou convênios, sem licitação, de quase R$ 30 milhões com o Governo do Distrito Federal para gerir programas de informática. O Ministério Público do Distrito Federal já investiga o convênio da fundação com a Secretaria de Ciência e Tecnologia. Fachetti diz que, neste momento, não chama Arruda de “irmão”, que é o tratamento entre os maçons. Ele afirma não acreditar na volta de Arruda à maçonaria, mas não duvida que isso aconteça. "É possível que ele peça para voltar e um monte de bandido aprove a volta dele. Infelizmente a Ordem (maçônica) tem pecado muito."
A seguir, os principais trechos da entrevista do deputado federal maçônico Walter Fachetti a ÉPOCA.
ÉPOCA – O que é o “quite placet”, pedido pelo governador José Roberto Arruda? É uma licença?
Walter Fachetti –
Quando o maçom se vê impossibilitado de frequentar as reuniões, por qualquer motivo, ele entra com o pedido. Isso está no regulamento geral da ordem, no artigo 43. O pedido dele, feito no dia 18 de dezembro, foi apresentado em caráter irrevogável. Não existe nenhum meio que a loja (maçônica) possa revogar. Ela concede simplesmente o “quite placet”.

ÉPOCA – E o governador explica o motivo da licença?
Fachetti –
Na verdade eu nem soube por Brasília. Eu que fiz o pedido de abertura de processo contra o Arruda no dia 2 de dezembro. Protocolei no Espírito Santo. Fiz alguns contatos com alguns maçons para pedir apoio, já que eu sou deputado federal da maçonaria. Mas, quando se faz o pedido em caráter irrevogável, você não fala o porquê. Só fiquei sabendo da concessão pela internet.

ÉPOCA – O que acontece com o processo de expulsão dele da maçonaria?
Fachetti –
Infelizmente o processo fica parado. Não tem como prosseguir. Isso porque ele não faz mais parte do corpo da loja. Ele continua sendo maçom. Quem entra na maçonaria nunca deixa de ser maçom. Eternamente vai ser maçom. Mas, com o “quite”, fica parado. Mas eu estou estudando algumas possibilidades. Eu recebi alguns documentos do grão-mestre de Brasília, Jafé Torres. Ele tem uma fundação em Brasília chamada Gonçalves Ledo. Houve algum desvio de recursos para ele.

ÉPOCA – Para o Jafé Torres?
Fachetti –
Para a fundação. Ela teve um valor pequeno até 2003 em que dava para pagar só a contabilidade e alguns funcionários. No ano passado, teve uma receita exorbitante. Estou vendo a possibilidade de abertura de um processo de investigação da maçonaria sobre a fundação (Gonçalves Lêdo), que é mantida pela maçonaria, por alguns maçons que não deveriam estar no meio. O que prezamos acima de tudo é a liberdade, a fraternidade e a igualdade. Essa forma de maracutaia, a maçonaria, em nenhum momento, comunga com isso. Infelizmente não temos como separar muitas coisas. As pessoas começam a ficar marginais depois que entram na política. Geralmente no nosso meio não se encontra esse tipo de pessoa. Mas entraram. Por motivos alheios ao que a ordem preceitua. Por isso são coisas que temos de punir. E nós, como maçons que queremos a coisa certa, queremos fazer com que ela aconteça.

ÉPOCA – Seria possível alguma intervenção na loja maçônica do Distrito Federal em função das suspeições?
Fachetti –
Só quem pode fazer isso é o Grande Oriente do Brasil, por meio do grão-mestre geral, que é Marcos José da Silva. Caso a loja toda esteja envolvida no processo com o próprio Arruda, que, neste momento, eu não chamo de Irmão. Para mim é um homem de avental que entrou na maçonaria por motivos particulares e alheios aos que a Ordem preceitua. Não deveria nunca ter entrado. Ou seja, ele atingiu o grau de mestre em um período curto, o que não deveria. Com ele foi diferente. Na história da maçonaria só teve um que conseguiu isso e também por interesse: foi Dom Pedro I.

ÉPOCA – Só o Dom Pedro I e o Arruda?
Fachetti –
Só o Arruda e o Dom Pedro I. Parece que a assessoria do Arruda é quase toda de maçons da loja dele. Estou batendo contra essa situação porque não admito esse tipo de coisa. Se for para dar um jeitinho, a gente sai da maçonaria e fica do lado de fora, que já está uma bagunça. Dentro da Ordem, fazer uma coisa dessa, é lastimável.

ÉPOCA – O Arruda fica impossibilitado de frequentar as lojas maçônicas?
Fachetti –
Sim. Ele fica impossibilitado de frequentar reunião ou evento fechado da maçonaria. Só eventos abertos, apesar de ser maçom. Esse período dura seis meses e pode ser revogado por mais seis meses. Depois disso, ele pode, com o “quite” na mão, pedir para voltar a qualquer loja, desde que a loja aceite. A mesma coisa que aconteceu lá no Senado. Ele burlou o painel, falou que não tinha sido ele e voltou uns meses depois como deputado e governador. E o povo aceitou.

ÉPOCA – Então o governador Arruda pode voltar à maçonaria?
Fachetti –
Pode. Se a loja achar por bem, sim. Existem interesses e interesses. Normalmente não se pode fazer isso. Mas, infelizmente, a Ordem tem pecado muito.

ÉPOCA – Na prática, o que o governador Arruda ganha com o “Quite Placet”?
Fachetti –
O processo de expulsão fica parado. Mas acho, particularmente, que ele não volta mais. O desgaste dele dentro da Ordem foi grande. Quando ele cometeu o ato ilícito do painel (violação) e ele já era maçom, o Arruda foi dentro de loja, pediu desculpa e falou que ia fazer um governo voltado para o povo. E a Ordem acreditou nisso. E agora aconteceu uma situação dessa (mensalão do DEM). Eu acho que ele já se queimou o suficiente. Não estou falando que não vai acontecer, que não vão aceitar ele. É possível que ele peça para voltar e um monte de bandido aprove a volta dele. Eu digo sempre o seguinte: se você anda com porco, você come lavagem. Se aprovarem a volta, é por outros motivos, que fogem ao que a Ordem preceitua. Eu vou estar em cima, batendo. Porque se depender de mim ele não volta. Somos mais de 300 mil maçons no Brasil. A minha palavra é pequenininha, mas vou tentar fazer.

ÉPOCA – A opinião na maçonaria é de que ele deve ser afastado?
Fachetti –
As manifestações contra ele são muitas. Eu tenho de Recife, Fortaleza, São Paulo. Junto com o meu pedido, entrou uma série de pedidos de expulsão dele no judiciário maçônico. Não estou sozinho. A imprensa não sabe muito porque a maçonaria é uma coisa muito fechada. Eu gostaria que este movimento (Arruda) fosse aberto, que fosse escrachado. A maçonaria está vivendo muito do passado. Ajudou na proclamação da República, ajudou na Inconfidência mineira, na libertação dos escravos. O passado é museu. A maçonaria deveria mostrar o que faz hoje em prol dos menos favorecidos. Não existe mais motivo para vivermos escondidos do que jeito que nós vivemos. Ou seja, se tem um cidadão desse (Arruda), que faz uma coisa dessa, ele deveria ser achincalhado pela maçonaria primeiro. Sou partidário dessa ideia. A maçonaria não deveria ficar na escuridão neste momento.

ÉPOCA – Então o senhor não tem motivos para ficar no anonimato.
Fachetti –
Não vejo motivos. Só se quiserem me expulsar. Mas não existe motivo para me expulsarem.


NOTA DE REDAÇÃO:

Em relação ao comentário a esta reportagem escrito pelo entrevistado Walter Fachetti (no dia 7: "Quero lembrar o sr. Murilo Jornalista que em momento algum informei que recebi documentos do Grão Mestre do Distrito Federal e que em momento algum levantei dúvidas sobre a fundação apenas informei que li sobre o fato na internet, peço que publique uma errata sobre estas informações. Informo que o artigo não é o 43 como mencionado e sim o 69"), ÉPOCA mantém a entrevista como foi publicada no dia 6, apenas alterando o número do artigo citado, de 43 para 69. Na ocasião, Fachetti mencionou o número 43. Todo o depoimento foi gravado.
 
Fonte : Epoca
POr: MURILO RAMOS

Para Refletir...Qual A Sua Preocupação



Qual A Sua Preocupação

"Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas?" (Mateus 6:26)


"Você se preocupa com dinheiro? Nós devemos ser cuidadosos com dinheiro, mas Jesus ensinou que não deve ser essa a nossa maior preocupação. Quando você se oferece totalmente para Deus, não deve se preocupar com as necessidades de sua vida. Deus assume, pessoalmente, a responsabilidade por sua comida e roupas. Em relação às nossas necessidades de alimentação, Cristo apontou para as aves. Isso não significa que conseguiremos tudo de que necessitamos sem fazer nada. 

As aves devem ciscar e procurar comida. Porém, elas não se preocupam com isso. Jesus nos instruiu a buscar em primeiro lugar o Seu reino e, assim, teremos também roupa, comida e bebida. Pense da seguinte forma: Se você centralizar sua vida em bens materiais, poderá perdê-los ou eles farão você
se perder, perdendo, desta maneira, as bênçãos de Deus. Mas, se você centralizar sua vida em Deus, submetendo-se à Sua vontade, todas essas coisas serão acrescentadas."


Deixamos de desfrutar as maravilhas de Deus pelo excesso de preocupação com as coisas terrestres. Falta-nos confiança, falta-nos ousadia, falta-nos a coragem de crer que o Senhor está controlando tudo que se refere ao nosso bem-estar.

A nossa preocupação deve se restringir ao nosso relacionamento com o Senhor. Não queremos nos afastar de Sua presença. Não devemos ignorar os Seus ensinamentos. Não podemos achar que somos capazes de resolver todos os problemas sem Sua ajuda. Não encontraremos a alegria verdadeira longe de Seus cuidados. Se queremos nos preocupar, portanto, que seja com a nossa intimidade com Deus.


Dinheiro, sucesso, conforto, felicidade, tudo isso conseguiremos se a nossa preocupação estiver centralizada em Jesus. Ele disse: "Pedi e dar-se-vos-á". Por que, então, a nossa ansiedade? Para que estamos nos preocupando?
 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

EU Quero ser Protestante

Pr. Renato Vargens
www.igrejadaalianca.com


Como todos sabemos, o termo protestante, deixou de ser usado pela maioria esmagadora das pessoas em nossos dias. Na verdade, tanto a sociedade brasileira como a mídia, nos denominam de "crentes", ou como ultimamente temos ouvido, de "evangélicos". Entretanto, por mais representativas que sejam tais definições, nenhuma delas se compara ao termo "protestante".

A palavra protestante deriva do latim, cuja preposição PRO, significa "para", e o infinitivo TESTARE, representa "testemunho". Um protestante, em outras palavras, é uma testemunha. Na verdade, podemos afirmar categoricamente que um protestante é uma testemunha viva de Jesus Cristo e da Palavra de Deus.

O protestantismo, não é meramente o protesto contra a corrupção eclesiástica e o falso ensinamento católico do século XVI; é muito mais do que isso. Ser protestante, é viver debaixo de um avivamento integral, é resgatar os valores indispensáveis a fé bíblica através da Palavra, é proclamar incondicionalmente a mensagem da graça de Deus em Cristo Jesus.

Ah, meu amigo, confesso que não agüento mais a efervescência da graça barata, o mercantilismo gospel, a banalização da fé. Não agüento mais, as loucuras e os atos proféticos feitos em nome de Deus, não suporto mais o aparecimento das mais diversas unções em nossos arraiais; isso sem falar da hierarquização do reino, onde apóstolos, paiostolos, príncipes e reis, têm oprimido substancialmente o povo do Senhor.

Chega! Basta! Quero viver e pregar o evangelho integral, quero ver uma igreja, santa, ética, justa e profética, quero ver uma igreja, que não se corrompe diante loucuras dessa era, quero ver uma igreja reformada e reformando, quero ver uma igreja PROTESTANTE!

SOLA SCRIPTURA, SOLA GRATIA, SOLA FIDE, SOLE DEO.

1937: Entra em vigor a Constituição da Irlanda

Em 29 de dezembro de 1937 entrou em vigor a Constituição que consolidaria a divisão da 'ilha verde' em duas partes: a República da Irlanda e os seis condados da província do Ulster que formariam a Irlanda do Norte.
A Constituição de 29 de dezembro de 1937 foi criada para acabar com a violência entre irlandeses e ingleses e entre protestantes e católicos. Na prática, ela significou uma divisão da ilha em duas partes: a Irlanda e a Irlanda do Norte.
A carta magna, que de tempos em tempos ainda passa por leves alterações, teve diversas influências. Um dos seus mentores foi Eamon de Valera, primeiro-ministro e ex-combatente do movimento de libertação da Irlanda.
Os constituintes criaram instituições públicas segundo o modelo inglês, mas com denominações irlandesas. A Irlanda passou a chamar-se oficialmente Eire. O papel do Tribunal Constitucional foi copiado do seu similar nos Estados Unidos.
Além disso, os irlandeses adotaram alguns princípios constitucionais da Itália e da República de Weimar (Alemanha). A influência dominante, porém, veio do Vaticano. De Valera queria uma Constituição católica, para ressaltar a separação da coroa inglesa.
Conflito religioso secular
O sangrento conflito religioso entre Londres e a Irlanda já durava séculos. A cristianização da ilha começara no século 5º, nos tempos do atual patrono e herói nacional São Patrício. Nos anos seguintes, foram construídos inúmeros mosteiros na Irlanda, iniciando-se um movimento missionário que se expandiu até o continente europeu.
O rei inglês Henrique 2º apoderou-se do país no século 12. Através do Tratado de Windsor, de 1175, passaram a valer as leis inglesas na Irlanda. Nos séculos seguintes, a ilha não teve mais paz. Repetidamente os irlandeses travaram batalhas sangrentas com os ingleses.
Por meio de uma bem tramada política de emigração, os protestantes tornaram-se predominantes em vários condados, principalmente na província do Ulster, no norte da ilha. Em 1801, a Irlanda foi oficialmente incorporada ao império inglês.
Radicalização do movimento separatista
No século 19, surgiu um movimento pela autonomia política da ilha, o chamado Home Rule. A esta altura, a Irlanda era a mais antiga colônia britânica. Como Londres hesitasse em atender às reivindicações, o movimento se radicalizou. Fundaram-se vários partidos políticos, entre eles o Sinn Fein, organização que liderou o Levante da Páscoa de 1916, violentamente sufocado pelos ingleses.
Vários líderes da revolução de cinco dias foram executados. Um dos cabeças do movimento, que conseguiu escapar vivo, foi Eamon de Valera. Em 1919, ele criou um parlamento independente e fundou o Exército Republicano Irlandês, o IRA, que desencadeou a luta pela independência do país. A conseqüência foi mais radicalização e anos de luta clandestina, apoiada principalmente pela população católica.
Divisão do país
Para acabar com o conflito, em 1921 Londres e Dublin firmaram um acordo de independência que provocou uma profunda divisão da sociedade irlandesa. Foi constituído o Estado Livre Irlandês, que aglutinou os 26 condados do sul, de maioria católica, enquanto o norte da ilha – especificamente os seis condados do Ulster de maioria protestante – permaneceu ligado ao Reino Unido.
Eamon de Valera abandonou a luta clandestina para tornar-se líder parlamentar em Dublin. Sonhava com um país predominantemente agrícola, cujos habitantes vivessem de acordo com os preceitos da Bíblia. Na função de primeiro-ministro, ele e seus correligionários gravaram esse sonho na Constituição de 1937, que selou definitivamente a divisão do país.
De Valera deixou a sua marca republicana e católica na Constituição que entrou em vigor em 29 de dezembro de 1937, após ser aprovada num plebiscito. Entre outras coisas, ela proibiu o divórcio e condenou a mulher à atividade doméstica.
Segundo o artigo 41, parágrafo 2, "o Estado reconhece especialmente que, através do trabalho doméstico, a mulher dá ao Estado um apoio sem o qual o bem comum não pode ser atingido. Por isso, o Estado deve garantir que as mães não precisem trabalhar por motivos econômicos, em prejuízo de suas obrigações domésticas".
Como líder do partido republicano Fianna Fail, primeiro-ministro e presidente da Irlanda entre as décadas de 30 e de 70, De Valera cortou aos poucos os laços do país com a Inglaterra e recusou-se a aceitar a inclusão da Irlanda do Norte no Reino Unido. Em 1949, foi proclamada a República da Irlanda que, na década de 60, intensificou as suas relações econômicas com o Reino Unido e faz parte da União Européia desde 1973.

Redator(a):Oliver Ramme (gh)
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1899: O fim do século 19

A 30 de dezembro de 1899, aproximava-se o fim do século 19. O que aconteceu naquele dia?
O clima de fim século em 1899 deve ter sido semelhante ao de 1999. Naquela época, as pessoas estavam refletindo sobre as realizações dos cem anos precedentes. No campo da ciência, por exemplo, um êxito incontestável foi a comprovação, por John Dalton, em 1808, de que a matéria é constituída de átomos. Outro foi a demonstração, por James Prescott Joule, em 1851, de que a energia realmente se conserva, e a suposição anterior do físico francês Sadi Carnot de que a eficiência com que uma forma de energia pode ser convertida em outra é intrinsecamente limitada. Em conjunto, esses avanços resultaram na chamada termodinâmica e levaram à conclusão de que a maioria das leis fundamentais da natureza integram um "vetor tempo".
Manchetes alemãs
Os jornais alemães, porém, ocupavam-se prioritariamente com fatos da atualidade, em suas edições de 30 de dezembro de 1899. O Kölner Tageblatt, por exemplo, noticiava: "De Londres informa-se que o departamento de guerra recebeu notícias muito sérias da África do Sul. A revolta dos africanos (nativos negros) já estaria se estendendo até 50 milhas da Cidade do Cabo. Os ingleses teriam conseguido afugentar patrulhas dos bôeres (descendentes de holandeses) ao longo da cadeia de montanhas rumo ao oeste. Houve troca de tiros. Os bôeres receberam reforços. Os ingleses voltaram à sua base sem baixas".
O jornal Kölner Tageblatt informava também que a família imperial alemã estaria em Berlim, de 30 de dezembro de 1899 até 3 de janeiro de 1900, para preparar sua mudança definitiva para a capital. Além disso, destacava um discurso do imperador austríaco Francisco José, gravado por meio de fonógrafo, durante um jantar oferecido à família real da Sérvia em Viena. "É uma satisfação acompanhar os progressos feitos pela integração entre ciência e técnica, nas últimas décadas. Assim, as mensagens telegráficas impressas foram complementadas pelos sinais audíveis do telefone e, agora, com o fonógrafo, as palavras faladas podem ser gravadas e ouvidas, muitos anos mais tarde, por gerações posteriores", disse Francisco José.
Em seu noticiário econômico, o Kölnische Zeitung informava que "os pesos de Buenos Aires aumentaram sua cotação no mercado financeiro, por serem bastante procurados". Uma notícia que, diante das crises mais recentes na Argentina, torna-se ainda mais incrível.
E, por falar em Argentina, a 24 de agosto de 1899 nasceu em Buenos Aires o escritor Jorge Luis Borges, que conquistou fama internacional abordando os mistérios da existência humana a partir das religiões, mitologias e filosofias mundiais. No mesmo ano, no Brasil, foi publicado Dom Casmurro, em que Machado de Assis passou a desenvolver a sua prosa realista e a compor complexos retratos psicológicos.
Manchetes brasileiras
Uma visita aos arquivos de jornais brasileiros revela outras curiosidades da virada do século 19 para o século 20, inclusive algumas mudanças que o português escrito sofreu desde aquele tempo: "Agora então, mais do que nunca, que o Brasil, paiz immenso e cheio de recursos naturaes, offerece a anomalia de uma crise economica profunda, devida exclusivamente aos desvarios da política, devemos todos nos acercar da Patria, num grande esforço collectivo, amparando-a contra os ataques do partidarismo desenfreado que a exhaure nas fontes mais preciosas", reproduziu o Estado de S. Paulo do vespertino O Jornal.
Em 1899, uma crise cambial assaltou o Brasil. O governo foi obrigado a incinerar pilhas de dinheiro o ano todo. Reclamava-se da interferência dos banqueiros estrangeiros, naquele tempo londrinos. Era um tempo em que se vendiam "fotografias da voz". O Viagra da época era o famoso Vinho Caramuru. O Acre ainda era disputado por brasileiros e bolivianos. O Pará entusiasmava-se com as comemorações dos 400 anos de descobrimento do Brasil, que há dez anos era uma república sem escravos. Já se falava da transferência da capital do país para o Planalto Central, "para promover o desenvolvimento do vasto território brasileiro". E os inevitáveis artigos prevendo o fim do mundo ocupavam páginas e páginas dos jornais.
Na realidade, porém, "a conclusão numérica do século em nada parecia um fim de mundo. Muito pelo contrário, levava a marca característica de um acontecimento passageiro", como escreveu o Stadtanzeiger der Kölnischen Zeitung, diário alemão da cidade de Colônia, em 30 de dezembro de 1899.

Redator(a):Geraldo Hoffmann
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